When You Have A Killer In Your Tail
10 Capítulo 10Quando se risca um nome (9 part 2)
Notas iniciais
Os mistérios continuam, pelo menos Jimmy está seguro.
será?
Bom, espero que gostem.
LOTES E LOTES DE cenas fluffy.
Quem quiser desenhar cenas dessa fic sinta-se a vontade, eu sempre quis ver meus personagens... infelizmente meu talento com o desenho é nulo.
-And touched the sound of silence.
Seu coração tinha batido tao rápido que parecia ter parado completamente e mais uma vez lagrimas escaparam pelos olhos do policial destemido.
Dean não tinha sido capaz de respirar por um bom tempo. Eles tinham terminado, terminado sua jornada e por mais doloroso que foi perder dois companheiros nessa força ele não poderia dizer que seu objetivo não foi traçado. O objetivo em questão estava logo ali diante de seus olhos.-
Os únicos que tinham coragem suficiente para olhar para o premio do dia eram ele, seu irmão e Jo, os outros-seja por respeito ou por medo de invadir esse momento de amor e carinho- faziam de tudo para evitar olhar nos olhos de Jimmy ou de Gabriel, o fato de eles estarem em um camburão apertado não ajudava muito mas Dean tinha que dar um credito a eles por tentar.
Tinha sido uma loucura sair vivo daquele lugar que era uma ratoeira disfarçada de fabrica de macarrão, eles quase morreram com a segunda bomba (na verdade dois agentes do SWAT partiram desse mundo por hemorragia interna) e muitos deles tinham ferimentos de bala, mesmo assim estavam todos tranquilos pois terminaram sua missão. O único detalhe que ainda mantinha a população de policiais em estado de rigidez era o medo de perder sua patente, medo esse que estava muito próximo de se concretizar uma vez que a mídia tinha invadido o local e a policia de São francisco tinha chegado a fabrica instantes depois. Por tudo o que ele poderia dizer Dean não queria ter os filhos da puta como heróis, eles não tinham feito absolutamente nada, zero, porra nenhuma e agora estavam levando os homens- lacaios de Ruby que ainda tinham vida- para interrogatório. Aquilo tudo o fazia querer ranger os dentes.
Quem ficaria com o credito não seria Gabriel, seria o comissario idiota.
Tentando desesperadamente sair dessa linha de pensamentos Dean voltou a lembrar dos instantes em que eles estavam naquela sala, o cheiro podre tinha sido a primeira coisa que sentiu- ele poderia até mesmo sentir o gosto da merda de tao forte que era o cheiro- em seguida o ar quente e abafado e a lembrança vaga de mofo o fez quase vomitar. Era incrível como Jimmy tinha estado em condições completamente desumanas e tinha sobrevivido, sim, ele pensou que o pintor sobreviveria mas nunca iria esperar esse tratamento. O homem de olhos azuis tinha ferimentos em tudo o corpo, o vermelho do sangue escorria por toda a sua pele e quando eles conseguiram acender a luz as teias de aranha em suas costas foram a primeira coisa a cumprimenta-los. Dean quase não parou de estremecer quando notou finalmente que as teias de aranha vermelhas nas costas de Jimmy eram na verdade marcas de chicotes.
Se ele não tivesse parado de contar as linhas finas ele perceberia que eram oitocentas no total. Mas ele não aguentaria saber disso.
Alem do chicote o pintor tinha sofrido cortes de facas, garfos, choques elétricos e muitas outras coisas que eles jamais poderiam adivinhar. Os hematomas roxos se misturavam ao vermelho do sangue e ao negro das escaras que deixavam o corpo inocente parecer uma pintura, uma pintura muito macabra.
Pelo menos ele agora estava livre.
Gabriel não poderia acreditar, ele estava vivo. Vivo, seu irmãozinho que aprendeu a falar aos doze anos de idade e que nunca tinha frequentado uma escola, ele tinha sobrevivido as piores torturas que um humano poderia passar por um tempo quase infinito e tinha sobrevivido.
A principio Gabriel tinha achado que ele estava ficando louco, que estava ouvindo coisas, mas quando a voz de Jimmy continuou a musica que ele estava cantando suas duvidas foram diluídas como um remédio para gripe em água. Ele caiu sob seus joelhos e começou a chorar e agradecer a Deus ao mesmo tempo. Ele estava vivo!
Logo em seguida tudo tinha sido deletado de sua mente, o cheiro, as manchas de sangue e as marcas de chicote nas costas de seu irmão, tudo tinha sumido para dar lugar ao orgulho e ao alivio. Como se fosse magica ele foi capaz de entender que o sobretudo de Castiel teria um papel muito importante nesse momento e ele se apressou a retira-lo de si.
Levantando Jimmy em uma posição sentada e fazendo um esforço sobre humano para ignorar a dor que ele via nos olhos do outro o policial envolveu o casaco de chuva no corpo nu e torturado do pintor. Pela cara de Jimmy ele parecia muito feliz em receber conforto e calor, ele tinha- como sempre- se aninhado no corpo de Gabriel que em pouco tempo tinha levantado-os e o carregou como uma noiva para fora daquele lugar terrível. Dean tinha os ajudado o tempo todo, o engenheiro teve a grande ideia de trazer uma mascara de sono e encobri os olhos inocentes com ela para impedir que a paisagem de dor e destruição entrasse no campo visual do homem de olhos azuis. Gabriel era mais que grato pelo gesto.
E agora eles estavam ali, no chão não muito limpo do camburão negro da SWAT com a companhia de vários homens e mulheres que olhavam como se a morte os tivesse perseguindo. Definitivamente esse não era o melhor lugar para se estar em um momento melodramático de reencontro, mas era a única coisa que tinham. A prioridade de Gabriel era manter Jimmy consciente e ele tinha perdido completamente sua compostura para isso. A posição em que eles estavam não era a mais confortável para uma pessoa cuja perna tinha sido baleada mas Gabriel não se importava com a sua dor, tudo agora girava em torno de Jimmy, manter ele seguro até que ele pudesse descansar sabendo que o risco de morte estava terminado.
Sendo assim, ele estava de joelhos com o pintor deitado sobre ele como se fosse uma criança de quatro anos, Jimmy tinha as mãos enroladas em sua cintura para receber o calor de seu corpo e seus olhos- agora livres da mascara- estava completamente alinhados com os olhos âmbar dele. O capitão poderia sentir um choque de energia passar por seu corpo, como se toda a vida de Jimmy, sua alma e sua força estivessem lhe agradecendo. Diante daquilo a única coisa que Gabriel poderia fazer era chorar, chorar sua alma inteira e finalmente deixar de lado todas as noites sem dormir e os pensamentos de derrota que ele teve ao longo desses dois meses. Dois meses, ele nunca poderia imaginar que em um único dia ele perderia e ganharia tanto em tao pouco tempo. O medo escorria por seus olhos na forma de lagrimas cristalinas e ele poderia sentir as mãos de seu irmão afagarem seus cabelos como se na realidade ele era a criança que precisava de conforto.
