What Hell Is A Love?
2 O Idiota Do Corredor.
Notas iniciais
–Quero agradecer aos pais pela confiança e que os alunos novos, se sintam em casa!
Revirei os olhos, desculpa Diretor Underwood mais eu não me sinto em casa, nem ferrando.
–Bom, e isso. Obrigado. Meu pai disse e desceu as escadas que dava para o auditorio, olhei para Carter que aplaudia ele com um sorriso ironico no rosto e o empurrei. Todos os alunos novos e velhos estavam se despidindo de seus pais, senti uma mão e minha cintura, olhei para Carter confusa.
–Sorria, meus pais estão vindo ai. Ele disse sorrindo abertamente, arregalei os olhos e arrumei a saia já avistando a sua mãe.
–Crianças! Senhora Schmidt gritou animada, sorri feliz, eu adoro sua mãe.
–Mãe, já estou com 18 anos. Carter reclamou a abraçando.
–Mas vai continuar sendo meu pequeno. Ela disse apertando suas bochechas, segurei a risada e senhor Schmidt levantou a mão para me cumprimentar, o olhei seria e apertei sua mão. Começamos a rir e ele me puxou para um abraço apertado.
–Tampinha, seu pai fez bonito lá em cima. Ele disse bagunçando meu cabelo, o empurrei de brincadeira e abracei Dona Rachel com carinho.
–Olha vocês dois, tão bonitos. Ela disse quase chorando, a abracei de novo e olhei para os dois procurando ajuda.
–Querida já está na hora de irmos. Joseph disse a pegando pelos braços, ela respirou e abraçou de novo o filho.
–Amo vocês! Ela disse já indo para a saída do auditório, eu ri e acenei.
–Eu também amo vocês. Carter gritou.
–Eles são uns amores. Eu disse cruzando os braços.
–Claro eles te amam. Ele disse me empurrando para o lado, começamos a andar.
–Se lembra quando eles pensaram que estávamos namorando. Eu disse me lembrando, ele riu que nem louco. Foi muito envergonhante. Chegamos no centro da escola e sentamos na fonte que havia ali no meio, olhei para aquelas infinitas escadas e incrível como aqui se parece com o castelo de Hogwarts, só que sem os fantasmas.
–Preparada para o terceiro? Carter me perguntou, o olhei divertida.
–Claro, sou inteligente filho. Eu falei me achando, Rebeca e suas seguidoras passaram e comeram meu melhor amigo com os olhos. Revirei os olhos e me levantei.
–Vou andar um pouco. Eu disse me espreguiçando, ele continuava olhando para as vacas loiras. Comecei a andar e logo o senti me puxando para o seu colo. Sorri maldosa.
–Onde você vai? Ele me perguntou afastando um pouco meu cabelo do rosto.
–Andar por ai, sei la. Eu disse mexendo em sua gravata, ele riu.
–Estarei na quadra de basquete. Carter começou a se levantar, fiz bico.
–Nem começou as aulas e já vai me abandonar pela aquela quadra. Eu disse emburrada, ele riu e apertou meu nariz.
–Você pode ir lá depois, os caras te adoram. Ele disse eu pensei um pouco e assenti depois, ele beijou minha testa e foi em direção as quadras de esportes. Suspirei e comecei a andar.
Armarios, corredores, mais armários, salas. Tudo a mesma coisa, parei para olhar aquela tinta azul e voltei a andar, mas senti o chão duro na minha bunda.
–Não olha para onde anda? Perguntamos juntos, olhei para o ridículo e perdi o ar.
Cacete, que lindo.
Cabelo bagunçado preto, olhos azuis escuro, boca carnuda. Apertei minhas pernas, ele me olhou com uma sombracelha arqueada e começou a andar.
–Ei. Eu disse me levantando e limpando a saia, ele me ignorou e continou a andar. –Eu estou falando com você! Não vai se desculpar? Eu gritei com raiva. Ele parou e se virou, me olhou de cima a baixo.
–Porque? Você não quebrou nada. Ele disse cinico e voltou a andar, estava usando um moletom simples e uma calça escura. Ele seguiu em frente e colocou o capuz antes de virar o corredor.
–Idiota! Eu gritei com raiva, ele riu alto e com descaso, abri a boca incrédula. Por um momento pensei e ir atras dele e aranhar sua cara bonitinha.
Voltei a andar para o meu quarto, eu estava muito, muito puta.
–Se eu encontrar aquele sujeito pela escola, não vou me segurar. Murmurei abrindo a porta e me surpreendi ao ver meu pai olhando para as fotos que eu havia colado na parede.
–Pai? Eu perguntei confusa.
–Onde você estava durante meu discurso. Ele perguntou serio, engoli seco.
–Com o Carter. Fazendo uma rapidinha, completei mentalmente, ele assentiu. Ele gosta do Carter e confia nele.
–Bom, não tem problema. Ele disse voltando a olhar o papel de parede velho, olhei para o relogio e continuei ali parada na frente da porta.
–Tem algo para me falar. Eu perguntei o fazendo despertar dos pensamentos e me olhar assentindo.
–Eu quero que você me ajude com um novo aluno. Ele disse, revirei os olhos e abri a porta, meu pai trancou meu quarto e veio andando comigo.
Passamos pelo jardim, pelas salas. Demos oi para o inspetor mais chato da escola. Pisquei para o Professor Parsons sem que meu pai percebesse e respirei fundo ao entrar no corredor sombrio. Ou o corredor que leva para a secretaria e a sala do diretor, o meu pai.
Entramos na secretaria, e meu pai começou a procurar algo no bolso. Olhei para a porta de madeira e senti um perfume conhecido, virei minha cabeça.
–Oi Jenn! Eu falei, ela me deu um grande sorriso e voltou para seu trabalho, Jennisse está aqui a muito tempo, já deve estar com 50 anos, por ai. Sempre foi um doce comigo. Embora eu sempre arrume confusão.
Meu pai finalmente abriu a porta e entrou no escritorio, era grande tinha um cheirinho dos moveis de madeira que ali tinham. Ele foi para sua cadeira e eu fiquei parada na porta, não estava muito afim de mostrar essa escola toda para alguém. Tenho que ver Carter jogando. Respirei fortemente e voltei a olhar para meu pai e para o garoto? E era um garoto sentado ali.
–Bom, esse e o aluno que você vai apresentar a escola. Senhor Blake conheça minha filha, Cassandra. Diretor Underwood disse, revirei os olhos e o garoto se levantou, abri minha boca lentamente. Nos olhamos e levantamos a sombracelhas.
Só pode ser brincadeira.
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