Who Are You?
2 Capítulo 1
Acordei entorpecida e grogue, as palavras da minha mãe ecoavam em minha mente e eu fazia um esforço que poderia se considerado inútil para esquecer tudo isso. Não queria abrir os olhos e ter que encarar tudo e a todos. Estava me sentindo mal, com nojo de mim mesma e não queria mais pensar em nada. Queria apenas adormecer e e se livrar da culpa e do medo que se instalou em mim.
Suspirando tentei me posicionar mais confortavelmente mais era inútil tentar cais no sono novamente, quando sua mente estava com um turbilhão de pensamentos, todos voltado a apenas um assunto: O assassinato de James.
Minha mãe me contou tudo o que tinha acontecido naquela noite. Mesmo sendo tudo tão surreal, era a verdade... ou pelo menos era o que todos diziam.
Mamãe me disse que depois que sai com James, tudo estava normal como sempre, e ela nem se ligou por eu demorar tanto a chegar em casa, afinal, isso era bem rotineiro, mas ela disse que começou a ficar preocupada mesmo, quando a madrugada se estendeu e eu não dei notícias e nem atendia ao celular, muito menos o James.
Eles disseram que telefonaram a todos nosso amigos, e finalmente Tessa sabia a onde estávamos. Sim, confidenciei apenas a ela que eu e James planejava nossa primeira vez num conjunto de cabanas fofas perto de uma estrada pouco movimentada, mas que tinha uma vista incrível. Sabendo disso, meus pais rumaram até lá, e como já era de se esperar, nos encontrou nos registros de reservas, e foram nos procurar em ''nossa'' cabana. Disseram que bateram e chamaram por nós, mas as tentativas foram em vão, pois não obtiveram respostas. Já irritados, pediram para os donos do local a chave extra, e abriram a porta, dando de cara com o maior pesadelo de todos... James estava esticado no chão imerso em uma poça de sangue com vários acertos de tesouras e sem sua língua, e eu mais afastada, estava encima da cama inconsciente.
Chamaram a polícia e investigadores para o caso, e me levaram ao hospital afim de fazer alguns exames. Mas parecia que comigo estava tudo bem, fiquei de observação apenas por precaução.
Ao terminarem de me contar isso, fiquei abalada e sem ação, não acreditava que o James, meu James estava morto, e o pior de tudo, é que todos achavam que eu o tinha matado.
Com lágrimas pelo rosto, meus pais confidenciaram que eu era a principal suspeita do crime, afinal, eu estava com ele, e as minhas digitais estavam na tesoura usada nessa hora. Todos os fatos e provas caiam sobre mim. O pior de tudo, era que eu estava começando a acreditar que eu realmente tinha tirado a vida do meu namorado.
Senti que precisava espairecer a cabeça e tomar um ar. Abri os olhos e dei uma checada rápida pelo quarto, felizmente estava sozinha. Me levantei e fui em direção a janela, abri ela e inspirei ar suficiente para me sentir um pouco viva. Deixei que a brisa da noite invadisse o pequeno cubículo que estava e tocasse meu rostos, estava precisando disso.
Tudo lá fora estava escuro e quieto. Me perguntei o que seria daqui pra frente. Como meus amigos e familiares iriam me tratar? E o pior de tudo, o que a família do James iria dizer a mim?
Afastando esses pensamentos da minha mente, fiquei relembrando de como amava a vida que me foi tirada em menos de 24 horas. Tudo parecia tão perfeito, e agora, tinha virado um pesadelo enorme... Olhei para o céu e vi as estrelas brilharem, dei um suspiro leve e fechei a janela, depois caminhei de volta para a cama me deitando lentamente. Queria dormir, mas o sono não vinha. Me virava de um lado para o outro afim de fechar os olhos e esquecer tudo aquilo, mas era em vão, todos os momentos felizes que estivera ao lado dele aparecia nitidamente em minha cabeça, fazendo com meu peito doesse mais ainda liberando mais um choro que se formou naquele momento.
Com um nó na garganta chorei e orei em silêncio para que James me perdoasse pelo que fiz, ou acho que fiz...
Depois de deixar todas as lagrimas caírem, fiquei apenas quieta esperando o sono chegar... Mas estava difícil e só depois de horas fui vencida pelo cansaço, adormecendo e tendo pesadelos horríveis com tudo que estava acontecendo.
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