Ele estava bem com isso, ele era a criança que precisava de conforto. A criança que tinha perdido um pai muito cedo e que mesmo tendo uma mãe nunca a teve de verdade. Ele sabia que se não fosse por Jimmy e por Cas ele continuaria ali vivendo em uma fazenda no norte de Ohio tirando o leite de vacas e rezando para um Deus não palpável, ele sabia que ele seria um idiota que se casaria com quem sua mãe mandasse e que viveria na mesma fazenda sem dar nenhuma contribuição a esse mundo e ele poderia dizer com todo o orgulho que foi melhor assim.
Ele agora fazia jus ao anjo cujo nome compartilhava.
Ele abraçou Jimmy mais forte e ouviu as palavras sussurradas que saiam por seus lábios. Sua força tinha recuperado completamente depois de ouvi-las:
-Eu fiquei esperando.
Jimmy tinha usado suas ultimas forças para dizer essa frase corretamente, de todas as ideias que vinham a sua mente essa era a menos difícil de falar e foi essa a que saiu de sua boca. Ele viu os olhos de seu irmão mais velho suavizarem e viu as lagrimas traçarem seu caminho até o queixo dele. Ele limpou as lagrimas antes de desmaiar.
Eles tinham feito isso.
Eles tinham sobrevivido, eles tinham visto gente morrer e tinham salvado algumas pessoas.
Mesmo assim, eles não tinham ficado com o credito.
Sam não conseguia acreditar nisso. Eles estavam no hospital geral da cidade, o mesmo hospital que ele tinham dormido por um mês e que o tinha feito pensar que ele perderia o amor de sua vida para sempre. Pelo menos era o melhor hospital que eles poderiam encontrar.
Cerca de dois minutos depois de terem entrado no camburão, e depois de algum policial ter ligado a pequena televisão que tinha no acento traseiro só veiculo todos eles tinham descoberto com bastante amargura que a policia, e seu comissario, tinham entrado na fabrica de macarrão e tinham prendido os lacaios que estavam vivos. Sim, com sua experiencia de advogado ele poderia saber que seria isso ou ser pego em flagrante pela policia fazendo algo que não deveriam estar fazendo e ainda por cima com armas. Aquela tinha sido a primeira força-tarefa não oficial que utilizou armas... Sam não queria imaginar o que poderia acontecer a ele e a seu irmão se eles fossem vistos no meio da bagunça.
A outra coisa que o deixava indignado era que Zacarias Alder tinha sido colocado como um herói pela voz da repórter, um herói que tinha conduzido seu trabalho com garra e inteligencia e que tinha salvo os reféns que eles não salvaram. O advogado Winchester sabia que eles não poderiam colocar todas aquelas quatro pessoas traumatizadas dentro do automóvel em que estavam e sabia muito bem que se o comandante Elkins pedisse um outro camburão o resto da equipe poderia ficar com a pulga atras da orelha. Mesmo assim foi para ele uma tortura ver que as cinco pessoas que ainda estavam vivas dentro de suas celas tinham sido “salvas” por aquele idiota em um golpe de sorte que ele teve.
A vida nunca poderia ser fácil para eles não é?
Sam suspirou. Jimmy tinha finalmente sido atendido. Era uma coisa completamente incompreensível para ele como as enfermeiras olharam para o corpo do pintor e disseram na cara de todos eles que os ferimentos dele não eram uma prioridade. Bastou apenas Jo e Gabriel esfregarem seus distintivos na cara delas para que elas mudassem de ideia.
Do fundo de seu coração Sam não queria que Jimmy entrasse em coma, quando ele tinha visto os olhos azuis entrando em suas orbitas de forma ameaçadora ele sentiu seu coração congelar. Seu grito tinha saído antes mesmo que o de Gabriel e ele não poderia mais disfarçar o medo que sentia pois se ele entrasse em coma- assim como Jess tinha feito- eles não teriam vencido.
Era um pensamento idiota, ele sabia disso mesmo assim não conseguia parar de pensa-lo.
Quando ele voltou a realidade vio imediatamente os olhos verdes de Dean. Ele parecia muito preocupado com ele:
-Sam, você está ai?
Uma olhada rápida no relógio branco pendurado na parede branca do hospital e ele percebeu que estava em outro mundo por cerca de sete minutos. Se ele não falasse algo rápido Dean poderia chamar uma enfermeira para verificar seus ferimentos e ele não queria isso, ele não queria contar que o reboco tinha perfurado suas costas... não agora. Para ele as atenções deveriam ser todas voltadas em Jimmy. Alem do mais não estava nem doendo.
-Diga Dean... ele pós seu tom mais inteligente que poderia invocar, se ele fosse petulante Dean não ficaria preocupado.
Tudo tinha dado muito certo, Dean tinha o olhado com uma cara que poderia ser descrita como a cara de uma pessoa que comeu sushi estragado.
Sam pensou que assim era melhor.
-Você vem comigo pegar Cas, Jess e as crianças?
Era isso? Sam sabia que estava se esquecendo de alguma coisa mas nunca imaginaria que era de Jessica. Talvez a adrenalina que tinha se instalado anda não tinha saido de seus sistema ou ele simplesmente estava com tanto medo de como Jessica reagiria que ele esqueceu-se momentaneamente dela. Ele era mais inclinado para a segunda opção.
Em um piscar de olhos a realidade bateu como um tapa em seu rosto. Ele estava com medo de Jimmy entrar em um como e estava pensando que eles não venceriam se ele entrasse porque para ele o premio era Jessica, o sorriso doce dela e a esperança brilhante em seus olhos. Ele não estava pensando realmente na pessoa que tinha passado dois meses em cativeiro e se repreendeu por isso.
Antes que ele passasse mais tempo em seu mundinho particular acompanhado pela autocritica ele voltou a Dean. Um sorriso dançava em seus lábios quando ele disse:
-Claro que eu vou!
Eles deixaram o hospital e Gabriel para trás logo depois, mas sabiam que estariam de volta. O que assustou a ambos quando estavam a poucos metros de seu carro era a vista do comissario andando de forma petulante- era impossível não reconhece-lo depois de ver a cara feia dele no jornal da manha- na direção do hospital. Imediatamente os dois sentiram uma pontada de pena pelos homens que estavam ali, era certo como água que depois dessa eles seriam os alvos e estariam muito perto de perder tudo o que tinham conquistado. Nenhum deles poderia imaginar um Gabriel sem ser capitão, os dois tinham se acostumado a autoridade do homem assim como se acostumaram a seus trejeitos loucos e a made fácil, vê-lo como um homem normal sem distintivo e sem o poder de assustar um bandido apenas com os olhos era avassalador e eles cruzaram os dedos assim que passaram ao lado do homem na tentativa de repelir as suas intenções. Por tudo o que era-lhes mais sagrado Ruby ainda estava viva e ainda planejava vingança e eles estavam bem no meio do jogo de xadrez e não poderiam se dar ao luxo de perder uma peça tao confiável como Gabriel, não agora que seus parentes poderiam se os próximos a desaparecer.
Dean não queria nem ao menos pensar nisso.
Sendo assim, logo depois que o homem bem alinhado cujo semblante lembrava o de um traficante de drogas tinha feito seu caminho para dentro do hospital eles fizeram o deles para dentro do carro. O Winchester mais velho sentia a falta de seu impala como nunca mas sabia perfeitamente que ele só voltaria quando tudo isso terminasse.
