Notas iniciais
Finalmente chegueeei!!! Espero que gostem... ^^

Três dias depois...

Cindy estava sentada na calçada enfrente a borracharia, onde estavam trocando o pneu de sua bicicleta, não era algo demorado, mas quando se tem três pessoas na sua frente se torna algo demorado. Entediada rodava o anel que estava no dedo, era bonito e um pouco chamativo por seu formato de cobra, mas não valia grande coisa já que havia comprado em um lojinha qualquer e nem tinha pago mais de cinco nele.

— Cindy! Está pronta! -gritou o rapaz de dentro do local fazendo a garota levantar-se e ir para dentro.

— Aqui, Brad... –falou entregando o dinheiro ao rapaz. — E obrigada!

— Imagina, quando precisar só aparecer ai. –Cindy assentiu montando na bicicleta e saiu pedalando.

Resolveu pegar o caminho mais longo para casa – este que passava pela rua de trás da escola, qual havia resolvido não frequentar naquele dia – precisava pensar, mesmo que nos últimos dias tinha sido a única coisa que a garota havia feito, desde a manhã seguinte da festa, qual acordou na mesma cama que Nate e vestindo apenas uma camiseta do rapaz por cima de sua lingerie a garota não sabia o que pensar já que mal se lembrava do que havia feito e por mais esforço que fizesse nada além de borrões e frases sem sentido conseguia se lembrar.

“Que merda eu fiz?” se perguntou começando a pedalar mais de pressa.

Ao parar em frente sua casa olhou para o fim da rua e continuou pedalando até chegar à praça, deixou a bicicleta encostada em uma arvore e começou a caminhar pelo local, estava quase sempre vazia e naquele horário principalmente, a morena lembrava-se de quando a praça era cheia de crianças, ia para a mesma quase todo dias brincar com Andrew, tal lembrança à fez sorrir e de certa forma sentir um conforto, afinal era sempre assim quando se tratava de lembranças, ou pelo menos, algumas.

Apôs andar um pouco pelo local pegou sua bike novamente e caminhou para casa arrastando a bicicleta ao seu lado, mas parou algumas casas antes da sua ao ver um garoto encostado em uma moto preta, “Droga!” pensou, respirou fundo e voltou a caminhar.

— Nate... O que tá fazendo aqui? –perguntou ao se aproximar dele.

— Ah, hei, onde você estava? Estou aqui há minutos ligando pro seu celular e você não atende. –falou observando a garota.

— Estava dando uma volta e não estou com meu celular... Oque você está fazendo aqui? –perguntou novamente tentando não demonstrar a vergonha.

— Não consegui falar com você esses dias e não te achei na escola, lá também estava um tédio e já que você não foi à aula, pensei em passar aqui. –deu de ombros. — Porque foi embora sem avisar naquele dia? Podia ter deixado um bilhete.

— Sobre isso, ah... –murmurou Cindy olhando para os próprios pés a procura de uma resposta.

— Cindy? Você não acha que nós...? –perguntou fazendo a morena o encarar, e soltou uma baixa risada ao entender. — Oh maluca, não aconteceu nada demais!

— Sério?

— Sério! Você estava péssima e quando consegui achar a sua amiga ruivinha, ela e o namorado te levaram para o meu quarto, ela pegou uma roupa minha te trocou e você simplesmente capotou! –deu de ombros.

— E você pode me explicar como minha roupa ficou toda molhada? –perguntou aliviada pelo breve esclarecimento.

— Você realmente não se lembra? –perguntou rindo, Cindy revirou os olhos e negou. — Bom, Lory te deu outro banho.

— Lory? Eu nem me lembrava de ter visto ela. –comentou fazendo careta. — E... Porque você deitou comigo? Quero dizer, sua casa é enorme, com certeza tem outros quartos, eu sei que soa meio folgada, mas... Você entendeu.

— Não fui eu que optei por deitar com você. –Nate sorriu de canto fazendo Cindy franzir o cenho.

— O que você quer dizer com isso? –perguntou ela.

— Depois que todos foram embora e eu já estava pronto pra dormir recebi uma mensagem da sua amiga pedindo para ver se você estava bem, eu fui ver e você despertou e quando pedi pra você deitar você praticamente implorou pra que eu ficasse com você, eu acabei dormindo, também estava acabado. – respondeu ele analisando a menina a cada letra que dizia a ela.

