Notas iniciais
COMENTEMMMMMMMMMMMM!!!! ESPERO QUE GOSTEM! Esse cap e curtinho , só pra ver se vcs vão ou não querer saber o resto, então, COMENTEM!!!!!!!!

O sol já brilhava em Hugart. O belo reino já trabalhava, na maior alegria e agilidade como sempre. Um cheiro de maçãs, figos e pão tomava o ar. Levantou e escovou os cabelos. Estava realmente bonito a maneira em que o sol se esgueirava pelas arvores, as fazendo parecer esmeraldas esculpidas. As macieiras e as laranjeiras cheiravam maravilhosamente bem. As montanhas ao leste pintadas de branco e cinza. Sim, tudo parecia magicamente normal. Ela pegou seu caderno, seu tinteiro e sua pena, e partira rumo a floresta.

- Querida! Onde vai? – Pamella preocupada com a filha perguntara.

- Vou...pegar algumas maçãs. – Mentiu. A mãe sabia onde a filha ia, mas sempre teimava em perguntar, e a outra moça sempre teimava em mentir. Só que isso a mãe não sabia. O motivo de suas mentiras. E as vezes, sinceramente, nem ela. Partiu em direção ao lago. Ela tinha absoluta certeza de que ele estava banhado em um brilho prateado inigualável. O cheiro da grama orvalhada e da lama era maravilhoso. Para ela nada se comparava a aquilo. Andou e andou, encantada a cada passo. O ar cheirava melhor ali, o solo era mais macio ali, tudo era melhor ali. Agarrou uma maçã vermelho sangue e deu uma mordida, sentindo o doce sumo da fruta lhe escapar sobre os lábios rosados. Limpou com as pontas do dedo. Uma suave brisa a abraçou, lhe bagunçando os cabelos, até agora amarrados em uma trança frouxa. Sam não era igual as outras garotas de sua aldeia. Quer dizer, ela não se importava com vestidos e joias, mesmo sendo filha do joalheiro real. Ela na verdade preferia as calças de couro e as blusas de algodão, mas como as blusas eram grande demais e batiam um palmo a cima de seus joelhos, um cinto de couro lhe apertava a blusa no corpo curvilíneo, e sempre carregava, escondido em sua cintura, um canivete, se caso precisasse. Sua melhor amiga Carly achava isso um pouco grotesco e até mesmo um pouco rude, mas aceitava esse pequeno defeito da melhor amiga. Carly era irmã do artista e escultor do rei. Ele era famoso até em outros reinos por esculpir moveis e fazer pinturas impecavelmente perfeitas. Ele mesmo havia planejado o quarto de Sam. Adentrou mais e mais na floresta. O sol brilhava mais e mais, fazendo com que os olhos de Sam se confundissem ao céu de tão azuis que ficavam. As rosas começaram a pintar o caminho. Ela estava cada vez mais perto do lago. Já conseguia sentir o cheiro da água correndo e o barulho que fazia quando isso acontecia.

- Finalmente... – Seus olhos brilharam quando viu o azul. Se sentou na velha e gasta rocha, cruzou as pernas e arrumou o tinteiro ao seu lado. Abriu o caderno, molhou sua pena na tinta e começou a escrever.

“ Nunca pensei que iria dizer, ou escrever isso, mas acho que estou apaixonada. Não por alguém, quero dizer, acho que estou apaixonada pelo lago e pelas estrelas. Eu sei que isso soa idiota, mas se visse o jeito que ela o tocam a noite, ou como olham para mim... As vezes de noite elas falam comigo, e as vezes me abraçam, e sempre me escutam. Como não se apaixonar? Ou quando banhamos no lago, e ele sempre te faz sentir melhor e sempre esta na temperatura certa, e sempre brilha quando te vê. E simplesmente lindo. Ele também me ama. Demorei uns dias para descobrir, mas eu finalmente conclui, que ele me ama. Somos perfeitos um pro outro.”

Ela escrevia. A cada palavra um novo sentimento, e a cada letra um brilho peculiar nascia em seus olhos azuis. Gestos simples, mas feitos com tanta paixão que deixaria qualquer poeta com inveja.

