When the Sun goes down

12 Saga I - Black Coat: How could you Know about it?


Notas iniciais
GENTE DESCULPAAA!!!! Tipo eu sei que você estão grilados comigo pra caramba, mas eu peço muitas desculpas!!! As minha ferias vão começar então eu prometo que vou compensar vocês!!! BEIJOS :*

O sol batia em sua face, e aos poucos foi voltando a tona. Estava no quarto de Freddie, e logo que o viu, por instinto se afastou.

– Não era eu. – Se defendeu. Ela o encarou desconfiada e ele riu.

– Nunca te daria rosas Sam. – Disse finalmente. Sam respirou aliviada e sorriu. Era ele. Pulou em seus braços e o apertou.

– O que aconteceu? – Se separou dele e perguntou.

– Bem...

– Eu aconteci. – Um rapaz loiro de olhos verdes disse. Era... o mesmo de ontem a noite. Ela foi para o canto assustada. Sua expressão era de raiva e desprezo.

– Posso explicar...

– Não ,não pode. – Falou. Observou bem o quarto. Em cima da mesinha. Havia um canivete.

– Sam...

Ela não o escutou. Olhava fixamente para o outro. Discretamente pegou o canivete e rapidamente voou para cima dele, mas foi bloqueada do nada. Simplesmente parou, como se uma parede a impedisse. Ele mantinha um olhar de calma e um expressão irritante. Ela lutava contra a barreira mas era inútil.

– Sam...

– Não adianta loirinha. Você não vai conseguir. – Zombou ele. Seu rosto ficou vermelho e sua raiva aumentou.

– Sam para! – Freddie ficou nervoso e a empurrou na cama. Seus olhos ainda fixos no rapaz e a ira aumentando cada vez que ele respirava. Onde ele teria arranjado a audácia para enganá-la daquele jeito? Ela se levantou e encarou o mago.

– Quem você pensa que e ? – Bradou furiosa.

– Sam! Antes de matar alguém precisa-se ao menos saber o nome! – Disse Freddie, mas ela não o olhou.

– Um gato não precisa saber o nome do rato para matá-lo.

– Mas você não e um gato, você e um ser humano! – A sacudiu. Piscou os olhos algumas vezes e se desequilibrou. Uma dor de cabeça a invadiu. Vestígios da noite passada.

– Sente-se. – A sentou e a fez largar o canivete.

– Que diabos aconteceu? – Perguntou dessa vez mas calma. O rapaz loiro olhou desconfiado.

– Bem, como eu ia dizendo... Sam, esse aqui e Bradley, meu irmão. – Finalmente disse Freddie. Sam o encarou por alguns segundos, mas parecia confusa e cansada demais para tentar entender. Sua cabeça latejava fortemente e ela sentiu que tinha que fazer algo.

– E isso! – Falou sorrindo meio tonta. Desceu as escadas e foi a bancada de Freddie.

– Ei ei! O que quer ai? – Perguntou a seguindo e logo atrás Brad.

– Isso. – Mostrou uma folha. Era de forma estranha e um pouco amarelada e incomum das outras folhas. Aquela parecia ser pintada a mão.

– Não, não , não! Coloca isso no lugar agora! Demorei dias de pesquisa para poder encontrar essa folha! – Ele tentou agarrar, mas como se ela previsse seus movimentos, esquivou-se habilidosamente.

– Eu preciso! Minha cabeça doi e sinto mal estar. – fez bico e uma cara birrenta. O moreno cruzou os braços.

– Espera um pouco... – Brad falou. Todos pararam e o encararam. Ele havia um olhar extremamente desconfiado. Os braços cruzados, boca reta, olhos serrilhados inexpressivos tentando ler os outros, como se tentassem ver até a alma.

– Como sabe que essa folha cura mal estar... alias como sabia que Freddie a tinha? – Perguntou.

– Havia visto ela aqui, estava fugindo de um urso. Cheguei correndo aqui, entrei e estava na bancada, um feitiço para mal estar. – Explicou. Analisou a folha e em seguida pegou a faca de Freddie. Cortou um pedaço e comeu. Saboreou.