— Nunca mais eu vou beber! –disse enquanto digeria as informações.

— É maluca, você estava bem carente. –falou o garoto rindo.

— Cala boca! Quer entrar?

— Pensei que não fosse convidar! –Cindy riu e seguiu para a porta de sua casa deixando a bicicleta próxima à porta.

— Não é tão grande como sua casa, mas sinta-se em casa. –disse assim que entraram.

— Sua casa é muito bonita. –elogiou mexendo em um vaso próximo a porta.

— Cuidado com isso, minha mãe tem mais cuidado com ele do que comigo. –avisou e pode ver Nate tirar as mãos do objeto.

— Querida já estou indo... –Jolene que descia as escadas parou de falar ao ver o garoto logo atrás da filha, sorriu e se aproximou. — Olá, quem é esse jovem?

— Um amigo. –disse Cindy observando a mãe que olhava curiosa para o garoto.

— Me chamo Nate, é um prazer conhecer a senhora. –disse o garoto estendendo a mão para a mais velha que sorriu, Cindy por sua vez franziu o cenho “quem é esse ser educado?” pensou ela.

— Nate? Então você é o rapaz que fez a festa que minha filha só chegou no dia seguinte? –perguntou fazendo o garoto gelar.

— Me desculpe...

— Não se desculpe, já estava na hora dela aproveitar um pouco, sabe ela só sabe comer e dormir.

— Mãe! –Cindy gritou fazendo tanto a mãe quanto Nate rirem.

— Desculpe querida, eu tenho que ir, deixei dinheiro no meu quarto para comprar o almoço. –foi até a menor e deu-lhe um beijo na testa. — Juízo crianças. –falou antes de sair pela porta.

— Foi mal, minha mãe não é normal! –disse a Nate completamente envergonhada.

— Ela é muito legal. –falou se jogando no sofá. — Estou começando a me sentir em casa.

[...]

Aula de química, para muitos uma chatice, mas para certo grupo era a oportunidade certa de aprontar sem levar culpa, a professora havia separado os alunos em grupos de cinco, mas por tanto Andrew encher sua paciência permitiu seis em seu grupo.

— Luke deixa isso ai! –falou Isa batendo na mão do amigo.

— Tem certeza que isso vai dar certo? –perguntou Will vendo a ruiva misturar algumas coisas.

— Tenho! Eu já fiz isso outras vezes. –deu de ombros. — Internet ensina de tudo. –disse fazendo todos rirem.

— Tá, então vai logo com isso. –falou Drew olhando pela quinta vez o celular.

— Tá esperando alguma ligação? –perguntou Allison.

— Ah, não exatamente.

— É o que então? –virou para encara-lo fazendo-o franzir o cenho.

— Esperando uma mensagem. –respondeu para namorada, mas a mesma permaneceu o encarando. — Da Cindy.

— Ah... Ela.

— Você tá com cumes? Alisson, por favor não...

— Não estou com ciúmes dela! –falou o cortando.

— Tá bom. –assim que o garoto disse, uma fumaça começou a sair do vidro sobre a mesa, que antes estava na mão de Grace, logo cheiro forte estava presente fazendo odos saírem da sala correndo.

— Falei que ia dar certo! –falou Grace batendo na mão de Isa e rindo.

[...]

Seu rosto nunca havia tomado um tom avermelhado como naquele momento, além da vergonha as risadas contribuíam muito para seu rosto ficar de tal cor, o garoto jogou-se no sofá rindo junto.

— Não consigo acreditar que eu fiz tudo isso. –disse Cindy ainda entre risos.

— Eu que não consigo acreditar que não se lembra. –falou encarando-a.

— Mas acredite, bom de algumas coisas eu lembro... Mas outras um branco total. –falou ajeitando-se no sofá e ficando de frente para o rapaz.

— E o que você lembra? –perguntou Nate.

— Algumas coisas. –deu de ombros, Nate deu um sorriso pequeno e aproximou-se um pouco de Cindy.

— Você se lembra do que me pediu? –perguntou para garota que novamente adquiriu um rubor no rosto.

— Talvez. –respondeu olhando para a mesinha da sala, evitando olhar par o garoto.

— E que tal um bônus desse pedido? –perguntou se aproximando mais da garota e levando a mão ao rosto da mesma fazendo-a encara-lo.

— Nate... –começou, mas parou reparando nos olhos do garoto.

— O que?

