What is Love?
13 E então chegam as férias...
Notas iniciais

Uma semana depois...
— Tem certeza que esse é o endereço dele? –perguntou Cindy para mãe quando a mesma lhe estregou um papel.
— Tenho, eu peguei com seu tio. –a garota encarou a mais velha que riu. — Eu pedi para ele não dizer nada, fique tranquila... Mas querida você tem certeza quanto a isso?
— Eu não tenho tanta certeza, só sei que é o que eu preciso. E agora preciso terminar de fazer minhas malas. –disse empurrando Jolene para fora. — Obrigada mãe!
— De nada querida. –e desceu as escadas enquanto a mais nova fechava a porta.
Cindy encarou novamente o papel em sua mão e suspirou o pai não estava mais em Bradford e sim em Norfolk morando quase a beira mar de Holkham, isso afez sorrir por lembrar-se de como o mesmo dizia que um dia moraria em uma casa a beira mar.
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— Olha, não é lindo? –perguntou o homem a pontando par o mar que era bem visível da onde estava.
— É tão grande! –disse garotinha sentada ao seu lado o fazendo rir.
— Um dia teremos uma casa com uma vista dessa, o que acha? –a menina olhou para o pai e segurou-lhe a mão sorrindo.
— Papai, se o senhor for sorrir assim sempre eu vou morar na praia. –por um momento o homem sentiu uma pontada de culpa, mas disfarçou sorrindo para a menina.
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As batidas em sua porta a fizeram despertar e voltar a arrumar a mala enquanto dizia um “entre” acreditando ser a mãe, a porta fora aberta, mas ninguém se pronunciou e isso fez à morena se virar e encarar o garoto parado na porta olhando para as coisas bagunçadas sobre a cama.
— Então, você vai mesmo? –perguntou voltando o olhar para a garota.
— É eu vou mesmo! –respondeu em um meio sorriso, que fora retribuído da mesma forma, um tanto tímido.
— O acampamento não será a mesma coisa sem você... –começou Andrew se aproximando da garota na intenção de ajuda-la a arrumar a mala. — Mas você sabe que eu fico feliz de ver que finalmente está disposta a perdoa-lo.
— Eu estava tão errada em guardar essa magoa, vivia fingindo não sentir falta dele só pra não dar espaço ao perdão, fui uma idiota não fui? –perguntou Cindy enquanto dobrava um agasalho.
— Não, você não foi! Eu tenho certeza que qualquer um faria o mesmo se passasse pelo que você passou. –respondeu o garoto passando a encarar a amiga.
— Mas Drew... Se você pensa assim, porque sempre insistiu que eu o perdoasse? –perguntou confusa e viu o garoto dar um sorriso triste, fazendo os olhos azuis parecerem mais escuros.
— Porque eu sei o que é não ter um pai por perto, sei o que é não perdoar a tempo e eu não queria que você passasse por isso é muito doloroso Cindy. –as palavras do amigo apertaram o coração da garota, ela havia esquecido que o pai de Andrew fora ausente desde que era muito novo quando os pais se separaram, o garoto havia criado magoa do pai e não queria ver o mesmo de forma alguma e há três anos o mesmo veio a falecer deixando o garoto desolado e culpado acreditando ter sido cruel com o pai.
— Me desculpe, não queria te trazer lembranças dolorosas. –pediu a garota abaixando a cabeça, porém uma risada baixa vinda de seu amigo a fez o encarar.
— Não se desculpe, está tudo bem! –falou sorrindo. — Não se esqueça de me ligar, qualquer coisa sabe que pode me ligar!
— Eu sei... –murmurou pensativa, olhou para Andrew que a olhava curioso, Cindy apertou os olhos e suspirou. — Me desculpa...
— Cindy...
— Drew, eu fui uma amiga muito idiota esses últimos dias, me desculpa ter agido de forma tão infantil, eu não quero perder sua amizade... É tudo que menos quero! Por favor, me desculpe. –pediu parecendo uma criança ao ponto de chorar, mas que se segurava ao máximo, foi quando sentiu sendo puxada pelo braço direito e sendo abraçado.
