When Hatred Turns Love
17 My heart is yours.
Notas iniciais
Despois da viagem, eu sofri de um grave bloqueio mental, e não conseguia pensar no que escrever!!
Maaaas, aqui está o "tão esperado" capítulo!!
Espero que gostem!!
Annabeth:
- Meu Deus, Annabeth, parece que você vai se casar. – disse Thalia revirando os olhos.
Thalia e minha mãe estavam afogadas no meio de todas as roupas na minha cama. Meu armário inteiro estava lá. Os sapatos estavam todos arrumados na frente da cama. Eu já havia provado quase todas.
- Você veio porque quis. Agora aguente. – eu disse.
- Parem com isso. – disse minha mãe. – Annie, você tem tantas roupas lindas aqui, por que é tão difícil escolher?
Joguei o vestido que estava provando na cama e fiz uma careta.
- É, eu sei. Mas tudo parece sem graça demais.
- Então nos deixe te ajudar. – disse Thalia saindo da cama e derrubando uma pequena montanha de roupas no chão. – Como você quer parecer?
- Como assim “parecer”?
- Tipo, você quer parecer séria, alegre, simples... sexy.
- Ah... – eu pensei um pouco. – Não sei. Eu não queria parecer arrumada demais, nem simples demais. Muito menos sexy.
- Hum... Não muito arrumada, não muito simples... – Thalia pensou consigo mesma. Começou a mexer no monte de roupas, eliminando algumas na seleção.
- Que tal aquela sua saia que eu adoro? – interviu minha mãe.
Eu ponderei com a cabeça. Procuramos a tal saia no meio das roupas, depois montamos o look.
- Então, está bom? – perguntou Thalia, analisando a roupa do meu lado.
- Está ótimo! Obrigado! – eu disse animada, dando um abraço nela.
- Tudo bem, agora direto para o banho, mocinha!
Corri para o banheiro e fui para debaixo do chuveiro. Estava tão nervosa que o banho gelado poderia durar horas, só para eu me acalmar. Saí do chuveiro, me enrolei na toalha e voltei para o quarto, onde Thalia e minha mãe estavam esperando. Vesti-me, depois de minha mãe secar e arrumar meu cabelo. Thalia me ajudou com a maquiagem, que ficou leve.
Depois de pronta, parei na frente do espelho e me observei.
- Aah, estou bonita. – comentei sorrindo.
- Está mesmo. Percy é um garoto de sorte, não é? – disse Thalia, sorrindo ao repetir o mesmo que eu havia dito a ela, tanto tampo atrás.
- Você está linda, minha filha. – disse minha mãe, me dando um beijo na bochecha.
Peguei minha bolsa, já com tudo que precisava dentro, dei alguns retoques na maquiagem e já estávamos saindo do quarto quando a campainha tocou. Eu congelei.
- Ai meu Deus, é ele – murmurei.
- Calma, calma. – disse minha mãe. – Vai dar tudo certo. Agora você desce, abre a porta e segue seu caminho.
A campainha tocou de novo.
- Tudo bem, eu consigo. – murmurei comigo mesma enquanto descia as escadas. Respirei fundo duas vezes diante da porta e a abri.
Percy estava mesmo parado do outro lado, parecendo despreocupado. Acho que não preciso dizer que ele estava lindo. Meu coração bateu mais rápido quando ele olhou para mim. Seu rosto se iluminou e ele sorriu.
- Você está linda. – disse ele.
Eu corei e sorri.
- Obrigado.
Percy estendeu a mão e eu a segurei.
- Vamos lá. – ele disse, estendendo a mão. Eu a segurei. Percy acenou para minha mãe e Thalia, que estavam descendo as escadas naquele momento, e me levou para o carro. Abriu a porta do carona para mim e depois vez seu caminho para a outra porta. Ele entrou e nós saímos.
- Então, para onde nós vamos? – perguntei. Ali, depois de todo o nervosismo no meu quarto, quase ter desistido tantas vezes por não estar pronta, tudo parecia muito bem. Com a boa música tocando e as conversas casuais que surgiam, nós dois pareciam dois amigos dando a saída normal dos dias de sábado à noite.
- Hum... Eu estava pensando em jantar primeiro. Eu conheço um bom restaurante, no shopping. – disse Percy.
- Ah, aquele com aquela fonte enorme na frente? – perguntei animada. Eu nunca havia ido naquele lugar. Era um daqueles restaurantes finos que você vai uma vez na vida.
- Esse mesmo. – Percy sorriu pela minha animação.
Chegamos ao shopping, estacionamos e saímos do carro. O restaurante não ficava exatamente dentro do shopping, mas numa área separada. Ainda assim, teríamos que entrar lá para chegar o restaurante. Percy segurou minha mão enquanto andávamos.