Ele ligou o motor e as rodas correram em direção a seu destino.
Castiel tinha sido o único a abrir a porta, ele não precisava perguntar para saber que era Dean, ele era capaz de prever a presença dele em qualquer momento ou em qualquer lugar. Seu amado tinha voltado para ele e ele sabia, de uma certa forma distorcida que ainda o assustava muito que ele tinha cumprido sua promessa. Sim, ele sabia.
Antes mesmo que Dean pudesse raciocinar ou anunciar sua presença ele foi pego completamente de surpresa. Com o olhar estoico que sempre lhe dera Cas tinha expresso em duas palavras a gratidão que ele sentia por ele e o amor, o amor estava ali em todos os momentos e em todos os gestos que seu amante fazia. Castiel tinha dito o seu conhecido “Olá Dean” e o puxou para um beijo apaixonada, um beijo que Dean jamais queria sair. Como o professor sabia que ele estava ali e como tinha descoberto que a língua contra seu céu da boca era o que ele mais gostava Dean nunca saberia, mas ele aproveitou cada milésimo de segundo do beijo e foi alimentado por todo o amor que passava para dentro de seu ser. Ele definitivamente precisava disso.
Ele não tinha percebido o pequeno barulho de uma maquina fotográfica ou a cara de Sam morrendo de vergonha, não, ele não tinha vergonha por seu irmao e seu cunhado se beijarem mas estava com vergonha alheia por sua namorada que tinha essa mania insistente de tirar foto de tudo.
Finalmente eles soltaram-se e respiraram separados.
Cas ficariam em silencio sobre o habito de Jessica por pouco tempo, mas quando eles estiverem sois a mulher iria sofrer. Os alunos dele tinham dito que a atris postou sua foto com Jimmy em seu myspace.
Agarrando as maos de seu amante ele disse:
-Obrigado Dean, obrigado Sam.
Ele deixou que os dois entrassem na sua casa e Dean ficou cada vez mais confuso, o cara não sabia se ele estava ali para dizer uma noticia triste ou feliz mas já estava se antecipando. Antes que ele pudesse reclamar disso ele viu seu filho atras de Castiel e pode perceber os gestos que o menino estava fazendo para ele. O engenheiro ficou impressionado ao saber que Danny tinha colocado uma visao nos sonhos de Cas. Seu filho já tinha feito algo assim uma ou duas vezes e era apenas em emergências... por mais que ele tenha se alarmado com aquilo ele não poderia perguntar nada agora, Danny tinha seus motivos e ele respeitaria seu filho. No entanto nada o impedia de fazer uma anotação mental para perguntar o por que de ele ter feito isso mais tarde.
Por agora ele estava contente em saber que todos a quem se importava estavam bem. Jessica tinha ficado bem sozinha e mesmo sem a companhia de policiais- eles não poderiam arriscar colocar outros oficiais para cuidar deles, isso traria desconfiança pois todos os que estavam no caso tinham saído para uma missão fora dos olhos do comissario- tinha conseguido manter a casa em ordem. Se Dean olhasse para a sua direita ele poderia ver Jessica e Sam se beijando quase tao apaixonadamente que ele e Cas, uma ideia surgui em sua mente e ele pegou a velha camará fotográfica que estava deitada em uma mesa de cabeceira ao lado do sofá. O momento era mais que perfeito e ele não iria desperdiçar uma chance de vingança. Jessica tinha tirado pelo menos umas trinta fotos não autorizadas dele e de Castiel e nenhum dos dois perdoaria isso. Sendo assim o homem de olhos verdes escolheu seu ângulo e bateu a foto. Os dois pombinhos tinham se assustado com o barulho.
-Essa foi pela foto que você tirou enquanto a gente estava dormindo no sofá.
Ele não tardou em dizer. Era a foto mais bonita que ele tinha, mesmo assim ele se lembrou muito bem de pedir a Sam para sair com Jessica e deixar a casa para eles. O gigante que era o seu irmão tinha feito tudo errado e se escondeu para ver o desenvolver do encontro deles o que resultou na foto mais fofa e embaraçosa que ele tinha.
Jessica deu a ele um olhar gelado mas depois sorriu com carinho. Era impossível para sua natureza ficar com raiva.
E mais uma vez o clima de contos de fada tinha se instalado entre eles, os adultos tinham se perdido em um mudinho de beijos e caricias e tinham se esquecido completamente o que tinham vindo fazer ali. Lisa, que estava em pé ao lado de Danny esfregou seu rosto com as costas da mão e disse em uma voz bastante autoritária:
-Papai, não era para você nos contar o que aconteceu em Van Nuys?
Dean tinha petrificado, por um breve momento ele tinha realmente se esquecido o que tinha vindo fazer ali e ficou com muita vergonha.
Ele se abaixou e abraçou cada um dos seus filhos e em seguida fez com que os outros o acompanhassem para a sala. Sam estava um pouco apreensivo, ele não queria contar a Jessica- que tinha saído de um coma há pouco tempo- o que tinha acontecido, para ele dizer que Jimmy estava vivo e bem era a única coisa que deveria ser dita, mas tendo em vista o comportamento de Lisa e a ansiedade de Castiel isso não estava acontecendo. Dean contaria tudo nos mínimos detalhes.
E foi exatamente o que ele fez.
Danny não estava surpreso, ele saberia o que ia acontecer e sabia que nada seria fácil. Seu pai e seu tio tinham de estar no centro de tudo assim como Gabriel, Castiel e Jimmy. Todos eles tinham um acerto de contas para fazer... o menino de cabelos loiros poderia ver sua irma mais velha olhando para ele com aquela expressão que ele bem conhecia, a menina queria saber o que estava em sua mente e ele tinha certeza que era capaz de mentir para qualquer um menos para ela. Seria estranho Lisa não saber ele pensou que estava mais do que na hora de ele despejar o feijão. Mesmo assim o medo, o sentimento tao conhecido, de que ela poderia ficar assustada ou de que ela poderia querer ajustar as coisas a sua própria maneira- e Danny tinha certeza que ela era muito capaz de fazer isso- o fez hesitar. Ele balançou a cabeça para os lados como se dissesse que não sabia de nada e a menina não acreditou nem por um segundo mas preferi-o deixar de lado. Essa era a coisa que ele mais gostava em Lisa, ela era mais esperta do que qualquer outra menina de sua sala.
Dean tinha terminado sua narrativa. Lisa olava para cada uma das pessoas a sua volta e pode perceber cada traço de medo e alivio nas faces conhecidas. Ela não tinha gostado de saber que o comissario poderia suspender Gabriel, Jo e Chuck e teria uma palavrinha para trocar com aquele idiota. O que tinha sido o melhor ponto da narrativa para ela foi saber que Jimmy estava bem, ela gostava do pintor da mesma forma que gostava de qualquer pessoa da sua família, mesmo assim não conseguia esconder um sentimento de proteção para ele, o mesmo sentimento que a fez dar murros e murros na cara daquele menino de sua escola porque ele tinha falado mal de Danny. Ela se sentia capaz de fazer qualquer coisa por Jimmy e isso era um pouco estranho...
A menina bloqueou seus pensamentos e resolveu falar:
-Assim, o que a gente tá fazendo ainda aqui? Vamos ver Jimmy!
