Welcome To Hell
22 E aconteceu...
Notas iniciais
Pov. Leah
Pra quem nunca esteve na minha mente antes, prazer, Leah Fray. Sejam bem vindos e não se assustem se caso eu pensar em coisas nada haver ou não muito normais. Minha mente não funciona como a das outras pessoas.
–Eu to no chão com esse beijo. Nunca vou superar isso — Marina disse eufórica. Eu gargalhei.
Tava na hora mesmo do Peter e da Izzy tomar vergonha na cara e para com aquela palhaçada de ódio. Porque todo mundo sabe que aquilo não passa de tesão reprimido.
Tudo bem que o Wayland é um pouco difícil de lidar e a Izzy é a uma adolescente depressiva demais pra ter alguma coisa com um cara como ele. Mas olha só, vê se vocês concordam comigo, eu acho eles perfeitos juntos. São tipo, arroz com feijão ou pizza de frango com catupiry, morango com chantilly, sabe, eles se encaixam. Mas parece que só eu vejo isso!
As vezes da vontade de espanca a Izzy de tao cabeça dura que ela é. E nem vamos comentar sobre o idiota do Peter.
–Ma, se você não vai superar isso, imagine ela — apontei pra Aline do outro lado da festa. Que por sinal não estava com uma expressão de muitos amigos, sua cara fechada e os braços cruzados dava pra ver que ela não estava feliz com o que tinha acontecido — Bem feito pra essa otaria!
–Leah — Marina sussurrou no meu ouvido — Ela ta com cara de quem vai aprontar, isso sim.
Foi só a Marina falar que eu vi ela cochichando com a amiguinha vadia dela e logo depois as duas saíram da festa pra saída do salão.
–Ela não é louca de tentar fazer alguma coisa!
–Mas parece que ela vai — Concluiu Marina ainda de olho na saída.
–Vem comigo! — Puxei ela.
Aproveitei que os meninos estavam distraídos com uns outros garotos enchendo a cara e arrastei a Marina pra onde elas haviam ido. Eu conhecia Aline muito bem e já imaginava o que ela iria fazer ou pretendia. A tempos que ela é louca nas droga pelo Peter e justo quando ela consegue ficar com ele a Izzy aparece.
Mas não, eu não vou deixar ela estragar algo que demorou muito pra acontecer com aqueles dois idiotas (e eu espero que esteja acontecendo se não Isabelle vai apanhar feio).
–O que você vai fazer garota? — Marina me perguntou enquanto eu rodava apressada procurando pela Aline.
–Nada demais!
[...]
Pov. Aline
–Se o Peter acha que vai me trocar pela aquela sem sal da Monroe ele esta muito enganado! Eu não vou deixar, não vou desistir dele!
Eu não estava acreditando no que estava acontecendo até agora. Quem essa Isabelle pensa que é? Não faz dois meses que ela chegou no instituto e quer tirar tudo de mim? Principalmente o Peter? Ah, ela não sabe com quem mexeu e nem do que sou capaz.
–Calma amiga, ela vai ter o que merece — Chloe afagou meu braço e eu revirei os olhos.
–É claro que vai, eu vou acabar com a festinha dela.
–Fiquei sabendo que a senhora Addans ta no escritório com a professora — Chloe indicou a porta no fim do corredor e eu sorri pensando o mesmo que ela.
–Seria terrível se ela descobrisse que tem dois alunos trancados no quarto de cima, não é? — Disse e ela riu junto comigo.
Provavelmente Izzy levaria suspensão ou ate mesmo seria expulsa. Estou a tempo demais no instituto pra saber que eles não toleram esse tipo de coisa. Talvez o Peter também fosse expulso porém, se ele não iria ser meu também não seria dela.
E eu tava disposta a acabar com isso. Ele praticamente me humilhou na frente de todo mundo beijando aquela idiota na festa, ele também vai pagar por isso.
–Opa, opa meninas! — Me assustei quando Leah apareceu de repente com a Marina. — Tão fazendo o que aqui? Estão perdendo a festa...
Eu odiava tanto essa garota, que ela sabia. E eu também sei que ela não gosta de mim. Odeio Leah Fray principalmente pelo fato dela ser amiguinha da Monroe. Não vale nada.
–Não que seja da sua conta Fray, mas eu só vim tomar um ar!
Ela e Marina trocaram olhares estranhos e as duas continuaram paradas na minha frente sorrindo igual duas idiotas.
–O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntei desconfiada.
Se a festa estava tao boa, porque elas estão aqui me enchendo o saco?
–Sabe, os garotos estão tirando a roupa la na festa. Esta uma loucura! — Marina soltou um riso malicioso — Jonah não me deixou ver, por isso estou aqui.
–É serio isso? — Chloe perguntou com os olhos brilhando. Aquela era ingenua.
–Ah é serio, você esta perdendo — Leah disse — Se eu fosse você eu iria correndo ver, não é todo dia que eles fazem isso!
–Você tem toda razão!
Eu fiquei de boca aberta quando ela deu meia volta e voltou pra festa correndo.
Ela fez o que? Eu não acredito!
–Chloe! Onde pensa que vai? Temos uma coisinha pra fazer esqueceu? — Gritei e ela nem virou pra me olhar.
–Eu já volto! — Ela acenou.
Droga. Não se pode contar com ninguém hoje em dia. Chloe era tao inútil quanto essas duas aqui na minha frente. Já estava ficando sem paciência com essa situação.
