Welcome To Hell

11 Isso foi um acidente?!


Notas iniciais
Oi leitores lindos do meu coração! Espero que vocês estejam preparados pra um capitulo totalmente Izzy e Peter, acho que passei dos limites escrevendo esse cap Kkk' Só prevejo vocês surtando! Espero que gostem desse capitulo! Boa leitura!

Acordei no meio da noite ofegante e com a respiração descompassada. Sentei na cama segurando a cabeça. Droga, eu tive um pesadelo, o mesmo de sempre! O dia em que meus pais morreram esse provavelmente vai me assombrar pro resto da minha vida!

Encarei o relógio ao lado da minha cama que marcava 03:40 da madrugada. Leah dormia na sua cama tranquilamente e minha mente parecia se assustar com tudo que via principalmente com o escuro que estava. Comecei a chorar baixinho lembrando do sonho que tive, eu não queria acordar leah e também não queria ficar dentro daquele quarto escuro!

Levantei devagar sem fazer barulho e sai do quarto. Eu sabia que se a Senhora Addans me visse fora do quarto esse horário eu provavelmente seria decretada morta, mas eu não conseguia ficar dentro daquele quarto, não sei por quê.

Desci as escadas indo ate a cozinha a fim de beber água pra ver se acalmava os meus nervos. A escola inteira estava em completo silencio aqueles corredores vazios. Preferi não pensar nisso e andei a passos rápidos ate a cozinha. Peguei uma garrafa de água na geladeira e me arrependi de ter saído do quarto no mesmo segundo em que fechei a porta.

Tinha uma pessoa na minha frente e eu levei um susto tão grande que fechei os olhos e soltei um grito!

–Shhh! – Ele tapou a minha boca no mesmo segundo. Abri os olhos devagar e vi que era o Peter. Ai que ótimo – Ta querendo acorda a escola inteira?

–Meu Deus Wayland. Não faz isso comigo de novo, nunca mais na sua vida, assim você me mata! – Ralhei, tentando normalizar a minha respiração.

Levei minhas mãos ao rosto e sequei minha bochecha de algumas lagrimas que deixei cair no caminho pra cá. Peter parou o que estava fazendo e ficou me olhando.

–Você ta bem?

–Sim. – Respondi apenas. Dei as costas pra ele encarando a janela, abri a garrafa de água e bebi metade.

Minhas mãos estavam tremendo, minha respiração continuava acelerada e minha cabeça tava começando a doer. Me virei pra guardar a garrafa de volta a geladeira e Peter continuava parado do mesmo jeito me olhando. De calça moletom, descalço e sem camisa.

–O que foi?

–Você não parece bem — Ele me mediu de cima a baixo.

–O que você ta fazendo aqui, esse horário? – Mudei de assunto.

–Eu tava sem sono e com fome! – Ele balançou o lanche nas mãos e deu uma mordida – E você ta fazendo o que aqui?

Engoli em seco desviando do seu olhar. Observei a garrafa em minhas mãos, ele encarou minhas mãos tremendo, mas não disse nada!

–Eu tava com sede, só isso!

–Mentir é feio Monroe! Papai do céu não gosta. – Ele brincou engolindo o resto do sanduíche em mãos. Eu ia mandar ele tomar naquele lugar mas ouvimos um barulho vindo da sala principal.

O som estava vindo até a cozinha onde nos estávamos. Eu fiquei meio que sem ação no momento, meio perdida pelo susto. Então Peter me puxou pelo braço e me fez agachar ao lado dele atrás dos balcões. Ignorei a proximidade dos nossos rostos e a sua mão apertando a minha cintura, só porque queria sobreviver!

Era o inspetor noturno, mas que droga! Eu tinha esquecido e acho que o Peter também. Ele passou a lanterna pela cozinha e não viu nada depois seguiu em frente subindo as escadas até os dormitórios. Peter me ajudou a levantar.

–Acho melhor você voltar pro seu quarto, ta tarde!