— Esquece! –respondeu acabando com o espaço que havia entre eles, mesmo que fosse a intenção do garoto ele se surpreendeu por ela ter tomado a atitude, mas logo a surpresa fora esquecida e aproveitou o momento.

[...]

Saindo uma aula mais cedo naquele dia, os amigos se reuniram no campo da escola e ficaram conversando e rindo, Luke tirou da mochila um baralho e sentados na grama os amigos jogavam, mas vez ou outra Andrew se distraia olhando para namorada, a mesma não parecia bem estava desconfortável com algo e isso o deixava inquieto. Allison o encarou e suspirou.

— Drew, vem comigo. –pediu se levantando, os amigos estranharam, mas deixaram que ambos saíssem sem dizerem nada.

Andrew seguiu a namorada até pararem no corredor já vazio do colégio. Alli abraçou o garoto forte e o mesmo retribuiu, mesmo estando completamente confuso.

— Hei, o que foi? –perguntou acariciando os cabelos dourados da garota que o soltou e o encarou séria.

— Preciso te contar uma coisa.

— E o que seria? –perguntou e logo a garota começou a contar...

[...]

— Comida japonesa! –falou a garota.

— Não, mexicana! –contrariou o garoto.

— Não quero comida mexicana! –resmungou cruzando os braços.

— E eu não gosto de comida japonesa. -disse a encarando e fazendo-a rir.

— Comida italiana, então? –perguntou Cindy com o pequeno panfleto do restaurante em mãos.

— Beleza, italiana! –concordou Nate enquanto a garota ligava e fazia o pedido.

— Pronto. – disse após fazer o pedido. — Quer jogar?

— Jogar o que? –perguntou o garoto.

— Vídeo game, obvio!

— E você sabe jogar? –perguntou brincando fazendo a garota o encarar séria.

— Vamos jogar Halo 4. –falou se levantando e ignorando a pergunta do rapaz começando a subir as escadas — Você não vem?

Nate se levantou e seguiu a garota para seu quarto onde ela procurava o jogo em uma pequena prateleira na parede.

Alguns minutos depois...

— Atira! Atira! –gritava a garota.

— Eu tô tentando. –grita o garoto.

— Vai Nate, atira cara!

— Essa porra não tá indo!

— Deixa que eu atiro... –tomou o controle do garoto facilmente conseguindo fazer o que tanto pedia para ele. — Toma essa, otário! Então Nate, isso responde sua pergunta?

— Tá legal, você sabe jogar. –falou revirando os olhos.

— Mais uma vez?

—Não! –disse Nate se levantando preguiçosamente.

— Típico de jogadores ruins... –murmurou Cindy indo tirar o jogo.

Enquanto agarota não prestava atenção nele, Nate caminhava pelo quarto vendo as coisas dela, se aproximou de das pequenas prateleiras na parede olhando os diversos jogos e livros, alguns eram cadernos, mas um caderno especifico de capa preta escrito “Secret” em vermelho lhe chamou atenção, ele o pegou e pode perceber que a capa, provavelmente, havia sido feita pela garota, logo abriu e deu uma folheada em vários textos escritos até parar em um.

“Contar quantas vezes você sorriu pra mim, seria besteira?
Seria estupido querer gravar sua voz para ouvir quando estamos longe?
Me acharia idiota por ainda o querer ao meu lado? Por chorar a noite por ter acreditado...
”

— Hei! –protestou ao ter o caderno arrancado de suas mãos.

— “Hei” digo eu! Quem mandou você pegar isso? –perguntou brava.

— Foi... mal?

— Não Nate, foi péssimo! –passou pelo garoto colocando o caderno no mesmo lugar.

— Foi você quem escreveu? –perguntou para garota quando a mesma se virou.

— Foi. São só rabiscos. –respondeu simplesmente.

— Rabiscos bons, o pouco que li gostei! Mas, parecia que você realmente sentia... –ao perceber a garota séria o encarando parou de falar, mas logo continuou. — você realmente se sentia daquele jeito, não é?

— Nate, são só rabiscos, nada demais! –disse sorrindo, falsamente, mas sorrindo.

— Então me deixe terminar de ler...

— Não! –o cortou.

— Como você é chata.

— Ah falou o cara mais legal do mundo! –retrucou segurando a risada.

— Assim você magoa. –fingiu de sentido e a menina riu.

— Mas que peninha... –brincou passando pelo garoto que a puxou de volta.

