We're All Heroes

2 Irmãs são para essas coisas


Notas iniciais
Hey! Segundo capítulo saindo! Espero que gostem ♥ Boa leitura :)

JULIANA

Ótimo. Isso é realmente uma maravilha. Como se eu já não tivesse problemas o suficiente. Não consigo acreditar que Quíron enviou um novato para o colégio Fishesprow. Ruim? Você não viu nada. Nesse colégio não há um ou dois semideuses nele, há quatro, contando comigo cinco. Dá pra imaginar quantos monstros estamos atraindo apenas com nossa simples presença? Mas espere! Essa não é a pior parte. Uma dessas quatro garotas é a minha irmã que perdeu a memória! Isso não é uma maravilha?

Consegui manipular a Névoa e agora pensam que eu estudo aqui. Só espero que não haja nenhum professor/colega (lê-se monstro) rondando pelos corredores, só esperando o ridículo do Thomas se descuidar, o que não parece ser difícil. Quero dizer, é só olhar pra ele ever que ele não é capaz de cuidar de quatro semideusas que não sabem usar qualquer tipo de arma. Talvez minha irmã se lembre, mas só vendo para saber.

Andei pelos corredores procurando minha irmã e por um momento consegui vê-la, mas logo depois ela desapareceu no meio da multidão.

Fiquei aborrecida. Eu precisava achá-la antes que alguma coisa acontecesse. Dei meia volta e resolvi procurar Thomas. Se alguém me devia explicações, esse alguém era ele. Eu tinha visto que o sinal a já iria tocar em alguns minutos, e a diretora fez um chamado para os alunos novos. Eu não iria para lá, mas vi Thomas ao lado de uma garota com cabelos um pouco mais escuros que os meus, e percebi que se dirigiam à diretoria.

Esperei meio escondida Thomas entregar a garota, que descobri que se chamava Giu por conta do descuido enorme de Thomas, que quase me fez ir até ele e gritar para ele escrever na testa logo "EU SEI QUEM VOCÊ É, SEMIDEUS". Se eu fosse dar uma nota para sátiros, eu daria a menor para ele.

Ele já ia dar meia volta, mas o cutuquei.

– Ju-juliana o quê você está fazendo aqui?

– O que eu estou fazendo aqui? — eu disse, irritada — estou tentando achar minha irmã e ajudá-la, porque eu DUVIDO que você consiga cuidar de quatro semideusas de uma vez. — e disse para mim mesma — Quìron é louco.

Ele pareceu meio ofendido.

– Ei! Grover também não foi o melhor sátiro no começo e olha onde ele está agora!

– Ah, Thomas, não ouse falar de Grover. Agora, onde minha irmã está?

– Você sabe que ela não se lembra de nada, não é? — ele disse, levantando uma sobrancelha, me deixando mais brava do que antes. É claro que eu sabia! Era exatamente por esse motivo que eu estava ali. Ela precisa de mim. Acho que Thomas percebeu que eu estava prestes a bater nele, porque continuou a falar — ela está lá dentro.

Olhei para a porta da diretoria. Tão perto...

– Juliana, você falou com o Quíron? Sabe que estamos nos preparando para os romanos, por que você não está lá? Precisamos da maior ajuda possível.

Foi a gota d'água.

– Olha aqui, seu babaca, tem muita coisa acontecendo, os sete estão com problemas demais, o Acampamento está com problemas, o mundo está com problemas, mas se eu não estivesse aqui você não conseguiria aguentar nem defender um semideus que dirá quatro! Eu estou aqui pela minha irmã, ela é extremamente importante, e você provavelmente nunca vai entender isso — eu cada vez falava mais alto, e percebi que estava prestes a chorar. Qual era o meu problema? Eu era uma guerreira. Não uma menininha chorona. Respirei fundo e saí, sem deixar chances de Thomas falar mais alguma coisa.

Depois disso, fiquei meio desamparada, até a hora do intervalo.

Fiquei algum tempo no banheiro tentando bolar um plano que conseguisse levar todas as garotas para o Acampamento sem problemas. Mas, é claro, eu precisava de Thomas para dizer se havia algum monstro com que nos preocuparmos ali. Saí do banheiro nervosa, mas mais calma.

O sinal tocou e em poucos segundos, o corredor se encheu de adolescentes. Minha irmã poderia estar ali. Corri pelos corredores para conseguir chegar na cantina, mas acabei me esbarrando em uma professora. Pelo menos achei que era uma professora. Ela me observou com um olhar severo, de uma professora, mas parecia me analisar como se eu fosse um objeto muito interessante que ela estivesse estudando, o que me deu calafrios. Seria ela um monstro disfarçado? Saí correndo dali, antes que ela fizesse mais alguma coisa.

Avistei Thomas ao lado de Giu. Então vi minha irmã os seguindo e corri atrás deles. Quando estava relativamente perto, parei. E se Mafê se assustasse? Ela nem lembrava de mim. Eles se sentaram numa mesa com algumas garotas e vi os biscoitos da sorte. Era a minha deixa.

GABI

– E por que não dariam sorte? — eu disse, sorridente. Eu amava biscoitos da sorte. Eles eram doces e traziam conselhos para você! Existia coisa melhor? — Acho que você só está triste, parece com fome? Quer um biscoito?

Ela fez uma careta e negou. Mas que menina! Não custava pegar um? Ela parecia estar meio desiquilibrada. Thomas se remexeu na cadeira.

– Então... Juliana, quer se sentar? — ele perguntou, parecendo cada vez mais nervoso.

– Tudo bem — ela disse, sentando-se na ponta da mesa. Uau, depois de tantos anos, nossa mesa finalmente estava cheia. — Você pode me apresentar sua amigas?

Aproveitei sua pergunta. Eu adorava me apresentar. Dei um pulinho na cadeira.

– Eu sou a Gabi — balancei minha cabeça, fazendo minhas mechas coloridas ondularem nos meus ombros. — aquela é a Isabella, e ali está a Júlia. Essa aqui é a Giu e a menina ao lado dela é a Mafê.

Ao ouvir seu nome, Mafê levantou o rosto e seu olhar pareceu encontrar o de Juliana momentaneamente, mas ela logo o desviou para seu livro. Qual era o problema daquela garota?

– Isa recebeu uma sorte esquisita hoje — Júlia comentou, enquanto recolhia os papéis de biscoito da sorte. — talvez você tenha razão, Ju. — ela disse, olhando para Juliana — Posso te chamar de Ju, né?

– Hm, pode. Posso ver essa sorte?

Isa pareceu ficar mais nervosa que Thomas, que no momento estava picando o guardanapo da cantina.

– Eu... — ela hesitou — joguei fora. E não era esquisita, deveria ser só algum problema de fabricação.

– Eu tenho que discordar. — Juliana disse, mordendo seu lábio inferior.

– Juliana... — Thomas disse, parecendo cada vez mais nervoso — Preciso falar com você. Agora.

Notas finais
Eeentão tudo bem, o cap não tá assim uma Brastemp mas espero que tenham gostado (: Reviews? Beijos, -M