Welcome To Hell
10 Quando é que vou ter paz?
Notas iniciais
Nunca me cansarei de dizer o quanto odeio consultas com o psiquiatra! Nunca mesmo! Ele ficam fazendo aquela cara fingida de quem se importa com você, sendo que no final ele não esta nem ai e no maximo só estão desenhos coelhinhos naquela prancheta maldita pra ganhar a bosta do salario dele!
É, pois é! Estou num dia em que acordei meio revoltada com a vida. Já faz três dias em que eu voltei pro instituto e as coisas estão sendo piores do que a primeira semana aqui! Vou fazer um breve resumo pra você.
Peter por algum motivo ta me odiando mais que o normal e já tivemos três tentativas falhas de terminar a pesquisa e quase paramos num hospital! De repente comecei a ficar com Liam em algum momento da minha vida em que não percebi, não era ruim, eu gosto dele, mas não daquele jeito, sabe aquele jeito? Então não é assim, mas ele me faz bem e eu gosto muito de ter ele por perto! Leah e Lucas também estão ficando (Sério, o que eu achei que jamais aconteceria com ela ) E Jonah e Marina viraram um casal. Tipo namorados mesmo! O amor estava no ar e isso era um coco por causa do meu mal humor. Não gosto dessas surpresas da vida, nem das coisas acontecendo rápido demais! Mais o que posso fazer? Não consigo impedir e muito menos controlar!
Sai da sala do psiquiatra com a paciência esgotada, odeio aquela mulher. Ela tentava a todo custo invadir minha cabeça e descobrir coisas que eu jamais falaria. Nem sobre tortura!
Ao longe observei Peter conversando com umas das maiores vadias do institutos e bufei contrariada. Era agora, tinha que ser agora!
Peter e a garota conversavam animadamente, tanto que ela tava agarrada ao pescoço dele e ele segurando em sua cintura. Risinhos pra la e pra cá, mais eu ia acabar com aquela palhaçada! Marchei até ele e cutuquei seu braço com força fazendo ele e a garota me encararem mortalmente por atrapalhar o momento "Nojo" deles!
–Ah, lá vem ela me encher o saco! — Murmurou ele. Revirei os olhos.
–Vou ignorar seu comentário imbecil, porque não quero passar a tarde toda tentando te matar! Então...
–Tarde toda? — Estreitou os olhos na minha direção — Ta bêbada de novo?
–Estou muito lucida! Tão lucida que lembrei que temos uma pesquisa pra terminar.
–Pelo amor de Deus garota esquece isso, não vou fazer essa bosta mais não! Já tentamos e não deu certo. Fim!
–Nada de fim Wayland. Deixei claro que não ia te dar nota nesse trabalho, você vai me ajudar. É pra amanhã!
–Não percebe que eu estou oculpado? — Falou apontando com o queixo pra garota a sua frente. Uma ruiva com cara de puta me encarava mascando um chiclete de um jeito irritante me medindo de cima a baixo. O encarei pasma.
–Foda-se!
–Foda-se? — Repetiu em forma de pergunta — Vai caçar o que fazer Delinquente!
–Na boa, não vou perde minha paciência com você! Você acha que eu to feliz tendo que te aturar?Não, então não dificulta!
–Garota! — Quem me chamou dessa vez foi a menina agarrada no pescoço dele — Ele já disse que ta oculpado comigo benzinho! Vai caçar o que fazer, sua desocupada!
Desocupada? Benzinho?
Soltei um riso descaradamente e depois a encarei de cima a baixo me controlando pra não mata-la!
–Desculpa, mas quem é você? — Cruzei os braços a fitando! — A rainha das vadias? Ela é bem seu tipinho Peter!
–Vai deixar ela falar comigo assim? — Ela olhou pra ele fazendo bico. Ele deu de ombros como se não ligasse. A desgraçada olhou pra mim pronta pra soltar uma mas não deixei.
–Sinceramente, você não vai quere arrumar briga comigo! Então cuida da sua vida que o meu assunto não é com você, é com o Peter! — Ela se calou, mas parecia pronta pra me matar. Já o Peter bom, ele sim me encarava como se fosse me matar! — E então, você quer que eu te carregue até a biblioteca?
–Vai mesmo estragar meu dia? — Perguntou com raiva e eu sorri satisfeita!
