What Hell Is A Love?

3 Michael, mas o prazer e seu.


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece! O capitulo não foi revisado então talvez tenha alguns erros.

–Espera.- Olhei para o meu pai e para o insuportável na minha frente.

–Já podem ir, ainda estou procurando o quarto que ele ficará.- O querido diretor Underwood falou se sentando e digitando algo no computador, fechei os olhos.

–Senhor diretor, eu me recuso a fazer essa atividade, porque não fala com a Jennisse ou outra pessoa?- Soltei tudo ainda com os olhos fechados e massageando minha testa.

–Não.- Papai falou curto e grosso, abri os olhos e me virei para o ser que me atropelou no corredor. Eu já teria começado uma discussão com o meu pai falando que não era justo, mas, tinha algo naqueles olhos que me faziam querer acompanha-lo pela escola. Revirei os olhos.

Estou pensando com a cabeça de baixo, franzi o cenho, santo Deus estou andando demais com os amigos do Carter.

–Ok, vamos?- Eu abri a boca depois de alguns minutos, consegui ver meu pai parando de olhar para a tela e virando para nossa direção, talvez pensando que era o fim do mundo.

–Tanto faz.- Falou curto e grosso, passando por mim deixando uma aura negra, fiz uma careta e acenei para papai.

Fechei a porta e virei, dando de cara com seu tanquinho, digo, com ele denovo.

–Vou começa achar que e perseguição.- Ele falou com um sorriso pretencioso no rosto. Olhei para o teto e pedi forças para aguenta-lo, coloquei minha mão na sua barriga e o encostei na porta da diretoria e cheguei bem perto do seu rosto.

–Olha só, eu vou te mostrar tudo e você vai ficar calado. Capitche?- Dei um sorriso ironico, ele me devolveu e bateu na minha mão com força.

Credo, ele deve estar de tpm, só pode.

Começamos a andar, eu mostrei tudo que eu conhecia naquela maldita escola. O único ponto bom e que pude ver Carter jogando.

–Aqui e uma das quadras de esporte.- Falei abrindo a porta e mandando ele entrar.

Percebi que ele estava olhando para tudo, desde as arquibancadas até as cestas e depois suspirou balançando a cabeça negativamente me fazendo levantar a sombrancelha.

Ele olhou para tras como se soubesse que eu estava o observando, virei o rosto rapido e captei uma das melhores cenas pelo menos naquele momento.

Carter, suado, fazendo uma cesta. Bati palmas e se virou para mim, dei um sorrisinho acenando e ele devolveu mas seu rosto mudou assim que viu o encapuzado das trevas do meu lado. Percebi que era a hora de sair dali.

–Vamos vai.- Eu falei.

–Ué, teu namorado ta vindo pra cá.- Ele falou com um sorrisinho estranho, me virei e sim, Carter estava vindo em nossa direção com uma cara nada boa. Abri a boca e fechei varias vezes e a única coisa que saiu foi:

–Ele não é o meu namorado.- Olhei para ele atirando facas pelos olhos. Ele me deu um sorriso divertido e ao mesmo tempo muito obceno, com certeza todas a garotas vão ficar ao seus pés.

–Oi.- Carter falou, tapei meu nariz, ele estava fedendo. Abraça-lo estava fora de cogitação.

–Oi.- Falei e olhei para o garoto-encapuzado, na verdade olhei para o nada, já que ele não estava mais ali. Arregalei os olhos. –E Carter, depois nos falamos eu estou com um probleminha.- Eu falei andando para tras e abrindo as portas, ele apenas assentiu e voltou para a quadra, antes de soltar as portas, percebi que ele estava mancando.

...

–Merda, mil vezes merda.- Eu falei alto enquanto corria pelos corredores, passei por todas as salas e nada. Aonde ele foi se meter. Cassete.

Voltei para o gabinete do diretor e me preparei para a futura bronca que eu iria levar do meu pai, mas meu Deus, desde quando eu me importo com isso? Abri a porta e já entrei falando.

–Pai, eu perdi o aluno no... – Parei no meio do caminho, o filho da mãe estava bem ali. Ele me deu um sorriso, que eu poderia chamar de filho da puta ou então ha-ha-ha você se ferrou.

–O que você ia falando querida?- Senhor Underwood falou se levantando e abotoando seu terno, sorri sem graça.

–Nada, eu já vou para o meu quarto.- Eu disse mordendo os lábios com raiva daquele idiota.

–Otimo, já leve o senhor Blake.- Ele falou pegando uma pasta e entregando para o senhor idiota-Blake, nos dois franzimos o cenho.

–Por que? Ele deve saber se virar sozinho Senhor Underwood.- Eu falei querendo me livrar logo dele, meu pai soltou um risinho.

Ah não, quando ele da esse risinho e porque eu vou ser castigada por algo. Ok, o que eu fiz durante as férias que o deixou puto. Arregalei os olhos, eu fiz varias coisas que o deixou puto.

