When the Sun goes down
11 Hello... Brother.
Notas iniciais
A atmosfera naquela praça estava incrivelmente mágica. E literalmente também. Ela se esquivou e foi para a parte mais escura, logo o encontrando. Sorriu e o abraçou bem forte. As vezes amar não tivesse sido uma escolha tão má. Ocupar parte de seus pensamentos com algo ou alguém, também era bom. Dava um sensação boa. Ele sorriu e enfiou as mãos por debaixo de sua capa, retirando de lá uma rosa exatamente da cor de seu vestido. Sam agarrou a rosa delicadamente.
– Esta muito bonita. Acho que prefiro você assim, do que com calças e suja de lama. – Riu, sentindo ela o responder com um beijo. A lua iluminava fracamente onde estavam, fazendo visíveis alguns traços de ambos. Os cachos e os olhos dela pareciam que nem mesmo a noite se apagavam, igualmente ao sorriso dele. De repente ele fez alguns movimentos no ar. Uma poeira meia cinzenta se fez. Seus olhos observavam atentamente cada movimento dele. A poeira foi se juntando e juntando, até uma fraca luz se fazer, e de repente, uma lanterna.
– Como fez isso? – Perguntou apesar de saber a resposta. Ele simplesmente sorriu e pegou sua mão, a guiando para dentro da floresta.
Seus olhos fitavam a beleza da jovem. Ela era mais bonita a luz fraca e amareladas ali. O rosa de seu vestido a fazia parecer ainda mais frágil.
– Não quer se sentar? – Ele se levantou e ajeitou a cadeira para ela.
– Obrigada. – Respondeu se sentando. Era mais do que imaginava. O que ela sentia quando o viu. Era mais do que os livros poderiam falar, era tão singelo, terno e frágil aquele sentimento, que nem mesmo eu poderia colocar em palavras. Ele tirou uma camélia branca de pétalas grandes e sedosas.
– Segundo os profetas, a camélia branca significa beleza perfeita, igual a moça que segura a mesma em suas mãos agora. – Ditou galanteador. Suas bochechas se tornaram vermelhas. A flor era realmente linda, parecia pesada, mas era tão leve quanto uma pena. Ele de repente se levantou e estendeu a mão para Carly, que ainda não havia falado quase nada.
– Aceita dançar, já que não pode expressar com palavras o que quer falar, expresse com os movimentos. – Disse, apanhando suas mãos. Caminharam para a pista e começaram a dançar lentamente. Suas mãos pálidas e pequenas agora se apoiavam em seu ombro. Ele passou as mãos por sua cintura e a guiou. Carly se sentiu incrivelmente segura com aquele toque.
– Gosta de dançar? – Perguntou ele.
– Sim, mas não sei muito bem, as vezes tropeços em meus próprios pés. – Falou baixo ainda tímida. Ele riu.
– Posso lhe dizer uma coisa?
Ela assentiu.
– Eu também não sou muito bom com dança, mas lhe ver ali parada e calada me despertou. As vezes quem saiba possa falar agora o que sente.
Ela nunca havia ouvido palavras de tanta compreensão e amabilidade quanto as que ele dissera.
– Não sei se há palavras para o que sinto agora. – Tímida abaixou a cabeça.
– Claro que pode haver! Pode inventar uma agora se quiser.
Carly amava inventar palavras, só que sempre evitava mostrar aos outros esse “dom” pois achava que assustava todos os rapazes. Todos. Menos ele. Sorriu.
– Hummm... sinceramente, não sei mesmo dizer. Acho que e melhor somente sentir do que explicar. Não acha que acabaria com o sentimento se explicássemos ele? – Falou. Ele assentiu e se aproximou, mas não a beijou. Apertou sua cintura e lentamente começaram novamente a dançar, somente sentindo um ao outro, e ambos ao sentimento ali presente.
– Onde vamos? – Sam perguntou ao perceber que ainda não conhecia aquela parte da floresta.
– Vai ver. – Continuou andando e iluminando o caminho. A luz amarelada fazia com que as arvores parecessem se mexer e dançar ao ritmo do vento. O barulho das folhas e o cheiro das flores, era magnífico. Ela se sentia viva ali, andando e sentindo a natureza, sentindo ele.
