White Rose - (Rosa Branca)

10 Capítulo 10 - Necessidade e Briga


Notas iniciais
Bem gente, esse vai ser o inicio... Ele vai meio Love e mais agitadinho... Boa Leitura... Beijo, Beijo Jersyka Morganna Música tema do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=ac3HkriqdGQ

Música tema do capitulo:

https://www.youtube.com/watch?v=ac3HkriqdGQ

A irritação vinha com uma força sobrenatural, e eu tinha vários motivos para estar com este estado de espírito.

Primeiro tive aquele senhor em minhas mãos, e não pude fazer nada, e por algum motivo inexplicável ainda o queria perto.

Segundo, quem era o rapaz que me visitou... Minha cabeça estava a mil, depois ainda teve aquele momento tenso com o Caio. Por fim, com uma enorme dor de cabeça, pensei em dar um cochilo, fechei os olhos, e fui me acalmando pouco a pouco. Senti que mais um pouco e enfim adormeceria.

– Eu acho que ela está dormindo, mesmo assim quer vê-la? – falou a enfermeira em sussurros.

– Sim quero, é melhor para ela, não saber... Que estou aqui. Agora a senhora poderia dar licença? – falou uma voz doce, que me fez lembrar o sonho que havia tido há pouco tempo.

– Ela perguntou muito sobre o senhor. – disse á enfermeira ainda sussurrando.

– Não diga a ela, por favor, prefiro que ela não saiba. – a voz dele era suave como à seda, me lembrava muito a voz de alguém...

– Você gosta muito dela, não é? – se houve resposta não a ouvi. – Você a visitou cinco vezes, em apenas três dias. – me surpreendi, senti vontade de abri os olhos e ver quem era o rapaz que me visitara tanto. Mas preferi fingir estar dormindo.

– Senti a falta dela, agora a senhora poderia me dar licença? Por favor.

– Claro. – disse a enfermeira. A porta se fechou num pequeno ruído. Senti ele se aproximar e pegar delicadamente a minha mão, afagou minha testa, seu toque era suave e reconfortante. Suas mãos eram quentes.

– Akyra... – se antes a enfermeira sussurrava para não interromper meu sono, sua voz era que quase apenas um sopro. – Por que você fez isso comigo? Eu não posso ficar sem... O que deu em mim? O que deu em mim, hem Akyra? O que você conseguiu fazer a mim. – agora ele falava perto do meu ouvido, talvez quisesse que eu realmente ouvisse. – Sua vida, seu ar, seus sentimentos são tão frágeis, e por quê? Porque sinto uma enorme necessidade de protegê-los? – sua voz era tranquila. – Akyra eu... Eu... Deus, o que estou fazendo aqui, não posso continuar aqui. – eu sabia de uma coisa, esse não iria escapar. Abri os olhos como se estivesse acordando naquele momento, e para meu espanto a pessoa que apouco declarava-se para mim era... Era... Era Marcos, meu coração parou de bater, minha respiração ficou engasgada.

– Marcos? O que você está fazendo aqui? – falei entre bocejos, e esfregões nos olhos, para ficar mais verdadeira a minha mentirinha.

Ele me olhou surpreso, provavelmente achava que eu estaria sobre o efeito do sedativo e que não acordaria tão cedo. Não sei como ele não percebeu que estava fingindo, por que com certeza eu corei enquanto ele falava e ainda mais agora que eu sabia quem era. Seu rosto era quase patético, por um minuto quis rir da situação, o seu rosto foi da surpresa ao medo profundo. E eu entendo o porquê, um verdadeiro bad boy, daqueles bem conceituados, falando aquilo para alguém. Com toda a certeza isso seria algo que provocaria medo — que o assustaria.

Ficamos meio minuto em silêncio, olhando um no olho do outro, se encarando. Agora eu estava começando a ficar irritada, Marcos Azevedo Castro Coimbra, me visitando, e ainda fazendo declarações de amor. Por quê? O que ele ganharia com isto?