Nem Sam nem Dean poderiam saber como aquela criança de oito anos poderia ser incrivelmente autoritária. Dentro de seis minutos eles já estavam no hospital.
E lá estava ela, a visão que ele tinha visto muito tempo atras. Tudo estava exatamente como ele se lembrava e a precisão das coisas nunca o decepcionou.
Era uma sala grande, que agora Danny tinha certeza ser a sala de espera da UTI do hospital, com três das cadeiras mais desconfortáveis do mundo onde Castiel, Jessica e Gabriel estavam sentados, a única diferença entre o agora e o sonho que ele teve meses atras era que o agora era a realidade. As coisas realmente estavam acontecendo, eles estavam esperando por um amigo que tinha entrado na UTI para receber transfusão de sangue e para ser avaliado e todos eles tinham aquelas caras de medo e dor em seus rostos. Ele, que estava ao lado da janela e em frente as cadeiras de plastico poderia perceber que a sua tristeza era semelhante a dos demais.
Ele realmente gostava de Jimmy, gostava da alegria que passava por sua aura dourada e a força que ele tinha nas profundezas de seu ser. Jimmy escondia um segredo e ele não era burro para saber que de todos o pintor era o que mais interessava a Ruby justamente por causa desse segredo e por mais que o menino gordinho de olhos esmeralda tentasse nenhum de seus sonhos dizia o que era. Certamente era alguma coisa alem de sua compreensão e isso o deixava muito intrigado. Uma ponta de dor de cabeça começou a tira-lo do trem de pensamentos e ele tentou fazer o máximo para esconder a dor, não era o momento para que as outras pessoas se importassem com ele, não era o momento de desviar a fé que estavam enviando ao pintor enfermo para sua pessoa. Danny ficou em silencio enquanto observava a cena se desenrolar diante de seus olhos, agora ele poderia ouvir tudo o que as pessoas diziam e se concentrou nisso para tentar deter a sua cabeça de explodir. Não deu muito certo, mas o menino gostou de ouvir a conversa delicada entre Cas e Jess e com um sorriso se orgulhou de Lisa e da forma como ela consolava o capitão que agora tinha uma suspensão de três semanas pelo que tinha feito.
Trés semanas, Gabriel pensou que ele seria rebaixado a tenente ou seria completamente expulso da força. Para alguém que tinha sido capitão e chefe de policia de uma cidade como São Francisco por nove anos e tinha trabalhado duramente em cada um de seus casos para manter essa cidade em uma paz relativa três semanas eram um descanso merecido. Ele iria aproveitar cada momento dessas semanas para se divertir com Jimmy, alem do mais ele não teve tempo de pedir desculpas a ele por toda a confusão da torre branca, ele iria dar a si mesmo tempo para se reaproximar de sua ovelha perdida. De todas as coisas o que tinha mais afetado Gabriel tinha sido a pequena discursao que eles tiveram no mês de agosto. Jimmy tinha ficado muito triste com ele e mesmo que o pintor tenha, eventualmente, entendido o por que de ele ter sido tao duro Gabriel não tinha pedido desculpas e Jimmy tinha ficado receoso com isso. Ele tinha criado seus irmãos em uma base honesta e amiga e sempre que eles brigavam era obrigação pedir desculpas depois de um tempo. Gabriel não tinha feito isso e seu irmãozinho tinha sido sequestrado por uma louca serial Killer e tinha sobrevivido a torturas piores que as da guerra, era imperativo para ele pedir desculpas mesmo que ele soubesse que ele já tinha sido perdoado há muito tempo.
O policial tinha aberto um sorriso quando viu a pequena menina tocar os dedos brancos e frios em sua mão. Ele sabia que ela não deixaria nada barato.
-Sabe ele não tinha o direito de fazer isso.
Gabriel não ia argumentar, ele poderia dizer que ele tinha sim o direito de suspender quantos oficiais ele queria e fazer Jo Harvelle perder seu título de detetive-o que tinha sido o pior destino de todos eles tendo em vista que Charlie e Chuck saíram com uma suspensão de dois dias de trabalho e um memorando oficial do comissario dizendo que eles seriam transferidos se isso se repetisse- mas ele permaneceu calado, ele conhecia a menina por tempo suficiente para saber que ela poderia convencer o papa de que os ursos são cor de rosa se quisesse.
Ela continuou:
-Ele foi muito grosseiro com vocês, ele fez Jo perder o título de detetive assim do nada e nem ao menos reparou que ela estava ferida ou disse que eles tinham resolvido um trabalho que ele não tinha conseguido fazer.
Gabriel pensou que se a garota descobrisse que na verdade quem tinha ficado com o credito todo pelo resgate de Jimmy era ele, mesmo a mídia sabendo que Jimmy já tinha sido levado quando a policia chegou...
A menina tinha os cabelos loiros em um rabo de cavalo e vestia um vestido verde com botas de combate- o que dava a ela uma aparência um pouco assustadora- e quando ele tinha se levantado da cadeira para tomar ar ela o seguiu e continuou sua conversa dizendo o quanto ela achava que ele era melhor que o idiota do comissario. Depois de algum tempo o tópico da conversa mudou de uma forma muito brusca, Lisa não parecia mais interessada em enaltecer ele, ela já sabia que tinha feito isso demais, e tinha se concentrado em algo que ele poucas vezes deixava transparecer. Ela tinha ido direto para o interior de sua alma.
-Ele vai ficar bem tio Gabe.
Ele olhou para as piscinas de oliva verdes como a floresta e viu toda a sinceridade que o mundo poderia oferecer neles. Os olhos dela eram muito determinados para não o convencerem do que estavam passando e ele ficou grato por isso, de uma certa forma ele sabia que inteligente como ela era não ia demorar muito tempo para que ela descobrisse seu medo e ela não o tinha decepcionado.
A pequena menina destemida o fazia lembrar da heroína de um livro que ele tinha lido, se ele forçasse a memoria ele poderia lembrar que o nome dela era Layra(19). Ela era capaz de saber seus medos e de dizer que sabia deles sem chamar a atenção, bastava apenas meia palavra para um bom entendedor a final de contas e ela era uma entendedora brilhante. Ela tinha pego em sua linguagem corporal tudo o que precisava e tinha descoberto que ele estava com medo do futuro.
Sendo policial Gabriel tinha visto mais do que mortes, exemplos de pessoas traumatizadas, exemplos de pessoas que passavam por situações terríveis e jamais voltavam a ser o que foram um dia. Ele poderia se lembrar da doce moça da loja de flores que tinha sido assaltada por um grupo de adolescentes nos anos dois mil e que toda vez que alguém ousava faalr muito alto perto dela se encolhia feito um caramujo de uma forma que mostrava o que ela tinha feito há onze anos durante os momentos em que os idiotas exibiam as armas diante de seus olhos. Aquela mulher nunca mais tinha sorrido. E ele tinha medo de que isso se repetisse com Jimmy.
