Whisper
3 Bleed for me...
Notas iniciais
Nesse capítulo, vamos ver um pouco sobre Madara e Itachi, e vamos explorar o tema diablerie, que é um tabu entre os vampiros, porém, será exposta aqui pelo olhar de um ancião...
Além disso, esse capítulo é também um presentinho de níver para minha Deidei Bibbie! Espero que goste minha lindinha! ^^
Itachi entra em uma sala onde ele deveria encontrar-se com Madara. O local parecia com o escritório do Pain, mas em vez de não ter nada nas paredes, alguns quadros com ilustrações antigas se espalhavam pela decoração. Além disso, a sala tinha uma estante enorme cheia de livros, tantos que Itachi não descobriria facilmente se não tivesse as habilidades e poderes oculares típicos de sua família, os Uchiha, o quais chamavam de Sharigan. Também não se preocupou em contá-los no momento. Madara ainda não tinha chegado, então o jovem vampiro decidiu dar uma olhada em alguns dos livros para matar o tempo.
Após uma boa percorrida com o olhar avermelhado e vazio pela prateleira, um livro chamou sua atenção. Ele o tirou da estante e leu a parte de trás para saber do que se tratava. Parecia ser uma espécie de manual, que tinha como base conhecimentos únicos em torturar pessoas, até o ponto onde pudesse mantê-las vivas, porém penduradas à vida apenas por um fio, a ponto de, se sobreviverem, viverem com a memória do evento horrível gravado em seu cérebro e nunca mais serem as mesmas outra vez; ou ainda, a ponto de enlouquecer completamente a vítima. Itachi deu de ombros. O que lhe restava de humanidade não era para se preocupar com coisas como aquelas. Afinal, vampiros eram assim. Acabou por abrir o livro e ver mais sobre o conteúdo.
—Capítulo dois, parte 3: Tsukuyomi — página 385...— Itachi le em voz alta. Ele virou a página passando os olhos rapidamente sobre a escrita. Era como se a informação que tinha recebido antes tivesse sido tirada dali. Tinha muitas notas manuscritas que se estendiam pelas páginas. Aparentemente, Madara escreveu toda a sua pesquisa sobre os limites para o Tsukuyomi e o que é realmente capaz de fazer.
Antes que ele terminasse de ler, a porta se abre atrás dele, fazendo-o fechar o livro e colocá-lo de volta na estante. De repente, Madara apareceu em sua frente, de braçaos cruzados:
—O que você está fazendo?—ele perguntou.
—Esperando por você.—responte Itachi, sem se impressionar demais pelo aparecimento abrupto de Madara.
—Estava lendo meus livros.— diz Madara, tomando o livro que Itachi devolvera à estante. —Quanto você leu?— perguntou, folheando as páginas do livro e indo exatamente para a página onde Itachi estava.
—Eu não li nada, você entrou.—Itachi comenta.
—Sei. . . você está interessado em tortura, hein?—o ancião perguntou, folhando uma página, com um sorriso diabólico. Itachi não respondeu.
—O que você queria comigo?— Itachi perguntou, mudando de assunto. Madara fechou o livro, colocou-o sobre a mesa, e então olhou para os livros na estante. Ele tirou um da prateleira e entregou-o a Itachi.
—Susanoo.— Madara disse quando Itachi abriu o livro, —esta é uma técnica poderosa que consiste em combinar disciplinas de fortitude e tenebrosidade para criar uma armadura mística de absorção de dano. É bem útil, porém, perigoso se não for usado com cautela. A conseqüência pode ser a morte verdadeira, mas eu não tenho certeza. Eu usei-o algumas vezes, mas, se você precisar um dia,talvez queira usá-lo como um último recurso.
Itachi sabia exatamente o que Madara estava tentando fazer. Ele estava tentando prepará-lo para a luta que um dia travaria com seu irmão, pela vingança de ter diablerizado todos os membros da sua família, há alguns anos atrás.
Itachi pega o livro e começa a lê-lo. De fato, a base do poderes dos Tremeres era o conhecimento para lidar com as coisas ocultas.
