We're not broken

5 Not sure how to feel about it


Notas iniciais
Olá para quem quer que esteja lendo e muito obrigada. Resolvi continuar a fic, espero receber comentários (realmente espero) até postar o próximo capítulo. Quero saber a opinião de vocês! O que vocês querem ver nos próximos? Beijos!

Alguns dias tinham se passado desde quando Hayley deixara Hope com Klaus. Eles tentavam da melhor forma possível dividir as responsabilidades com a criança, apesar de a híbrida suspeitar que o trabalho braçal sobrava para os irmãos de Klaus.

Sua mente forçou uma reflexão naquela frase e não demorou muito para que um nome em particular se destacasse. Elijah. Ela lembrou-se do dia de seu casamento, quando ele tentou dizer algo e ela o impediu.

― Hayley? – ela ouviu a voz grave de Jackson chamá-la e despertou brevemente de seus devaneios com o vampiro Original.

Pegou sua bolsa e a preencheu com objetos aleatórios, decidida que deveria visitar a filha. Corriam boatos entre os lobos que um novo ser sobrenatural havia chegado em nova Orleans e se hospedava com os Mikaelson. Talvez aquilo não fosse seguro para Hope.

― Onde você vai? – ele perguntou, analisando os movimentos apressados e desajeitados de sua esposa.

―Para o Quarter. Preciso ver se Hope está segura – ela explicou, passando por ele rapidamente.

Seus passos foram interrompidos bruscamente pelo aperto de Jackson em seu braço, agora que compartilhavam a forca sobrenatural de um hibrido era difícil de se esquivar dele.

― Não, você não vai.

Ela virou o corpo na direção do lobisomem, encarando-o firmemente, em desafio.

― Não tente me controlar Jack. Ela é minha filha. Você não ouviu os boatos?

― Ouvi. E meus lobos que ficam de prontidão para Klaus também. Eles dizem ser só outro vampiro, Hayley.

― Um vampiro que não conhecemos, não vou correr esse risco – ela finalizou, puxando seu braço e livrando-se das mãos de Jackson, mas quando fez menção de continuar seu caminho, ele surgiu em sua frente.

― Escuta, Hayley. Nós temos que começar a confiar um no outro, para isso estamos casados. Finn está lá fora, pronto pra atacar e você é o elo entre os Mikaelson e os lobisomens que ele acabou de perder.

― Você quer dizer que eu sou a fraqueza dessa união entre vampiros e lobisomens? – ela concluiu, realmente ofendida. – Sai da minha frente, Jackson, ou eu arrasto você para fora.

Aquele não era o rumo de conversa que o lobisomem desejava, não queria começar uma briga com Hayley, então Jackson abriu os braços em rendição e afastou-se dando passo para o lado, liberando a passagem.

Ela não hesitou em deixa-lo para trás.

×××

Assim que chegou à casa dos Mikaelson, Hayley ouviu o doce ressoar de uma gargalhada infantil. Aquilo aqueceu seu coração, ouvir a felicidade da filha era a melhor coisa que acontecera em seu dia.

― Boa tarde – ela quase estremeceu ao ouvir a voz de Elijah. O som suave veio de suas costas e então ela virou para encontra-lo. E como sentia saudades.

Só quando sentiu-se magoada com Jackson pode notar a falta que Elijah fazia para ela. Sentiu vontade de abraçá-lo, mas soube que aquela não era mais a intimidade que partilhavam.

― Onde está Hope? – ela perguntou diretamente, temendo não ser forte o suficiente para encará-lo

― Com Niklaus, lá dentro. Você sabe o caminho – o tom dele era de uma gentil despedida, Elijah virou as costas a Hayley e caminhou para a saída da mansão, lentamente, como se todos os seus mil anos tivessem lhe tirado a pressa.

― Elijah? – ela chamou, sua voz soou um pouco instável, mas não podia deixá-lo partir novamente. Seis meses depois, estava finalmente pronta para o que quer que fosse que o vampiro precisasse falar. Ele parou e aguardou que ela continuasse a falar. – Na noite do meu casamento... você ia me dizer algo.

Ela notou a profunda inspiração do vampiro.

― Você é feliz? Com ele?

― Sim — ela respondeu a verdade, depois de um momento de hesitação que não passou despercebido pelo original.

Ele virou para ela finalmente e se aproximou, seus olhos castanhos eram um mar de emoções que ele conseguia manter afastadas de seu rosto com certa decência.

― Então não há nada que eu possa dizer – ele falou e baixou a cabeça no segundo seguinte, olhando para sua esquerda.

― Eu preciso saber – ela pediu e tocou-lhe o rosto, para que pudesse voltar a olha-lo nos olhos. – Eu preciso saber que não imaginei tudo o que pensei saber sobre você.