Quando chegamos à porta do tal restaurante, vimos que ele estava lotado. Haviam algumas pessoas sentadas em sofás do lado de fora, esperando por suas mesas.
- Hum... Acho que não vamos conseguir jantar aqui hoje. – eu disse.
- Também acho que não. – concordou Percy.
- E agora?
Percy olhou para os lados, como se esperasse que um clone do restaurante aparecesse do nada. Depois olhou para mim e levantou as sobrancelhas. Eu perdi o momento em que comecei rir.
- O que foi? – ele perguntou.
- Nada. – respondi me recuperando, mas ainda sorrindo. – Você fica fofo quando está preocupado.
Percy percebeu que estava franzindo a testa e a relaxou.
- Vamos lá. – eu disse, puxando-o pela mão. – Vamos achar outro lugar. Isso é um shopping, não é.
Andamos pelo shopping até chegarmos na praça de alimentação. Pelo vistos, todo mundo gosta de ir para o shopping aos sábados á noite. Paramos para escolher onde iríamos comer. Mas nem pensamos muito. Percy olhou para mim e houve um entendimento entre nós.
- MC Donald’s?
- Com certeza!
Achamos uma mesa vazia no meio da praça. Eu me sentei e Percy foi pegar os lanches. Fiquei olhando enquanto ele ia para a fila, depois fazia os pedidos. Eu me sentia leve, animada, feliz. Tudo estava indo perfeitamente bem.
- Alô, Annabeth. – ouvi Percy chamar do meu lado. Eu dei um pulinho de susto no banco. Nem percebi quando ele se sentou ao meu lado.
O mesmo clima do carro voltou á tona. Conversamos e rimos enquanto comíamos nossos hambúrgueres. Contamos nossas situações mais constrangedoras, falamos do que gostávamos.
- Então, o que vamos fazer agora? – perguntei depois que acabamos de comer.
- Como a noite não foi como planejei, eu não sei. – disse Percy rindo. – O que você quer fazer?
- Sei lá... – Nós dois pensamos um pouco. – Isso aqui é um shopping. Deve ter algo legal para fazer.
- Que tal jogar?
- Boa idéia!
Saímos da praça de alimentação e fomos em direção ao Centro de Jogos. Quase todos os shoppings tem um desse. Um salão enorme, cheio de jogos de todos os tipos. Crianças de divertiam recolhendo bolos de fichas e correndo para o balcão de trocas.
Compramos e cartão e créditos para os jogos.
- Então, por onde quer começar? – perguntou Percy.
- Naquele ali! – Apontei para um jogo que parecia interessante. Corri para ele como uma criança, e Percy me acompanhou.
Perdemos a noção do tempo naquele lugar. Brincamos em quase todos os jogos, com recompensa ou não. O melhor foi quando fomos até o mini-basquete. Meu trabalho era recolher as bolas que desciam da rampa e entregá-las para Percy, que as jogava na cesta. Foi engraçado ver a expressão das pessoas em volta enquanto Percy fazia simultâneas cestas de três pontos facilmente.
Sentamos para beber alguma coisa. Percy olhou para o relógio e arregalou os olhos.
- Meu Deus, já são quase 10 da noite!
- O que? – perguntei pasma. Peguei meu celular na bolsa e chequei o horário. Como o tempo passara tão rápido.
- Vamos logo trocar todas essas fichas. – disse Percy.
Fomos até o estande de trocas e despejamos o bolo enorme de fichas no balcão. Esperamos enquanto a funcionária colocava as cartelas na máquina para a contagem. No final, tínhamos o suficiente para quase todos os prêmios.
- Então, o que vão querer? – perguntou a mulher.
Percy olhou para mim.
- Vai, escolhe. – ele disse.
Eu olhei pelas fileiras de prêmios, sem ter nenhum que me interessasse muito. Bati os olhos em um lindo porquinho rosa de pelúcia e sorri.
- Aquele ali. – eu disse apontando.
A funcionária pegou o porquinho e me entregou sorrindo. Percy riu do jeito em que eu segurei porquinho, alisando seus pelos e quase o aninhando em meus braços. Ele ainda estava rindo quando saímos dali.
- O que foi? – perguntei sorrindo.
- Um porquinho de pelúcia. Sério? – ele riu de novo.
- Não desmereça o porquinho. – eu disse. Segurei o animal de pelúcia na sua frente. – Ele não é fofo?
- Ah, sim, muito fofo. – zombou ele.
Fomos até o estacionamento e entramos no carro.
- O que vamos fazer agora? – perguntei animada. Não queria que a noite acabasse.
