When Your Sun Goes Down
6 Our Train Is Stopped
Notas iniciais
Nosso trem parou em Oklahoma City para descermos e descansarmos um pouco. Na estação, havia uma pequena loja chamada The Pineapple que vendia camisetas estampadas “I love Oklahoma City” e vários enfeites de “Fui à Oklahoma City e lembrei de você”. Entramos na loja e uma moça veio gentilmente nos receber.
- Olá, crianças!
- Hãn, olá! – respondeu Grover.
A alta garota de cerca de 16 anos, que estava atrás da moça, tirou o rabo de cavalo e nos encarou assustadoramente enquanto a moça a sua frente sorria gentilmente.
- Então, o que procuram? – perguntou a moça gentil.
- Bom, apenas umas batatas. – disse Bia.
- Oh, claro. – respondeu a moça. – Duda?!
- Que é? – resmungou a garota.
- Pegue as batatas para os adoráveis convidados.
- Eles não têm pernas? – indagou a garota fingindo confusão.
A doce moça encarou a garota e começou a gritar em grego antigo com ela, que respondia a mesma altura. Tudo o que entendi foi algo do tipo “Não gostou? Então me deixe comê-los sozinha!” dizia a não mais tão gentil moça. “Vai comê-los assim como fez a meu pai? E deixar apenas um vivo para que ele veja todos os outros morrerem e viver de angústias?” respondeu a garota olhando sugestivamente para Bia. Annabeth agarrou meu braço adoravelmente com suas nada grandes unhas que não estavam, de modo algum, quase arrancando meus músculos fora.
Instintivamente coloquei a mão pela cintura de Annabeth e coloquei Bia atrás de mim. Grover deu um passo para frente. A moça sussurrou algo como “Olhe, três semideuses e um sátiro! Que fofos! E deliciosos...”. Uma gota de veneno respingou de sua boca e a garota se jogou em cima dela antes que pudesse nos atacar.
- Corram, semideuses! – a garota berrou.
Nem paramos para pensar, disparamos em direção ao trem. Tudo o que vi foi a garota explodindo em cinzas negras. Ela era um monstro, mas um monstro do bem.
Fale com o autor