Who Are You?
16 Capitulo 16
kai
Em frente ao computador, lia as notas nos jornais sobre o assassinato de Tessa. Mesmo sem detalhes poderia tirar alguma informação dali, e como previsto, todo o conteúdo publicado eu já sabia. No texto, e não dava detalhes da morte dela, mas eu sabia bem como tinha sido.
Conversei com um policial mais cedo, e ele me informará que ela tinha sido esfaqueada no peito, tendo uma morte rápida e eficaz. Apesar de Lisa não ser considerada como culpada, era a primeira suspeita, onde o investigador alegava que ela poderia ser a mandante do crime.
Suspirando, continuei a fuçar mais sobre aquele caso, eu confiava em Lisa, sabia que ela não teria sido capaz de fazer isso, e eu ia provar a inocência dela. Era arriscado eu me intrometer assim, mas... apenas sentia que isso era o certo a se fazer.
Ainda navegando naquele mesmo site, me deparai com o link da matéria do escândalo que foi a morte de James. Cliquei, e apareceu outra tela na minha frente, dando detalhes sobre a família, amigos, e de quem ele era.
Li tudo, mas nada me ajudou de fato. Cansado, sabia que a internet não seria um bom lugar para começar a juntar pistas. O pior de tudo, é que nem mesmo eu sabia por onde deveria iniciar essa investigação.
Desliguei o computador, e fui tomar um banho, eram 00:38h. Estava sem nenhum sono, mas teria que me forçar a dormir, pois assim que o dia amanhecesse iria falar com Lisa, ela querendo ou não.
Lisa
Fui acordada bruscamente pela minha mãe. Olhando para ela perguntei:
–O que foi?
–Quantos calmantes tomou Lisa? — Perguntou minha mãe me olhando furiosa.
–Apenas 3, precisava dormir. — Murmurei colocando as cobertas encima da cabeça tampando a claridade dos meus olhos.
Ela tirou novamente a coberta para me olhar melhor.
–Está louca?! Isso poderia ter lhe afetado! — Se aborreceu ela.
–Foram apenas 3! Eu sabia o que estava fazendo! — Gritei já sem paciência.
Revirei os olhos e me sentei na cama.
–Não vou discutir com você, estou cansada de toda essa situação! — Parece que cada vez piora mais. Eu queria que a vida que tínhamos antes de acontecer voltasse. — Suspirou ela.
–Que pena que certas coisas não voltam mais. — Fitei ela, e depois abaixei a cabeça.
–Vou trabalhar, talvez isso distraía minha mente. — Ela caminhou em direção a porta. — Qualquer coisa, pode me ligar, e por favor, não faça nenhuma burrada.
–Pode deixar mãe. Se cuida.
Sozinha novamente no meu quarto, não sentia vontade de dormir novamente.
Me levantei e fui para cozinha. Estava faminta. Preparei meu café da manhã e me sentei na mesa e comecei a comer lentamente. Querendo ou não, me sentia segura dentro de casa.
Espiei por entre a janela e vi que o dia estava bonito, senti uma necessidade de poder sentir o sol penetrar na minha pele. Me levantei e fui para o quintal de casa, e me sentei na grama mesmo, fechando os olhos e deixando minha mente vagar.
Fui despertada pelo som da campainha lá fora. Pensei em não atender, mas fui vencida pela curiosidade de saber quem era. Quando abri, vi Kai com uma feição preocupada.
–O que faz aqui? — Perguntei.
–Precisamos conversar. — Disse ele inquieto.
–Ta tudo bem?
Ele olhou para a minha varanda, e rapidamente meus olhos seguiram os dele, e para minha surpresa, no vidro da janela da sala estava escrito com algum tipo de liquido vermelho a palavra "Assassina".
Baixei os olhos, e respirei fundo e sem dizer nada, entrei dentro de casa e peguei um pano com um balde com água e fui tentar limpar. Felizmente suspeitava de que meus pais não tinham visto aquilo ainda.
Comecei a esfregar, mas parecia que aquilo estava impregnado no vidro. Não queria chorar, mas estava difícil não soltar as lágrimas.
Frustrada, deixei meu corpo cair no chão e enterrei meu rosto nas minhas mãos.
Kai não dizia nada, o que era bom. Mas senti quando ele cuidadosamente tentou limpar aquilo pra mim.
–Não precisa fazer isso. — Disse com a voz embargada.
–Tudo bem, está quase saindo. — Respondeu ele dando de ombros.
–Obrigada. — Disse dando um grande suspiro.
Ficamos ali por um tempo até que ele finalmente conseguiu tirar toda a palavra. Olhei pra ele, e me levantei, indicando que entrasse em casa, me sentia exposta ali.
–O que você quer conversar comigo?
–Sobre um assunto que talvez você queira muito esquecer.
Revirei os olhos, o que seria dessa vez? Indiquei a ele para começar a falar, e fiquei surpresa com que ele me disse.
Kai foi bem claro ao falar que acredita na minha inocência, e que queria desvendar o crime, mas que precisaria da minha ajuda.
Eu estava estupefata, não entendia muito bem o que ele queria com isso, mas me senti grata, e num impulso, o abracei.
Conversamos mais um pouco, tanto ele quanto eu não saberia como iniciar essa investigação por nossa conta, ainda mais tendo que ser as escondidas... Ele me fez jurar que não contaria a ninguém, e eu faria isso, não diria uma palavra sobre isso nem para a minha família.
Apesar de tudo, estava ansiosa, eu tinha esperanças de descobrir o que realmente tinha acontecido naquela noite, e quem sabe assim, provar minha inocência de uma vez por todas.
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