What Comes With The Wind
13 12 - Inevitável
Notas iniciais
WAZZUP GUUYS?? Fiquei suuuper feliz com os comentários do capítulo anterior. Sério, muito obrigada a todos, vocês são demais!!
Entããão, esse capítulo estava na minha mente a séculos, e fiquei super feliz em finalmente escrevê-lo, e foi bem rapidinho. Ele vai especialmente (mas não exclusivamente) a todos e todas que embarcaram no ship Penie.
Espero que gostem!
Entããão, esse capítulo estava na minha mente a séculos, e fiquei super feliz em finalmente escrevê-lo, e foi bem rapidinho. Ele vai especialmente (mas não exclusivamente) a todos e todas que embarcaram no ship Penie.
Espero que gostem!
O vento frio batendo no rosto faz a chuva ficar inacreditavelmente gelada. Mas se eu não parar de correr, nunca vou sair daqui. Os galhos arranham meus braços enquanto tento inutilmente proteger meu rosto. Está escuro e não consigo ver nada a frente, nem mesmo um ponto de luz...
Um trovão me faz dar um grito se sentar reta na cama. Meus olhos estão bem abertos e minha respiração é irregular. Hoje não é uma noite para dormir. Faz duas horas que estou em minha casa, embaixo do edredom, fazendo nada além de me assustar com os trovões. A tempestade veio, por fim, assim como foi dito.Sempre fui uma criancinha em noites como essa. Quando era pequena, fugia com meu urso para o quarto dos meus pais e me enfurnava entre eles, embaixo nas cobertas. Fui crescendo e aprendendo a me cuidar sozinha, o que significa colocar os fones de ouvido e esperar até que a chuva parar. Mas hoje me sinto desprotegida, mas exposta do que nunca. Queria poder fugir, para minha casa, para longe do barulho. Me sinto tão sozinha.Os pesadelos também não ajudam muito. Cada vez que os trovões parecem dar um trégua, eles vêm me impedir de dormir.O som ensurdecedor me gritar novamente. Estou tremendo de frio e nem meu edredom grosso é o suficiente para me esquentar. Me levanto e saio do quarto, indo beber um copo d'agua. A casa está escura e fria. Encho um copo e o bebo, quase o derrubando quando sou pega de surpresa por outro trovão.Eu já não aguento mais. Minha cabeça doi, estou com sono e já estou cansada de tantos sustos. Preciso fazer alguma coisa...E é quando tenho a ideia mais idiota de todas.Ele podia me expulsar. Poderia me chamar de criança e me obrigar a voltar para o meu quarto. Mas algo me diz que Peter não me trataria dessa forma. Mesmo se eu aparecesse em seu quarto no meio da noite, pedindo abrigo. Meu coração dá pulos enquanto fico parada em frente a sua porta. Dou duas batidinhas leves. Sem resposta. Respiro fundo e a abro. Sinto-me mal por invadir seu quarto, mas não posso desistir agora.Dou alguns passos até sua cama. Peter está dormindo com a cabeça praticamente enfiada no travesseiro. Não sei como ele não sufoca, ou não sente frio, já que está sem camisa. Respiro fundo novamente e me aproximo. O balanço de leve com meus dedos frios.– Peter.- eu sussurro. Sem resposta. O balanço com mais força. — Peter!Ele se remexe na cama, como se tivesse tomando um choque. Olha para mim com os olhos confusas, ainda que não totalmente abertos.– Melanie? — ele sussura. Arregala um pouco os olhos para mantê-los mais abertos. Tento não rir do ninho de ratos que agora é seu cabelo. — O que você está fazendo aqui?– Não consigo dormir. — digo que nem uma criança.Ele levanta as sobrancelhas para mim, seus olhos agora abertos. Abre a boca para me perguntar algo como "e...?", mas vejo quando sua ficha cai. Ele fecha a boca e pisca.– Você. .. — ele pigarreia.- Você que... dormir aqui?Assim que ele diz essas palavras, me sinto estúpida e envergonhada. Agradeço silenciosamente por estar escuro, já que assim ele não pode me ver corando.– Ahn... Não eu... Ah, deixa para lá. — gaguejo, tentando acabar logo com aquele monento mortalmente constrangedor e voltar para meu quarto. — É besteira, eu vou para o meu quarto.Dou meia volta e já estou quase na porta quando ele fala atrás de mim.