Welcome To Hell
7 Fim de semana quase... Normal!
Notas iniciais
A viagem até o centro de Chicago não durou muito foram quase uma hora e meia porque estava transito. Eu iria ficar na casa da minha tia Josie. Ela era minha pessoas preferida no mundo inteiro. Ela é irmã mais nova da minha mãe, tem apenas 28 anos. Ela e minha mãe sempre foram muito grudadas então ela vivia na minha casa, cuidava de mim quando eu era pequena chegou até a morar la um tempo quando engravidou.
A dois anos quando ela se casou, engravidou logo de cara. Quando o marido dela descobriu da gravidez ele a abandonou e nunca mais apareceu, até hoje. Ela teve uma gravidez complicada por causa disso, meus pais cuidaram dela todo esse tempo ate o bebe nascer então logo em seguida ela veio pra Chicago recomeçar a vida depois que o Arthur nasceu. Hoje ele é um bebe muito fofo de um ano e meio, muito parecido com ela também, o ex marido dela nunca apareceu pra conhece-lo. Disse que não estava preparado pra ser pai, por isso ela cria ele sozinha com a ajuda de uma empregada a Mary.
Devia ser umas nove horas da noite quando chegamos no apartamento dela, eu logo me enfie no meu quarto jogando a mochila em qualquer canto. Ela trouxe a maioria das minhas coisas pra cá, como todas as minhas roupas e objetos pessoais! Era tao bom estar longe daquele lugar, não ter que encarar o Peter ou ser perseguida pela senhora Addans a toda hora. Era bom se sentir livre só pra variar e eu amava esse quarto. Eu ficava aqui sempre que vinha visitar minha tia ou passar as ferias aqui! E em falar nela, a mesma entrou no meu quarto segurando uma bandeja com comida.
Revirei os olhos a observando se aproximar.
–To sem fome! — Já avisei me sentando na cama. Ela se sentou do meu lado me ignorando e colocando a bandeja em cima do meu colo.
–Mas vai comer! Você precisa comer e sei que não esta se alimentando direito naquele lugar! — Ela me olhou — Vamos come!
Empurrei algumas colheradas de comida pra dentro do estomago enquanto matava a saudade do meu celular. Tia jo ria da minha empolgação, parecia que eu tinha ficado anos sem ele. Tinha tantas mensagens, ligações perdidas, caixa postal cheia, notificações em todas as minhas redes sociais. Todos no mesmo intuito, de me desejar os pêsames pela morte dos meus pais.
Logo que terminei de comer minha tia não perdeu tempo com as perguntas.
–Como foi a semana no instituto?
Respirei fundo antes de responder. Aquela semana horrível passou como um flash na minha cabeça.
–Foi péssima, não gosto de lá e não quero voltar pra la! — Abracei meu travesseiro fitando o chão.
–Porque Izzy?
–Porque sim. Aquele lugar é horrível... Tem uma mulher que me persegue por causa da minha vo, um garoto que me odeia e eu a ele. Todos os professores são loucos e nem vou comentar sobre os alunos. Não consigo dormir a noite e quando durmo tenho pesadelos e eu simplesmente... Não aguento mais! — Conforme eu falava as lagrimas caiam sem eu perceber. Ela afagou meu rosto soltando um suspiro.
–Ah Izzy, não deve ser assim tao ruim!
–Talvez seja só a depressão falando por mim. Mas enquanto ela tiver falando por mim, aquele vai ser o pior lugar do mundo!
–Mas eu vi que você fez amigos. Você tava conversando com eles la fora! — Ela me olhou entusiasmada — Me conte sobre eles.
Sequei algumas lagrimas forçando um sorriso. Amigos...
–A loirinha é a Leah, minha colega de quarto. Fiz amizade com ela no primeiro dia, é meio louquinha mais eu gosto dela. Aquele garoto é o irmão dela o Jonah, é legal também. Só meio sem noção! — Ela riu da careta que eu fiz.
–Que bom que já tem amigos. Fico tao feliz, nossa! — Me abraçou empolgada — Deixa eu te falar, sua avo ligou!
–Ah merda, o que ela quer? — Perguntei bufando.
–Disse que vem almoçar com você domingo!
–Ela só vem fingi que se importa — Dei de ombros.
–Uma hora ela vai cançar e te deixar em paz! — Eu não via a hora desse dia chegar! — Você deve ta cansada né. Vou deixa você dormir!
