What Comes With The Wind

7 06 - Primeiros socorros


Notas iniciais
Yay, foi mal pela demora:/ O cap. tava pronto há seculos, mas o not deu pau e não deu pra postar :(
Bom, esse cap. vai pra Cacau (que me salvou de novo ♥)
Até lá embaixo!!

Sinto que estou flutuando. Estou sem peso, em um lugar escuro, meu corpo sendo levado pelo que pareciam ser ondas. Ondas frias, que lambem as pontas dos meus dedos. De repente, fica quente e claro, como se um sol houvesse surgido do nada. Respiro fundo. Ouço um som abafado á distancia. Ele vem se aproximando, e percebo que o som é o meu nome sendo repetido, martelando na minha cabeça. Por falar em cabeça, meu Deus, como a minha dói!

Meu nome começa a ficar mais claro, mais próximo. Sinto tapinhas no meu rosto.

- Melanie! Mel! – A voz repete. Eu reconheço essa voz, é Peter. Ele até desesperado. Interessante.

Lembro-me do que aconteceu. Eu caí do cavalo, desmaiei, e agora estou acordando. Contando pela dor (que estava ficando mais forte), eu bati a cabeça. Abro os olhos devagar, e eles são invadidos pela luz laranja do entardecer. Outra cor toma conta da minha visão. É um azul, meio esverdeados. É uma cor linda, de verdade. Os olhos de onde vem essa cor estão arregalados e me encaram.

- Droga, Melanie, graças a Deus! – ele diz suspirando, com a voz carregada de alívio. – Você está bem?

Tento me sentar, mais tudo roda e eu me deito novamente. Sinto algo úmido na minha testa, e quanto a toco com os dedos, vejo que estou sangrando um pouco.

- Ai, merda. – murmuro. Não sou daquelas pessoas que desmaio em ver sangue, mas é uma coisa que não gosto de ver. Começo a ficar enjoada.

Peter se levanta e limpa as mãos na calça.

- Temos que limpar isso. – ele diz. Retira uma garrafa de água presa na cela do cavalo e a abre. – Não se mecha. – ele avisa e se aproxima do meu rosto. Antes que eu percebesse, prendi a respiração. Droga, ele estava tão perto! Peter derrama um pouco de água em cima do corte na minha cabeça. Arde um pouco, e eu fecho os olhos com força para não reclamar.

- Pronto. Agora vamos voltar para casa. – ele diz se afastando.

- Não me diga que vamos voltar para Nova York. – comento ironicamente. Tento sentar, mas tudo começa a rodar novamente. Fecho os olhos e tento ignorar a tontura. Sem abri-los, faço esforço para me levantar sem cair, mas parece estar havendo um terremoto na minha cabeça e sinto que estou caindo novamente. Procuro algo para me apoiar e acabo cravando as unhas no braço de Peter, que me segura.

- Você está bem? – ele pergunta preocupado.

- Estou. – respondo. Mantenho os olhos fechados até que a tontura passe. Quando os abro, vejo que ele me encara com as sobrancelhas franzidas. – Eu estou bem. – insisto, dando um passo para trás e indo em direção a Baxter.

- Você não pode voltar sozinha cavalgando – diz Peter, pondo-se na minha frente.

- Você quer que eu volte andando? Belo plano. – eu respondo.

- Não, é muito longe. Eu te levo.

Dou uma risada nervosa.

- Como assim? No mesmo... cavalo? – eu falo, pasma. Minha voz sai tão baixa que nem tenho certeza de que ele ouviu.

Peter amarra Baxter em uma árvore depois monta em seu cavalo negro. Meu queixo quase cai de novo, porque ele faz isso com uma graça digna de cavaleiro. Ai meu Deus... Ele oferece uma mão para mim.

- Vamos, Melanie, sua cabeça está sangrando de novo. – ele me apressa.

Pisco para tirar a visão do cavaleiro da minha cabeça e pego sua mão. Apoio meu pé e ele me puxa para cima. Literalmente caio sentada atrás dele. A altura do cavalo me faz ficar tonta de novo, e me sinto enjoada. Peter tem razão, eu não conseguiria voltar sozinha.