Quando eles tinham entrado no hospital e quando as enfermeiras tinham chegado a um acordo e resolvido passar o caso dele para um medico bom o suficiente ele não tinha sido capaz de suprimir sua curiosidade, ele tinha de saber. Assim, quando Dean e Sam foram buscar o resto de sua família ele pegou a enfermeira mais bonita pelo braço e a rebocou para uma esquina onde eles não pudessem se vistos. A sua sorte era que ele tinha pego justamente uma das enfermeiras que estava no caso de jimmy. O seu azar foi que ela não tinha ficado nem um pouco contente com a forma rude que ele a tinha tratado e resolveu chamar os seguranças o que levou seu disfarce para o brejo pois ele, Jo, Chuck e Charlei tinham sido descobertos pelo comissario. A mulher tinha se arrependido assim que descobriu quem ele era e quanto ele tinha se arriscado para chegar até ali e tinha o presenteado com a chave do quanto onde as enfermeiras guardavam seus pertences e uma promessa de que ela estaria lá em breve. Ela não demorou a chegar e ele finalmente pode perceber que ela era realmente bonita com os cabelos ruivos e as sardas pelo rosto.
Ela o tinha explicado que era muito provável que Jimmy teria algum tipo de trauma psicológico depois de tudo isso e mesmo que ele fosse uma pessoa resiliente ele estaria propenso a: A) ter medo de escuro- uma coisa que ele parou de ter assim que compreendeu que Cas vivia no escuro o que tinha sido aos sete anos, B) ter medo de ficar sozinho- uma coisa que ele nunca deixou de ter, mas que a enfermeira disse que poderia ser muito diferente do medo que ele apresentava, poderia ser ansiedade extrema, C) claustrofobia- que Gabriel nunca tinha entendido direito o que era e por fim D) medo de facas e objetos que foram usados contra ele, medo de ser tocado e medo de pessoas que gritavam. O suor tinha saído frio pela face do policial em suspensão, ele não queria que Jimmy lembrasse a mulher da loja de flores.
Ele foi puxado para a realidade mais uma vez pelas palavras de Lisa:
-Eu não espero que ele fique “perfeito” depois disso tio, porque se ele ficasse ele não seria humano, mas ele vai ficar bem e você vai saber ajuda-lo. Se não souber eu, Danny, papai, Tio Sam e Cas e Jess vamos te ajudar.
Um sorriso genuíno tinha passado por seus lábios e ele ergueu a pequena menina em um abraço carinhoso.
Ela estava contente em poder ajudar.
-Sabe? Acho que até mesmo o tenente Shurley e Jo iriam te ajudar.
Sobre isso ele não tinha muita certeza mais continuou sorrindo mesmo assim e ignorou completamente o olhar de pai ciumento que Dean estava dando a ele. Se ele olhasse para o lado ele poderia ver Danny sorrindo, o menino tinha se puxado de onde estava e foi em direção a seu pai para tentar acalma-lo sorrindo o tempo todo. Dean tinha aceitado a tentativa de seu filho caçula e o colocou no colo.
Enquanto isso Cas e Jessica continuavam a conversar baixinho. Os dois pareciam que estavam aliviando um a ansiedade do outro e enquanto Sam tinha ido buscar café a mulher não tinha para quem ir. Ela acabou por roubar o professor de seu namorado e os dois estavam conversando sobre tudo menos sobre o tempo que tinha se passado sem uma única informação do estado de Jimmy.
Por um momento a sala de espera privada tinha se instalado em uma relativa paz, todos estavam confiantes de que tudo iria dar certo e Sam tinha voltado com os três copos de café dando um a Jessica, um a Dean e o ultimo a Gabriel. Foi nesse momento que o comissario resolveu aparecer.
O homem tinha aberto a porta de uma maneira completamente desleixada como se ali não houvesse ninguém que estava esperando um ente querido sair da UTI, isso por si só já tinha irritado todas as pessoas presentes na sala.
Ele se moveu com uma certa graça- de quem está acostumado a estar no controle de tudo- e foi diretamente para Gabriel.
-Preciso falar com você agora.
O tenente Chuck tinha entrado na sala de uma forma completamente diferente, ele tinha batido na porta, tinha cumprimentado cada uma das pessoas e tinha pedido informações sobre Jimmy que ninguém tinha para lhe dar. Foi somente depois disso que ele se postou ao lado de Gabriel que ainda tinha Lisa em seus braços.
Ele deu a seu parceiro uma barra de chocolate de uma empresa francesa(20), ele bem sabia que seu amigo iria precisar muito daquilo, e em seguida começou a limpar seus óculos como se as lentes estivessem sujas de lama. Ele era completamente nervoso porque sabia que o que o homem mais velho tinha para dizer não iria agradar em nada a seu capitão. O mais amargo que poderia ser Chuck tinha perdido completamente a fé em seu comissario... Lisa estava certa no fim das contas, o idiota não tinha feito absolutamente nada para a resolução do caso de Jimmy Novak e agora todos eles tinham que pagar pela sua incompetência. Era doloroso, mas o tenente sabia que eles tinham sido suspensos justamente por causa da mídia, seu comissario não iria querer que os jornalistas descobrissem que não tinha sido ele a libertar Jimmy, coisa que ninguém sabia como ainda não tinha acontecido.
Gabriel aceitou a barra de chocolate e olhou demoradamente para seu superior, ele poderia ver nos olhos do homem velho um certo que de deboche, como se ele quisesse rotura-lo por alguma coisa.
-Vá em frente- ele deu de ombros, se ele seria torturado ele queria que Lisa visse isso justamente porque ele sabia que a menina não deixaria barato. Era idiota e irresponsável, mas ele confiava a vida naquela criança e sabia que em matéria de argumentação ela era a melhor.- Seja lá o que tem para dizer confio neles suficientemente.
Zacarias não tinha gostado. O seu subordinado tinha recusado em sair da sala e ele sabia o porque, era claro que todas as pessoas da sala iriam estar felizes em falar para ele algumas verdades. Não era assim que ele tinha planejado o desenrolar das coisas, mesmo assim ele resolveu fazer como lhe foi instruído. Pela primeira vez ele não tinha puxado uma ordem para conseguir alguma coisa.
Ele tirou uma folha de papel A4 do bolso e entregou-a ao Novak mais velho:
-Esse é o discurso que eu quero que você fale para a imprensa.
Gabriel tinha ficado furioso em um piscar de olhos. O cara tinha o suspendido e ainda por cima queria que ele o enaltecesse? Ele pensou que seu comissario tinha de ser uma pessoa muito doente para não entender a situação em que ele estava, ele era o único que tinha quase perdido um irmão, o único que tinha arriscado tudo para salva-lo e o único que seus homens confiavam suficientemente para querer segui-lo em uma missão que só poderia dar em perda de emprego.
Antes que ele pudesse falar alguma coisa Sam e Dean se pronunciaram:
-Você não tem vergonha na cara não, o comissario? Os dois disseram em unissonismo, Dean tinha o tom de voz mais alto e Sam tinha uma cara realmente assustadora. O menino era uma mulher grande e sempre ia para o lado sentimental das coisas.
Foi Dean quem continuou, ele pegou a folha de papel e resgou-la depois de ler, como era de se esperar no discurso feito havia uma narração completamente romanceada de como Zacarias tinha chegado a ideia de invadir a fabrica de macarrão em Van Nuys. O Winchester era incapaz de acreditar no que estava escrito, o cara só tinha chegado ao local por causa dos tiros que eles estavam trocando e por causa da língua grande da mídia.