– Hum... achei que teria gosto de planta, planta mesmo mas não. Parece uma mistura de abacaxi e menta. E deliciosa! – Sorriu. Brad não havia engolido aquela explicação. Pelo contrario. Aquilo estava começando a induzi-lo a fazer uma checagem imediata nas pessoas com quem seu irmão andava.

– Voltando ao ponto... Por que esta aqui, Bradley? – A loira cuspiu o nome dele.

– Por favor, Sam... Sei que tem seus motivos para odiar meu irmão, mas não o faça na minha frente. Ele ainda e minha família. – Falou o mago. Brad soltou um infelizmente bem baixo e revirou os olhos.

– Não se preocupe, irmão. – Brad usou o mesmo tom de sarcasmo que Freddie usara ao falar que ele ainda era parte da família.

– Eu vim aqui para anunciar algo. Uma tragédia. – Disse se sentando. Sam se apoiou e prestou atenção, apesar de não ser da conta dela.

– O que houve? – Freddie também se sentou.

– Shayne. Eu estava indo para a casa dele, na direção norte da floresta, quando eu cheguei... – Ele respirou fundo e seus olhos se entristeceram. A moça se surpreendeu, pois até agora não sabia que ele podia sentir algo como a tristeza. E, por um momento, sentiu pena dele.

– Ele estava morto. A cena era horrível! Sua bancada de feitiços estraçalhada, as paredes manchadas com sangue, o cheiro de magia e morte ainda frescos, se misturavam. – Ele encarou o irmão que pensava. Freddie revirava cada memória que tinha. Cada traço esquecido do irmão, agora falecido. Sentia raiva e determinação, era difícil para ele aceitar aquilo. Vivera com Shayne a vida toda. Mas ele não choraria, os magos tinham um jeito... diferente... de sofrer. Na verdade não sofriam, somente se vingavam. Acreditavam que se vingavam a morte de seus parentes, seu espírito ficaria grato, mas geralmente essas vinganças desencadeavam as famosas chacinas, por isso os magos preferiam ficar quietos, cada um com sua vida, deixando o próprio destino em seu tempo os levar.

– Black Coat. – Freddie disse. Brad assentiu, e Sam ficou confusa.

– Black Coat? O que é isso? – Disse mais descontraída brincando com uma das garrafas de poções de Freddie.

– Uma guilda de magia negra. São híbridos mestiços. – Explicou. Brad revirou os olhos, achando tudo aquilo muito entediante. Por que diabos ele tinha que agüentar aquela loira irritante? Por que ela foi se meter com magos? Pra ele ela era só mais uma rebelde sem causa. Sam fez uma cara confusa.

– São metade magos e metade demônio. Normalmente eles têm um propósito quando matam. Não ficam por ai dando sopa com um feitiço tão forte quanto os da morte. Seria burrice. – Comentou o moreno. O loiro tinha um ar de superioridade.

– Essa é a questão. Por que diabos alguém iria querer matar o Shayne? Ele era quieto e discreto, não incomodava ninguém. – Freddie ainda argumentava.

– E simples. Shayne deve ter feito algo muito sério com os homens da Black Coat. – Suspirou como se fosse obvio.

– Não consigo imaginar Shayne se metendo com pessoas desse porte. – Disse. Sam parecia pensativa, e Brad percebeu que ela logo formularia uma resposta.

– Então. Esse é o motivo da minha desejável visita. – O sarcasmo escorreu de sua boca ao dizer desejável. A loira sentiu uma pontada em sua mente.

– Demônios não podem sentir. – Falou o moreno raciocinando.

– Sentimentos estão cortados da lista então. Próximo.

– Shayne nunca se atreveria a roubar nada deles. – Continuou Freddie. Sam riu como se tivesse feito uma pergunta que só ela sabia a resposta.

– Com esse raciocínio lento vocês não vão a lugar nenhum! Pensem direito. – Desafiou. Ela já sabia a resposta. Estava na ponta de sua língua. Brad a encarou com um pouco de raiva escondido nos olhos. Pensou um pouco, e logo formulou uma sugestão.

– Uma dica: O que Shayne fazia antes de ser morto? Digo, que feitiço ou projeto ele trabalhava? – Falou com o mesmo sorriso travesso.

– Não, não pode ser. Ele não seria capaz de chegar a esse ponto por um projeto. –Brad parecia já saber a resposta, e agora tinha o mesmo olhar que Sam.

