Notas iniciais
ESPERO QUE GOSTEM!!!!!!!!!!!!!! COMENTEM E DESCULPEM PELA DEMORA!!!

Sorriu. E de repente um alivio e uma alegria incondicional a invadiu. Teve vontade de sair dançando e cantando a todos que a vissem. Seu coração palpitava e bem ali, naquele momento ela constatou. Não havia se arrependido de nenhum momento, desde que conhecera ele. Não se arrependia de suas palavras ou ações, e muito menos de seus sentimentos, pelo contrario. Se sentia a pessoa mais orgulhosa e prestigiada por estar sentindo aquilo. Tinha que encontrá-lo. De um jeito ou de outro, tinha que mostrá-lo que queria ficar com ele, e que nada a impediria. Colocou seus sapatos e desceu correndo.

– Mamãe vou a casa de Carly! – Gritou para a mãe.

– Mas filha! Você acabou de voltar de lá! – Reclamou a mãe, parando de olhar para os vestidos em sua frente.

– E preciso ir lá novamente, agora mesmo eu volto! Tchau!

– Tudo bem então! Se cuide! – Gritou a mãe sorrindo, relembrando de quando era jovem igual a filha. Sam correu e correu. Pulou pedras e esbarrou em pessoas, sempre sussurrando um “desculpa” apressadamente, sem parar um momento. Andou até chegar na floresta. Com um sorriso no rosto ela se esquivava de galhos, e ao mesmo tempo observava as flores. Caminhou até chegar a casa dele. Parou e respirou fundo, indo em direção a porta e batendo levemente.

– Em que posso ajudá-la? – Ele disse, mas no fundo tentava esconder a alegria que sentia ao ver aqueles olhos azuis. Ela simplesmente o abraçou. Sentiu seu cheiro, sua pele, seu calor. Tudo. Ele a empurrou para dentro, sussurrando algo sobre alguém vê-los.

– O que houve? Qual foi o motivo do abraço? – Perguntou ele visivelmente feliz a ela.

– Eu vi o que você escreveu no meu diário. Naquelas paginas. – Suas bochechas queimaram e ela abaixou a cabeça um pouco envergonhada. Ele levantou seu queixo e a encarou bem nos olhos.

– Pois acho que foi a coisa mais sincera que já escrevi em toda minha vida. – Disse. No mesmo momento ela o abraçou forte, e ele retribuiu o gesto. Logo em seguida, talvez por impulso, seus lábios se tocaram. Era como se plumas dançassem em ambas as bocas. Os ruídos desapareceram, e por aqueles instantes, era como se só existissem eles e aquela atmosfera mágica os tocando. Ele abraçou sua cintura dela e ela passou as mãos por seu pescoço. Os dois enfeitiçados, pelo sentimento mais tragicamente doce já escrito pelas mãos de Shakespeare. O amor.

Os barulhos foram voltando aos poucos, e logo estavam de volta a cabana do mago novamente. Respiração sincronizada e olhos fechados. As testas encostadas e um sorriso pintado nos lábios dos dois jovens.

– Isso e loucura. – Disse ela.

– Mas e a melhor loucura que já sofri. – Respondeu ele.

Em quanto isso, lá na vila, a morena andava ansiosamente atrás de uma costureira. Seu vestido para o baile havia engarranchado em uma das esculturas de seu irmão, o rasgando. O dia estava lotado, por ser a noite da festa, não do baile, se e isto que esta pensando. Era dia de São Valentim. Moças e moços estavam ansiosos para se encontrarem na festa de hoje a noite. Poderiam ali, na praça central, demonstrarem livremente seu amor, pois nenhuma intervenção era concedida. Ao som de música e alimentados pelas famosas tortas e bolos de diferenciadas frutas. Mas havia algo, que ninguém em qualquer outra parte do mundo fazia, somente Hugart. Todos os dias no dia de São Valentim, casais apaixonados se inscreviam no Coração Do Cupido, e a 1 minuto da meia noite, um dos casais seria sorteado. O que vencesse, teria a benção do padre e do rei para se casarem ali mesmo na praça, sem a intervenção dos pais, pois teriam a benção divina e real, sendo o suficiente. Essa tradição forçava os pais a casarem suas filhas quase que imediatamente, alguns dias antes de São Valentim. E era o que o pai de Sam estava tentando fazer.