Enquanto isso, Madara vai até uma gaveta da sua mesa e pega um pergaminho.Sentando-se à sua mesa,ele abriu o pergaminho e começa a ler, enquanto Itachi continuava a estudar o livro em suas mãos. Ambos leêm o que eles deveriam ler por cerca de uma hora, ao final da qual, Itachi termina de ler o livro de 500 páginas. Madara tira os olhos da sua leitura e pergunta: ——Terminado já?
—Sim. —responde Itachi. Madara voltou a enrolar o pergaminho e o entregou a Itachi.
—Agora que você conhece a fundo sobre ele, é hora de adquirir os poderes necessários para fazê-lo.— diz Madara com um olhar enigmático enquanto colocava o livro de volta na prateleira e Itachi abre o pergaminho. O Ancião aproxima-se do mais novo e tocando-o no queixo, continua: —E você já sabe como, não é mesmo?
—Diablerie...—murmura Itachi, como se sentisse sobre os ombros o peso daquele tabu.
—Não se preocupe. Eu tenho tudo preparado para isso.
Itachi se mantém calado, apenas o olhar baixo de seus sharingans, em sinal de consentimento ao que o seu senhor dizia. Alguns minutos de silêncio se estabelecem entre eles, até que Itachi da um longo suspiro, mais em tom de conformação do que por necessidade de ar; afinal, vampiros não respiram.
—Está tudo bem. Quando devo começar?
—Não vai ser agora. Talvez amanhã, pois você precisa de tempo para se preparar para o que precisa fazer. De qualquer forma, eu estava pensando que poderíamos treinar. —sugere Madara.
—Ok, vamos lá no quintal, então. —diz Itachi, pensando que realmente não tinha nada melhor para fazer.
Madara e Itachi se dirigem para fora, mais especificamente para um quintal bonito com algumas árvores no local. O véu negro da noite também já se estendia sobre a cidade, então eles estavam seguros. Não havia ninguém no recinto, exceto os dois. O Ancião sorriu.
—Pronto? —Itachi perguntou, ficando em posição de combate.
—Sim, mas uma coisa antes. Qualquer coisa vale, tudo bem? Mas você não pode usar o Tsukuyomi ou qualquer outra coisa que tenha a ver com o Mangekyou. —pediu Madara.
Itachi concordou e então se colocaram a lutar.
—Vamos! —grita Itachi, começando a usar uma de suas disciplinas. Madara aparece atrás dele e faz um corte leve em seu braço com uma kunai. O jovem Uchiha parece não se preocupar muito, afinal, cortes como aquele cicatrizariam em instantes. Mas ao se afastar em meio a luta, ele sente algo molhado escorrer pelo seu braço, e só então percebe que é seu sangue. Além disso, sente também que o ferimento, embora pequeno, ardia, e ao voltar a atenção para a arma que havia lhe cortado, a kunai prateada nas mão de Madara, ele se intriga: —Prata?
O Ancião responde a pergunta apenas com o silêncio e um olhar voraz sobre o sangue que corria pelo braço de Itachi, passando a língua nos lábios com a visão. Um pouco intrigado, Itachi usa sua disciplina Quimerismo e cria três cópias de si mesmo que investem e atacam Madara, fazendo-o se mover de onde estava para não ser atingido em cheio. O Ancião por sua vez, desliza por entre os ataques dos clones, esquivando-se com astúcia de cada soco e chute que lhe era desferido. De repente, ele pega um deles desprevenido, e o ataca, fazendo o mesmo se dissipar com o seu poder.
De uma árvore, não muito longe dali, Itachi assistia Madara lutar contra suas aparições de quimerismo. Um breve sorriso se estampa em seu lábios ao perceber o Ancião desgatando sua energia para lutar com sua ilusão.De repente, seus olhos vermelhos se estreitam com a sensação da presença atrás de si, e na mesma velocidade de um piscar de olhos ele se esquiva da investida da katana que lhe acertaria em cheio pelas costas. Madara o empurra para baixo da árvore, ao que Itachi, mesmo em queda livre, lhe desfere uma poderosa rajada de fogo alucinatório, outra habilidade da sua disciplina quimerismo. Caindo em pé, como um gato faria, o jovem Uchiha se recompõe e saca algumas shurikens de sua bolsa, arremessando-as contra Madara que pula da árvore antes de ser atingido em cheio.