– Chegamos. – Ele atravessou o que parecia um tronco coberto por uma cortina de trepadeiras.
– Ah meu deus!
Seus olhos encontraram a coisa mais bonita de sua vida. Uma clareira com a grama verde e macia, as arvores em volta pareciam proteger aquele lugar, o escondendo dos olhos errados. A lua permanecia cheia ali em cima, quebrando a escuridão e fazendo com que as arvores parecessem de prata. As nuvens borravam o céu e as estrelas dançavam junto com seu coração, era quase como se elas sussurrassem uma música. De repente sentiu ele cobrir seus olhos.
– Abra sua mente. – Simplesmente falou. Ela o fez, e depois que pode enxergar novamente, uma onda de vaga lumes vagavam por ali. Parecia uma chuva de estrelas, iluminando ainda mais ali. O vento bateu em seus cabelos, e ele a levou até o centro. Passou as mãos por sua cintura e a guiou em uma dança. Face a face, eles seguiam o ritmo da brisa e das arvores, cantando uma música. Era terno e calmo, como se fossem flocos de neve caindo sobre um vidro. Os vaga lumes formaram uma espécie de “gaiola” ao redor do casal e flutuavam desorganizados, deixando ali ainda mais bonito e iluminado.
– Esta ouvindo essa música? – Sam perguntou baixinha com a cabeça encostada em seus ombros.
– Não.
– Ouça direito então. – Falou. Escutaram atentamente até ouvir no ar uma leve melodia, como se fosse um instrumento desconhecido tocando uma música também desconhecida, era leve e por um momento, Sam teve a sensação de que poderia quase que tocar a música. Olhou para sua face, que sorria. Era ele. Ele estava fazendo aquilo. Sorriu de volta. E então, de repente se lembrou. Freddie não sabia tocar nada. Apesar de ser um mago, era preciso saber tocar algum instrumento para fazer a magia do mesmo. Se afastou bruscamente dele.
– Quem e você? – Gritou assustada. E de repente a melodia se tornou um violino desafinado e logo depois parou. O céu perdeu a graça e as arvores que agora fechavam a clareira pareciam ter se formado em uma parede indestrutível, que se aproximava cada vez mais, a esmagando. Os vaga lumes perderam o brilho e caíram mortos no chão. A escuridão tomou conta do lugar, e logo foi quebrada pela risada de escárnio dele.
– Como caiu fácil. – Falou irônico. Não, não podia ser! Ele não era Freddie! Tinha que ser, ou então esteve mentindo para ela esse tempo todo, e agora estava a... a raptando? Não, não queria pensar na segunda hipótese.
– Quem e você? – Ajeitou sua postura e tentou ignorar o medo e as lagrimas.
– Sou o Freddie. Não esta me reconhecendo?
– Freddie não sabe tocar instrumentos.
– E quem disse que e preciso de saber tocar algum instrumento para fazê-lo se tornar magia? – Ele ergueu as mãos em sinal de duvida e uma musica grosseira tomou conta do ar. Era desafinada e sinistra. Cobriu suas orelhas, mas aquilo parecia ter penetrado nela. Agora havia percebido. Freddie nunca lhe daria uma rosa. Ele sabia que sua flor preferida eram os cravos e os jasmins. Que sua capa não era preta, e sim marrom.
– Quem e você seu monstro?! – Gritou. Ele riu novamente, mas dessa vez foi cortado pela voz grave de alguém.
– Bradley. – Se parecia com a voz de... de Freddie. A musica parou, e o clone de Freddie foi coberto por uma poeira negra, logo se tornando um rapaz de sua idade, com cabelos loiros, alto e olhos verdes esmeralda. Sam se virou e ficou aliviada por saber que aquele sim... era o verdadeiro Freddie. Ali. Parado na cortina verde de plantas que era a entrada da clareira.
– Olá, irmão.
Essas foram as ultimas palavras que Sam ouviu antes de cair desmaiada no chão.
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