When Your Sun Goes Down

4 Something was in our way


Notas iniciais
Desculpa demorar tanto pra postar, essa semana tava totalmente insuportável de tão lotada, mas espero que gostem, beijos :) x

Cerca de dez minutos após sairmos do acampamento, eu escuto um barulho na capota da van. A princípio achei que não fosse nada de mais, mas com um semideus nunca nada é demais.

Nosso motorista, o também segurança do acampamento, Argos, virou alguns de seus 400 olhos para cima. Grover, como um sátiro, sentia a presença de monstros, e tenho que admitir, odiei a expressão dele naquele momento.

Eu apenas vi uma criatura preta, peluda e enorme pular da capota e sair correndo pela estrada. Grover me encarou fixamente, até que finalmente me olhou nos olhos e disse:

– Cara, isso não é nada bom...

– Sério, Grover?! – eu respondi sarcasticamente, mas ele me ignorou.

Com a voz um pouco tremula, Annabeth murmurou algo do tipo “pare o carro”. E Argos obedeceu.

Estávamos em frente á uma campina verde e tudo que vi foi o monstro correndo em direção ao Norte. Tivemos a brilhante ideia de descer do carro e segui-lo.

Corremos até não aguentar mais, só parando quando ouvimos um gemido.

Cheguei mais perto e reconheci o monstro. Annabeth estremeceu, era o Minotauro. Mas ele não estava sozinho. Uma garota com olhos verdes iguais ao fundo do mar cheio de corais e cabelos pretos iguais os de minha mãe e extremamente lisos como os de meu pai. O que me chamou atenção foi ela estar lutando com o Minotauro sem arma nenhuma, apenas com pedras e galhos.

O Minotauro a acertou na barriga. Caída ao chão, ela gemeu. Um dos chifres do monstro a havia perfurado. Quando ia correr para ajudá-la, Grover me segurou pela camisa.

– Essa batalha não é sua, herói.

O monstro estava prestes a pular em cima dela e matá-la, mas ela deu um sorriso e se desviou. O Minotauro ficou preso ao chão com um dos chifres fincado no solo da campina. A garota sorriu novamente, mas o monstro conseguiu tirar o chifre da terra e ela o encarou com uma expressão não muito amigável e simplesmente pegou um galho, o mergulhou em um saquinho e o fincou na barriga do monstro, que explodiu em um pó preto. Aquilo no saquinho só podia ser uma coisa: bronze celestial.

A garota sorriu e caiu ao chão, desmaiada. Corremos até ela para ajudá-la. Ordenei à água do riacho que molhasse seu rosto, e assim foi. Um pouco confusa, ela acordou piscando fortemente os olhos. Ela parecia tentar nos focar com esforço, parecia extremamente exausta.

Demos a ela um pouco de ambrósia e néctar (comida dos deuses que tem alto poder curativo). Ela sorriu. Como se já não fosse óbvio, pelo fato de ela ter lutado contra o Minotauro e ter pó de bronze celestial, ela era uma semideusa, se não, teria morrido ao contato com a ambrósia e o néctar.

Annabeth olhou fundo nos olhos dela e disse:

– Olá, eu sou Annabeth e esses são Percy, Grover e... – ela se interrompeu.

Um vulto preto passou sobre nós e Argos desapareceu.

– Ah, prazer, agora podemos ir?! – a garota murmurou desesperada.

– A van! – gritou Grover.

– Isso, vamos pra van! – concordei eu.

– Não – disse Grover – olhem a van!

O vulto preto passou novamente e a van desapareceu. Peguei a garota no colo, o que pareceu incomodar Annabeth, e saímos correndo.