Wherever I Go
23 Cap. 19 - Cedendo...
Notas iniciais
Cap. 19 — Cedendo...
Tal como Sarah pensara, os perídos livres do sexto ano não eram as horas de abençoada descontração imaginadas por Logan, mas aquelas em que se tentava dar conta da vasta quantidade de deveres que eram passados. Não somente eles (sexto ano) estavam estudando como se tivessem exames diariamente, mas as aulas em si estavam exigindo mais do que nunca. Sarah estava tendo que se esforçar bastante para conseguir absorver tanta informação ao mesmo tempo; e colocava suas penas para trabalhar: já chegara a gastar três penas de repetição rápida por dia.
-Aaaaah. — Sarah gemeu alto quando esbarrou em alguém e deixou os livros que carregava caírem no chão; ela estava correndo para a biblioteca. Mas quando ouviu aquela voz, não se importou mais com os horários.
-Me desculpa mesmo e... Sarah?
-Bom dia, Harry. — ela o cumprimentou seca, abaixando para pegar os livros logo depois.
-Oi. — ele disse, se abaixara também. — Posso dar uma palavrinha com você?
-To atrasada. — ela disse fria, levando já com os livros em mãos.
-Vai ser rapidinho, por favor, é rápido, prometo. — Harry disse, levantando e ficando de frente para Sarah.
-Não. — ela respondeu. — Eu não tenho o mínimo de tempo. — e depois ela desviou dele e continuou andando.
-Saraah... — Harry disse virando e pegando no braço dela. — Só queria saber o por que de você estar me evitando...
-Não devo satisfações á você. — ela disse fria e puxou seu braço, e voltou a fazer seu caminho, quase correndo.
Chegou na blibioteca um pouco ofegante, acenou com a cabeça para Madame Pince e foi colocar os livros que carregava um em cada sessão e pegar outros.
-A Herbologia dos Trouxas: Ecologia; aqui, Como lidar: Feitiços com os quatro elementos, aqui, e... — Seu olhar recaiu sobre o relógio pendurado na parede cor de creme e ela arregalou os olhos. — Estou atrasada!
E saiu num rompante da biblioteca, antes pegando rapidamente o exemplar de Como transfigurar pessoas.
Chegou na sala de Transfiguração dez minutos depois, a aula já começara, e Sarah havia alegado ter se atrasado ao passar na biblioteca; sentou-se em um lugar qualquer, por sorte essa aula não era em duplas nem nada disso, e então pegou dois pergaminhos em branco, pegou uma pena normal preta, para começar a copiar, e então colocou sua pena de repetição rápida para funcionar, enquanto a professora McGonagall começava a explicar a matéria e a escrever mais matéria no quadro ao mesmo tempo em que falava muito rapidamente.
Sarah ajeitou sua gravata da Sonserina e caminhou em passos largos pelo corredor apinhado de gente. Não tinha a mínima escolha: a turma do sexto ano havia sido liberada do resto das aulas da manhã, depois de Tranfiguração, pois teriam os testes de quadribol da Grifinória, e segundo a professora McGonagall, "Não valeria a pena dar aula para alunos de outras casas quando todos irão precisar da matéria". Ela estava completamente irritada, não estava com paciência o suficiente para estudar na biblioteca, mas também não podia ir ao teste de Quadribol. É, não podia. Não é que os alunos de outras casas eram proibidos, era uma coisa mais complicada. Ela estava evitando Harry, e Harry era o capitão do time.
Faltava uma hora para o horário do teste — passara na sala comunal Grifinória e lera o aviso no quadro de avisos -, e Sarah seguia na direção da biblioteca. De certo não estava com a mínima paciência, mas iria estudar do mesmo jeito.
Ao chegar em frente as portas duplas, abriu-as normalmente, sem fazer barulho algum, e entrou na biblioteca. Sorriu para Madame Pince, que retribuiu o sorriso, e antes que Sarah pudesse dar mais algum passo, Irma a impediu, segurando sue braço.
-Senhorita Thompson — começou a bibliotecária. -, bom, eu precisava dar uma saidinha rápida. Enquanto isso, a senhorita pode ficar aqui? Se algum outro aluno vier, eu sei que a senhorita conhece essa biblioteca com a palma da mão.
-Claro, madame Pince. — Sarah disse. Madame sorriu para ela antes de sair da biblioteca fechando as portas.
Sarah revirou os olhos. Aposto que ela vai se encontrar com o Filch!, pensou, E aposto que ninguém vai aparecer aqui!
Mas na última frase estava completamente errada.