Outra vez, o Ancião Tremere aparece atrás de Itachi, fazendo outro corte com a kunai prateada, dessa vez, no outro braço. Porém, antes de receber o contra-ataque que o mais novo lhe desfere, Madara dá um salto para trás, e ao afastar-se novamente, ele lambe o sangue na kunai, recebendo um olhar intrigado de Itachi.
—Eu gosto de sangue.— declara Madara, antes de desaparecer diante dos olhos de Itachi, que se volta para cima rapidamente, onde o Ancião surge, desferindo-lhe outro golpe preciso com a kunai, dando-lhe tempo apenas de desviar um pouco para a direita, mas mesmo assim, sendo atingido no ombro dessa vez. Os pequenos arranhões feitos pela lâmina da kunai não lhe incomodavam tanto, apesar de não cicatrizarem, como aconteceria se fossem talhados com uma lâmina comum, mas havia outra coisa que estava lhe deixando intrigado.
—Isso não deveria ser uma novidade, levando em consideração o que somos... —comenta Itachi com um leve tom irônico, voltando dessa vez, seu mangekyou estampado em suas orbes avermelhadas. O sorriso malicioso de Madara se desfaz em uma expressão séria, e num piscar, ele surge perto de Itachi, desferindo-lhe um tapa furioso em seu rosto.
—Não se atreva a exibir esses olhos diante de mim outra vez! Isso é jogo sujo! —ralha o Ancião, enquanto o mais novo sentia a força do impacto lhe arremessar a alguns metros dali. Sentindo o seu rosto queimar com o golpe que recebera, Itachi se coloca de pé outra vez, enquanto piscava, um pouco cabisbaixo, na intenção de fazer seu mangekyou desaparecer de seus olhos.
—Eu não tive a intenção... Sabe muito bem que ainda não sei controlar isso direito. —comenta o moreno, levando uma das mãos ao rosto, tampando parcialmente os olhos.
Madara apenas sorri, e num piscar de olhos, surge novamente atrás de Itachi, agarrando-lhe num ímpeto, trazendo-o para perto de si com um braço envolvido em seu tórax. Com a outra mão, ele leva a kunai prateada dessa vez ao rosto do mais novo, encostando a ponta afiada da lâmina na pele alva enquanto aproxima-se do seu ouvido, sussurrando:
—Logo vai aprender a controlá-los...—nesse momento, a lâmina desliza pelo rosto de Itachi, deixando um fino e vermelho corte no caminho que percorre de sua têmpora até seu maxilar, arrancando-lhe um gemido abafado por sentir a prata lhe ferindo. Tomado pelo incômodo daquele ferimento, ele golpeia Madara com o cotovelo, desvencilhando-se dos braços dele e agarrando-o com um golpe que o arremessa contra o chão, derrubando-o deitado. Em seguida, o jovem Uchiha ajoelha-se sobre ele, imobilizando-o sob seu corpo e rendendo-o com a própria kunai prateada, a qual ele lhe tomara das mãos, furtivamente.
—Por que diabos você não para com isso? —irrita-se Itachi, referindo-se ao fato de estar sendo cortado constantemente durante aquele treino, por pura diversão, aparentemente, do seu Ancião. E ainda por cima, com prata, o que é bem mais perigoso para um vampiro, já que neutraliza sua capacidade de regeneração.
—Ei, eu sou o seme se isso for acontecer... —observa Madara, em tom divertido e malicioso, tentando desconversar e não responder a pergunta que o mais novo lhe fez.
Itachi range os dentes com raiva, pressionando um pouco a ponta da lâmina afiada contra o peito de Madara, que aproveita um breve momento de hesitação do mais novo para agarrá-lo pelo pulso e jogá-lo ao seu lado, envertendo suas posições, já que o Ancião agora estava em cima dele.
Itachi sentiu o peso do olhar profundamente enigmático depositado sobre si, num misto de sensualidade e malícia, enquanto sentia o vampiro mais velho lhe tomar a kunai de sua mão e apontá-la contra o seu queixo, erguendo um pouco seu rosto com a ponta. Ele tenta se desvencilhar, mas Madara o impede, dizendo:
—Como o seu criador, eu ordeno, que fique exatamente onde está...