–Não! – Falei desesperada e ele se assustou. Me encarou confuso – Não quero ir pro meu quarto agora...

–Porque não?

–Por que não, eu não quero ir. E eu não vou! – Sussurrei ainda desesperada.

Meus olhos se encheram de lagrima e eu tive que fazer um esforço quase sobrenatural pra não chorar na frente dele. O mesmo me olhou preocupado. Ai que merda, eu não queria que isso começasse a acontecer agora. Não queria começar a ter uma crise de pânico na frente do dele, mas eu não tava conseguindo evitar!

–Isabelle, você esta estranha. Vai me dizer o que você tem? – Ele olhou nos meus olhos.

Eu não consegui responder, parece que minha voz me abandonou, sei lá, resolveu desaparecer!

–Ta certo! – Ele pegou na minha mão e saiu me levando pra fora da cozinha.

Minha voz definitivamente resolveu dar uma volta, porque eu nem se quer conseguia perguntar a ele pra onde agente tava indo. Ou pra onde ele tava me levando! Depois de percorrer o corredor inteiro em silencio agente tava fora da escola. Ele me puxou até a parte de trás da escola, e apontou pra uma escada grudada na parede. Eu o encarei confusa.

–Sobe! – Falou apontando de novo pra escada!

Respirei fundo reunindo o que restava de coragem e comecei a subir as escadas devagar e Peter veio logo atrás de mim. Assim que cheguei à parte de cima, ele passou a minha frente andando a minha frente. Eu fiquei meio que sem ação com a vista dali.

–O que é isso aqui? – Disse quando minha voz resolveu dar o ar da graça.

–O terraço da escola!

Tinha vista inteira da floresta e eu não imaginava que ela tão grande assim, o céu estava realmente iluminado com tantas estrelas e a lua estava em seu ponto alto. Aquela visão era dos deuses.

–Nossa... – Eu não sabia nem o que dizer -... Você vem aqui sempre?

–Só quando quero fugir de alguma coisa! – Ele sentou no chão e eu me sentei do lado dele observando a imagem da floresta. Aquilo era te tirar o fôlego. – E você parece que quer fugir de alguma coisa.

Eu o encarei ele tava me fitando com os olhos curiosos.

–Vai me dizer do que?

–Se eu disser que não, você vai parar de perguntar?

–Provavelmente não! – Ele falou soltando um riso.

Eu revirei os olhos, a ultima coisa que eu queria era ter que falar que eu fugia de mim mesma. Ou sei lá, era tanta coisa. Porque justo ele queria saber?

–Porque você quer saber Peter?

–Você não pode só falar?

–Você poderia, por favor, parar de responder minha pergunta com outra pergunta?

–Porque eu faria isso? – Ele perguntou de novo e soltou um riso logo em seguida.

–Vou bater em você!

–Guarda essa agressividade pra mais tarde Monroe, to sendo bonzinho com você!

Isso eu não podia negar. Mas não queria ficar pensando no quanto ele tava sendo útil agora, se não eu surtaria. Eu sabia o que ele queria que eu dissesse. Ele queria saber por que tava lá, já tava cansada de esconder isso.

–Eu tenho síndrome do pânico Peter e inicio de depressão! Eu vi meus pais morrerem na minha frente e não pude fazer nada pra impedir isso, eu também quase morri. Eu lembro desse dia todas as noites nos meus piores pesadelos e é por isso que não consigo melhorar da síndrome. Minha avó pegou a minha guarda, ela me odeia, faz da minha vida um completo inferno e como se já não bastasse tudo isso, ela ainda me colocou aqui! – Soltei tudo duma vez e ele continuava me encarando. – Ta feliz agora?

–Na verdade, to um pouco decepcionado. Pensei que você tinha matado alguém pra ter vindo parar aqui – Ele soltou riso e eu soquei o seu braço.

–Seu idiota. – Ele riu me fazendo rir também – Eu penso o mesmo de você, só pra deixar claro!

–Isso não é nenhuma uma surpresa pra mim, você jamais pensaria uma coisa boa a meu respeito!