— Você está sendo malvada Cindy.

— Não estou querido, eu sou! -sorriu cinicamente para o garoto rindo em seguida, Nate estava pronto para se aproximar mais da garota quando a campainha tocou. — Nossa comida!

— Eu pego! –disse soltando a garota.

— Espera, vou pegar o dinheiro. –Cindy foi até o quarto da mãe, pegou o dinheiro e entregou ao garoto que esperava na escada, Nate desceu e foi até a porta, mas não era o almoço dos jovens e sim Andrew.

— O que você tá fazendo aqui? –perguntou Drew e Nate só se virou sem responder.

— Ela tá lá em cima! –disse se sentando no sofá.

Andrew sem entender encostou a porta e subiu para o quarto da amiga, onde a mesma estava sentada em sua cama com o celular em mãos ligando-o.

— Nate, você viu... –Cindy parou de falar ao ver que quem estava na porta não se tratava do garoto. — Drew? Tá fazendo o que aqui?

— Você não respondia minhas mensagens...

— Meu celular estava desligado. –disse apontando para o parelho enquanto se levantava.

— O que aquele garoto tá fazendo aqui? –perguntou e amorena deu de ombros sem se importar muito.

— Me fazendo companhia.

— Mas você mal o conhece...

— Sim, e dai? –perguntou o cortando.

— Você confia...

— Você começou a namorar uma menina que mal conhecia e não te julguei por isso. –as palavras da garota pareciam ter atingido Drew de alguma forma. — O que você realmente quer?

— Queria conversar com você... Sobre a Alli. –Cindy mordeu o lábio inferior e respirou fundo.

— Desculpe, mas estou com visita. Podíamos conversar amanhã, não acha? –perguntou passando pelo garoto e começando a descer as escadas.

— Claro. –respondeu desanimado a seguindo. — Nos vemos amanhã. –se aproximou da amiga dando-lhe um beijo na testa, Cindy sorriu para o amigo que ao abrir a porta deu de cara com um homem.

— Nossa comida! –comemorou Cindy indo até a porta. Drew cortou caminho pulando a cerca que dividia o jardim de sua casa com o gramado da casa da garota.

[...]

Dia seguinte...

Cindy terminou de prender a bicicleta e ajeitou a mochila adentrando a escola, passou em seu armário pegando o livro de história e seguiu para sala de aula, onde encontrou com os amigos, os cumprimentou e passou a conversar animadamente com eles, mas o clima entre Drew e Allison não parecia dos melhores, Cindy havia notado que o amigo estava pra baixo assim que entrou na sala, mas não estava disposta a ser o ombro para ele dessa vez, se sentiu mal por tal decisão, mas não voltaria atrás.

A aula não estava interessante e a mente da garota parecia que transbordaria com tanta coisa que pensava, eram decisões a tomar, uma em especial que tinha medo da mãe não apoiar, mas estava querendo muito resolver isso, e para algo acontecer é preciso agir

Mais tarde...

— Ultima semana! –comemorou Isabelly junto com os amigos, quase todos.

— Ultima semana do que? –perguntou Cindy sem entender.

— Ultima semana antes das férias! –esclareceu a morena.

— Ah... é verdade! –riu consigo mesma mordendo a maça em seguida.

— Legal, essa ano teremos mais pessoas. –falou Grace animada.

— Do que está falando? –perguntou Isa curiosa.

— Desde o sétimo ano nós sempre acampamos juntos nas férias, é muito divertido e esse ano você e Alli irão conosco. –Respondeu Will.

— Ah... Sobre o acampamento... Eu não vou... –começou Cindy mas logo foi interrompida.

— Nem pense! –ameaçou Grace.

— Só me ouve. –pediu à amiga que bufou.

— Tá, fala!

— Eu andei pensando esses dias em tudo que aconteceu esse ano e cheguei a conclusão que está na hora de esquecer o passado, deixar a magoa pra trás e perdoar aquele que deveria ter perdoado há muito tempo. –deu uma pausa deixando todos absorverem suas palavras e suspirou. — Eu vou pra Bradford, visitar meu pai.

Notas finais
Desculpe qualquer erro, eu não revisei! O que será que a Alli contou para o Drew? Será que é por isso que ele está pra baixo? Cindy e Nate? Shippam? Será que rola algo sério? Vocês acham que duraria? Espero os comentários de vocês amores ^^ Beijinhos