O Ancião então o solta, ficando apenas ajoelhado em cima de seu corpo inerte no chão, com uma perna de cada lado da sua cintura. Itachi não conseguia se mover, ou mesmo, protestar. Estava completamente imobilizado, e não era físicamente. Algo dentro de sua mente o impedia de desobedecer o vampiro que era o seu senhor.
—Isso é completamente desnecessário... —comenta Itachi, preso àquele tipo de hipnose que só o vampiro que o gerou poderia causar à sua progênie, ao mesmo tempo que sentia a lâmina percorrer sua roupa, abrindo sua camisa despreocupadamente enquanto deixava um rastro de sangue por onde passava suamente em sua pele. Madara então lambe a kunai, com se degustasse com calma e prazer cada gota de sangue que havia naquela arma.
—Eu não sei por que, mas é imensamente gratificante ver você sangrar. . . —voltando a talhar mais cortes pelo tórax alvo de Itachi, que agora estava exposto aos ferimentos que eram feitos com um misto de calma, luxúria e perturbação estampados no olhar do Ancião. Os ferimentos constantes arrancam um gemido abafado dos lábios do jovem Uchiha, fazendo o fino sorriso nos lábios de Madara se curvar ainda mais em seu olhar gélido e sensual. —Isso dói, sim? Oh, desculpe...
Itachi cerra os dentes com a sensação da lamina de prata deslizando por sua pele outra vez. Estava quase atordoado, enquanto observava e sentia o Ancião percorrer um dedo pelo seus ferimentos e lambuzá-los em seu sangue, para em seguida levá-los aos lábios,e tocá-los com a língua lentamente, degustando aquele sabor com láscivia e desejo.
—O que há com você? —murmura Itachi, perplexo, tirando Madara de seu extase momentâneo.
—Como eu te disse anteriormente... eu gosto de sangue. —o Ancião sorri, e se debruça sobre Itachi, aproximando-se do seu ouvido, e sussurra: —Do seu sangue...
—Seja como for... meu sangue é morto... Por que bebê-lo enquanto pode ter quanto sangue quiser em seu rebanho humano particular? —Intriga-se Itachi, um pouco perturbado com a sensação de proximidade dos seus corpos.
Outro sorriso diabólico e fino se estampa no rosto de Madara, no momento em que ele passa a língua sobre o corte que fizera no rosto de Itachi, lambendo-o devagar do maxilar até a têmpora, o que faz o mais novo mais estremecer com a sensação.
—Digamos que a diablerie não seja uma prática que favorece apenas os mais jovens, que se tornam mais poderosos sugando os antigos...—Madara explica, num tom quase dogmático, enquanto deslizava seus dedos sujos de sangue pelos lábios de Itachi, manchando-os de vermelho. A visão faz os olhos gélidos e sensuais do mais velho brilharem, e sua finas, porém, perigosas presas se projetam em seus dentes, como se sentisse excitado. Ele continua: —Vampiros muito antigos as vezes não se sentem saciados apenas com o sangue humano, por tanto, devem consumir sangue de vampiro para se sustentarem. Como eu, por exemplo...
—Mas...—Itachi tenta protestar num murmurio que é calado pela língua de Madara que toca seus lábios, dando-lhe uma lambida de leve para limpar o sangue que ele esfregara ali. Em seguida, o Uchiha mais novo fica perplexo tendo seus lábios tomados num beijo ousado e cheio de luxuria.
—Sede de sangue... —sussurra Madara, ao final do beijo. —Mas não só de sangue... Isso tudo perde muito a graça se você tiver que ficar controlado dessa maneira.
O Ancião se ergue, olhando profundamente nos olhos de Itachi, que por um momento, sente sua força de vontade voltar. Estava livre da hipnose, e num ímpeto, ele se ergue empurrando-o com força de cima de si, levantando-se e afastando-se de Madara o mais depressa possível. Porém, mesmo usando suas disciplina de rapidez, o mais novo é surpreendido pelo Ancião que o segue, surgindo à sua frente, e segurando-o com força pelos ombros.