“ Essa primavera esta mais bonita. Mais florida, cheirosa, diferente. E como se algo florescesse dentro de mim, e envolvesse todo meu coração. Como se mil rosas nascessem todos os dias somente pra mim. E como ouvir pássaros me acordando todos os dias é... maravilhoso. O sol brilha forte aqui no lago. E acolhedor e fresco com a brisa, e depois do inverno acho que tudo voltou ao normal. Não só o lago , mas eu também. Completei finalmente 17 anos. Papai quer que eu me case logo com o Lord Cornelius Gibson III. Eu não vou negar que ele e bonito. Musculoso, olhos verdes pálidos, cabelos castanhos. E um belo rapaz, mas meu coração não palpita quando estou com ele. O que pode ser um problema no futuro.”

Fechou o velho caderno desbotado e encarou a paisagem a sua frente. Era a mais bonita de toda a sua vida. O sol se esgueirando entre as arvores no horizonte, produzindo belas silhuetas negras e fazendo com que o lago ficasse em um tom escarlate, parecendo banhado em rubis. O céu estava na cor salmão, e logo depois ficou um azul e em seguida um negro arroxeado, pontilhado por pequenas estrelas e borrado por uma enorme lua.

- Maldição! – Sussurrou para si mesma ao perceber que já passara da hora de ir. Se arriscar na floresta para o caminho de volta agora era muito arriscado. Animais selvagens estavam a espreita, mas esse era um dos seus menores problemas. Surgiram rumores de que os magos de Flythburg estavam migrando para cá, devido a caça as bruxas no reino deles. Caçavam seus elementos a noite, e quando moças virgens teimosas insistiam em passear a noite na floresta em busca de “aventura”, os magos as pegavam e as sacrificavam em seus rituais. Sam quase morria de rir, mas tinha um pouco de medo que eles a maltratem ou coisa do tipo, mas fora isso, medo era só de cobras e animais pegajosos. Respirou fundo. Teria que se ariscar. Pegou suas coisas e começou a andar. Imaginou. Seu pai deveria estar coçando a barba e murmurando fantasias de aventuras impossíveis nas quais ela estaria até agora. Sua mãe correndo de um lado pro outro, achando que ela fora devorada por um animal, ou que fora raptada por um mago. Sam tão distraída com seus pensamentos, de repente sentiu algo a puxar e tampar sua boca. Seu corpo imóvel e sua boca tampada. Ela estremeceu. Era seu fim. Naquele momento todas as lendas sobre magos raptarem virgens pularam de sua imaginação para a vida real, para aquele exato momento.

- Não faça nada. – Uma voz grossa sussurrou em seu ouvido. Ela lutara para ver o rosto do homem mas não conseguira. Ele a soltou vagarosamente, e a medida que seus braços não rodeavam mais sua cintura, ela sentiu frio. Ele era alto e tinha cabelos castanhos. Estava de costas pra ela, mas podia ver. Tinha sua idade, mais ou menos. Ele estava indo em direção a uma...cobra. Seu corpo se estremeceu e ela começara a suar frio. Uma onda de pânico a tomou. Suas mãos deslizaram instantaneamente para o canivete.

- Não faça isso. – Ele avisou quando seus dedos iriam tocar o volume do canivete em sua cintura. Como? Como ele sabia de seus movimentos?

- Não se assuste. Ela não e venenosa. Estava apenas com medo. Deve estar pensando como soube de seus movimentos, presumo? – O homem falou com cobra entrelaçada pelos braços e pescoço. Aquilo parecia tão normal para ele, sua voz parecia tão inabalável, que Sam começara a acreditar que o hobby do homem a sua frente era colecionar cobras.

- Vou encarar esse silencio como um sim. E simples, o barulho que sua camiseta faz. E muito grande pra você, faz barulho quando se movimenta. – Ele disse brincando com a cobra. Sam não podia vê-lo direito ali no escuro da floresta, isso a incomodava. Sua visão não funcionava ali agora, mas ela sabia que suas bochechas estavam coradas pelo toque, e que sua face estava assustada e ao mesmo tempo impressionada.

- Posso saber seu nome? – Ele se aproximou. Foi então que Sam percebeu. Ela havia ficado em silencio até agora. Naquele momento, ela não conseguia dizer nada por causa do susto e da adrenalina que ainda corria fresca em suas veias. Nem ao menos um “obrigada por ter me salvado”. Sentiu, naquele momento que a educação que os pais lhe dera não iria ser praticada. Respirou fundo.

- Sou Freddward Benson. Você e muda, por um acaso? – Ele ainda insistia em ser simpático.

- Não. Não sou muda. Meu nome e Samantha Puckett, e obrigada por salvar minha vida.

Notas finais
COMENTEMMMMMMMMM!!!!!!!!