–Tem razão! Jamais! – Agora foi minha vez de rir. Ele revirou os olhos do meu lado – E você? Quando vai me contar porque veio parar aqui?

–Provavelmente nunca. – Respondeu rápido

–Eu preciso conhecer meus inimigos Wayland!

–Não essa parte da minha vida, isso não tem necessidade! – Falou disposto a cortar o assunto. Mas eu não tava afim.

–Isso é egoísmo – Ele me encarou – Porque você pode saber da minha vida e eu não posso saber da sua?

–Porque sim – Ele deu de ombros.

–Essa resposta é inaceitável pra mim

–Para de ser teimosa garota – Ele me olhou como se eu fosse uma criança – Não é, não! Aceite.

–Ta certo! E o seu ódio eterno pelo Liam, posso saber sobre isso pelo menos?

–Porque você não pergunta pro seu namoradinho? – Falou sarcástico.

–Ele não é meu namorado...

–Nossa, ele sabe disso? Acho melhor conta pra ele heim – Gargalhou o idiota.

–Para de ser trouxa. – bati nele de novo.

–Tudo bem. Eu não sei exatamente quando comecei a não gostar do Jackson, mas talvez deva ter sido quando entrei aqui na escola, ele já estava aqui há alguns meses. A desgraçada da senhora Addans nos colocou pra ser colega de quarto e foi ai que tudo começou. Agente brigava todo dia, quase nos matamos uma vez, serio, quando digo matar to falando serio! Tanto que levei uma advertência de um mês sem sair do instituto. Foi quando o Jonah e a Leah chegaram. Eles nos trocaram de quarto, e passei a dividir com Jonah. Mas toda vez que vejo o Jackson a vontade que tenho de matar ele, fica cada vez maior!

Ele falava como se tivesse uma arma guardada pronta para matá-lo. Cheguei até a me assustar.

–Você guarda muito ódio nesse seu coraçãozinho! – Falei brincando e ele riu.

–Você não viu nada Isabelle!

–Serio você vai acabar me fazendo chorar de emoção desse jeito! É a segunda vez que diz o meu nome. – Fingi limpar lagrimas e ele gargalhou.

–Eu sei, eu só demais né!

Ficamos quase a madrugada toda conversando sobre todos os assuntos que você possa imaginar. Tipo, a primeira vez que ele e Jonah tentaram fugir do instituto e quase foram presos por detonar o carro de um professor ou a quando eles explodiram a biblioteca. Agora entendo porque Sally o odeia!

O dia tava começando a amanhecer a dei graças a Deus pela claridade vir junto com ele. Peter percebeu que eu já tava ficando cansada e sugeriu que voltássemos para a escola, eu não discuti e voltamos em silencio. Para não sermos pegos!

–Não precisa me levar até o quarto!

–Claro que eu vou te levar, você ainda é nova no ramo de fugir a noite. Se um inspetor aparecer você não vai saber fugir! – Ele falou seguindo pro corredor de dormitório feminino.

Mas aquilo era uma desculpa que eu sei, mas não iria conte-lo. Assim que paramos na frente da porta do meu quarto nos ficamos nos olhando por segundos sem saber o que dizer.

–Obrigada Peter, você ate que foi útil!

–Não acostuma, não é sempre que sou assim! – Eu soltei um riso. – Mas espero que você fique bem! Ate porque não da pra gente brigar se você tiver mal!

–Fica tranqüilo, isso não vai acontecer de novo!

–E se acontecer, você já sabe! Nem sempre eu posso ser tão mal – Ele abriu um sorriso que poderia ter me deixado sem ar.

Mas que droga de sorriso lindo é esse?

O silencio se fez depois disso, e eu acho que eu devia ao menos um abraço a ele. E foi o que fiz, foi um abraço meio que sem jeito, mas ele me prendeu nos braços dele quase me sufocando e acho que foi a melhor sensação que eu tive até hoje! Dei um beijo na bochecha dele e o desgraçado virou o rosto me roubando um beijo. Eu tentei me afastar dele, mas seus braços pareciam correntes e me prendiam.