–Ta bom.
–Boa noite! — Me deu um beijo e saiu do quarto levando a bandeja de comida com ela.
Me levantei e segui pro banheiro tomando um banho rápido. Depois coloquei uma blusa de manga longa e um short de pano leve e me joguei na cama deixando o sono me dominar por completo. Era ótimo a sensação de dormir sem ter hora pra acordar!
[...]
Acordei eram umas onze horas da manha. Hoje o dia estava quente por isso não consegui ficar tanto tempo na cama. Passei a tarde inteira brincando com Arthur ou jogada no sofá me entupindo de doces.
Agora deveria ser umas cinco horas da tarde e eu estava assistindo um filme enquanto minha tia dava banho no bebe. Meu celular tocou e eu atendi no segundo toque.
–Izzy? Oi é a Leah! — Gritou ela do outro lado da linha.
–Oi Le, tudo bem?
–Tudo ótimo! Vou poder passar na sua casa as oito?
–Pra que?
–Como assim pra que garota. Pra gente ir junto pra festa! — Bufei afundando no sofá.
–Você ainda ta com essa historia de festa? Eu já disse que não vou!
–E eu já disse que não quero saber. Trate de se arrumar as oito vou passar ai!
–Eu não vou Leah! Para de ser insistente.
–Só quando você para de ser teimosa. Vou passar ai. Pronto e acabou!
–Leah, não... — Ela desligou o telefone na minha cara? — Alo? Leah! Ah meu pai! Que cachorra!
Peguei o cobertor e me embrulhei nele. Porque ela faz isso comigo? Serio, eu não poderia ficar em casa dormindo e comendo? Aproveitando meu fim de semana fora do instituto? Mas não né. Ela não ia deixar eu ser feliz assim! Ou quase feliz...
–Hey Mary! — Chamei indo ate a cozinha. Ela me olhou enquanto batia um bolo — Se uma loirinha psicótica vier aqui, diz que eu não estou!
–Sem problemas menina! — Ela assentiu sorrindo.
–Muito obrigada!
Corri pro meu quarto e fiquei assistindo televisao por um bom tempo e acabei caindo no sono com um filme chato que estava passando.
Eu tava num soninho tao bom, mas o som de bebe chorando e de um travesseiro sendo tacado na minha cara me acordou. Mas não abri os olhos.
–Ai! — Murmurei. Alguem tacou outro travesseiro em mim — Que foi? — Gritei me sentando na cama e Leah estava sentada na ponta dela me olhando assassinamente.
–Na boa, porque você esta dormindo? Era pra estar se arrumando sabia? — Gritou. Revirei os olhos. Ai meu Deus!
–Mary! — Gritei tao alto que em segundos ela abriu a porta assustada me encarando. Apontei pra Leah acusadoramente. — Porque você deixou ela entrar?
–Desculpe, sua tia foi quem abriu a porta! — Ela falou e logo minha tia a gritou da cozinha — Tenho que ir meninas. Licença! — Saiu batendo a porta. Leah me olhou com a boca aberta.
–Tinha dito pra ela não me deixar entrar Isabelle? — Gritou. Droga, ela só me chamava de Isabelle quando queria me matar. — Filha da puta você heim! — Me bateu com o travesseiro fazendo eu levantar e sair correndo.
Ela rodou o quarto inteiro me perseguindo e me chingando enquanto tentava me bater com o travesseiro. Senhor Jesus, eu só queria ter um fim de semana calmo e normal!
–Ta moça. Já chega! — Disse me encostando perto do guarda roupa controlando minha respiração. Ela ainda me encarava com os olhos raivosos — Você me assusta!
–Que bom! Vai tomar banho. Vai antes que eu te afogue na banheira! — Apontou pro banheiro eu ia protestar. Dizer que não queria ir e blá blá mas ela preveu isso! — Não vou sair desse apartamento sem você, não vou permitir que você se afunde na depressão! Você vai na festa comigo sim, e anda logo com esse banho!
Respirei fundo. Brigar com ela ia adiantar? Não! Eu estava com pique pra isso? Também não.
Então como uma derrota segui pro banheiro vendo ela sorrir vitoriosa e bati a porta com força pra descontar a raiva que eu tava, ouvi sua risada e logo em seguida ela gritar.
–Não demora!
Ótimo! A ultima coisa que eu queria agora era ter que ir pra uma festa cheia de gente e talvez alguns conhecidos.
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