- Segure-se. – ele diz e começamos a andar. Eu não sei muito o que fazer, mas o medo de cair e a tontura me fazem abraçar a cintura de Peter. Começamos a andar mais rápido. A paisagem passando não me ajuda muito, então eu fecho os olhos e encosto a testa em suas costas.

Depois do que parecem segundos, nós paramos. Acho que acabei cochilando, porque Peter tem que me chamar para eu soltá-lo. Ele desce do cavalo e me segura (praticamente me carrega) para baixo. Quando meus pés tocam no chão, me inclino e vomito todo o meu almoço.

- Ai meu deus... – murmura Peter, segurando meu cabelo para trás.

- Estou bem. – eu falo quando não há mais nada para sair. E me sentia melhor mesmo. Só cansada. – Acho que vou dormir.

Vou andando devagar para dentro de casa. Minha vó aparece da cozinha e olha preocupada para meu corte na testa.

- Oh meu Deus, Melanie! O que aconteceu?

Tento me esquivar. Não gosto muito que fiquem babando demais em mim, me sufocando demais. Gosto de respirar fundo e me cuidar sozinha.

- Nada demais, eu só me bati. Vou dormir um pouco, ok? Eu dou um jeito no corte. – digo indo para a escada.

- Tem um kit de primeiros socorros embaixo da pia! – minha vó diz alto, para que eu escute.

Vou para o banheiro e lavo o rosto. Me olho no espelho e analiso o corte. Não é grande coisa, e já nem sangra muito. Acho o kit no armário embaixo da pia e pego um curativo. Enxugo e corte e o coloco. Pronto, sem drama, sem preocupação.

Vou para meu quarto e me jogo na cama. Assim que minha cabeça atinge o travesseiro, eu caio num sono profundo e sem sonhos. Eu nem estava tão cansada, mas meu corpo precisava de descanço.

Durmo por aproximadamente dois anos até minha barriga feroz me acordar. Como eu vomitei todo meu almoço, não há praticamente nada no meu estômago. Procuro o relógio do meu criado-mudo e vejo que são duas da manhã. Todos devem estar dormindo, então ninguém vai cozinhar para mim. Levanto-me da cama e saio do quarto. Desço as escadas nas pontas dos pés, para que, Deus me livre, ninguém acorde.

Chego à cozinha e fico sem saber o que fazer. O que eu esperava? Um pacote de Doritos e uma Coca gelada em cima da mesa? Abro os armários procurando algo tão bom quanto Doritos para comer, mas nada me parece tão apetitoso. Abro a geladeira, e a luz quase me deixa cega. Aparentemente, também não há nada tão... Ovos!

Ok, não é exatamente um lanche perfeito, mas eu estou morrendo de fome. Pego um ovo, molho de tomate (É, eu sei, esquisito. Mas minha barriga pensa por mim quando estou com fome.)e uma jarra de suco. Acho uma frigideira em um dos arm?rios e a posiciono em cima do fogão.

Analiso o ovo. Como diabos se quebra isso? Na televisão parece tão fácil... Bato-o na beirada da frigideira, mas ele nem sequer racha.Bato com mais força, e o ovo se espatifa na minha mão, derramando todo seu conteúdo.

- Ah, mas que merda! — praguejo, um pouco alto demais. Lavo minha mão na pia, ainda xingando, num tom mais baixo. Ótimo, agora além de arrumar algo para comer, vou ter que limpar a cozinha também. Xingo de novo e me procuro alguma coisa para limpar o chão.

Ele chegou como um fantasma.

- O que você está fazendo? — pergunta Peter, quase me matando do coração.

Notas finais
Então pessoal, é o seguinte: Eu não tenho o poder de controle sobre ninguém. Não vou mais me importar em pedir que comentem. Espero que leiam e que gostem, mas pelo visto pedir reviews não adianta. Também não vou fazer drama em dizer que vou desistir daqui.
Well, até o próximo :)