Notas iniciais
Ai, meu deus, desculpem a demora!! Eu fiquei muito "ocupada" com umas edições aqui, ainda mais agora que entrei na staff de um blog de ediçoes. E quando eu ia escrever, não vinha ideia nenhuma. Por isso o capitulo ficou pequeno. Enjoy!

Annabeth:

Eu poderia ter subido as escadas, ou até mesmo flutuado até o meu quarto. Um sorriso bobo ainda se estendia no meu rosto. Entrei no meu quarto e encontrei Thalia deitada na minha cama, vendo televisei. Ela deveria estar me esperando, mas eu nem liguei. Joguei minha bolsa no chão e me sentei pesadamente na cama. Thalia se sentou e olhou para mim.

– O que? O que foi? – ela perguntou, preocupada.

Eu apenas olhei para ela. E comecei a rir. Deitei em seu colo e apenas ri.

– Como foi sua noite, Thalia? – perguntei, sorrindo que nem uma boba.

Thalia se sentou e me olhou, também sorrindo.

– Não melhor que a sua, não é?

– De jeito nenhum.

Então partimos para um relato detalhado do que aconteceu durante a noite. Thalia ouvia com atenção enquanto eu sorria e falava. Por fim, chegamos à parte da praia, e Thalia arregalou os olhos azuis.

– Não acredito! – ela pegou o pingente do colar no meu pescoço. – Ele te deu isso? É lindo!

– Não é? Ele disse que se lembrou de mim! – eu disse. Então me deitei de novo na cama e suspirei, ainda sorrindo.

– Estou tão feliz por vocês... Achei que vocês nunca fossem se acertar!

– Eu também não! Mas eu não podia pensar num jeito melhor disso acontecer.

Thalia me olhou nos olhos.

– Ooh, minha menina tá apaixonada!

Eu dei um gritinho de felicidade e a abracei. Damos uma espécie de pulinhos em cima da cama.

Thalia respirou fundo, se recuperando.

– Tudo bem, vamos dormir. Você pode continuar a pular de alegria amanhã.

Arrumamos uma cama para Thalia e nos preparamos para dormir. Eu achei que iria demorar a pegar no sono, mas dormi como um bebê.

Ou melhor, como um anjo. Nas nuvens...

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Domingo de manhã eu acordei totalmente revigorada. Olhei pela janela do quarto e vi que o dia estava bonito, com o céu azul e poucas nuvens. Parecia que até o clima conspirava a meu favor.

Desci as escadas dando pulinhos. Encontrei minha mãe na cozinha, preparando café. Fui até ela e dei um beijo na sua bochecha, assustando-a.

– Annabeth, que susto! Como foi a noite ontem?

Ela olhou para mim. Eu estava sentada em cima da mesa, sorrindo. Minha mãe logo entendeu.

– Ah, vem cá. – ela me puxou para seus braços. – Eu disse que tudo ia dar certo, não disse. Estou tão feliz por vocês!

– Eu também, mãe.

Ela colocou as duas mãos no meu rosto e olhou nos meus olhos.

– Minha menina, apaixonada. Veja só! – ela sorriu.

Thalia acordou e desceu as escadas, com a cada de zumbie habitual da manhã. Nós tomamos café normalmente, até eu ouvi meu celular tocando no andar de cima. Corri para a escada, deixando minha mãe e Thalia, rindo, para trás. Cheguei ao meu quarto e me joguei em cima da cama, com celular e tudo. Era Percy.

– Oi. – eu disse, ao atender.

– Oi. – ele respondeu, e, pelo seu tom de voz, estava sorrindo. Eu deveria estar tão ansiosa assim para ouvir sua voz? – Dormiu bem?

– Sim. Muito bem. E você?

– Também – disse Percy. – Olhe, não vamos poder fazer nada hoje, porque tenho treino de basquete. Você sabe, temos jogos a frente.

– Ah... Claro. Tudo bem.– Tentei não ficar chateada. Quer dizer, eu não havia realmente pensado em alguma coisa para fazer hoje.

– Mas você pode vir, se você quiser. Vai ser um treino aberto.

Eu sorri um pouco. Ele queria me ver!

– Claro que eu vou. Vejo você lá.

