Welcome to High School
6 1x06: Procurando por respostas
Layla acordou desconfortável. Estava tudo escuro, seu quarto não costumava ser escuro desse jeito. Foi então que ela levantou e olhou ao redor. Algo estava errado, ela não estava em seu quarto. Ela olha para a cama e percebe que era apenas um colchonete. O desespero chega. Não estava em sua casa definitivamente, ela tentou se lembrar do que acontecera na noite passada mas só conseguia lembrar que estava indo a casa de Vic. Uma luz se acende e ela percebe que estava em uma cela de prisão.
–Aonde estou? — grita ela desesperada.
Na parede de sua cela ela lê as palavras escritas com sangue: Bom dia Layla, em breve, você fará companhia a Lorelai, no inferno. Layla grita.
– NO DIA SEGUINTE -
O sinal toca e Tony se dirige até o refeitório. Em sua mesa, estavam David e Vic.
–Vocês viram a Layla? — pergunta Vic.
–Não há vejo desde ontem — diz David — ela está meio paranóica.
–Uma hora um de nós ia ficar — diz Vic.
–David, depois da aula você pode ir comigo no endereço que Mila achou? — pergunta Tony.
–Qualquer coisa pela investigação.
–Eu vou na casa de Layla — diz Vic — quero saber porque ela faltou hoje.
–Eu queria perguntar uma coisa muito importante — diz David.
–Fale então — diz Tony.
–Vocês já transaram?
Tony se engasgou com a comida.
–Isso é pergunta que se faça? — diz Tony.
–Eu sou amigo que vocês e quero saber, vocês sabem que sou curioso. Contem logo!
–Ainda não — diz Vic — estamos esperando à hora certa.
–Sério? Eu esperava mais de você Vic.
–Eu tenho que ir — diz Tony — treino de futebol agora e depois David, iremos investigar.
–Eu vou ver a Layla — diz Vic.
Ela beija Tony e David faz sinal de que vai vomitar.
–Casalzinho muito doce me irrita.
–Você e o Troy são o que? — diz Tony.
–Calado!
***
Vic vai até a casa de Layla e bate na porta. Ninguém atende, ela tenta novamente, mas fracassa. Vic dá a volta e percebe que a porta dos fundos estava aberta.
–Estranho — diz ela.
Ela entra pela cozinha.
–Layla está em casa? Vim ver porque você faltou a aula hoje.
Mas não tem nenhuma resposta. Ela sobe as escadas para ver se a amiga estava dormindo, mas o quarto dela estava intacto. Até que ela percebe uma coisa diferente. Na cama de Layla tinha um cartão.
–Não, por favor que não seja o que eu estou pensando.
Mas infelizmente era. Um cartão do serial killer, e estava escrito: Layla é minha agora, se vocês não acharem ela até amanhã, eu a mato.
***
No treino de futebol, Tony da o melhor de si, ele jogava como atacante. Fez dois gols em uma partida. O treinador chamou ele pra conversar logo após o treino.
–Você é bom menino — disse ele.
–Eu treinava na minha outra escola.
–Quem sabe um dia você não vire capitão do time.
Era o que ele mais queria. Mas Rick, que era o capitão do time ouviu e não ficou nada feliz com isso.
***
Mila estava na biblioteca quando sua amiga Carol chega.
–O que está acontecendo? — diz Carol.
–Eu não entendi, ta rolando alguma fofoca nova que eu não sei?
–Mila não se faça de tonta! Porque você está andando com eles?
–Eles?
–Sim, David, Vic, Tony, Layla. Você sabe muito bem o que eles fizeram com Lorelai.
–Carol, não foram eles que mataram ela, eles estão tentando ajudar a achar o assassino.
–E você acreditou nele? Lembre-se que mais duas pessoas dessa escola foram mortas. E eram todas amigas de Layla. Quer ser a próxima?
–Eu acho que eu já sou bem grandinha pra fazer minhas próprias vontades. Estou do lado de quem quer justiça pela morte da minha amiga.
Mila se levanta e Carol completa:
–Se você continuar com eles, está expulsa de todos os grupos.
–Então... adeus.
***
–Como assim sequestrada? — diz Tony ao telefone com Vic.
–Ela não está em casa, e eu achei um bilhete no quarto dela do serial killer — dizia Vic desesperada.
–Estou indo com David no endereço que Mila me deu, tenta ficar calma, vamos achar ela.
Tony desliga. David dirigia até uma parte mais deserta da cidade.
–Como assim Layla sumiu? — diz David.
–Vic achou um bilhete na casa dela dizendo que Layla está com o assassino e que ele vai matá-la se não descobrirmos onde ela está.
–Espero que nesse endereço tenha algo que nos ajude.
