We're not broken

4 Who’s Katerina Petrova


Notas iniciais
Olá pessoal, não sei se ainda tenho alguém que realmente lê o que eu escrevo, mas cá estou. Espero que gostem e desculpe a demora, faço faculdade, estava em estágio e entrei em um projeto de iniciação científica, então tô realmente sem tempo. Tinha pensado em deletar a fic, mas resolvi postar mais alguns capítulos e ver se o feedback melhora um pouco. Beijos!

Elijah e Katherine finalmente aterrissaram em Nova Orleans, após quase quatro horas de voo num absoluto silêncio. Ela não sentira vontade de falar ou sequer provoca-lo, limitou-se a três taças de champanhe e fechou-se na própria mente, conformando-se com o seu futuro próximo.

Assim que chegaram ao French Quarter, a vampira notou o clima tenso. Havia algumas pessoas servindo de seguranças as ruas próximas da casa Mikaelsons. Uns eram vampiros, ela pode observar os anéis do sol em seus dedos e os outros só podiam ser lobisomens.

― Vocês estão recrutando um exército? – ela perguntou lentamente, notando que Elijah estreitou os olhos no momento que ela concluiu o que falava.

― Podemos chamar desta maneira – ele concordou. – Estes são nossos vampiros do círculo de confiança e aqueles lobisomens... – Elijah fez uma pausa e pareceu ter de engolir seu próprio ego para continuar a falar. – Pertencem a matilha de Hayley.

― Quem? – Katherine indagou, enquanto sentia o carro sendo freado suavemente em frente a uma construção majestosamente grande. Havia um grande M metálico na parede.

― Você irá conhece-la – ele concluiu tranquilamente, descendo do carro e caminhando portão a dentro da propriedade.

A vampira o seguiu, prestando atenção a cada detalhe e sentindo-se ligeiramente desconfortável pelos olhares que recebia. Seria possível que todos ali soubessem que ela era uma duplicata?

Mais a frente, a propriedade abria-se em uma pequena praça descoberta, com bancos e mesas rústicos e três pessoas aguardavam ali. Um rapaz e duas moças. Uma delas levantou-se apressadamente, assim que colocou os olhos em Elijah e o abraçou carinhosamente, despertando a curiosidade de Katherine que manteve-se em silêncio.

Elijah cumprimentou minimamente os outros dois que aguardavam e virou-se para Katherine.

― Katherine, estes são Rebekah, Kol e Davina – ele apresentou.

Katherine poderia ter perdido o queixo naquele momento, se não tivesse as emoções tão bem controladas. Rebekah e Kol não eram nada parecidos com o que ela se lembrava, de fato, possuíam corpos diferentes, apesar de suas expressões mútuas de desprezo darem um ar mais familiar aos rostos estranhos.

― Surpresa? – Kol perguntou, era mais jovem do que em seu corpo Original, mas parecia não ter perdido seu senso de humor.

A vampira deu um passo a frente, de forma quase teatral e apoiou ambas as mãos na cintura.

― Quem diria que a família Mikaelson seria reduzida a isto. Vocês ainda se chamam de Originais? – ela zombou, notando um olhar infeliz da segunda mulher. Ela sequer conseguia lembrar do nome que Elijah havia dito, mas mesmo assim dirigiu-se a ela. – Eu entendo que estes dois ajudem Elijah e Klaus, mas você faz isto porque?

― Se Finn matar Klaus, meus amigos também morrem – ela explicou de má vontade.

― Oh, é claro. Uma bruxa envolvida em problemas de vampiros, clássico. Há quase duzentos anos eu tive uma amiga bruxa... – Katherine começou a divagar, mas seu momento foi suavemente interrompido pela presença intimidadora de Klaus.

Ela congelou instantaneamente e sentiu seus sentidos prepara-la para fugir. Aquela reação despertou um sorriso maldoso no rosto de Kol e Rebekah.

― Olá, Katherine – o híbrido cumprimentou, em uma varanda alta sobre as cabeças de todos os presentes. A entrada teatral de Klaus chamou a atenção de todos, mas o único que recusou-se a olhar para cima foi Elijah. – Espero que saiba que você ainda tem uma dívida comigo.

― Que será paga por eu ter vindo até aqui, ajuda-lo – ela enfrentou, mas sua voz soou pouco confiante.

O híbrido riu e desceu as escadas lentamente. Alcançou o meio-irmão mais velho e cochichou algo nos ouvidos de Elijah, que simplesmente gesticulou positivamente com a cabeça e desapareceu com um ruído baixo e uma rajada de ar frio.