– Pode ficar, se quiser.Meu coração bate forte e surdo no meu peito. Me viro e vejo Peter sentado olhando para mim.– Sério? — pergunto.Como resposta, ele mexe mais para o lado na cama, me dando espaço para deitar. Ando devagar e entro dentro das cobertas. É incrível como está quente aqui. Tento não me mexer demais, mas um trovão faz com que eu me encolha. Só depois percebo que estou praticamente apoiada em Peter.Estamos ambos deixados lado a lado, encarando o teto. Nossos braços se tocam, e me sinto mais aquecida por esse toque. Não é algo normal de se perceber, mas Peter é... quente. Devia estar alerta por causa da situação em que me encontro, mas meus olhos começam a pesar. Suspiro e viro da lado, dando as costas para ele. Talvez agora consiga dormir.Minha teoria se prova errada com o próximo trovão. Meu grito de susto se transforma em um gemido e eu escondo meu rosto no travesseiro.– Tudo bem aí? — pergunta Peter, que ainda não havia se mexido.– Aham.- respondo com a voz fininha, falhando ai tentar esconder meu medo.Peter suspira e vira de lado. Para o meu lado. Ele está tão perto que sinto sua respiração em meu cabelo. Meu coração pula.– Eu sabia que você era um bebezão. — brinca ele.– Eu poderia responder, mas não estou em condições para me defender. — respondo.Ouço sua risada em me ouvido e sinto os pêlos dos meus braços e nuca se arrepiando. Respiro fundo e mordo meu lábio inferior, me controlando.A chuva bate forte contra a janela, impedindo meus olhos pesados de se fecharem. De repente, sinto um braço envolvendo minha cintura. Meus olhos se arregalam. O que ele está fazendo?– Não parece que você está se dando bem com o sono. — ele comenta.– Eu disse que não conseguia dormir.– Medo de chuva? — pergunta. Eu balanço a cabeça negativamente em resposta. — Trovão? — Afirmo com a cabeça.– Feche os olhos.- ele murmura. Eu obedeço. Sua mão apalpa meu rosto até chegar aos meus olhos. Eu sorrio. — Muito bem. Agora relaxe, pense em outra coisa.Ele realmente quer que eu pense em outra coisa, quando está me abraçando dessa forma? Balanço a cabeça novamente e suspiro. Pôneis, cupcakes, qualquer coisa, Melanie!
Por um momento, a chuva para. A única coisa que ouço é a nossa respiração. Começo a relaxar. Meus olhos finalmente se fecham. Antes que eu perceba, caio no sono. Mas a chuva não é meu único problema, e o pesadelo reaparece vivo emminha mente.Mas desta vez sei que não estou sozinha. O braço de Peter a minha volta não permite que o frio se instale. Afundo mais em seu peito, aceitando o calor. Sinto que não é o suficiente; ele está muito perto, inevitável. Viro meu corpo para o outro lado, com oa olhos ainda fechados. Minha cabeça se encaixa entre seu pescoço e sua omoplata. Sinto que Peter prende sua respiração, e seu coração está acelerado. Mas ele logo aperta seus braços ao meu redor, me aconchegando em seu peito. Eu suspiro.Sinto também uma vontade súbita se beijá-lo. Deve ser a privação do sono, devo estar delirando, mas a lembrança daquela noite veio viva na minha mente. E eu quero mais. É inevitável. Levanto minha cabeça alguns centímetros, até minha boca alcançar seu queixo. Apoio minha mão em seu ombro e me puxo para cima. Finalmente, sua cabeça se abaixa para que possa pressionar seus lábios nos meus.No começo, é só contato. Mas logo há algo mais, batidas mais rápidas, mais fogo, mais gosto. Minhas mãos vão para seu pescoço, seu cabelo, enquanto as suas vão da minha cintura para minhas costas, até que não haja espaço entre nós. Seus lábios se tornam mais urgentes. Antes que algum dos dois se desse conta, rolamos na cama, e Peter acaba em cima de mim. Não me incomodo nem um pouco, pelo contrário. Estou bêbada, louca e gostando demais para me dar conta dos limites.A boca de Peter escorrega para minha bochecha, até o meu pescoço. Eu suspiro, até dou um sorrisinho de prazer. Ele dá beijos em chamas em todo o caminho entre minha têmpora e minha nuca. De repente, ele para. Sinto sua respiração pesada, assim como a minha. Peter se afasta de mim, senta na cama e deixa sua cabeça cair em suas mãos– O que estamos fazendo? — ele murmura, mas tenho quase certeza de que está falando consigo mesmo.Agora me sinto culpada. O que estávamos fazendo? O que aconteceria se Peter não tivesse se afastado? Será que nós... Me arrepio.