Itachi tenta se esquivar, mas é arremessado contra uma parede, e antes que pensasse em levantar, ele sente seu braço ser erguido e seu punho ser transpassado pela kunai que o empala na parede de concreto, fazendo a dor de ter a prata dentro da sua carne lhe consumir por um momento.
—Você é louco! —exclama Itachi, abafando um gemido, enquanto sentia seu sangue verter pelo seu braço suspenso e ferido.
—Eu já fui chamado por adjetivos piores... —comenta Madara, com seu olhar malicioso e divertido, aproximando-se de Itachi e erguendo o seu rosto pelo queixo, ao que o mais novo tenta se esquivar, mas não consegue, devido a dor que lhe consumia ao tentar mexer o braço. Um sorriso largo se estampa no rosto do Ancião, e ele diz: —Assim é bem melhor. Toda essa resistência só me deixa mais excitado.
Itachi nada responde, apenas devolvia um olhar facínora para o seu senhor que o contemplava com uma expressão voraz.
—Grite...—ordena Madara, segurando-o pelo rosto, recebendo como resposta apenas o silencio obstinado dos sharingans à sua frente.
O ancião sorri, aproximando-se do rosto de Itachi enquanto saca outra kunai de prata, com a qual recomeça cortá-lo, deslizando-a pelo braço livre de Itachi, dizendo:
—Sangre para mim...
Nesse momento, Madara deixa seu rosto resvalar até a curva do ombro de Itachi, que o sente lhe segurar pelos cabelos, deitando um pouco sua cabeça para o lado e expondo seu pescoço alvo para os lábios do Ancião, que lhe deposita alguns beijos ali. De repente, como se não aguentasse se segurar mais, Madara expõe suas presas e as penetra na pele de Itachi, arrancando-lhe um gemido de dor enquanto começa a sugar seu sangue lenta, porém, intensamente.
Itachi sentia-se atordoado por uma sensação que tomava conta de sua mente e de seu corpo à medida que seu sangue era sugado. Algo crescia dentro de si, e não era apenas a dor daquela mordida. Era algo que o inebriava, o deixava no limiar de um prazer inexplicável, algo que ele só tinha sentido uma vez em vida... a última sensação que teve enquanto era vivo, antes de se tornar o que é agora. O beijo de um vampiro.
Madara sentia-se igualmente extasiado, e, tendo um autocontrole característico de anciões com a sua experiência, ele retira suas presas do pescoço de Itachi antes desse desmaiar em seus braços. Porém, a grande quantidade de sangue que bebeu fez com que o vampiro mais jovem caisse semi-cosciente para frente, preso apenas pela kunai que ainda estava cravada em seu pulso, segurando-o à parede. Madara retira então a arma, segurando o corpo inerte de Itachi em seus braços, e acariciando-lhe um pouco os cabelos, como se desfrutasse de uma intensa sensação de calma que lhe acode, ele ouve o mais novo sussurrar:
—Ei, Madara...
—Sim?
—Eu não sabia... que você queria isso...— Itachi tenta se levantar, mas não tinha forças suficientes, então ele mantém sua cabeça deitada no ombro de Madara, que o segurava junto de si em um abraço quase terno. Ele continua: —Da próxima vez, basta pedir...tudo bem?
Os olhos do Ancião se arregalam um pouco, surpresos. Ele continua acariciando os cabelos de Itachi, e murmura no seu ouvido:
—Eu não esperava que fosse consentir, por tanto... Eu sinto muito. Sem recentimento, certo?
Itachi sorri, envolvendo Madara com seus braços, com a pouca força que lhe resta e diz num murmúrio baixo:
—Está tudo bem. Eu estou bem... — ele se cala, ainda com aquele sorriso incógnito nos lábios, pensando enquanto sentia o toque das mãos de Madara lhe acarciando: — Mas eu vou me vingar.
Continua...
Notas finais
Além disso, não consigo ver um relacionamento amoroso entre Madara e Itachi além de algo assim...sexy, meio que perturbado, perigoso...
Enfim, espero que tenham gostado. E deixem seus coments please! ;*
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