― Veremos – disse ele, saboreando o cheiro do medo que emanava em ondas, mas aquele momento não durou muito. Ele virou-se para os outros e lhes lançou um olhar penetrante. – Temos a duplicata, quando faremos o feitiço?

― Poderíamos fazer agora... – Kol pretendia esclarecer algo, mas Davina o interrompeu.

― Ou poderíamos esperar o cometa, canalizar o poder dele e como bônus devolver Rebekah e Kol para seus corpos Originais.

O corpo que Rebekah habitava agitou-se por um segundo com aquela ideia. Não era particularmente talentosa com a magia, mal podia fazer um feitiço simples, tudo o que sabia era ser vampira e aquilo fazia falta nos últimos meses. Kol não demonstrou felicidade ou tristeza, mas Klaus pareceu ponderar.

― Teríamos mais chance se eles continuassem bruxos – ele falou.

Mas o momento de discussão foi interrompido quando Elijah retornou a pequena reunião, carregando um neném de profundos olhos azuis indecifráveis. O rosto da garotinha era sério, como se fosse capaz de estudar cada pessoa individualmente ali.

― Katerina, conheça minha sobrinha Hope Mikaelson – Elijah apresentou pomposamente, com seu orgulho pela família em erupção, massageando seu ego.

Katherine olhou para a neném, contemplando o quão semelhante era com Niklaus, mas havia um ou dois traços que não pertenciam ao pai. Hayley, o nome veio em sua mente, mas sem uma imagem de referência.

― Você tem uma filha linda, Klaus – ela elogiou, tratando de fixar seus olhos na pessoa mais perigosa dali. O híbrido. – Tomara que ela tenha puxado a mãe, seria realmente infeliz se ela ficasse paranoica feito o pai.

Elijah passou a criança para os braços de Rebekah e a negra os deixou a sós, levando Hope para os fundos, onde ela ficaria mais segura. Longe da exposição da rua e dos portões abertos da propriedade.

― Estávamos discutindo sobre quando o feitiço será feito – Kol lembrou, minimamente interessado.

― Acho que podemos discutir isto amanhã. Agora temos assuntos mais importantes para tratar, Katherine. Você e eu – Klaus informou, mostrando o caminho para Katherine com um aceno da cabeça. Katherine cruzou os braços e seguiu pelo caminho indicado, subindo as escadas e virando a última esquerda.

― Vocês acham que dará certo? – Elijah perguntou, ainda com os olhos fixos no caminho que o irmão e a duplicata seguiram.

― Se Finn não fizer nada para nos impedir – Davina esclareceu.

― Se Niklaus não matar Katherine – Kol zombou.

Elijah contraiu a mandíbula, infeliz com a brincadeira e saiu em direção ao carro que estivera dirigindo. Livrando-se das malas de Katherine rapidamente e seguindo para o Bayou em seguida.

― O que foi isso? – Davina perguntou, incapaz de deixar passar a expressão de descontentamento de Elijah. – E porque ela tem dois nomes?

― É uma longa história, love. O nome real dela é Katerina Petrova, Niklaus desejou matá-la para que ele pudesse se livrar do feitiço de Esther, que deixava seu lado lobisomem dormente, enquanto Elijah simplesmente a desejou. – as sobrancelhas de Davina elevaram-se em surpresa e, então Kol continuou maldosamente – E todos nós sabemos o quanto Elijah é incapaz de resistir a uma garota em perigo.

― Mas por que ela estaria em perigo? Klaus já conseguiu o que queria, não? – ela indagou, realmente desejando saber mais sobre aquela mulher.

― Oh, é claro. Quinhentos anos depois, quando uma nova dopplegänger nasceu. Katerina ou Katherine fugiu do lugar onde Klaus a mantinha e deu um jeito de se transformar em vampira. De modo que ele não poderia usar seu sangue para desfazer a maldição e criar mais híbridos, ela o traiu. Sabe como meu irmão bastardo reage a traição.

― E Elijah? Ele não parece amá-la tanto quanto você diz.

Kol riu baixo, como se debochasse dos sentimentos de Elijah.

― Meu nobre irmão mais velho havia dado um jeito. Ela sobreviveria ao ritual se tivesse confiado em Elijah, mas não o fez. Também o traiu. Por outro lado, você sabe como Elijah despreza mentiras.