-Cara, você não fez porra nenhuma para nos ou para esse caso, você simplesmente mandou a única pessoa que poderia resolver a loucura toda se danar e ficar assinando processos enquanto fazia suas unhas. E agora, depois de termos ido a merda toda dentro desse caso e, alias resgatamos Jimmy e mais cinco pessoas com vida, ainda fizemos vocês ficarem com todo o credito- ele parecia muito ameaçador em seu tom alto- tu vem com essa de querer que o homem que você acabou de suspender dê uma entrevista a mídia e conte lotes de mentiras sobre como foi tudo um brilhante plano da sua cabeça? Serio? Eu acho que você está muito louco de não perceber que nos estamos em uma sala de espera de UTI completamente loucos para saber se Jimmy, a pessoa que você não salvou, está vivo e bem. Se eu fosse Gabe eu te mandaria para o inferno.
Por um instante a sala ficou em silencio completo. Gabriel estava feliz por ter colocado as coisas exatamente como ele queria, ele não poderia xingar seu superior, mas poderia fazer com que alguém o xingasse. Ele nunca esperou que Dean fosse tao bom em assustar as pessoas quando ele queria e não deixou de ficar feliz ao ver o cara o defendendo, eles tinham virado amigos afinal.
O capitão continuou a comer sua barra de chocolate.
-Continue Dean Winchester... estou louco para manda-lo para a cadeia por desacato a autoridade. Foi a única coisa que saiu da voz fria do comissario, era como se ele realmente quisesse fazer aquilo. Desde o começo o comissario tinha se oposto a ideia de Gabriel em querer proteger essa família e ele teria finalmente alguém para punir por ter perdido o dinheiro que não tinha sido usado em sete anos, o dinheiro de proteção as testemunhas- que ele tinha orgulho em roubar ano após ano- para proteger um bando de vira-latas idiotas que não sabiam escolher mulher.
A resposta de Dean não o surpreendeu. Sendo filho do pai que era- ele tinha pego a ficha dos dois- era claro que ele diria algo assim:
-Enfia o dedo no cu e lambe para ver se é leite condensado, eu quero é que você se foda.
Dean mostrou o dedo do meio bem perto dos olhos do comissario.
Antes que ele pudesse dar uma replica a isso uma enfermeira ruiva tinha batido na porta. Era a hora de agir como uma pessoa que se importava, ele não queria que o pintor morresse, ele apenas queria sua vida de luxo e fama.
A mulher entrou na sala acompanhada por Joanna Harvelle e Ellen Harvelle, que tinham cada uma uma cesta de doces caseiros, e pelo medico responsavel por Jimmy. Quando todas as pessoas colocaram sua atençao no homem de bata branca ele disse em uma vos baixa e controlada, como se já tivesse feito aquilo há um longo tempo.
-Quem está aqui por James Novak?
-Todos nos. Lisa e Danny não tardaram de responder em unissonismo.
O medico ficou um pouco desconfiado, ele não conhecia nenhuma daquelas pessoas a não ser o que ele via nos noticiários da noite. Sendo assim ele olhou para Gabriel- a única pessoa que ele realmente sabia ser parente de seu paciente- e pediu telepaticamente confirmação para continuar a falar. O policial parecia confiar muito nas pessoas que estavam ali e ele não teve outra alternativa senão despejar o feijão para todas aquelas pessoas. Ele nunca esteve com tanta vergonha em sua vida e por um momento se questionou se deveria ter um limite de pessoas naquela sala.
Ele limpou sua garganta:
-Bem, James Novak está com quatro costelas quebradas, o osso da mandibula quebrado, uma perna perfurada, o calcanhar esquerdo torcido, marcas de queimaduras de segundo grau em algumas partes do corpo, escaras (cerca de onze delas) mas que estão longe de chegar no terceiro estagio- Castiel, Danny, Lisa e Jessica se encolhiam conforme o medico ia relatando o estado de Jimmy, Gabriel e os demais iam ficando com pedaços de melancolia entalados na garganta e muita raiva do tempo perdido- ele perdeu muito sangue, nos já estamos dando-lhe duas bolsas de B-, e desenvolveu um quadro de anemia, nada que não possa ser tratado.
O ar poderia se cortado com uma faca. Todos os presentes ficaram em silencio, mas era evidente a inquietação de alguns, havia uma pergunta, uma pergunta que ninguém queria fazer ma sque deveria ser feita. Ela pairava nas cabeças de todos. Por mais incrivel que possa parecer, foi Chuk Shurley quem a fez ao medico, ele limpava seus oculos o tempo todo e nunca olhou nos olhos do profissional. Ele sabia que se olhasse para o outro irmao de seu amigo o homem cego estaria cocando a orelha:
-Existe evidencia de abuso sexual?
Sam e Dean se engasgaram momentaneamente, eles sabiam que teriam de explicar isso mais tarde para as crianças e nenhum deles queria faze-lo. Dean pelo menos poderia dar a desculpa de que iria preso por essa noite e deixar todo o trabalho para Sam, o mais novo sabia exatamente o que o outro estava pensando e simplesmente o olhou com um sorriso que dizia “Um dia Dean, eu irei te matar lenta e dolorosamente.”
Jessica os tirou de seu estupor e fez com que todos ficassem em silencio. Ela precisava saber a resposta para essa pergunta.
-Não. Não há evidencias de abuso.
Ao som daquilo até mesmo o comissario Alder tinha relaxado.
-Nos...- Cas mantinha pressão sob a mão de Dean, ele tinha medo de solta-la e descobrir que tudo não passou de um sonho- podemos vê-lo doutor?
-Sim, vou leva-los até onde ele está, mas tenho que dizer que no momento ele está sob sedação e não permitimos mais do que três pessoas na UTI.
Gabriel colocou Lisa no chão e foi para perto de Cas, seu irmão mais novo estava sem sua bengala e iria precisar de um guia. Quando ele percebeu os olhos esperançosos de Jessica- como ele poderia ter se esquecido dela? Ela era da família da mesma forma que eles e se importava igualmente- ele apertou o braço de Cas e perguntou baixinho se ele se importava com Jessica acompanhando-os, logico que o historiador disse que não. Dessa forma os três acompanharam o medico e a enfermeira ruiva para uma outra sala cerca de dois andares acima de onde estavam. Castiel não sabia se Dean estaria de volta para ele quando voltassem, mas rezava para que ele estivesse. Ele bem sabia que não conseguiria dormir esse noite sem a presença de seu amado.
Gabriel poderia sentir o nervosismo de Cas e percebeu quando ele apertou seu braço mais do que deveria, ele passou o seu braço livre pelas costas de seu irmão e envolveu-o em um meio abraço. Todo o calor que ele tinha para dar passou de seu corpo para o de Castiel e ele sentiu que o professor tinha se acalmado, era incrível a capacidade que eles tinham para se comunicar sem usar palavra alguma.
Eles entraram na sala.