–Bom, você estraga a minha vida todos os dias me fazendo olhar pra sua cara. Então, sim! Vou estragar seu dia! — Ele bufou alto largando a menina que insistia em ficar pendurada no pescoço dele. Ela me olhou com raiva e eu gargalhei por dentro. — Foi bom te conhecer!
Espero que morra engasgada com esse chiclete!
Seguimos os dois pra biblioteca enquanto ele resmungava palavras sem nexo provavelmente me xingando. Mal sabia ele que me deixava feliz quando ele não estava feliz. Assim que chegamos a mulher da biblioteca bufou se jogando na cadeira fazendo um Muxoxo triste.
Bem, da ultima vez que tentamos terminar o trabalho aqui, quase a enlouquecemos com nossas brigas!
–Oi Sally! — Peter disse segurando o riso. Ela nem sequer respondeu, ela odiava ele!
Me sentei numa mesa afastada de todos e Peter se jogou na cadeira encarando as garotas que estavam sentadas próximas a nos dois. Respirei fundo, pra me acalmar.
–Por favor, Peter. Colabora comigo, quero terminar essa merda o quanto antes. Sera que da pra você fazer algo de útil? -Ele bufou me encarando. — Quanto menos tempo olhar pra sua cara melhor!
–Você diz como se fosse a pior coisa do mundo! — Ele soltou um riso. — Sei que te distraio como faço com as outras garotas! — Eu revirei os olhos querendo me matar agora.
–Cala a boca e faz a merda desse trabalho! — Joguei um livro nele com força e ele gemeu de dor mas riu depois. Ele é um idiota, sério!
30 minutos é maximo de tempo que consigo passar perto dele sem tentar mata-lo. Depois desse tempo só sendo o próprio Jesus Cristo pra aturar esse filho do capeta.
–Eu desisto! — Joguei as folhas pra cima com raiva.
–Porque? — Perguntou gargalhando. Sinico!
Ele não parava de mandar recadinhos pras garotas da mesa ao lado e se distraia com tudo. Ate se um po passasse na frente dele!
– To sendo bonzinho!
–Cala a boca ou eu vou te matar!
–Não sei porque você ma trata assim Isabelle! — Ele disse fingindo indignação mas eu fiquei realmente emocionada com a frase dita por ele. Tanto que abri um sorriso que deixou ele confuso — O que foi?
–Você disse meu nome! — Sorri. O mesmo parecia surpreso. Acho que ele mesmo não percebeu quando disse meu nome.
–Falei é? Nem reparei — Deu de ombros desviando o olhar.
De repente ele ficou tenso na minha frente e fechou a cara. Eu ia perguntar o que houve, mas segui seu olhar e vi Liam entrando na biblioteca.
Oh meu Deus! É agora que não vou ter paz mesmo. Encarei Peter a minha frente e sua cara não era a das melhores.
–Ta Peter pode ir, termino isso sozinha! — Falei e ele me encarou negando. Deuses eu só queria terminar a pesquisa em paz e sabia que isso não iria acontecer se Peter e Liam estivessem no mesmo ambiente.
–Não, agora eu vou terminar a pesquisa com você!
–Porque?
–Porque agora eu quero — Ele disse risonho. Eu sabia que ele tava me fazendo pirraça porque Liam estava vindo na minha direção.
–Não era você que estava reclamando de mim por estragar sua manha? Pode ir agora, estou te dispensando! — Apontei pra porta e ele trincou os dentes com raiva.
–Não gosto de ser dispensado!
–Por favor, Peter! — Pedi em desespero. Liam estava a um passo de nos.
–Não! — Ele me encarou desafiador.
Droga! O garoto do contra viu! Caralho!
–Oi Izzy! — Liam finalmente se aproximou e eu lhe lancei um sorriso. Então ele olhou atravessado pra Peter e depois me encarou de novo — Eu estou atrapalhando?
–Na verdade, muito! — Respondeu Peter com um olhar assassino.
Droga! Cala a boca idiota!
–Eu não falei com você Wayland, não dirija a palavra a mim! — Liam se virou pra ele serrando o punho.
–Pouco me importa com quem você estava falando. E eu faço o que quiser idiota! — Respondeu Peter elevando o tom de voz.
Ah.Meu.Deus!
–Como é, que é? — Liam perguntou elevando o tom de voz também. Isso vai dar merda.