— Acho que nós dois temos sido idiotas ultimamente, me desculpe também, eu tenho dito coisas cruéis pra você, eu não queria dizer nada daquilo. –segurar as lagrimas não dava mais para a pequena garota que apertou o abraço do amigo, era isso que ela tanto sentia falta, a cumplicidade que eles tinham, sem medo de dizer aquilo que nunca diziam a ninguém, ela sentia falta de ter o amigo tão próximo a si.
[...]
Já fazia longos minutos que a garota estava sentada na cadeira desconfortável do aeroporto, sua mãe ao seu lado conversava com alguém pelo celular, mas a garota não estava afim saber do que se tratava então fez questão de colocar os fones e aumenta-los, fechou os olhos e se perdeu na melodia que era tocada para seus ouvidos.
Cindy estava animada, mas não poderia negar que também estava com medo, ela não sabia distinguir o que exatamente lhe causava o medo, ela só o tinha e apesar de incomodar ela fingia não o sentir tentando ignora-lo. Sentiu duas cutucadas em sua costela e olhou para a mãe tirando os fones.
— O que foi? –perguntou ao ver a mulher sorrir.
— Acho que alguém quer dizer oi e se despedir. –respondeu Jolene olhando para trás da garota que virou um pouco o corpo e o rosto vendo um garoto se aproximando, Cindy não deu tempo do mesmo se aproximar e correu até ele o abraçando.
— Hei, baixinha! –falou o maior acariciando os cabelos da morena enquanto a abraçava com o outro braço.
— Eu senti sua falta. –murmurou com o rosto afundado do casaco do garoto que riu, ela olhou pra cima com os olhos marejados e sorrindo.
— É maninha, eu também! –disse sorrindo para a irmã, Cindy mal podia conter sua felicidade em ver o irmão que a mais de um ano não via por estar cursando a faculdade fora do país.
Os dois conversando e abraçados se aproximaram de Jolene que abraçou o filho lhe depositando um beijo no rosto. Se sentando entre a irmã e a mãe os três começaram a conversar sobre como estavam sendo as coisas para Adam, descobriram então que o mesmo havia ficado noivo há duas semanas e que a noiva iria passar essas férias junto a eles.
Finalmente Cindy embarcaria e pouco antes de passar pelos portões acenou para a mãe e o irmão sorrindo, sentindo uma pontada no peito por saber que o irmão ficaria as férias todas ali e ela não poderia estar junto respirou fundo atravessando os portões, agora não poderia mais voltar atrás!
[...]
Os amigos estavam todos reunidos na casa de Andrew, que era o único que não havia deixado as coisas para o acampamento pronto, tendo ajuda de seus amigos o trabalho acabou sendo rápido e logo puderam sair. No carro de Luke, fora somente ele, Isabelly e William já que Grace estava invocada com o garoto que acabou decidindo ir ao carro de Drew junto a ele e a Allison que parecia bem empolgada.
O caminho apesar de longo e um tanto demorado valia a pena, deixando os carros em uma área reservada, logo de frente a floresta que entrariam, que parecia mais um grande estacionamento, os amigos desceram e pegaram seus pertences e tudo que precisariam, mas antes que entrasse Grace parou se sentando no capô do carro de Luke, tirou da mochila um frasco de repelente e começou a passar.
— Se vocês não quiserem ser comidos pelos insetos é bom passarem também! –avisou e rapidamente as garotas de aproximaram passando também.
Will foi sem hesitar, já Drew teve que ouvir os protestos da loira para concordar em passar o repelente, Luke por sua vez se negou alegando ser “coisa de marica” e que não precisava disso.
Os amigos finalmente puderam entrar na floresta, seguiam por uma trilha que quatro deles conhecia bem, ela levaria até a montanha, ao chegarem no local sentaram-se para descansar um pouco.