–Não podemos perder Layla.
Após algum tempo de viagem, eles param em frente ao endereço. Era uma casa bem antiga e toda ferrada.
–Santo GPS — diz David.
–Será que Layla está aqui?
–Acho que não, ele não seria tão burro de escondê-la em um lugar que nós já sabemos.
Eles entram pelo quintal e Tony arromba a porta velha que acaba quebrando. Dentro da casa não tinha nenhum móvel. Era tudo cheio de teias de aranha.
–Ás vezes me sinto num filme de terror com toda essa história de morte — diz David.
–Vamos nos separar, você olha o sótão e eu o porão.
–E mais um elemento típico de filme de terror.
Tony desce as escadas que levava até o porão e acende uma luz. Lá ele se surpreendeu, pois havia facas de todos os estilos. Grandes, pequenas, médias, com serra e sem. Uma coleção.
–Aqui deve ser o covil do assassino.
Ele ouviu passos e quando virou era David.
–Que louco, achamos o quartel general do psicopata! — diz ele.
–Menos, precisamos ver se achamos pistas de onde Layla está. Acho que esse não é o único lugar onde o assassino se esconde.
–Você já pensou em virar detetive?
–David isso é sério.
–Desculpa, sem piadinhas.
–É quase como se o serial killer tivesse nos dado esse endereço de graça.
Até que ele viu o celular. Perto de uma mesa onde tinha facas pequenas tinha um iphone 5.
–Será que é dele? — diz David.
–É o que nós vamos descobrir.
***
Na casa de Vic, Mila trabalhava.
–Vocês querem que eu faça o que? — diz ela.
–Que tente achar as últimas ligações desse número e rastrear de onde veio — diz Tony — precisamos achar Layla.
–Ela pode morrer — completa Vic.
–Me dê uma hora — diz Mila já começando a trabalhar no celular.
Na cozinha, David teve que perguntar.
–Vocês confiam nela?
–Temos que confiar — diz Vic — só Deus sabe onde ela pode estar agora e o que esse maluco pode estar fazendo com ela.
–Mila tem nos ajudado muito nesses últimos dias — diz Tony — eu decidi confiar.
Mesmo assim David desconfiava dela.
–Eu vou indo, se tiverem notícias dela me avisem.
***
–E vocês vão encontrá-la não vão? — diz Troy.
–Eu espero que sim — diz David — precisamos encontrar Layla se não, ela pode acabar morta.
–Não fala isso. Se Mila está ajudando então ela vai descobrir onde ela está.
–Você é tão fofo quando é otimista.
David o beija. Eles estavam na casa de Troy. Troy segura David no colo e o coloca na cama. Troy fica por cima fazendo movimentos excitantes. David percorre a mão por todo o corpo de Troy e depois beija o pescoço dele, Troy solta um leve gemido e David arranha suas costas. Até que o barulho de uma porta batendo estraga o clima.
–Meus pais chegaram! — diz Troy.
–E qual o problema?
–Eles não sabem que sou gay! Se esconda no guarda roupa, rápido!
David não queria acreditar que isso estava acontecendo. Ele estava namorando um não assumido. Isso claramente o irritou. Minutos depois Troy fez ele fugir pela janela de casa.
***
Mila trabalha bastante até que recebe um email. Inocentemente ela abre e percebe que era do serial killer. Dizia: Venha até mim sozinha, tenho uma proposta tentadora a você. E em anexo uma foto de sua amiga Carol acorrentada junto com Layla.
–Merda! — diz ela.
Ela começa a rastrear de onde o email foi enviado. Ela anota em um papel e sai devagar.
Tony e Vic chegam logo depois.
–Onde ela está? — diz Tony.
–David estava certo, não podemos confiar nela — diz Vic.
–Ela deve ter ido ao banheiro, já já ela volta.
–Tony para! Seu problema é que você confia demais nas pessoas.
Ele não teve tempo para ficar chateado pois viu um bilhete deixado na mesa por Mila.
–Olha — aponta Tony pegando o bilhete.
–O que diz?
–O serial killer me mostrou o caminho, e disse que apenas eu deveria ir, me desculpe, vou tentar salvar sua amiga.
–E nós fazemos o que? Acreditamos nela?
–Ela é a única que sabe o endereço, não podemos fazer nada.
–A MINHA MELHOR AMIGA ESTÁ DESAPARECIDA E CORRE O RISCO DE ESTAR MORTA! EU NÃO POSSO FICAR PARADA QUE NEM UMA IDIOTA!
–Pra início de conversa, Layla está viva, e a melhor amiga de Mila está morta, então fica quieta e vamos falar pro David o que aconteceu, não sou o super homem sou apenas um garoto do ensino médio decidiu entrar em uma investigação!
