Notas iniciais
Bem, eu não vou mentir. Achei que tinha programado o capítulo, mas, pelo visto, n programei. Desculpem por isso. Masss, ao menos, o capítulo ficou bem melhor com esse tanto de tempo que tive para reescrevê-lo, espero que gostem.

Seus olhos ardiam pelas lágrimas que ela, em vão, tentava impedir. Estas, por sua vez, percorriam seu rosto com perfeição antes de caírem no chão.

A expressão fria e vazia não demonstrava os sentimentos caóticos e martirizantes dentro de sí. Como ela desejava que fosse um dos pesadelos que tinha, ou um deja vú mórbido a desligando da aula chata de química.

Fechou seus olhos, privando-se da visão de parentes e amigos vestidos de negro naquele cemitério tão mórbido e opressivo. Não podia estar acontecendo. Eles não estavam ali, ela só era uma adolescente com pensamentos estranhos.

Ela era Mahiko Tora, estudante do 3o ano do Ensino Médio, candidata à uma bolsa na mais famosa faculdade de música do Japão. Tinha 17 anos, pele clara, olhos castanhos-amarelados e cabelos tingidos de roxo.

Era fã de punk rock e não entendia porque outras garotas prefeririam filmes de romance à filmes de terror. As poucas amizades que tinha se contavam nos dedos da mão, mas eram, relativamente, verdadeiras.

Odiava vestidos, mas estava usando um nest exato momento. Abriu os olhos. Não era um premonição. Ela já a tivera e nada falara.

"Eles teriam acreditado" pensou, "Papai e mamãe não teriam ido de se eu os tivesse avisado"

Colocou os retratos numa especie de altar, quase sufocando com o cheiro do incenso, curvou-se em frente aos rostos sorridentes de seus pais.

"Eles não teriam morrido naquele acidente!", pensou, soluçando pela 1ª vez.

***

Já fazia meia hora que alguns dos convidados mais próximos haviam saído de sua casa. Eles haviam vindo para dar apoio e consolá-la, mas suas palavras vazias não esconderam os olhares ganancioso aos móveis e pertences da casa

E ela ainda estava ali.

Parada.

No mesmo lugar.

Encarando a porta do mogno que ela fechara quando o ultimo convidado se fora. Ansiara por estar sozinha, mas, agora, temia virar-se e encontrar uma casa vazia.

Quem sentiria sua falta se ela se fosse agora? Certamente, não seus pais, eles estavam privados de sentir assim como estavam privados de respirar, sorrir e viver.

Pensou em seus planos de fim de semana com o pai. No dia seguinte, sábado, ela iria numa viagem de moto com seu pai pelo país. Ela queria tanto que ele estivesse ali para cumprir sua promessa.

Num gesto impensado, pegou as chaves da moto (previamente preparada e equipada com o que lhe era preciso para a viajem) e siau de casa. Sem se preocupar com elevador, ela correu escadas abaixo, com o capacete na mão.

Ligou a moto e pisou fundo no acelerador, sentindo o vento frio e as gotas de chuva castigarem sua pele exposta. As luzes, os prédios e as pessoas eram borrões insignificantes se comparadas à ela e sua velocidade.

E assim, a cidade se tornou subúrbio, o subúrbio se tornou uma avenida e a avenida se tornou uma Estrada deserta. Até aí, tudo bem. Ela não temia o escuro ou a solidão e o silÊncio que o acompanhavam, mas temia as motos que a seguiam.

E as temeu ainda mais quando ouviu o som de um tiro e sentiu uma bal perfurar seu antebraço direito.

Notas finais
Então, o que acharam? Gomene pela demora e, onegai, não abandonem a fic! PS:. Essa é uma das minhas fics mais recentes, aq vai o link para quem ostaria de ler uma fic minha mais atualizada (One Piece) http://fanfiction.com.br/historia/533824/Hon333_no_Kioku/ (Naruto) http://fanfiction.com.br/historia/538569/The_Forgotten/