— Malditos insetos! –resmungava Luke se coçando.
— Se não fosse tão fresco não estaria se coçando agora, espertão! –provocou Grace virando a garrafa de água logo em seguida, Luke não iria discutir e achou melhor passar pela ruiva e apertar a garrafa fazendo com que molhasse boa parte da blusa da ruiva. — Qual o seu problema?
— Meu problema? Você que vive na TPM e acha que todos devem se curvar perante vossa alteza! –retrucou virando-se para encarar Grace que parecia em fúria.
— Se isso te incomoda tanto porque não vai embora?
— Gente, chega! –interveio Isabelly. — Pensei que fossemos acampar para nos divertir, seja lá qual for o problema de vocês vamos ignorar por enquanto, pode ser?
— Tanto faz. –responderam em uníssono e logo se viraram indo cada um para uma direção e se sentando afastados.
— Esses dois estão estranhos, não acha? –perguntou Will enquanto oferecia a garrafa de água para a namorada que aceitou.
— É, eles sempre discutiram, mas essa semana estão sendo piores que nunca, tem algo errado. –respondeu a morena dando alguns goles na água em seguida.
— Realmente... Bom, pelo menos nós eu sei que iremos aproveitar muito bem esse acampamento. –falou roubando um selinho da garota.
— Vai com calma ai mocinho, estamos aqui para aproveitar com os amigos. –disse empurrando o loiro que tentava a beijar.
— Eu não preciso aproveitar com eles quando formos dividir nossa barraca!
— Pervertido! –disse Isabelly acertando a nuca do garoto com um tapa.
— Vamos continuar! –disse Drew ajudando Allison a se levantar e logo os amigos seguiram para a segunda trilha que os levaria para próximo ao lago.
Ao chegarem logo foram largando suas coisas, Luke se livrou da camiseta e pulou no lago enquanto os amigos riam; Logo começaram a montar as barracas, sendo no total quatro, já que Grace se recusava a ter que dividir uma com Luke e o mesmo também recusava. O sol ainda estava alto, mas Will e Drew começaram a montar a fogueira para acenderem quando a noite caísse, enquanto os outros brincavam na água.
[...]
Dias quentes não eram seus preferidos e naquele dia em especial não estava nenhum pouco a fim de se levantar da cama, ouviu a porta do seu quarto se abrir num solavanco e passos pesados virem na sua direção.
— Não me vai dizer que vai ficar nessa cama só porque a gatinha foi viajar, não é? –a voz um levemente grossa, mas ainda feminina, o deixou mais indisposto ainda para se levantar. — Qual é Nate? Vamos, levante!
— O que você quer Lory? –ao virar o rosto para encarar a garota de curtos cabelos negros viu a mesma se surpreender.
— De novo seu idiota? –perguntou aparentemente brava e sentando-se ao lado do primo. — Por isso não queria se levantar?
— Não! Eu só não gosto de dias quentes. –respondeu se sentando, a garota analisou o rosto de Nate que tinha um roxo próximo ao olho e um corte no lábio.
— Você tem que parar de se meter em brigas! –disse pegando seu celular e digitando algo.
— Sério? Você vive se metendo em encrencas das quais eu sempre tenho que te livrar! –revirou os olhos e ouviu a garota rir.
— Gatinho, estamos falando de você, não de mim. –piscou fazendo-o rir. — Vai lavar esse rosto e colocar uma roupa descente, nós vamos para o ensaio da banda do Cameron daqui a pouco, eles querem falar com você!
— Não estou a fim de ser solidário hoje...
— Larga de ser rabugento e vai logo, até porque se fosse à outra lá você já estaria de pé! –resmungou e Nate revirou os olhos com o comentário da prima.
E assim começava as férias dos jovens, talvez para alguns a diversão fosse garantida, para outros problemas a vista, o fato é que as férias trariam algumas boas e más recordações.
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