No estacionamento do hospital o tenente Shurley estava inquieto, tinha sobrado para ele. Não, definitivamente ele não culpava Gabriel, o cara tinha acabado de voltar da sala da UTI e pelo que ele viu refletir no rosto de seu amigo o estado de Jimmy não era bom. Aquilo não seria novidade para nenhum deles, mas sempre quando se vê uma situação não tao boa a situação ganha realidade, como se antes era apenas hipóteses em cima de hipóteses e agora tudo era real, Jimmy estaria morto se eles não tivessem chegado- o que era um milagre na verdade, pois os médicos disseram que ele deveria ter morrido muito antes devido a perda de sangue... ele pensava na possibilidade de o pintor ter contado com alguma ajuda, mas nada nesse mundo poderia faze-lo averiguar sobre isso- com tudo o que estava acontecendo quem acabou por ser o responsável por dar comida aos urubus que eram o bando de jornalistas parados em frente ao hospital e a multidão de pessoas era ele.
Tanto Castiel quanto Dean tinham ficado abismados em saber que tinha mais de cem pessoas lá fora querendo saber sobre o estado atual de Jimmy. Chuck tinha dito a eles com um tom muito nervoso que o grupo de gente era formado por Adan Milligan e outros cinquenta mendigos, que tinham alguma gratidão por Jimmy ou coisa parecida, todos os alunos de historia de Cas, os pintores de rua da cidade assim como músicos e atores de rua, os fans dos desenhos de Jimmy e muitos donos de galerias de arte, alem de pessoas que estavam ali apenas para aparecer na televisão.
E era ele quem tinha de lidar com todo esse povo. Chuck limpou seu óculos pelo que parecia ser a milésima segunda vez naquela noite e respirou fundo. Ele tinha uma discurso a dizer.
Na sala de espera da UTI, onde todos ainda estavam porque queriam ver Jimmy acordar ou pelo menos assinar os papeis de internação e ver quem ficaria com ele na sala, o comissario estava furioso. Seu tenente não só tinha esquecido do que era para dizer como também tinha dito toda a verdade, em frente a todos eles na televisão os repórteres estavam voando com perguntas e querendo saber o por que eles agiram da forma que agiram. O tenente simplesmente respondia as perguntas com sinceridade, dizia que Jimmy era um migo e que ele não deixaria a lei ou a hierarquia passar por cima da vida dele da mesma forma que Gabriel não faria.
Os jornalistas pareciam contentes com aquilo e perguntavam mais e mais.
Zacarias estava a ponto de desmaiar.
Fora do hospital o mendigo de vinte e poucos anos de idade, o mesmo que tinha ajudado Sam a encontrar Jimmy no parque Golden Gate, tinha se aproximado cautelosamente do tenente e levantou sua mão no ar de forma respeitosa.
O tenente deixou que ele perguntasse o que queria.
-Mas ele vai ficar bem não é? Você disse que ele estava na UTI, sera que ele está correndo risco de morte?
O menino parecia bastante tímido em falar para tantas pessoas, se ele soubesse que estava sendo filmado certamente ele nunca falaria.
Chuck o encarou com um olhar de ternura, ele sabia ver um verdadeiro amigo quando este estava em sua frente. Ele segurou o olhar de Adan por quase cinco minutos antes de responder:
-Sim, os médicos disseram que ele está anêmico e precisa de sangue e seus ossos quebrados vão levar tempo para serem curados, mas não há motivo para ter medo. Um suspiro de alivio ecoou pela multidão e o tenente se viu consolado.
Foi nesse momento que o menino de rua fez algo surpreendente. Ele tirou de debaixo de seu braço um quadro pintado com o desenho de um campo de tulipas marelas, o quadro que a maior parte da cidade sabia que tinha sido dado a este mendigo por ele ter salvo a vida de Jimmy uma ou duas vezes- na verdade Adam simplesmente o levou para casa depois que ele se perdeu de Gabe em uma tarde ensolarada- metade da cidade sabia que o quadro era estimado em nove mil dólares e que poderia tirar o garoto da miséria se ele o vendesse. Ele nunca venderia seu quadro, ele era a representação da amizade para ele... depois de tirar o quadro de debaixo do braço ele o entregou a Chuck.
-Jimmy me deu isso quando eu estava doente e disse que esse quadro me faria melhorar. Ele estava certo...- ele tinha perdido completamente sua vergonha já que estava envolvido por lembranças- eu estou dando-o a ele, não porque eu não o quero mais, eu adoro esse quadro... mas... eu quero que ele fique melhor, assim, eu estou emprestando e ele só tem de me devolver isso quando sair desse lugar.
Os flashs das camarás fotográficas quase cegaram os dois. Seria a matéria vencedora de muitos prêmios no futura, mas agora era uma foto que dizia mil palavras.
O tenente aceitou o quadro com lagrimas nos olhos, quando ele voltou para o hospital todas as enfermeiras queriam saber quem era o garoto mas Adam já tinha sumido na escuridão levando a horda de mendigos com ele.
Gabriel o abraçou de uma forma que acabou com as leis de espaço pessoal. Ele poderia ver o orgulho na voz de seu amigo. Infelizmente para ele sua suspensão teve de ser prolongada, por alguma razão o comissario não queria tira-lo completamente do serviço. Bem, agora que o capitão estava longe da delegacia por quase um mês ele iria precisar de alguém para colocar moral no quarto pelotão, ele sabia exatamente que não era a pessoa mais popular da delegacia.
A única coisa que pode acalmar os instintos assassinos do homem foi que nada o poderia impedir de prender Dean Winchester por desacato a autoridade. Foi o que ele fez. Ele não esperava que iria receber um ataque de palavras vindas de uma garotinha de oito anos, ela parecia furiosa mas ele prendeu Dean mesmo assim.
-Me diga.
-Não.
-Por favor Dean.
-isso não vai fazer você se sentir melhor Cas.
-Mas eu quero saber...
Eles estavam na delegacia, era a mesma noite apenas duas horas depois, duas horas depois de Gabriel ter arranjado um advogado e conseguiu colocar Castiel para uma visitinha a Dean. Os dois eram separados por barradas de metal e tinham o sargento Turner como babá mas nada os impedia de ficar de mãos dadas.
Castiel queria porque queria saber como era ver Jimmy e Dean não queria dizer a ele. Infelizmente a forma como Cas franzia os lábios quando pedia por favor estava fazendo Dean reconsiderar. O cara parecia um anjo, um anjo muito sexy.
Dean suspirou asperamente.
-Está bem.
Cas sorria com todos os dentes, ele sabia que não seria uma coisa legal d esse pedir e sabia que ele não ficaria feliz em ouvir, mas ele precisava saber.
Dean pediu para que o sargento deixasse Cas entrar em sua cela, mais uma vez o homem negro não era lá preconceituosos com Gays mas não queria invadir a privacidade deles, sendo assim ele deixou-os sozinhos por cerca de vinte minutos. Dean era satisfeito com isso.
Uma vez juntos eles trocaram um beijo casto e quando se separaram Dean perguntou mais uma vez se era isso o que ele queria, Castiel respondeu que ele tinha de saber.
Outro suspiro. Seu namorado não iria dormir essa noite, ele tinha certeza.
Ele o pegou pela mão.