Seus lábios eram macios e estavam gelados. Sua língua pediu passagem e eu não sei por que caralhos eu cedi com muito bom gosto. Uma mão ele levou pra minha nuca e a outra pra minha cintura a apertando enquanto me encostava na parede. Sua língua explorava minha boca com rapidez e quando dei por mim minhas mãos estavam agarradas no cabelo dele enquanto nos beijávamos como se fosse a ultima coisa que eu fosse fazer na vida.

Em algum momento do meu subconsciente, algo me dizia que o que eu estava fazendo era errado. Mas eu não conseguia parar! Eu não queria parar! Mas que porra!

Eu suguei seus lábios com força e ele soltou um gemido passando sua mão por dentro da minha blusa. Eu suspirei contra seus lábios quando senti sua mão fria encostar-se à minha barriga apertando-a. Senhor Jesus me envia uma luz! Ou perco o controle com esse homem!

–Meu Deus! – Agente se soltou no mesmo instante levando um susto. Leah estava parada na porta do quarto com uma cara de terror nos encarando. A mão no peito e a boca aberta em ‘0’, ela parecia que ia desmaiar! – Que isso? Quer dizer, eu tava atrapalhando alguma coisa?

–Serio! – Peter perguntou totalmente despreocupado limpando o canto da boca – Se você não percebeu você atrapalhou foi muita coisa! Muito obrigado viu.

Eu o encarei. Que droga ele uso pra ter falado isso? Ele me olhou e depois a Leah que continuava sem acreditar no que tinha visto.

–Já que você resolveu estragar meu dia logo no inicio senhorita Fray. Vou pro meu quarto, tenham um bom dia! – Ela acenou pra ele que virou o corredor indo pro quarto dele.

Leah me encarou e eu desejei ser invisível agora. Passei por ela e me joguei na minha cama a observando. Leah continuava encarando o corredor com a mão no peito, segundos depois ela voltou fechando a porta e me olhando ameaçadora.

–Que porra foi aquela?

–Eu não sei!

–Mano, ele tava quase te engravidando no corredor!

–Para Leah, aquilo foi um acidente!

–Acidente? Você não parecia nada disposta a parar com o acidente!

–Eu já tava na merda mesmo! – Ela me olhou e soltou um riso malicioso.

–E o Liam coitado Izzy...

–Coitado por quê? Ele não é meu namorado

–Já falo isso pra ele?

–Af, meu Deus heim, até você? – Ela gargalhou alto deitando na cama dela.

–Você e o Peter, cara isso foi demais. Nunca tinha reparado como vocês ficam lindos juntos, é praticamente um casal perfeito. Imagino vocês namorando, os filhos que poderiam ter, saíram tão lindos meus afilhados. Ele dançando com a filha no baile de 15 anos dela... – Encarei Leah assustada deitada na sua cama encarando o teto.

–Hey moça! Volte para a terra! – Estalei os dedos a chamando, ela riu – Que briza foi essa? Até me assustei!

–Só disse verdades!

Eu me levantei apagando a luz e voltei pra minha cama. Embrulhei-me nas cobertas sentindo o cansaço da noite toda!

–Já chega né, vamos esquecer isso e dormir, por favor!

–Ata, eu nunca vou esquece essa cena!

–Boa noite Leah!

–Vocês fizeram um casal lindo!

–Leah eu disse, boa noite! Vai dumir cacete!

Ela gargalhou e eu quis me matar agora. Por que meu Deus! O que foi que deu em mim?

Notas finais
E que venha a viagem!! Uhull! Proximo capitulo vai ser o inicio da viagem deles e acreditem em mim vai ter muito mais do que teve nesse capitulo! Espero que tenham gostado desse cap! Agradeço as lindas que comentaram no capitulo passado me dando a maior força pra continuar a fic! Amo vocês!!! Enfim, favoritem e comentem. É super importante pra mim! Até o próximo! Beijos da Thatty Xoxo