– Vamos Marcos, fale alguma coisa, o que você está fazendo aqui? – perguntei irritada, seu rosto era ansioso.

– Eu... Eu vim visitá-la, claro. – disse ele num tom debochado que eu bem conhecia.

– Me disseram que isso não faz seu gênero, visitar alguém, então por que você veio me visitar? – falei com escárnio.

–Então quer dizer que você ficar perguntando de mim por aí? – ele tinha um sorriso irônico nos lábios.

– É claro que não, apenas supus que uma pessoa como você não faria algo tão gentil como isso. Agora me responda o que você faz aqui? – quase gritei a ultima parte, minha paciência já estava se esgotando.

– Eu... Eu... Olha só?! Você não se contenta com nada garota? Eu te visitei e você me trata dessa forma, se eu soube-se que seria tratado como um criminoso, jamais teria vindo.

– Ok, me desculpa, eu não deveria ter falado assim. – falei com pesar.

– Certo... Bem visita feita, agora vou embora. – ele disse com desprezo.

– Certo... Marcos eu posso te fazer uma pergunta? – falei com um sorriso malicioso.

– Já fez né?! – desta vez era ele que falava com escárnio.

– É serio...

– Tá, faz sua perguntinha. – respondeu com sarcasmo.

– Bom... Foi você?

– Que?

– Que me visitou, várias vezes? – acho que me empolguei um pouco ao falar. Ele riu alto, na verdade ele gargalhou, na hora senti vontade de falar tudo o que eu sabia “A qual é pateta? Eu sei que era você. Eu ouvi tudo, ok.” pensei.

– Fala sério, garota, você bateu com muita força a cabeça, só pode ser... É serio Akyra, você tinha que ouvir você falar. – ele falou entre vários risos. – Querida se sinta satisfeita por ter te visitado esta vez.

– Ei, seu idiota, veja como fala comigo! – falei estridentes.

– E você, não se iluda, qual é? Você acha mesmo que um cara como eu, iria se interessar por uma garota sem graça como você, aposto que já estava até sonhando comigo. Fala sério, se enxerga garota!

– senti vontade de pular no pescoço dele, mas me contive.

– Ei, porque você não se manda. – falei ainda estridentes.

– É exatamente isto que eu vou fazer.

– Tchau, e obrigada. – falei carrancuda.

– Pois não, há e sinto muito mais não sonhe comigo, você é uma gracinha, mas uma garota como você não faz o meu... – não precisou que ele terminasse a frase, eu sabia o que ele falaria, então o interrompi.

– Você também não faz o meu tipo Marcos. E eu já tenho um palpite sobre quem me visitou. – falei como se fosse para mim mesma. – Acho que foi o Caio, bem que poderia ser ele pelo menos, ele sim faz o meu tipo. – ele me olhou com uma cara estranha, por um minuto ele fechou os seus olhos, quando os abriu, eles ardiam.

– Que bom, faça bom proveito, o Caio é um otário e deve ser por isso que ele faz o seu tipo. Eu vou nessa, tchau. – ele não conseguiu esconder a raiva em sua voz, acho que ele não gostou de saber que sua brincadeira não ia dá certo comigo.

– Tchau, e só mais uma coisa, o Caio pode ser um otário, mas ele é muito melhor que você. – agora eu voltava a falar com escárnio.

– Pode até ser. – ele se aproximou de mim, seus lábios ficaram a milímetros dos meus, seu hálito frio e doce me fez tremer involuntariamente. – Mas eu duvido que ele consiga fazer isso com você... – sorriu ao ver minha estupida fraqueza. – Tchau magricela. – e saiu com um enorme sorriso triunfante, vitorioso por minha fraqueza patética.

– QUE ÓDIO! – gritei.

Notas finais
Dei Cara aos personagens, então se estiverem a fim de verem como Akyra, Caio, Marcos, aquele senhor estranho, entre outros são.... Copiem e colem este link numa nova Guia : http://jersykamorganna-official.blogspot.com.br/