Notas iniciais
Aqui estamos nós de novo, não é?
Po favooor, não me matem!!! Entendam, eu comecei outra fic, então estou me dividindo entre um capitulo lá e outro cá.
Mas é claaaro que desta vez eu vou da prioridade ao proximo capítulo. Porque, né?
Aproveitem!!!

Thalia:

Acho que ás vezes Annabeth se esquece de que eu a conheço quase sua vida inteira. Foi ridículo quando ela tentou forçar um sorriso e me dizer que estava muito bem, porque eu não sou burra. Não podia deixar de perceber as trocas de olhares com Percy.

Luke me ligou naquela tarde e me chamou para ir passar a tarde na casa dele. Filmes, tal, coisa de namorados.

Tínhamos acabado de ver um dos filmes que Luke locou, e começamos a conversar. Primeiro sobre coisas normais, como escola, essas coisas. Mas despois o assunto voltou para os nossos melhores amigos.

- Está acontecendo algo. Sei disso. – ele falou.

- Eu descobri o que é. – eu olhei para cima, já que estava com a cabeça em seu colo. – Você não?

Ele suspirou e assentiu.

- Qualquer um descobriria. Bom, menos o Grover, mas ele nunca passou por isso.

Eu me levantei e dei um beijo nele. Luke consegue ser muito romântico quando quer.

- Então, o vamos fazer? As coisas não podem ficar assim para sempre. – ele disse.

Eu suspirei.

- Eu não sei... Aqueles são dois cabeças duras. Acho que o máximo que podemos fazer é esperar.

- Não sei se posso esperar. Vai demorar séculos para eles se resolverem, se isso acontecer. Percy está morto, parece um sonâmbulo.

- Eu sei... Annabeth também está assim. – eu joguei as mão para cima. – Porque eles têm que complicar tudo!

- Que tal se nó trancássemos eles em um quarto? Tipo “acerto de contas a força” – ele sugeriu.

- Humm... não. Annie iria me matar depois.

- Temos de fazer algo, de preferência que faça eles encararem a realidade.

- Ahh... estou tendo uma idéia... – eu abri um sorriso enorme. Tive a idéia perfeita.

- Pela sua cara... – Luke começou a sorrir também.

- Luke, sua namorada é uma gênia.

- É mesmo? E minha namorada vai contar o plano dela?

Eu contei todo o plano para ele, que começou a ficar animado.

- É perfeito!

- Eu sei. Mas primeiro tenho que conversar com ela, ok? Se vire com Percy, e eu com Annabeth.

- Tudo bem – ele sorriu – Você é uma gênia.

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Annabeth:

O toque do celular me tirou dos devaneios na cama. Estava passando um filme que parecia bom, mas eu não estava prestando atenção. Atendi no terceiro toque. Era Thalia.

- Oi, Thalia.

- Oi, Annie. Tá fazendo o que?

- Hum... Vendo TV.

- Se importa se eu for aí para agente conversar?

Eu hesitei. Já sabia o assunto. Não queria falar sobre aquilo, mas já estava ficando sufocada. E Thalia seria a melhor pessoa para meu desabafo.

- Claro.

-Tudo bem, já estou chegando. – Desligou.

Eu esperei na cama mesmo, me preparando para o que estava por vir. Era ridículo o modo que eu estava nervosa e ansiosa pela chegada de Thalia, já que já havia tido milhares de conversas sérias com ela.

Ouvi a campainha tocar e minha mãe abrindo a porta. Ouvi os passos de Thalia subindo a escada e ela entrou no meu quarto.

Ela se sentou na minha frente.

- Oi, Annie – ela disse sorrindo.

- Oi – respondi.

- Acho que você sabe por que eu estou aqui – o sorriso dela diminuiu.

- Humm... – hesitei.

- Annabeth Chase, você realmente achava que eu cairia naquele teatrinho?

Eu respirei fundo. Tentava me acalmar, mas não deu certo. Meus olhos se encheram de lágrimas. Thalia se aproximou e eu deitei minha cabeça no seu colo. Ela acariciou meus cabelos.

- Desculpe não te contar... É tudo tão... tão... – disse entre soluços.

- Confuso? É, eu sei.

Eu funguei.

- Eu tentei parar, juro que tentei, mas...

- Annie! Você não pode mas fazer nada, aceite os fatos!

Eu levantei a cabeça e olhei para Thalia, que me olhava de um jeito entendedor.

- Sabe o que isso é? Uma droga! Passo minha vida toda odiando um menino e de repente eu... eu... – mais lágrimas caíram.

- Diga. – Thalia disse calmamente.

-Eu me apaixono. – sussurro. Dizer o que aconteceu deixou minha mente clara, como abrir uma janela em um quarto escuro. – Isso não faz sentido.

- Claro que faz. Vocês só ficaram meio cegos esse tempo todo.

Eu ri sombriamente.