–É surdo? Acho bom não me irritar, não estou na melhor manha da minha vida, porque a sua garota fez o favor de estraga-la! Então, não termine o que ela começou!
Liam trincou os dentes do meu lado.
–Nunca mais fale da Izzy na minha frente! — Ele levantou o dedo ameaçando Peter que se levantou no mesmo segundo serrando os punhos.
–E você vai fazer o que? — Gritou ele e eu me desesperei.
–Ah, ja chega! — Gritei batendo um livro na mesa. Os dois me olharam surpresos.
Sai da biblioteca o mais rápido que pude, como alguem fugindo do inferno. Se eles fossem se matar, eu não queria estar la pra ver. Mas que droga viu, quando vou ter paz?
Segui pro jardim chutando a grama embaixo dos meu pés! Ouvi meu nome ser chamado algumas vezes e quando olhei pra trás vi Liam me seguindo.
Me encostei na arvore esperando ele se aproximar. Ele ainda tava bravo, seu olhar era duro e ele bufava impaciente.
–Desculpa... — Murmurou me fitando — Não queria arrumar confusão muito menos te chatear!
–Tudo bem. Peter fez de proposito, ele gosta de pirraçar! — Soltei um suspiro cansada.
–Mesmo assim, não gosto de te ver assim. E eu só que perco o controle fácil, perto do Wayland!
–Afinal, porque vocês se odeiam tanto? — Estreitei meus o encarando. Ele demorou pra responder mas no fim deu de ombros.
–Nada demais!
Eu não queria encher ele de perguntas por isso me contentei com aquilo!
Por algum motivo ele me puxou pra um abraço, acho que foi a minha cara de desanimo. Mas eu sumi nos braços dele gostando da sensação.
– Você quer que eu te ajude a terminar a pesquisa? — Ele perguntou.
–Não, eu posso terminar sozinha! Obrigada. — Disse levantei meu rosto o fitando — Preciso ir!
Ele consentiu passando os dedos pelo meu queixo e me puxando pra um beijo. Eu fiquei com vergonha no começo, não me sentia muito bem toda vez que ele me beijava na frente das pessoas. Sei lá, não sei se era vergonha ou só uma sensação estranha, mas enfim, era desconfortável.
Eu terminei o beijo com um breve selinho. Ele sorriu satisfeito e eu me despedi dele rápido e fugi pro meu quarto.
A verdade é que eu queria ficar sozinha, longe do Peter, longe do Liam, e da sociedade! Agradeci que Leah estava ficando com Lucas e quase não vinha pro quarto. Tive tempo o suficiente pra terminar sozinha a pesquisa!
[...]
No dia seguinte estávamos na aula da professora de biologia. Minha cabeça doía pela falta de sono, não dormi de noite terminando o trabalho e chorando sozinha! Serio, eu preciso parar com isso!
Quando a professora começou a recolher os trabalhos seus olhos brilharam quando entreguei o nosso.
–Não acredito que terminaram! — Ela exclamou supresa encarando eu e Peter.
–Qual a surpresa? — Perguntei.
–Era mais fácil chegar o óbito de um de vocês dois, do que o trabalho pronto! — Disse alisando a folha como um troféu!
–Pois é, ela me deu um pouco de trabalho. Mas com esforço consegui domar a fera! — Peter disse soltando um riso.
O encarei pasma, e ele segurou o riso.
–Vou enfiar esse lapis na tua garganta se você não calar a boca! — Eu falei com raiva.
Afinal eu terminei essa merda sozinha!
A professora terminou de recolher os trabalho e depois os guardou na sua gaveta! E logo em seguida se dirigiu pro centro da sala.
–Tem um comunicado. — Ela avisou fazendo sinal de silencio. — Nos vamos fazer uma viagem daqui oito dias para um hotel fazenda no interior. Só vão poder ir os alunos digamos que equilibrados, e essa sala foi selecionada. Essa viagem tem intuito de estudar a vida dos animais e das plantas. Mas não sera só estudos. Então podem começar a se preparar!
A sala de repente virou uma euforia só. Todos ficaram animados com a droga da viagem mais eu não. Ar livre pra mim era como algo toxico, com convivência dessas pessoas junto me causava desespero.
Como vou sobreviver a essa viagem?
Fale com o autor