Caminhava tranquilamente na a sessão de Quadribol, lendo o livro As poções mais diíceis, quando ouviu o barulho de passos. Virou rapidamente e viu um lampejo verde antes de esbarrar com força total na tal pessoa e cair no chão.
-Ei, porque todo mundo esbarra em mim? — ela murmurou, levantando. — Desculpa, eu...
-Oi. — disse Harry.
Deuses, já é a segunda vez que nos esbarramos!, pensou Sarah, encarando Harry, com o uniforme de Quadribol e insígnia de capitão, sorrindo a sua frente.
-Você devia estar no campo de Quadribol. — Sarah disse azeda.
-Falta uma hora para os testes. — disse Harry.
-E então você decidiu estudar, é? — disse Sarah seca, tentando passar por Harry, mas ele bloqueava a passagem, pois o corredor daquela sessão era pequeno e estreito, e a alguns passos atrás dela estava a parede.
-É, vim ler algo sobre Quadribol. — Harry disse. — Mas como eu tenho sorte, não é? Encontro logo você, a pessoa com quem queria falar.
-Harry, me deixe passar. — ela disse.
-Bom, de manhã você não quis responder o que eu queria saber, tampouco quis falar comigo. — ele disse, dando um sorrisinho torto.
-Deixe-me passar, Harry. — ela disse.
-Vou perguntar agora, então. — ele disse. — Por que você está me evitando?
-ME DEIXA SAIR, HARRY! — Sarah gritou; inutilmente, pois as paredes eram a prova de som, e as portas também.
-Só vou dar passagem quando você me responder. — Harry disse. — Por que você está me evitando, hm?
-Evitando? Quem está te evitando? Eu, te evitando? Nunca, Harry. Nunca te evitaria! — Sarah disse, não conseguindo atuar direito por conta de seu nervosismo.
-Não me engane, Sarah. — Harry disse. — Vamos, começe a dizer o porque de estar me evitando!
-Eu não estou te evitando, Harry! Estou falando com você nesse exato instante! — Sarah disse.
-Ah, está me evitando sim! É seca e fria comigo, não fala mais que 'oi', 'bom dia' ou o que for, não conversa direito, vive de cara fechada perto de mim, por que? — Harry disse.
É, Sah, ela pensou, contar ou não contar: eis a questão.
Ela podia contar e encarar as consequências de frente, ou podia simplesmente pegar sua varinha, jogar um Estupore em Harry e sair correndo.
Respirou fundo e olhou para o chão.
-Me deixe passar ou vou pegar minha varinha e estuporar você, Harry. — ela disse, sua voz cortando o silêncio.
-Você não faria isso, acabaria com sua reputação. — Harry disse. — Sua reputação de boa moça, e tudo mais.
-ME DEIXE PASSAR LOGO, POTTER! — berrou Sarah.
-Desde quando você me chama de Potter? — disse Harry um pouco assustado.
-DESDE QUANDO VOCÊ É UM LADRÃOZINHO IRÔNICO?! — disse Sarah.
-Ladrão? Mas como assim ladrão?! Desde quando eu sou um ladrão?! — Harry disse.
-Desde quando você roubou meu coração. — ela, olhando o chão, disse baixo, mas alto o suficiente para Harry ouvir.
Harry sorriu ao captar aquelas palavras; então ela também gostava dele muito mais como um amigo! Ele queria sair por aí cantarolando alguma música trouxa, pulando de alegria, mas estava confuso. Se ela gostava dele, por que estava o evitando? Seu sorriso desmanchou.
-E-então por que está me e-evitando? — perguntou Harry, tenso.
-Já parou para analisar a situação, Potter?! — Sarah disse, a voz carregada de ironia. — Bom, eu tenho dezessete, DE-ZES-SE-TE, anos, e você, quatorze, QUA-TOR-ZE, eu sou três, TRÊS, anos mais velha que você!
-Não importa. — Harry disse.
-CLARO QUE IMPORTA, POTTER! — Sarah gritou. — EU MORO NA AMÉRICA DO NORTE E VOCÊ NA EUROPA, HÁ PRATICAMENTE UM OCEANO ENTRE NÓS!
-Mas estudamos juntos! — disse Harry.
-EU SOU DA SONSERINA E VOCÊ É DA GRIFINÓRIA! AS DUAS CASAS RIVAIS, INIMIGAS E QUE SE ODEIAM!
-Mas você também é da Grifinória! — Harry disse. Sarah não falou nada. — O que mais você tem para dizer?