― Eu não pretendo ficar entre você e sua felicidade, Hayley — ele esquivou-se com destreza – Não pretendo confundir seus sentimentos por Jackson.

― Elijah, você não precisa me proteger o tempo inteiro.

Ele ouviu passos, caminhando próximos demais e reconheceu o som que o salto alto costumava fazer. Rebekah e Davina não tinha o hábito de ouvir por trás das portas, o que o levou a rápida conclusão de quem o faria. Ele afastou seu rosto das mãos suaves de Hayley e olhou na direção do som, o local estava aparentemente vazio.

― Katherine, gostaria de ter o prazer de conhecer a mãe de Hope?

A vampira saiu das sombras com um ar sábio e ao mesmo tempo debochado.

― Hayley, esta é a dopplegänger que irá nos ajudar a derrotar Finn.

As duas pareceram se analisar rapidamente para em seguida concluírem que jamais simpatizariam uma com a outra. Hayley elevou uma sobrancelha, bem como o seu queixo, numa expressão de superioridade

― Então você é a rainha dos cachorros? – Katherine ironizou.

― Lobisomens – Hayley corrigiu. – E você é o novo ingrediente das bruxas?

― Se quiser chamar assim – Katherine deu de ombros e continuou sarcasticamente – Também pode me conhecer pelo meu relacionamento trágico com um original em particular. – Neste momento, ela deslocou seus olhos para Elijah, deixando implícita a ideia de que era dele que se referia.

Katherine notou que Hayley ficara surpresa com a novidade, ao passo que Elijah pareceu não compartilhar o espanto sua atitude quase possessiva.

―Vou buscar minha filha.

Katherine observou Hayley entrar em um dos cômodos da casa em silêncio e após a híbrida desaparecer do seu campo de visão, ela seguiu Elijah pelas escadas em direção aos quartos.

― Vai continuar brincando de ser minha sombra? – ele perguntou, incomodado, quando chegou a porta de seu quarto e a mulher ainda não tinha desistido de segui-lo.

― Você a ama, não é? – Disse ela, mas ao contrário do que Elijah esperava não havia zombaria no tom de Katherine ou qualquer tipo de segunda intenção. – E desistiu de tê-la pelo bem maior da família.

― Katerina, não me analise – ele pediu entrando no aposento. Retirou o paletó que usava e sentou em sua cama, apoiando os cotovelos nos joelhos

― Eu sei que não somos amigos ou qualquer coisa próxima a isto, mas você pode conversar comigo, Elijah. – ele a olhou neste momento, estudando a proposta antes de fazer um gesto afirmativo mínimo – Então vou perguntar de novo. Você a ama?

― Eu amei – ele confessou e por mais que Katherine negasse, ouvir o verbo no passado massageou seu ego, mas ela não sorriu, não demonstrou, apenas ouviu. –Quando a vejo em minha frente, sei exatamente o que devo fazer e o que desejo fazer, sei que ela pertence a outro e sei que o que senti pode ainda ser algo não concluído, – ele a olhava de uma forma intensa naquele momento e Katherine sentiu-se confusa por uns segundos, até que ele desfez a pequena pausa que estivera fazendo e continuou. – Depois de tantos anos... dividido entre séculos de um sentimento que escolhi nutrir e dias de uma convivência que me faz perceber o quão ingênuo fui.

― Elijah... – Ela sussurrou, incerta sobre o que acabara de ouvir. Ele falava sobre Hayley ou sobre ela mesma? Não, não podia ser.

Ela manteve seus olhos nele, ao passo que ele evitou olhá-la. Era esperta demais para se deixar levar por um discurso como aquele. Era mais do que óbvio que Elijah referia-se a Hayley e ela estava confundindo as coisas. Sempre foi assim, seu desejo de sentir-se amada por vezes sobrepujava sua inteligência.

― Elijah você não vai acreditar no que Hope fez... – A voz estridente de Rebekah despertou Katherine de seus devaneios, a fez dar um pulo de susto e corar levemente as bochechas. Os olhos da irmã original correram de Elijah para Katherine, em dúvida. O que ela estava fazendo sozinha no quarto de seu irmão mais velho? Pelo menos estavam vestidos e distantes um do outro. Certo, aquilo não poderia ser suspeito.

Elijah levantou-se com um sorriso amável no rosto e a seguiu para o cômodo onde estavam com Hope, deixando Katherine a sós com suas lembranças do passado.

"Eu não acredito em amor, Katerina", ela ouviu a voz de Elijah ecoar em sua lembrança. Como pode ter gostado de Klaus? Era mesmo uma coisinha ingênua. Ele estivera lá para ela, sempre.

― Oh meu deus...- Ela arfou um sussurro, recostando- se sobre a parede e compreendendo toda a hostilidade gratuita de Elijah, desde o primeiro dia. Deslizou lentamente e sentou-se no chão.