–Porque pode cumprimentar seu novo colega de quarto, querida.- Ele falou colocando a mão em meu ombro, abri a boca incrédula.

–Mas o que?- Eu e o Blake falamos ao mesmo tempo, mas ele se levantou, aposto que esta um pouco irritado.

–Pois é, parece que não tem mais quartos disponíveis. – Ele estava mentindo na cara dura, respirei duas, três vezes.

–Pai, ele e um garoto e claro que tem quarto disponível nesse inferno.- Eu falei tentando controlar a minha raiva.

–Sim, eu sei que ele e um garoto, e não, não tem quarto disponível.- Senhor Underwood está brincando com fogo, puta que pariu, olhei para o ser insurportavel que me olhou respirando rápido e irritado. Respirei fundo e dei um sorriso atrevido.

–Já pensou na possibilidade de eu querer transar com ele?- Eu falei na maior naturidade do mundo, percebi o idiota se engasgar e meu pai continuava com a mesma cara.

–Bom, camisinha ta ai pra isso né.- Ele falou batendo no alto da minha cabeça e voltando para a sua cadeira, não sei como minha cara estava, já que ela estava no chão. –Bom crianças já podem ir.- o diretor barra meu pai barra ridículo continuou enquanto balançava a mão para irmos embora.

Ergui meu dedo para ele e tentei falar algo, isso era impossível, ele nunca me fez ficar assim. No final das contas, bati o pé no chão com raiva e sai de lá passando a mão pelo cabelo e atropelando Jennisse.

–Desculpe!- Gritei com raiva, e fui para o dormitório masculino.

E claro que tem quartos disponíveis mas que merda foi aquela?

"Camisinha ta ai pra isso, né", mas o que? Que merda aquele velho tem na cabeça?

Entrei sem bater como sempre faço (pelo menos nessas horas) no quarto 134 e me joguei na cama colocando a cabeça no travesseiro, dando um super grito.

–Que foi mulher?- Harry perguntou, tirei o rosto e percebi que estava em sua cama, olhei para o quarto todo e nada do Carter, mas já era 17:00, arregalei os olhos, caralho já são cinco horas.

–Estou com raiva, cadê o seu melhor amigo? Ou o meu?- Eu perguntei confusa e enfiando a cabeça no travesseiro de novo, ele tem um perfume bom.

–Na enfermaria.- Harry falou com a voz preocupada, levantei afobada e cai da cama. Me levantei e fui até ele.

–Como assim?- Eu perguntei, ele rolou os olhos e começou a me empurrar para a porta.

–Te explico lá.- Foi a única coisa que ele disse.

...

–Caramba, como assim, não vai poder mais jogar?- Harry perguntou, olhei para Carter mas ele não me olhou, pelo menos não pelos olhos.

–É Harry, vou ter que repetir o que eu falei?- Perguntou irritado, olhei para o quatro olhos preocupada.

–Ok, vou para o quarto.- Colleman falou e saiu dali.

–Carter, não precisava falar assim com ele.- Eu falei com a voz suave, ele já estava chateado não podia brigar com ele, a primeira competição estava perto.

–Eu sei e só que, a quer saber, me deixa sozinho Underwood.- Falou mudando totalmente a voz e arrancando a sua mão da minha, levantei assustada com a sua irritação.

Nunca brigamos nem nada do gênero, eu sempre fiz questão de esconder minha raiva em certos momentos, mas agora eu não estava com raiva.

Me virei sem dizer uma palavra e fui para o meu quarto, só queria um banho e a minha cama.

Mas no caminho me lembrei, do meu novo colega de quarto. Que maravilha!

Cheguei na porta, o meu quarto ficava longe dos dormitórios por varias razões e eu não tenho um colega de quarto porque sou insuportável segundo uma certa pessoa. Rolei os olhos e abri a porta, escancarei a boca.

–Que mer...- Eu ia continuar até o Deus grego, não, até um dos garotos mais insuportáveis aparecer na porta do meu banheiro sem camisa.

–Oi, to pensando em colocar alguns posters ali o que você acha?- Ele perguntou enquanto eu olhava para aquela bagunça, olhei para onde ele estava apontando.

–Que porra aconteceu aqui? Parece que, um furacão de uma visitinha e foi embora antes de eu chegar.- Falei pegando uma camisa do chão, ele praticamente virou a mala e deixou as roupas ali.

Fora que a minha cama estava bagunçada, minha cama.

O ser de olhos azuis ou verdes, ainda não consigo distinguir eles, deu uma risadinha mais ou menos parecida com a do meu pai.

–Michael, mas o prazer e seu. — Ele disse enquanto terminava o bolinho e deixa farelo cair no meu tapete.

Fechei os olhos e contei até 10.

Notas finais
Obrigada pelos comentários, estou tentando escrever outro capitulo. Se preparem! O furacão Blake veio com tudo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.