-VOCÊ TEM UM DESTINO PELA FRENTE! Você é O Eleito, você tem que matar Voldemort! NÓS NÃO PODEMOS FICAR JUNTOS, HARRY! — Sarah gritou.
-Você também tem que lutar contra Voldemort! — Harry disse num tom de voz mais alto.
-MAS... — Sarah disse.
-EU TAMBÉM GOSTO DE VOCÊ, SARAH, E É ISSO QUE IMPORTA! — Harry berrou, segurando Sarah pelos ombros, e no segundo seguinte ambos estavam com os lábios colados. Harry mantinha suas mãos na cintura de Sarah, e esta enlaçara o pescoço de Harry.
-Senhorita Thompson? Senhorita Thompsooon? — ouviu-se a voz de Madame Pince, e Sarah e Harry se desgrudaram rapidamente, na mesma hora em que a bibliotecária entrava na sessão de Quadribol. — Ah, aí está você, e o senhor Potter. Bom, só queria lhe avisar que já voltei, pode ir embora, se quiser.
E Irma saiu.
Sarah encarou Harry, ambos sorriram.
-Te vejo no teste de Quadribol. — ele disse, deu um selinho nela, e saiu da biblioteca, sorrindo como nunca.
Sarah suspirou e também saiu.
-E pronto. — disse Sarah. — Acabamos os deveres.
Estava na sala comunal Sonserina, fazendo os deveres das primeiras aulas com Millena, esperando dar a hora dos testes de Quadribol.
-Você vai fazer o que agora? — perguntou Millena.
-Ham, eu vou... ir nos testes de Quadribol da Grifinória, por que? — Sarah disse.
-Ah, nada, posso ir com você? — Mille disse.
-Claro Mille... — Sarah disse, logo depois suspirando.
A maioria dos alunos Sonserinos estavam tentando sabotar os testes Grifinórios, a sala comunal Sonserina estava quase completamente vazia, exceto por Sarah, Mille e mais alguns alunos.
-Mi, tenho que te contar uma coisa. — Sarah disse sussurrando.
-Fala. — Millena disse.
-Bem, ér, hmm, e-eu e... ãmh, eu e o Harry nos.... nos.... eu e o Harry nos beijamos. — ela sussurrou e Milllena abafou um gritinho.
-Pelas barbas de Merlin! — Millena exclamou sussurrando. — Quando foi isso?
-Hoje. Na biblioteca. — Sarah disse, sorrindo como uma boba apaixonada.
-Own que lindo amiga! — Millena disse. — Mas o que rola entre vocês?
-Sei lá. — Sarah disse. — Foi só um beijo.
-Só um beijo? Aham, tá bom, acredito. — Millena disse.
-É sério, foi só um... Meus deuses, vamos logo! — Sarah exclamou ao ver o relógio da sala comunal. Ela e Millena correram para guardarem suas coisas e saíram em disparada, o destino: campo de Quadribol.
(N/A:não vou relatar como foi o teste, ok?)
Estavam voltando do almoço, Sarah e Millena andavam calmamente por um corredor completamente vazio das masmorras.
-Então, você é bem solidária, né? — Sarah comentou.
-Como assim? — Millena disse. — Do que cê ta falando?
-Ah, to falando da ajudinha que você deu pro Rony. — Sarah disse sorrindo maliciosamente.
-A-ajudinha? — Millena disse apavorada. — Ain, você viu né? Será que mais alguém viu?
-Não, Mi, eu tava atrás de você, e o resto do pessoal tava do outro lado do campo. — Sarah disse. — Mas, vou te dizer, jogar um Confundus em um cara só pro cara que você gosta, e não adianta dizer que não gosta porque gosta sim e tá escrito na sua cara, poder virar o goleiro do time é uma coisa muito fofa, amiga. — Sarah disse.
-Ah, ok, tá bom, para de me fazer ficar nervosa tá? Mas e você o Harry, de fofoquinhas no final do teste, hm? — Millena disse.
-Ele me chamou pra passar a tarde de depois de amanhã com ele. — Sarah disse, parecendo uma boba apaixonada.
-Mas é quinta, amiga. De tarde tem aula. — Millena disse como se fosse óbvio.
-Eu vou faltá-las, duuh. — Sarah retorquiu no mesmo tom.
-Vocês sãoum casal tão fofo... — Millena disse.
-Iiih, nem vem, nós não somos um casal. — Sarah disse.
-São sim. — Millena disse.
-Não somos. — Sarah disse.
-São sim. — Millena disse.
-Tá booom, somos! — Sarah disse.
E elas chegaram na sala comunal. Como sempre, Sarah foi dormir pensando nele.
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