– Desculpe, eu... — digo com a voz baixa. Minha frase fica no ar, não sei exatamente o que dizer. Meu rosto fica mais quente. — Vou para o meu quarto.- digo.Peter fica em silêncio. Preciso sair daqui, antes que faça outra besteira. Jogo a coberta para o lado e saio da cama. Peter permanece na mesma posição. Dou mais uma olhada nele antes de sair. No corredor, praticamente corro. Me enfurno embaixo do meu edredom e respiro fundo antes de fechar os olhos. A chuva agora não passa de uma garoa. E sei que o pesadelo não irá vir á tona novamente. Minha cabeça agora tem memórias mais vivas.O sol da manhã não é de longe tão forte quanto o do dia anterior. Saio da cama e abro um pouco a janela. O vento que entra é frio e úmido. Eu suspiro. Nem parece verão! Vou até meu armario e me visto de forma mais quente possível.Respiro fundo e mordo meu lábio inferior antes de descer as escadas. Estou com medo do que vem agora. Na verdade, estou apavorada. Respiro fundo novamente, tentando produzir o mínimo de coragem possível, e desço as escadas.– Bom dia.- digo casualmente ao entrar na cozinha.– Bom dia, querida. — diz minha avó. Peter não responde, nem olha para mim.Eu me sento e comemos em silêncio. O clima é tão pesado que quase posso senti-lo pressionando minha pele. Depois do café, Peter quase corre para fora de casa. Eu o observo sair porta afora, com o coração aperto. Será que isso deveria mesmo me afetar tanto?Passo o dia inteiro em casa. Jo não viria, pelo tempo frio, então eu não tenho absolutamente nada para fazer. Tento até ajudar minha avó na cozinha, mas minha cabeça está nas nuvens, então decido desistir. Acabo indo ao meu quarto.Não sei qual a pior parte do dia: ter que ficar presa no meu quarto, fazendo nada, ou Peter me evitando. Por outro lado, o que eu esperava? Eu invadi seu quarto no meio da noite e nós quase... Ele deve estar com nojo de mim. Pior, deve estar com é medo de ficar sozinho comigo. Me sinto tão culpada que minha vontade é de ficar na cama mesmo.Mas no dia seguinte, eu já não aguento mais.Sinto falta das nossas conversas, das suas chatices, suas implicâncias comigo, da sua risada. Meu coração se aperta cada vez mais quando ele não me olha. Quase tenho vontade de chorar. E se isso acontecesse, eu me mataria. Nunca chorei por um garoto.E é por não conseguir viver dessa maneira que decido falar com ele. Peter podia me xingar, me afastar, mas eu preciso saber o que está acontecendo. Sigo minha intuição (que não é das melhores, já que fez com que eu me perdesse na floresta)e vou até o celeiro. No meio do caminho começa a chover, e acabo me molhando toda.Encontro Peter juntando feno do chão em uma pilha com uma espécie de vassoura com dentes. Ele não me vê entrando.– Peter.- eu o chamo. Ele se vira, pêgo de surpresa.– O que você está fazendo aqui? — ele pergunta. Tento não parecer magoada. Dou alguns passos em sua direção.– Precisamos conversar.– Não, nós não precisamos. — ele diz, e volta ao trabalho.Respiro fundo, desta vez controlando a raiva. Odeio quando me ignoram.– O que há de errado com você, hein? Em um dia está tudo bem, no outro você nem olha para mim!Peter dá uma risada sem humor.– Claro, porque nada aconteceu nesse meio-tempo. — ele diz sarcasticamente. — Vai dizer que não sabe do que eu estou falando?Engulo á seco. Claro que chegaríamos a esse assunto.