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7 Parte 7 - Sentimento de vingança


Notas iniciais
Então pessoal, mais um capítulo! Vocês notaram a mudança lá em cima? Isso mesmo! A partir de agora, começa a nova fase da história, em que as coisas se tornam mais claras. Nesse capítulo, muitas informações da parte 6 vão se completar. Aproveitem e não se esqueçam de comentar - principalmente se acharem que falta alguma coisa! Beijos, Giovanna ;)

Lembranças doces

“Ele sorria para mim. Um sorriso que ele nunca tinha mostrado a ninguém. No sol, seu cabelo longo parecia brilhar, em um tom de loiro escuro. Sebastian... Ele parecia tão feliz, e me olhava profundamente.

– Como você acha que vai ser o futuro? – Ele me perguntou encarando a paisagem.

Estávamos em um tipo de vagão de trem de carga, esse tipo de viagem parecia ser comum.

– Eu não sei dizer, você sabe, as coisas estão sempre mudando... – Respondi, mas não era a minha voz.

– Sempre com uma frase inspiradora... – Ele sorriu.

– Isso ou eu não seria Helena!

Começamos a rir e então... Ele me beijou. Breve e intensamente.

Ele me amava, a mesma voz parecia sussurrar no meu ouvido. E eu o amava também.”

Minha cabeça doía. Parecia que tinha levado uma pancada forte. A casa em chamas, as criaturas e...

– Mãe! – Gritei inconscientemente.

Minha respiração ofegava e suava frio. Olhei em volta, estava em um tipo de quarto de hospital, com um líquido rosa conectado à minha veia.

– É melhor descansar um pouco.

Virei na direção de uma mulher que estava na porta do quarto. O cabelo incrivelmente azul ia até a cintura.

– Quem é você? – Perguntei limpando o suor do rosto.

Ela se aproximou, parando do lado da cama.

– Celestia Bonnet, vice-comandante do Segundo Esquadrão da MAPS.

MAPS... O grupo que supostamente meu pai criou...

– Você é da MAPS? Onde está minha mãe? – Foi a primeira coisa que me veio a cabeça.

Ela suspirou me encarando de modo sério.

– Ela foi levada pelas criaturas. – Respondeu diretamente – Mas se eles não a mataram antes, não vão fazer isso agora.

Senti uma dor no meu peito. Não bastavam destruir minha casa, matar meu pai e minha irmã, eles tinham que fazer questão de apagar a última chama de esperança em mim. Malditas criaturas, a mesma voz do meu sonho ecoou de novo.

Encarei Celestia. Ela apontou para o meu pulso, onde o bracelete brilhava como se estivesse vivo.

– Esse bracelete pertencia a Helena Allen.

Helena... O mesmo nome do meu sonho...

– Quem era ela? – Perguntei, mas de algum modo, já sabia a resposta.

– Nossa antiga vice-comandante.

Respostas claras

– O outro mundo é sonho de qualquer cientista. Tudo que a ciência conhece aqui não é nem comparado ao que existe lá. O que permite que nós da MAPS possamos lutar de igual para igual com as criaturas, são os braceletes. Tecnologia cem por cento do outro mundo.

Analisei meu bracelete por um tempo. Dentro dele, o líquido roxo se movimentava cada vez mais rápido.

– Quando um de nós recebe um desses, ele precisa estar em perfeita harmonia para fazer funcionar. Exige muito treinamento. O bracelete se conecta não só ao corpo, mas a mente do usuário.

– Helena... Ela arrancou do próprio braço e me deu...

–E é aí que vem o problema. – Celestia fez uma pausa breve — Quando Helena te deu o bracelete, ele ainda estava conectado a ela.

Nesse momento todas as respostas vieram claramente. O sentimento de morrer, o desespero...

– Eu estava conectada a Helena quando ela morreu. – Falei quase num sussurro.

– Está certa. Muito provavelmente você ainda está conectada a ela. Isso significa que as lembranças dela podem estar na sua mente. – Ela disse por fim.

Arya, a voz disse de novo, você ainda está conectada a mim.

– Então é isso? Eles levaram minha mãe, acabaram com a minha casa e agora as memórias da sua antiga vice-comandante estão na minha cabeça?! – Desabafei – E a propósito, onde estou?!

– Você está na nossa base principal, Arya. Liverpool, a base que seu pai construiu.

Era confusão demais para um único dia. Tinha vontade de gritar.

– Onde está Sebastian? Quero falar com ele. – Disse decidida.

Ela não respondeu. Mas tinha certeza de ver tristeza em seus olhos verdes.