What is your fear?
4 Capítulo 4
Na manhã seguinte, Peter estava morto. Jake achou seu corpo em uma minúscula dispensa mal iluminada.
–O que ele estava fazendo aqui? – perguntei.–Que diferença isso faz? Nós temos que sair logo daqui. Alguém matou ele, e esse alguém com certeza ainda está aqui.Era estranho pensar que um de nós fosse o culpado por isso, mas Jake tinha razão.–Já tentei arrumar o carro. – Josh balançou a cabeça. – Não sei mais o que fazer.Kevin olhou para o chão.–Nenhum táxi vem até aqui. – falou. – e os únicos com carro são meus pais, mas não sei quando voltam, não consegui falar com eles.Ele mordeu o lábio.–desculpa.–Não é culpa sua. – Lucy botou a mão no ombro de Kevin. – Tudo bem, você nos convidou, mas fomos nós quem aceitamos.Olhei novamente para o corpo de Peter. Seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer e sua pele estava gelada. Se não fosse por isso, era fácil dizer que ele estava vivo e continuava o mesmo. Seu corpo estava inteiro e não se via sangue algum, fazendo-me questionar sobre a causa de sua morte.Reparei que Jake observava o bolso da calça de Peter, então ele se agachou e tirou um pedaço de papel daquele bolso.–O que é isso? – Lucy perguntou.Ele abriu o papel e depois de ler entregou para Lucy, que arregalou os olhos. Então passou para mim.Pisquei algumas vezes para ter certeza de que tinha entendido direito.“Qual seu medo? Você é o próximo!”–Donna foi embora. – disse Kevin entrando na sala. – Ela deixou esse bilhete em seu quarto.Josh se inclinou sobre a mesa de centro para ler o papel que Kevin acabara de jogar.Ainda não sabia dizer o porquê de seu sorriso ser tão familiar e, devo admitir, ele era a pessoa que mais me deixava desconfiada.Levantei e fui até a cozinha, precisava ficar um pouco sozinha para poder pensar.Peguei algumas coisas na geladeira e sentei em uma das cadeiras.Kevin entrou na cozinha e sentou ao meu lado.–A gente precisa conversar. Eu sei que você leu aquele diário no meu quarto. – olhei para xícara que eu segurava. – Imagino que você tenha perguntas sobre aquilo e estou disposto a responder. – ele olhou para a porta que dava para a sala. – mas agora não é uma boa hora. Encontre-me no meu quarto à noite.Olhei para ele meio em dúvida, mas concordei.–Mais uma coisa. – ele coçou a nuca. – sei que não seria certo falar isso com você, mas estou preocupado com tudo isso. – olhando nos meus olhos perguntou. – Você acha que Lucy seria capaz disso?Olhei para ele confusa. O que ele queria dizer? Então entendi.–O quê? Lucy não seria capaz nem de matar uma mosca.–Não duvido disso, mas é que ela seria a última pessoa da qual desconfiariam. – ele caminhou até a porta, mas, antes de sair, disse: – Pense nisso.Esperei no quarto até que todos dormissem, mas, quando percebi que não pegariam no sono muito rápido, dei a desculpa de que iria sair para pegar um ar.Comecei a pensar no que Kevin havia dito enquanto fazia o caminho até seu quarto. Eu não confiava nele, sabia disso, mas precisava ouvir o que ele tinha a dizer. Lembrei-me de sua desconfiança sobre Lucy e um arrepio atravessou meu corpo. Conhecia-a desde pequena. Ela sempre foi muito doce e sensível, nunca seria capaz de machucar alguém.Parei em frente à porta e bati. Ninguém respondeu. Bati de novo e a porta se abriu. Não conseguia ver nada então acendi a luz. Soltei um grito assim que vi kevin atirado na cama. Seu pescoço fora cortado e sua camisa estava vermelha com o sangue.Naquele momento, me senti culpada por ter desconfiado dele.Algum de nós quatro era o assassino.Mas quem?
Notas finais
Comentem!!
Fale com o autor