– Não poderíamos... — dou de ombros, um gesto exasperado. Começo a lutar contra as lágrimas. — Não sei, fazer como da primeira vez? Fingir que não aconteceu?– Funcionou com você? — ele diz virando para mim. Eu nego com a cabeça. — Pois comigo também não.Meus olhos se arregalam e quase sorrio. Eu sabia! Sabia que aquele chato insuportável não iria seguir seu próprio concelho.– Então não podemos simplesmente ignorar? Funcionou com nós dois.Peter suspira e olha para baixo.– Não. Não dá. — ele responde baixo.Mais uma vez, a raiva ferve em minhas veias. Ele tem que ser tão cabeça dura?– E o que você vai fazer, então? — grito para ele. — Vai me ignorar até o dia da minha morte? É esse seu grande plano?– E se for? — ele grita de volta. — Você vai embora no final do verão, não é?Jogo minhas mãos para o ar.– De que importa isso agora?– Importa porque você vai continuar com sua vidinha longe daqui! Vai esquecer de tudo, seguir em frente. Eu não vou, mesmo se tentar. — ele balança a cabeça e desvia os olhos.– Do que você está falando? — pergunto com a voz mais controlada. Ele parece me ignorar... de novo.– Afinal você sempre consegue o que quer, não é? — balança a cabeça novamente. — Sempre foi assim.Abro minha boca, pronta para gritar com ele, mas a raiva me deixa sem palavras. Ok, tudo bem que estamos com os nervos á flor da pele e tal, mas quem ele pensa que é para falar comigo dessa forma? Só porque nos reencontramos nesse verão ele acha que me conhece?– Cale a boca. — eu berro. — Você não sabe nada sobre mim.Peter dá mais uma risada sem humor, mas logo seu rosto fica sério.– Eu te conheço melhor do que você pensa, Melanie. — ele fala com a voz dura e fria como gelo. — Você não mudou tanto quanto pensa. Mesmo depois de tantos anos, você continua a mesma garota mimada, orgulhosa e... linda.Eu pisco e o encaro sem palavras, a raiva desaparecendo junto com minha habilidade de falar. Como no meio de ofensas ele me chama de linda? A outra parte de mim que não está confusa e estarrecida, está dando pulinhos de alegria e gritando "Ele me chamou de linda! De linda! "– Eu ainda conheço suas manias de criança.-ele continua. — Sei que odeia ser contrariada, ou ignorada. Sei que odeia quando as coisas não acontecem do jeito que você quer. Sei que muitas vezes tenta parecer corajosa do que realmente é.Peter me olha nos olhos, e vejo neles um traço de dor. Continuo petrificada, processando tudo lentamente. De repente, ele fecha os olhos com força.– Droga! — ele murmura consigo mesmo. Então abre os olhos e me encara com seus olhos verdes penetrantes. — Eu não tinha planos de te contar isso, mas parece que você não vai desistir até descobrir. — ele suspira e desvia os olhos por alguns segundos antes de olhar para mim. — Eu estou me apaixonando por você, Melanie. De novo. É isso que está acontecendo.
Notas finais
Como estão? Pois é, eu também :) Declarações awn ♥3
Agora, uma notinha:
Como eu sou uma pessoas muito agoniada, gosto de ter histórias formadas e prontas na minha cabeça antes de escrevê-las. Então, já tenho minha próxima fic toda arquitetada (CALMA, que essa aqui ainda NÃO vai acabar!!)mas preciso de uma ajudinha no mais importante: nomes!
So, please, me dêem dicas de nomes FEMININOS bonitos e lecais para me ajudar! :D
Beijão para vocês, até o próximo capítulo. Byye!!
Agora, uma notinha:
Como eu sou uma pessoas muito agoniada, gosto de ter histórias formadas e prontas na minha cabeça antes de escrevê-las. Então, já tenho minha próxima fic toda arquitetada (CALMA, que essa aqui ainda NÃO vai acabar!!)mas preciso de uma ajudinha no mais importante: nomes!
So, please, me dêem dicas de nomes FEMININOS bonitos e lecais para me ajudar! :D
Beijão para vocês, até o próximo capítulo. Byye!!
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