– Tudo bem. – disse ele. Até parecia um pouco aliviado. – Vejo você lá. Tchau, Annie.

– Tchau. – murmurei e desliguei.

Desci as escadas novamente e fui falar com Thalia, que ajudava minha mãe com a louça.

– Você sabe do treino de hoje? – perguntei.

– Sei. Luke me falou ontem. Por quê?

– Você vai?

Thalia me estudou com os olhos.

– Talvez... Você vai?

– Vou. Sabe, Percy me ligou... – eu dei de ombros, tentando parecer indiferente.

Thalia riu da minha expressão.

– Tudo bem, nós vamos. Agora ajude aqui. Não sou eu que moro nessa casa.

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O treino era no ginásio da escola, mesmo. Cerca de 40 alunos foram ver o treino. Alguns levaram bandeirinhas e apitos, e até um megafone. Eu estava ansiosa para encontrar Percy, mas sabia que só o encontraria depois do treino.

Eu e Thalia fomos para dentro do ginásio junto com o grupo. Já havia algumas pessoas dentro, esperando. Sentamos na arquibancada e esperamos também. Depois de alguns minutos, os meninos do time entraram. Meu coração deu um pulinho involuntário quando Percy entrou. Ele me viu na arquibancada e sorriu, eu sorri de volta.

O treino durou quase duas horas. Estava animado, com todos na arquibancada gritando palavras de incentivo. Eu até cheguei a pensar que ficaria entediada, mas me enganei.

No final do treino, parte do grupo foi até a quadra falar com os jogadores. Eu e Thalia também corremos para lá. Luke e Percy estavam em algum lugar no meio de todo mundo, mas não conseguíamos acha-los. Então senti uma mão na minha cintura e me virei. Percy estava lá, lindo como sempre, sorrindo para mim.

– Oi. – eu disse.

– Oi. – ele respondeu, me beijando. Não foi só um selinho, já que durou mais de dez segundos.

– Opa, acho que eu perdi alguma coisa. – disse uma voz atrás de nós. Grover havia chegado. – Ou acho que acordei em outra realidade.

– Não, Grover. – disse Thalia. – Isso é a pura verdade. Não está vendo? O amor está no ar.

– Ahh... ok. – Grover vez uma cara de “Ainda estou em outra realidade”. – Então acho que estou sobrando aqui.

Luke colocou a mão no ombro de Grover.

– Isso, meu caro, porque você não quer conversar com a Juniper.

Eu e Thalia trocamos olhares.

– Juniper da nossa sala? Ela roubou o coração do nosso pequeno Grover? – provoquei.

– Não é nada disso. – ele se defendeu. – Eu só a acho bonita. – ele olhou para nós quatro. Devíamos estar com uma cara bem acusadora, porque ele mudou de idéia. – Tudo bem. Olha, cara, eu gosto dela. Só não sei como chama-la para sair.

– Ah, Percy pode te dar umas dicas. Ele é um garanhão. – disse Luke.

Percy levantou as sobrancelhas.

– Eu sou o garanhão. Você que é o pegador!

Luke ia revidar, mas eu os interrompi.

– Tudo bem, conquistadores. Olha Grover, você devia ir falar com ela. Chama ela pra ir no cinema, ou coisa assim.

Grover respirou fundo.

– Ok. Vou procurar ela. – ele disse e saiu do ginásio.

– Tomara que dê certo. – eu disse.

– Vai dar. – disse Percy – O que fazemos agora?

– Vocês vão tomar um banho, e nós esperamos lá fora. – disse Thalia.

Eles se despediram com um beijo e foram para o vestiário. Eu e Thalia fomos para fora e esperamos na lanchonete. Os garotos voltaram e nós fomos almoçar em um restaurante próximo ao colégio. Grover ligou, avisando que Juniper aceitara sair com ele. Depois do almoço, fomos tomar um sorvete. Como tínhamos aula no dia seguinte, não podíamos passar muito tempo fora. No final da tarde, Percy me deixou em casa. É claro que, antes de eu sair do carro, ele me beijou. Parecia que eu nunca ia me acostumar com seus beijos, e esperava que nunca me acostumasse.

Notas finais
Oi de nooovo! Espero que tenham gostado:)