– Me desculpe! – Gritou a morena ao esbarrar em Griffin.

– Eu e que me desculpo pela distração senhora! – Respondeu recolhendo junto com ela as frutas que estavam em sua mão. Ela devolveu a cesta dele, e quando o fez...Seus olhos se encontraram. Ambos da mesma cor.

– E só senhorita... por favor. – Sorriu timidamente desviando os olhos, mas ele ainda a encarava com um certo fascínio.

– Minha nossa! – Exclamou. Carly o olhou, vendo sua expressão de surpresa.

– O que há?

– Uma moça solteira, em pleno dia de São Valentim?

– Há milhares de moças solteiras iguais a mim hoje. Por que a surpresa?

– Pode haver milhares de moças... mas nenhuma tão bonita quando a senhorita. – Reverenciou. Suas bochechas queimaram, e sua vontade foi de se afundar no pano do vestido em suas mãos.

– Obrigada pelo elogio mas... tenho que ir. – Se desviou dele ainda abalada com aquelas palavras.

– Posso pelo menos saber seu nome? – Insistiu o moreno.

– Car... Carmélia. Carmélia Jhonsom. – Mentiu. Sabia que se ouvisse seu nome o reconheceria. Os Shay eram praticamente parte da família real. Os olhos dele brilharam. E ela agradeceu a deus por estar com seu mais simples vestido.

– Igual a flor... – Respondeu ele.

– Encontre-me hoje aqui na festa de São Valentim, por favor... – Agarrou seu braço ao ver que ela já partia.

– Talvez, mas obrigada pelo convite mesmo assim. – Sorriu logo indo embora. “Carmélia, que nome mais bonito” pensava ele, ansioso para a noite de hoje. Ela andou ainda corada em passos fortes até a costureira.

A noite finalmente chegou. As duas amigas trocavam as historias do dia.

– Não acredito! Como foi? O que sentiu? – Carly arregalou os olhos em quanto penteava os cabelos de Sam.

– Foi... a coisa mais bela e terna que já senti. – Descreveu o beijo. Os cabelos loiros agora escovados e caiam em cachos sedosos pesados , pontilhado por pequenas flores roxas, rosas e brancas, e em homenagem ao dia de São Valentim ( no qual Sam teve que ser lembrada pela mãe, e novamente pela amiga duas vezes) , as duas se encontravam em vestidos rosa e vermelho. Sam ficava ótima no vermelho tímido e arroseado, e Carly também adorava o rosa pálido de seu vestido.

– Mas e você? – Se sentou na cama.

– Como assim eu? – Carly imitou a voz de Sam na ultima palavra.

– Você oras! Impossível que alguém não lhe galanteou hoje Carlota! Em pleno dia de São Valentim! – Bradou a loira fazendo a outra corar.

– Tudo bem... tem alguém sim. – Respondeu.

– Me conte, ande! – Ansiou Sam.

– Depois da festa eu lhe conto, vou encontrarme com ele hoje na praça! – Falou descendo com a amiga que ouvia tudo atentamente. Pam já havia chamado as duas e agora partiam para a praça.

Lindas fitas de diversas nos tons, rosa, vermelhos, brancos e roxos rodeavam quase todo o reino. A rosas espalhadas pela praça e o cheiro que elas exalavam se misturava com o cheiro das guloseimas. Carly passou os olhos pela multidão, até o encontrar. E lá estava ele, no canto sentado em uma das mesas, apreciando um copo de cidra de maçã. Caminhou até ele, logo perdendo de vista a amiga loira. Griffin se levantou e sorriu.

– Você veio... – Sussurrou como se fosse um sonho. Ela retribuiu o gesto só que um pouco mais tímida.

– Me desculpe, mas eu ainda não sei seu nome...

– Griffin, meu nome e Griffin Forks. – Respondeu. E bem lá no fundo, Carly pensava, “Griffin, que nome mais bonito.”

Notas finais
Se você gostou então comente, favorite e recomende!! kkkkk! COMENTEM !!!!!!!!!!!!! Beijos e até o proximo cap!