Notas iniciais
Boa leitura! Comentem!

Yan Sotto olhou para o relógio, 23:55. A rua estava quase deserta, alguns poucos carros parados ao lado das calçadas e outros passavam na rua eventualmente. Sotto caminhava sozinho, vestido num casaco e calça preto de tecido impermeável, nos pés usava botas e nas mãos luvas também pretas. Tinha coberto a cabeça com o capuz do casaco, para que os finos flocos de neve não acumulassem no seu cabelo.

Depois de algumas largas passadas ele entrou por um beco estreito e continuou caminhando pela viela até chegar às escadas de incêndio de um antigo prédio. Pôs-se a subir os degraus com cautela, sem fazer barulho. Parou no quarto andar, enfiou uma pequena haste de metal na fechadura da porta e a destrancou, adentrando na escuridão de um corredor. Acendeu a lanterna do smartphone caminhando rumo aos cômodos mais internos. Passou pela cozinha, depois pela sala, onde encontrou um retrato de uma linda mulher. Não muito distante havia outro corredor, que dava acesso à dois quartos.

Yan levou a mão a maçaneta do primeiro quarto e girou. Abriu a porta com cuidado, revelando uma cama de casal. Entrou e fechou a porta. Na cama dormia Margaret Quinn – solteira, 28 anos, olhos castanhos, pele negra e cabelos encaracolados –. Sotto passou uma das pernas por cima de Margaret e sentou sobre sua barriga, apertando seu pescoço com ambas as mãos. A mulher arregalou os olhos e começou a se debater, tentou se soltar mas estava imobilizada, então levou os braços de encontro com a cabeça do agressor, na tentativa desesperada de pará-lo. No entanto foi em vão, estava sem ar, de repente faltou-lhe as forças e ela apagou. Yan manteve a garota estrangulada por um ou dois minutos para ter certeza de que ela estaria morta, então pegou uma mala num canto do quarto, ajeitou Margaret dentro dela e foi embora, voltando pela escada de incêndio na escuridão da noite.

Encontraram a mala no dia seguinte, no meio da estação de metrô. Dentro dela a macabra surpresa: um homem e uma mulher mortos. O homem era Sotto, vestido numa camisa estampada onde se lia amor eterno. Sua mão direita segurava um frasco pequeno e vazio, cuja perícia horas mais tarde disse conter veneno.

Notas finais
Relacionamentos mantidos com doses altas de loucura.