-Muito bem Cas- ele resolveu começar por coisas mais simples como as escaras e colocou sua mão na orelha direita de Castiel fazendo um circulo com os dedos contornando os ossos por detrás da orelha e passando uma linha pela cartilagem da frente- ele tem uma escara bem escura aqui, os médicos dizem que é por causa do jeito que ele estava deitado- ele passou os dedos pelo olho direito de seu namorado e o contornou- aqui está bastante inchado, como se a pele fosse uma almofada bem gorda e a cor é roxo...- ele desceu as mão para o ombro de Cas e fez um desenho que lembrava uma nuvem de chuva mas a maior parte era nas costas- há outras duas escaras nos ombros, mas a do direito é maior, nos quadris- Dean colocou suas duas mãos nos quadris de Cas- tem três delas, sendo que uma é muito preta e feia e está mais no lado direito também, mais duas no joelho direito e uma no esquerdo, uma no calcanhar direito e outra no cotovelo do mesmo lado.- ele olhou para Cas, aparentemente o homem estava segurando bem seus sentimentos e ele balançou a cabeça querendo ouvir mais- ele tem essas linhas estranhas nas canelas- ele desenhou as linhas feitas a faca- que são cortes profundos, e queimaduras na coxa- Dean subiu as mãos para o peito de seu amante, doía fazer isso mas se fosse ele as coisas seriam as mesmas, ele sempre prefere saber- aqui parece que usaram garfos e ficaram furando ele, há pardos que sobem e outros que descem... esses não parecem muito fundos, mas as costas...parecem teias de aranha e foram feitas a chicote.
Castiel pedia para que ele parasse. Dean o fez bastante contente.
O historiador respirou fundo, ele pensou que seria difícil, mas nunca imaginou que seria assim. Como uma pessoa poderia tratar a outra da forma que faziam na idade media? Como ousam fazer isso a Jimmy? As gotas de diamantes cairam por seus olhos e ele foi abraçado por Dean, seu coração parecia que iria explodir mas ele estava aliviado agora que sabia. Era o instinto de sua vida procurar por respostas e ele não seria diferente naquele momento, ele procuraria pistas sobre como Jimmy realmente estava e não descanaria até descobrir. Era verdade que aquilo só fez ele se sentir um pedaço de merda, mas era melhor... seu maninho foi paciente assim como os bem aventurados e ele tinha certeza de que um dia Jimmy seria recompensado. Sim, se havia uma pessoa que merecia isso era ele.
Naquela noite Castiel não dormiu, mas ele não pensou que nunca mais veria seu pintor predileto. Agora ele estava seguro, os médicos ainda não deixavam ninguém entrar na sala dele o que fez com que todos voltassem para casa...
Castiel pensou que amanha seria outro dia, quem sabe os médicos mudariam o quarto de Jimmy e permitiriam visitas? Por enquanto ele estava feliz em saber que tudo tinha dado certo e que eles teriam a casa cheia de alegria de novo. Ele não tinha mais com o que se preocupar.
Sam estava desorientado, em sua frente Jessica estava mostrando um desenho de Jimmy que ela sempre quis dar a ele mas que nunca conseguiu. O desenho mostrava Jessica deitada em um sofá velho completamente nua e o fazia lembrar de Titanic.
A mulher dizia que Jimmy queria desenha-la nua mas que ela só tinha confiado nele para fazer isso dois meses depois de ter vindo trabalhar para eles. Agora o desenho pertencia a ela e ela tinha planejado dar a ele há cerca de dois meses atras na noite da exposição.
-E então você gostou?
-S...sim. Ele ainda era bastante desorientado, não sabia mais para onde olhar.
Jessica estava vestindo uma camisola branca feita de seda chinesa e tinha deixado uma alça cair voluntariamente, seus seios poderiam ser vistos por um homem míope. Ela deixou o desenho de lado...
-Sabe- disse ela enquanto beijava a orelha de Sam- eu sempre tive medo de Gabriel roubar esse desenho, ele é doador de esperma e sempre está atras de coisas que o exitem para colocar o branco no copinho... mas ele nunca fez isso.
Sam suspirou de alivio. Ele estava pensando que Jessica tinha armado tudo e queria fazer com ele coisas muito interessantes.
-Eu queria aparecer nua para você igual ao desenho naquele dia- ele hesitou para dizer a ultima palavra- mas meio que eu entrei em coma... ela continuou beijando o pescoço de Sam e poderia ve rque tinha prendido a atenção do advogado.
-Sei... Sam estava pronto para seu presente e a tinha beijado ardentemente nos labios.
Os dois aprofundaram o beijo.
Ela tirou a roupa de seu namorado:
-Hoje eu posso dizer que quero que a preparação vá para o inferno, você já viu o desenho e vai me ver bem melhor do que ele.
Ela o jogou na cama com a perna direita e bem torneada e caiu em cima dele.
Os dois gemeram de prazer. Finalmente tinham feito o que estava planejado há dois meses atras, finalmente tinham selado sua ligação da forma correta.
Eles continuaram a se beijar e por um longo período de tempo os dois corpos eram um.
Pela janela a lua espiava o amor e brilhava de felicidade.
Os dois estavam dormindo um sobre o outro quando um barulho de flash cortou a noite. Gabriel tinha conseguido mais uma para seu álbum!
Longe dali, pero do bairro chines Adam Milligan estava comendo seu pão com queijo perto de um homem ruivo. Eles tinham se conhecido horas atras.
-Foi muito bonito o seu gesto.
Adam não parou de comer em nenhum momento, ele olhava para o homem com um pouco de desconfiança...
-Pelo menos Jim está bem. Ele poderia ver que o ruivo concordava com ele, talvez o cara não seja assim tao ruim.
-Pois é... ele tinha se levantado e limpado sua calça jeans com as mãos- minha parte está cumprida por agora. Adam viu o homem desaparecer na noite e continuou a comer seu sanduíche.
Como estranho aquilo tudo parecia.
Ninguém estava para ver o homem ruivo dobrar uma esquina e entrar em uma casa tradicional chinesa, ele fechou aporta esse sentou na mesa de jantar. Tirando uma folha de papel de seu bolso ele a colocou na superfície de madeira e em seguida acendeu uma vela.
Pegando uma pena negra com a mão esquerda ele molhou a ponta em um tinteiro e começou a desenhar um rosto, um rosto que se parecia exatamente a James Novak. Quando seu trabalho terminou, e ele conseguiu colocar todos os detalhes realistas no desenho como os ferimentos que o pintor tinha, ele escreveu o nome do pintor em um canto do papel com sua mesma pena. Ele admirou seu desenho por cerca de alguns minutos e depois colocou a pena ao lado e juntos suas duas mãos em uma prece silenciosa.
Não demorou muito para que a pena começasse a se mover, ela riscou o nome de James e em seguida transformou os traços de hematomas em sombras de uma grande arvore que foi logo acrescentada acima do desenho. Jimmy parecia feliz e o homem ruivo também.
Ele sabia que seu amigo estava fora de perigo.
Ele rezou em agradecimento, definitivamente ele precisava saber daquilo.
Notas finais
E por favor, caso esse tenha sido lento me avisem.
Nos próximos as coisas vao ser bem diferentes.
Mortes ainda estão por vir.
Mandy
PS- Nao me pergunte por que a letra mudou de novo, eu nao tenho jeito com essas coisas mesmo. no meu pc tá tudo em ordem, mas quando coloco aqui a letra fica mudando...
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