– Ninguém realmente sabe do que ele era capaz, não e? Ele não era um homem discreto e calmo. Magos não são famosos por serem bons em ilusões? – A loira brincou com um cacho. Era evidente que ela estava se segurando ao máximo para não dizer. Brad e Sam trocavam olhares, como se lessem os pensamentos um do outro. Freddie não gostava desses olhares.

– Vamos lá pessoal! E simples!

– O que seria então senhora espertalhona? – Debochou o loiro. Ela riu.

– Shayne era um rapaz curioso, não e? Pelo que eu sei, ele fazia um feitiço. As únicas duas coisas que demônios possuem são orgulho e egoísmo, o resto e pura crueldade. Shayne fazia um feitiço, considerava aquele um dos mais importantes que já havia feito, mas acontece que o ingrediente que ele precisava, não estava no território dele. Um artista se arriscaria até os confins para achar a cor de que precisa para seu quadro, não?

– O que quer dizer?

– Oras, Shayne invadiu o território da Black Coat, e tentou roubar ingredientes que pertenciam a eles. Se coloque no lugar dos híbridos mestiços. – Explicou.

– Eu ficaria com raiva, é lógico. Ele entrou sem minha permissão no final das contas, e ainda roubou algo que era meu. – Brad disse.

– Então, agora multiplique essa raiva por 100 e então talvez cheguemos perto do tamanho do ódio que aqueles demônios sentiam. – Constatou a loira.

– Ok, já sabemos como ele morreu, e parte do motivo. – Anotou Freddie. Sam olhou a bancada de Freddie. Cheio de livros, poções e objetos que ela nem saberia descrever. Sentiu outra pontada na cabeça.

– Que tipo de... Que tipo de feitiço Shayne fazia? – Perguntou a loira. Brad se esforçou para recordar do que viu na cena do crime.

– Pelos ingredientes, provavelmente um feitiço de teletransporte automático tridimensional da Celeste. – Falou. Ele tinha a esperança de que Sam fizesse uma cara de confusão e perguntasse “O que é isso?”. Mas não.

– Pois se é assim, e praticamente impossível sabermos o ingrediente que faltava. Não há aquele ditado que diz os seguinte: “Todos aqueles que vão para o a liberdade do paraíso, passam antes pela tortura do inferno”?

– Sim...

– Então baseado nos elementos que ele provavelmente precisava e aqueles que há no território da Black Coat, o que ele precisava era... – Brad começou a falar.

– A Flor do Diabo. – Terminou Sam sorrindo vitoriosa. Até ela própria estava estranhando seu comportamento. Freddie permanecia calado. Parecia perdido em seus pensamentos. Sam não queria interrompe-lo, e Brad não tinha o menor interesse, mas esse também se encontrava pensativo.

– O que... O que aconteceu com você? – Freddie finalmente disse olhando para Sam. Ele parecia confuso e assustado, pois já não tinha mais tanta certeza de quem estava em sua frente. Não tinha mais certeza de quem era Samantha.

– Como assim? – Ela perguntou. Brad sorriu.

– Eu sabia que havia algo errado. – Comentou. Os dois magos pareciam saber do que se tratava. Dessa vez, eles e que tinham a expressão de alguém que fizera uma pergunta cuja a resposta somente eles saberiam dar.

– Errado? O que houve?

– Sam, você nos foi muito útil mas...

– Mas...?

– Mas, como você sabia coisas do mundo dos magos que nem eu e nem Brad sabíamos? Alias, como você sabia o feitiço que Shayne estava fazendo sem nem mesmo estar na cena do crime?

Notas finais
Eu sei que vocês querem me bater Ç.Ç !!! Mas voltando ao assunto, para compensar vocês eu vou fazer uma SAGA !!!!! AEEE!! Durante o enredo da historia, vai acontecer mais 3 ou 4 sagas, cada uma com 5 caps no maximo e 3 no minimo, e também já tenho um esboço de uma 2 TEMPORADA!!!! Hey! Você que já leu minha fic Amor e Amizade e quer continuar lendo, fique super animada por que eu estou planejando uma 2 temporada também!!! BEIJOS BEIJOS LINDONAS!!! Não me deixem no vacuo pfv T~T !!