Well, You Just Cant Tell
40 Cap. 40 – Dazed and Confused
Notas iniciais
O título é da música do Led por que eu não tive criatividade e paciência pra pensar em algo mais original.
Ahh, e muitíssimo obrigado por todos os reviews. Vi também que recebi mais recomendações. Vocês são uns amores! Eu amo vocês, sério.
Boa leitura!
PDV Michelle
Ouvi o canto de pássaros em meus ouvidos. Virei meu corpo para o outro lado me deparando com a janela aberta, apenas o vidro fechado devido ao ar frio do inverno que havia lá fora. O sol batia em meus olhos de um modo confortável, que me dava vontade de voltar a fechar os olhos e dormir. Bocejei levemente, procurando por Bill no quarto. Nada dele. Continuei na cama, estava muito cansada para levantar. Ouvi passos em direção a minha porta e um forte delicioso cheiro de mel. Sentei-me ao ouvir o barulho da porta se abrindo.
- Mi? Como você está se sentindo? – ele perguntou ao me ver, preocupado.
- Bem... Desculpa por ontem... Você não precisava ter visto aquilo.
- Não precisa se desculpar... Fiz waffles para você... – disse estendendo o prato para mim. Dei um sorriso leve.
- Obrigado Bill... Não precisava. – falei encarando o prato. Parecia realmente delicioso com aquele mel escorrendo por entre os buracos do waffle – Você sabe que eu amo waffles com mel.
- Sei, acho que sei praticamente tudo sobre você. Eu só não sabia que você tinha ataques de pânico...
- Como você desco... – não consegui terminar a frase.
- Não é muito difícil adivinhar o que era aquilo, não é? Mas por via das dúvidas, eu li a bula do remédio que você tomou ontem.
- Faz mais de dois anos que não tenho esse “pequeno” problema.
- Acho que devo desculpas... Não sei... Te deixei nervosa.
- Não... Não foi o fato de você me falar que... Enfim... Não foi exatamente isso.
- O que foi então? – perguntou parando como uma estatua, com os olhos bem abertos me encarando sem credibilidade alguma.
- Pois é, não tenho certeza...
- Como não... Eu vou continuar me sentindo culpado mesmo assim.
- William! Eu estou falando a verdade. Vamos, diz de novo...
- O que?
- Aquelas três palavras que você acha que causou tudo isso.
- Não...
- Por favor, eu quero te mostrar que não é sua culpa. – ele resistiu – Bill!
- Tudo bem... Eu te amo. – revirei os olhos.
- Não fala como se estivesse prestes a levar um tiro no meio da cabeça. Fala como você me falou ontem. Me faz acreditar no que você sente... – ele respirou fundo, fechou os olhos e os abriu outra vez, olhando bem em meus olhos.
- Eu sei que vou me arrepender depois.
- Por favor...
- Eu te amo... – fechei meus olhos, uma dor em meu peito, mas uma dor boa, não sabia como explicar.
- Outra vez... – ele segurou minha mão.
- Eu te amo Michelle, mais do que tudo... – respirei fundo. Meu coração começou a acelerar. Merda. – Viu?! – ele falou com receio, me entregando o copo de água que ele havia trazido junto com os waffles.
- Não, não é sua culpa. Fala outra vez!
- Não! Chega! Você acha que isso não me machuca também?
- Bill... Acredita, não foi isso.
- Ah é? Então explica.
- Eu... Não sei... Mas não foi.
- Michelle, come o waffle, está esfriando.
- Tá, mas não foi isso.
- Tá, tá... Come. – ele cortou o assunto. Acho que realmente eu estava brincando com os sentimentos dele enquanto pedia para ele repetir que me amava. Como eu estava sendo idiota, pra variar. Comi em silêncio aquele prato de waffles enquanto tentava descobrir o real motivo do meu transtorno.
Terminei meu prato e Bill o pegou, descendo as escadas para levar até a cozinha. Eu continuei sentada em minha cama pensando e pensando e pensando. Bill. Ele havia mexido comigo, até mais além do que deveria. Mas isto não estava certo. Ou estava? Aquele fora o motivo de meu ataque. Bill, Jeff, as pessoas mais importantes da minha vida. Se eu ficasse com um, provavelmente perderia o outro. Isso que estava me matando agora. Ou também poderia ser o medo de perdê-lo, devido às lembranças de Jeffrey, que havia me deixado.
Ouvi os passos de Bill novamente até minha porta, entrando no quarto. Eu o encarei e ele me encarou.
- Desculpa por estar te botando nessa situação... – falei.
- Já disse, não precisa se desculpar. A culpa foi minha.
- Estou falando sobre tudo...
- Ah... Tudo bem. Eu também teria que te pedir desculpas.
- Acho que estamos ambos desculpados? – ele apenas sorriu para mim, sentando ao meu lado, passando o braço pelos meus ombros.
- Claro, se você nunca mais me der um susto desses, tudo bem. – falou com suas covinhas aparecendo.
- Vou me esforçar... – falei sorrindo por ver seu sorriso com aquelas covinhas tão fofas. Ele era lindo. Ele me apertou contra seu peito despido, e assim ficamos praticamente toda manhã e tarde.
Algumas semanas se passaram. Apesar de nossa amizade parecer a mesma, havia algo diferente. Não era ele que estava diferente, mas eu que estava. Bill continuara incrível comigo como sempre foi. Mas eu já não conseguia olhar para ele da mesma forma, era estranho, algo que não havia acontecido com Jeff. Tive mais alguns ataques de pânico durante os dias da semana, mas nada tão forte como o primeiro depois de dois anos.
Bill estava me deixando atordoada e confusa.
Notas finais
Enfim, esse capítulo e cheio de nhé nhé nhé, desculpa pra lá e pra cá. Até pensei em apagar e fazer outro, mas estou realmente sem tempo, então me desculpem por postar essa porcaria. Sério. kk
Vou esperar os reviews me xingando kkk
Bjos ♥
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