We're not friends
7 Capítulo 6
—Balada?
—Balada!
—Eles disseram onde é?
Perguntei.
—Sim, é perto.
Poucas quadras depois comecei a reconhecer os rostos das pessoas, Janaina sorriu para mim e eu sorri de volta, ela estava enroscada com algum garoto que eu não lembrava o nome, quando nos aproximamos ela disse com um tom de surpresa.
—Você veio!
—É.
—Ei Edu, chega ai!
Chamou algum garoto, enquanto entravamos no ambiente escuro e com uma batida alta, às poucos luzes coloridas foram aparecendo e outras pessoas também.
—Vamos beber alguma coisa!
Chamou Gabriel.
—Gabriel! Chega de bebidas por hoje, compre duas águas para nós dois, eu vou esperar ali – apontei para as poltronas.
—Tudo bem.
Ele respondeu em um tom irritado, mas o sorriso já estava em seu rosto.
E então o tempo passou, e com meia hora de espera decidi procurar Eduardo, mas foi Gabriel que não foi difícil de encontrar ele estava com um garoto e estavam quase se beijando, quando alguém o virou pelo ombro e lhe deu um soco na barriga, em poucos segundos ele já estava no chão e eu corri para o meio da briga, tinha que tirar Gabriel de lá, e não sabia onde estava Eduardo.
O outro homem que tinha agredido Gabriel se aproximava como se fosse socar o rosto dele, e então eu entrei bem no meio, e a mão do homem atingiu o meu rosto, a dor foi pior do que teria sido 20 tatuagens no rosto, e ia ficar roxo com certeza.
Consegui levantar Gabriel enquanto finalmente escutava Eduardo chamar os nossos nomes.
—O que aconteceu?
Ele gritou mais alto que a música.
—Não sei, vamos embora.
Eu gritei de volta, e ele ajudou a carregar Gabriel até que saímos da boate.
—Eu preciso de uma bebida.
Eu disse e Gabriel riu.
—Agora dá para me explicar o que aconteceu?
Gritou Eduardo nervoso.
—Eu estava com um cara, e então chegou esse outro cara que tem uma mão de chumbo e me socou na barriga, me chamando de vários nomes, só mais uma pessoa nesse mundo que não gosta de gays, ele te acertou?
Gabriel me perguntou.
—Sim, eu preciso de gelo.
Eduardo tocou no meu rosto e eu senti dor.
—É vamos arrumar gelo para você.
...
Depois de algumas doses de algo que tinha mais sabor de álcool do que de qualquer outra coisa, eu já quase não sentia dor e Gabriel dava gargalhadas de qualquer coisa.
—Vamos cara, você tem que tomar banho. Lua me ajuda aqui.
Levamos Gabriel para o banheiro e encostamos ele na parede debaixo do chuveiro.
—Segura ele que vou tirar a camiseta.
Eu disse para Eduardo, e ele fez.
—Sabe, eu só queria me divertir, eu peguei as aguas Lua, e então apareceu esse cara e ele disse que tinha me achado legal, nós conversamos um pouco e ele me chamou para dançar- sua voz tinha mudado e ele começou com os pequenos soluços de choro – eu estou olhando para o seu rosto agora e eu nunca quis que você levasse um soco, está marcado agora.
—Não tem problema, você faria o mesmo por mim, eu nem tentei entrar no meio, só queria te levantar.
Respondi, Eduardo escutava nossa conversa em silencio, Gabriel se enrolava ao tentar desabotoar as calças, então Eduardo afastou as mãos do amigo e desabotoou.
—Você consegue tomar banho?
Perguntei.
—Sim.
—Tudo bem, eu vou para o meu quarto, boa noite.
Dei um beijo em cada um e saí.
Fale com o autor