Eu não conseguia entender o porquê esse tipo de coisa acontecia, sentia que Gabriel já era um pouco traumatizado pelas coisas que tinham acontecidos com seus pais, então vinha essa onda de ódio gratuito de uma pessoa que nunca tinha visto ele na vida, ele nunca mereceria esse tipo de coisa.

Tirei minhas roupas e joguei em um canto do quarto, e tomei um banho tentando fazer com que a parte do meu rosto onde tinha levado um soco não doesse, vesti uma camiseta e me deitei.

01:00

—Lua, está dormindo?

Eduardo sussurrou me acordando, meus lençóis estavam no chão, acendi o abajur do lado da cama e a luz amarelada se espalhou pelo quarto.

—Oi, entra.

Chamei Eduardo e ele se sentou do outro lado da cama.

—É uma droga sabe, Gabriel está se sentindo tão culpado pelo seu rosto, e...

—Ele sabe que não tem culpa.

Me virei para pegar os lençóis do chão, quando me virei novamente Eduardo olhava para o meu corpo, quando seus olhos encontraram no meu eu disse.

— Qual é, isso não é sexy.

Disse constrangida, mas com um tom brincalhão, não estava com shorts de pijama.

— É sim.

Ele respondeu baixo.

— Você já me viu assim várias vezes.

— Eu nunca te vi assim Lua.

Ele me encarou e se aproximou, seus lábios encontrando os meus.

Foi um beijo lento, um beijo de descoberta, sua mão encontrou minha nuca e puxou meu cabelo, e então muita coisa invadiu minha mente.

— O que foi?

Ele perguntou quando eu me afastei.

— Eu não sei – eu respirei fundo – é que eu não me sinto bem, quero dizer não é você, o meu corpo, minha pele, eu sinto como se não merecesse esse tipo de beijo, esse tipo de toque.

— O que? Não entendo.

— Eduardo, olhe – eu instruo mostrando minha pele marcada – eu não tenho o corpo ideal, não sou o tipo que deixa os homens com vontades, eu não...

— Você não deixa os homens com vontades? O que você está falando! – Ele olhou nos meus olhos – se você visse o rosto daquele tatuador quando você tirou sua blusa, ou cada vez que ele tocou a sua pele, garota, ele com certeza sentiu alguma coisa. Você é linda, suas marcas são lindas, você é uma mulher linda, Lua e eu quero você.

Meus olhos estavam úmidos, e meu coração batia rápido.

— Lua me de sua mão – ele segurou minha mão e colocou no seu peito, em cima da sua nova tatuagem – você acha que não me faz sentir coisa, mas você consegue sentir aqui, você acha que não consegue faz os homens te desejar, mas você pode me sentir aqui – ele escorregou minha mão pela sua barriga até a sua calça.

E então ele me beijou de novo, e dessa vez eu deixei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.