- Ah, claro. Tipo aquela história da princesa e do sapo, não é? Só um beijo e bam!, a princesa se apaixona.

- Só a princesa? – perguntou Thalia, meio que já sabendo a resposta.

Eu suspirei.

- Eu não sei...

- Eu falei com Luke sobre isso. Parece que ele tem um amigo com os mesmos problemas, se você quer saber.

Eu não sabia o que dizer. A expressão de Percy naquele dia foi realmente muito estranha, e a minha poderia estar igual á dele. Mordi o lábio.

Thalia segurou minha mão.

- Olhe, sei que você está confusa. Sei como é.

- Também foi assim com você e Luke?

- Humm... não. Foi menos complicado. – ela sorriu. – Mas saiba que eu vou estar do seu lado, se precisar de ajuda.

- Obrigada. – eu a abracei.

Ela ficou a tarde toda comigo. Conversamos sobre outros assuntos, vimos alguns filmes. Foi bom, ajudou a me acalmar.

Já estava de noite quando Thalia disse que precisava ir.

- Ah, não. – reclamei.

- Não faça beicinho.

- Durma aqui hoje. Por favoor... – supliquei, fazendo meu melhor beicinho.

Thalia suspirou depois sorriu, como se já soubesse que iria pedir aquilo.

- Tudo bem. Só tenho que ir lá em casa pegar uma coisa. Ah, tenho uma surpresa para você lá.

- Surpresa? – perguntei animada.

- É. Mais você tem que ir comigo.

Eu me levantei, ainda animada.

- Vamos lá!

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Luke:

Eu já estava quase desistindo do plano de Thalia. Percy é muito chato quando quer. Ele se recusava a qualquer custo a ir ao cinema comigo. O cinema foi a única coisa em que eu consegui pensar.

Tive de ligar para Grover mais cedo, e explicar para ele tudo que havia acontecido com Percy, e que iria conversar com ele sobre isso hoje. Grover não é muito bom nesses assuntos, então logo disse que estava fora.

- Cara, o que você está fazendo de tão bom em casa? – perguntei para Percy pelo telefone.

- Nada, só não quero sair daqui.

- Ah, vamos lá. Você não pode passar o fim de semana inteiro mofando em casa.

- Duvida? – ele me desafiou.

- Olhe, não vai ser um romance. Vou te buscar aí.

Ele suspirou, vendo que tinha perdido a discussão.

- Não espere que eu me divirta.

- Estou contando com isso. – desliguei.

Mandei uma mensagem para Thalia, avisando que havia conseguido com Percy.

De tarde, fui até a casa dele. Percy parecia melhor, pelo menos uma pequena melhora de seu estado zumbi. Aquilo tinha sido assustador.

- Tudo bem, vamos lá. – ele disse ao entrar no carro.

O filme não foi tão ruim. Era uma comédia, e isso arrancou algumas risadas de Percy. Eu o conhecia bem demais para saber que ele não iria aguentar ficar o filme todo emburrado. Depois do filme nós fizemos um lanche e fomos embora. A hora é agora, pensei enquanto dirigia.

- Ei, cara, você se importa se dermos uma passadinha na casa de Thalia?

Ele me olhou desconfiado.

- Por quê?

- Tenho que pegar uns livros lá.

Percy fez uma cara engraçada e riu.

- Desde quando você se interessa por livros?

Eu ri também.

- É sério.

- Tudo bem. Mas não vou segurar vela.

Chegamos lá e eu toquei a campainha. Thalia abriu a porta e estava com um sorriso travesso no rosto.

- Luke! – ela falou, dando um beijo nele. Depois reparou que Percy estava lá. – Oi, Percy.

Ele respondeu com uma aceno com a cabeça e voltou a olhar para o lado.

- É... eu vim pegar os livros. – eu disse.

- Claro. Entrem. – ela se afastou para eles entrarem, dando mais um sorriso para Luke.

Eles entraram e foram para a sala.

- Desculpem – disse Thalia. – Eu estou meio ocupada agora. Luke, você sabe onde estão. Podem subir e pegar.

- Tudo bem. Vamos Percy. – eu disse e nós fomos subindo as escadas até o escritório/biblioteca. Procuramos em tudo mas não achamos. É claro que não haviam livros nenhuns, era só uma desculpa.

- Eu vou lá embaixo perguntar a Thalia onde estão. Continue procurando. – eu desci as escadas correndo, encontrando-a apoiada no balcão me esperando. Ela se aproximou quando me viu.

- E então? – ela perguntou ansiosa.

- Ele não desconfia de nada. – eu disse, ansioso também. – Onde está Annabeth?

- No meu quarto, com fones de ouvido, me esperando com uma surpresa.

- Ótimo. Thalia, você é uma gênia. – eu a beijei.

- Eu sei – ela disse me beijando também.

- Ok, reta final do plano. – eu disse.

- Tomara que dê certo.

Notas finais
Entããããão?
Desculpem o suspense, sério (ou não, sou má).
Comentem!