–Me desculpe, eu fiquei tensa.
Ele a abraça.
–Vai dar tudo certo.
***
Mila estava em frente ao antigo presídio da cidade. Estava completamente abandonado e ninguém ia lá. O incrível era que o local era guardado por alguns policiais. Mila entra pois a porta estava aberta, o serial killer já tinha preparado tudo. Ela passou pela recepção e percebeu que os policiais haviam sido mortos, ela fica com medo e horrorizada.
Após a recepção tinha um enorme corredor que levava a uma escada para o subsolo, onde haviam as celas. As paredes do corredor estavam manchadas de sangue. Mila desce as escadas e chega as celas. Um barulho de água pingando ecoava por todo o local, seguido de portas de celas se fechando. Aquela tinha sido uma péssima ideia. Quando ela chega as últimas celas, percebe que Layla estava em uma e Carol na outra. Ela sente que estava sendo observada e olha pra trás. Uma pessoa vestida de preto e com uma máscara preta estava parada segurando uma faca.
–Não se preocupe — disse o serial killer com uma voz modificada — você não irá morrer hoje, mas uma das duas vai.
***
–Mais que safada! — disse David — É óbvio que ela não vai salvar Layla! Vocês estão confiando nela mesmo?
–Eu não — diz Vic — mas Tony está.
–Eu preciso confiar — diz ele — Mila me deu a palavra dela.
–E nós simplesmente esperamos? — diz David — Essa não é uma das suas melhores ideias.
–Eu sei, não precisa me lembrar.
Tony sai de perto deles.
–Não gosto do plano dele — diz David.
–Mas o que nós vamos fazer? — diz Vic.
–Infelizmente teremos que esperar.
***
–Porque você está fazendo isso? — diz Mila.
–Primeiro porque é divertido, e segundo... sangue é muito bom.
Mila sente calafrios.
–Eu não vou decidir se é isso que você quer.
–Então eu decidirei quem morre hoje. Mas antes darei a você uma última chance.
Ele caminha até as celas e as abre, pega as duas gurias acorrentadas e amarra elas na porta da cela.
–Temos Layla, uma garota que sempre desprezou você e sua amiga Lorelai.
–Não ouse dizer o nome dela!
–Minha querida, eu gostava da sua amiga.
–Então porque matou ela?
–E também temos Carol, uma amiga sua que também era humilhada por Layla. Agora, faça sua escolha.
–Eu não quero ser responsável pela morte de ninguém! Eu vou descobrir quem é você e te mandar para o quinto dos infernos.
–Resposta errada.
O serial killer corta a garganta de Carol e depois enfia a faca em seu coração.
–NÃO! — grita Mila.
–Aproveite para dizer adeus. Tudo o que eu queria com isso tudo, era você fora do meu caminho.
O assassino se vai e Mila fica chorando. Layla que havia sido desamarrada também chora.
–Eu sinto muito — diz ela — eu me arrependo de tudo o que eu fiz.
–Você é uma idiota — diz Mila em meio aos soluços — mas nada disso é culpa sua. Temos que achar esse babaca o mais rápido possível e colocá-lo atrás das grades.
***
Quando o relógio deu meia noite, Layla chegou em casa e seus amigos finalmente puderam respirar.
–Nunca mais nos deixe — diz Vic abraçando ela.
–Foi terrível — diz Layla — eu pensei que ia morrer.
–Mas quem morreu foi Carol — diz Mila.
–O que? — pergunta Tony.
Mila explica toda a história.
–Eu deixei o corpo dela lá, a polícia vai encontrar aquele lugar em breve, deixei uma pista pra eles em um email.
–Eu agradeço muito — diz Tony — se você não quiser mais nos ajudar entenderemos, mas se quiser ficar é bem vinda.
–Eu vi duas amigas minhas mortas, não quero que ninguém mais experimente essa sensação, se eu desistisse agora estaria dizendo que a morte de Lorelai e Carol foram pra nada. Nós vamos achar essa pessoa seja ela quem quer que for e eu mesma vou socar a cara dela.
***
David foi pra casa após a dura noite que teve. Em seu quintal, Troy o esperava.
–Eu sinto muito pelo que aconteceu — diz Troy.
–Pois eu não. Não posso continuar com você, espero que entenda. Você me fez passar pela humilhação de me esconder de seus pais. Se vamos ficar juntos um dia, será quando você tomar coragem e dizer tudo o que sente a eles. Boa noite Troy.
David entra em casa e chora.
***
Quando os policiais chegam ao antigo presídio não encontram nenhum corpo ou marca de sangue. O serial killer havia limpado tudo, e fugido sem deixar rastros.
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