- Vamos dar uma volta.
Aquela foi uma das melhores “voltas” da minha vida. Nós abrimos as janelas todas. Eu aumentei o volume do rádio. Nós cantamos e rimos alto, como dois loucos bêbados. Acabamos chegando á praia. Eu coloquei minha cabeça para fora da janela e respirei o ar frio que vinha do mar.
- Ei, vamos andar na praia? – pedi.
Percy sorriu.
- Por que não?
Paramos o carro e descemos. Tiramos os sapatos e corremos para a areia com eles não mão. Fomos molhar o pé na água, que estava um gelo. Brincamos que nem duas crianças, chutando água uns nos outros e depois recuando.
Sentamos, cansados, na areia macia. A noite estava linda, com a lua cheia brilhando no céu, com estrelas pontilhadas. Deitei minha cabeça no ombro de Percy, que passou o braço pela minha cintura.
Os minutos se passaram enquanto nós, em silêncio, aproveitávamos o momento, olhando para a lua e ouvindo as ondas.
- A lua está linda. – comentei.
- Ela não é a coisa mais linda aqui. – disse Percy.
Eu sorri e corei. Nunca ia me acostumar com os elogios que Percy falava para mim tão naturalmente.
- Isso deveria ser mais fácil. – disse ele.
- O que? – perguntei.
- O que nós estamos fazendo aqui. Devia ser mais fácil. Sabe, só falar.
No começo, não entendi o que ele estava falando. Depois percebi que Percy falava sobre o principal motivo desse passeio: O acerto de contas.
- É verdade. – concordei. — Mas não acho que deveria ser mais fácil.
- Por que não?
- Ah, porque é difícil você explicar coisas que não fazem sentido. É complicado, você sabe.
- Com certeza é complicado. – disse Percy. – Mas eu acho que até faz um pouco de sentido.
Eu bufei.
- Sentido? Acho que não estamos falando sobre a mesma coisa.
- Pense bem. – disse ele. – Nós nos odiávamos, mas sem nenhum motivo aparente. Uma coisa simples acontece, e tudo muda! Eu não sei se acredito mesmo nisso, mas acho que tem alguma coisa haver com destino.
Eu pensei um pouco.
- Por esse ponto de vista... Então o destino não estava ao nosso favor. Se não fosse por ele, nós nunca estaríamos aqui. Principalmente porque eu não tenho nada haver com as garotas com quem você anda.
- Exatamente! – Percy olhou bem nos meus olhos. – Você é diferente, Annabeth. Diferente de todas as garotas que conheci. Não ligo se isso é destino ou não. Só sei que quero ficar com você.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Percy me beijou. Não foi igual ao nosso primeiro beijo, onde não havia emoção nenhuma, ou o nosso segundo, quando nós dois estávamos confusos o suficiente para não saber o que estava acontecendo. Nesse beijo, ambos sabiam o que queriam.
Não sei quanto tempo durou. Poderiam ter sido minutos, ou até mesmo horas. Não havia barulho algum; as ondas silenciaram, e eu só ouvia a batida surda do meu coração, descontrolado, no meu peito.
Então Percy se afastou. Ele olhou bem nos meus olhos, e sorriu. Eu sabia bem o que ele estava sentindo. Estávamos felizes.
- Tenho uma coisa para você. – ele disse.
Percy colocou a mão no bolso, e de lá tirou uma pequena caixinha prateada, com um lacinho rosa encima. Ele me entregou e eu a abri, hesitante. Dentro havia uma corrente prateada, com um pequeno pingente em formato de coração. Peguei-o na mão, admirada. Ele brilhava á luz do luar. Tão precioso. Tão lindo.
- Oh, Percy. – sussurrei, encantada.
- Permita-me. – ele disse, estendendo a mão. Coloquei o colar na sua palma e me virei. Meus pelos se arrepiaram quando seus dedos tocaram na pele do meu pescoço.
Eu olhei mais uma vez o pequeno coração brilhando não meu pescoço, depois olhei para Percy, com os olhos marejados.
- É lindo. – eu disse.
- Eu me lembrei de você quando o vi. – ele disse. – Queria fazer isso do jeito certo.
- Como assim?
Percy segurou minhas duas mãos e olhou nos meus olhos.
- Annabeth Chase, você aceita ser minha namorada?
Meu sorriso de resposta poderia ser, fácil, o maior que já dei na minha vida. Todos os meus sonhos, durante muito tempo, estavam se realizando em apenas uma noite.
- Eu aceito. – eu disse, com a voz emocionada.
Percy me beijou de novo, e eu não ligava se durasse anos. Eu estava apaixonada. E feliz.
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