–Enfim, estamos sozinha! — Leah se aproximou de mim. Seu sorriso amigável sumiu e foi substituído pela famosa cara que ela tinha de superior.
–Me deixa em paz Fray!
Me direcionei ao corredor onde estava a sala do escritório da professora. Se chloe não me ajudaria eu faria sozinha mesmo. Mas antes deu sequer me aproximar do corredor Leah me agarrou pelo braço e a Marina pelo outro.
–Calma aonde você vai com tanta pressa? — Ela sorriu e apertou mais meu braço.
–Me solta, você ta me machucando!
–Relaxa, a gente tem uma coisinha pra te mostrar! — Marina disse.
As duas começaram a me arrastar pro outro lado do corredor tao rápido que estávamos basicamente correndo.
–É coisa rápida, você vai gostar! — Leah me assegurou.
Eu já tinha cansado de me debater nos braços delas e deixei que me mostrassem o que quer que fosse. Eu não tava entendendo nada e cada segundo pra mim era precioso. Eu tinha que ter una longa conversa com a professora sobre vocês sabem quem, a minha noite iria de péssima pra incrível depois que tudo se resolvesse.
Essas duas idiotas me arrastaram ate la fora onde estava um pouco frio. Atravessamos o local da fogueira e elas pararam numa porta ao lado dos estábulos.
–Cara, você vai amar — Leah disse com um sorriso animado. Me soltou por um segundo e abriu a porta. Foi tao rápido que eu não consegui raciocinar direito. Depois que Leah abriu a porta a Marina me jogou pra dentro da sala que fedia a cavalo e eu cai sentada no feno. — Vai passar a noite ai com ração de galinha. Vai ser ótimo pra você poder se aperfeiçoar no gosto alimentar da sua especie. Só não come tudo e esquece das outras...
–O que? — eu gritei desacreditada.
Fiquei um pouco atrapalhada pra levantar porque o feno grudou no meu vestido e quando alcancei a porta elas trancaram na minha cara. Dava pra escutar elas rindo do lado de fora.
–Você esta de castigo Aline Salazar. Vai ficar ai e pensar em como é feio se meter na vida dos outros! — A voz risonha da Leah se sobressaltou e soquei a porta tremendo de raiva.
–Leah abre essa porta. Abre agora! — Gritei o mais alto que pude.
–Sinto muito. Quando tudo se resolver ou seja quando os pombinhos fizerem o que tem pra fazer, eu volto e te solto.
–Eu vou acabar com você! — Gritei forçando a maçaneta mas não abria de jeito nenhum. Eu comecei a gritar e ela não me respondeu. A risada das duas foi distanciando e elas tinham me largado ali. Elas tinham me deixado ali sozinha. — Leah!!! Não me deixa aqui, por favor! Leah!
Eu chutei a porta com raiva quando percebi que ela não voltaria. Queria chorar, queria gritar, queria até me corta. Mas o maximo que fiz mesmo foi sentar no chão e pensar de que melhor forma vou me vingar de Isabelle Monroe por isso. Dela e de todos eles.
[...]
Pov. Isabelle
Eu não conseguia acreditar no que eu estava fazendo. Minha mente com certeza estava fora do ar, eu não pensava nas consequências, nem no dia de amanha, e nem se aquilo era certo. Só conseguia pensar em foda-se, se caso eu morrer amanha posso dizer que morri feliz.
Eu nunca, nunca mesmo, havia me sentido assim, tao bem e tao estranha ao mesmo tempo. Eu tava com medo pela situação, não queria que a professora me pegasse aqui. E o meu maior medo era por amanha. No dia seguinte tudo se complica. Mas isso eram só pensamentos aleatórios.
Minha cabeça estava a mil por hora com as maos de Peter percorrendo meu corpo tao ferozmente. E o corpo daquele garoto era um crime, literalmente. Ele deveria ser preso por ser assim, Deus me perdoe dizer, mas tao perfeito e eu não acredito que eu esteja dizendo isso nem que seja por pensamento.
Já nem sabia onde estavam minhas lingeries. Ele arrancou e as jogou em algum lugar que eu não vi, ele mesmo só estava vestido com sua boxe.
E de repente o celular dele começou a tocar. Na primeira vez nos ignoramos, então ele parou e depois começou a tocar de novo.
–Atende — Eu disse me afastando dele. Eu odiava aquele barulho e ele negou indignado.
–Não, nem pensar. — Ele se deitou sobre mim e me deu um beijo. O celular continuou tocando na cabeceira da cama e ele o jogou no chão com tanta força que deve ter desligado porque a bateria saiu — Quem quer que seja vai ter que esperar até amanha!
Espero realmente que não seja uma emergência. Porque se for caso de morte, a pessoa vai morrer, mas Peter não vai atender o celular agora.
Ele desceu beijos pelo meu pescoço e ombro enquanto suas maos apertavam minhas coxas. Era difícil controlar alguns gemidos e eu queria morrer quando ele sorria com isso. Ele se levantou e tirou a sua box e foi ai que eu percebi que eu estava fudida, completamente fudida. E eu ia ama cada segundo, e como iria! Ele resgatou a calça tirando uma camisinha dali e logo depois a colocou.
Sem dizer uma palavra ele se deitou novamente sobre mim e me puxou pelo cabelo pra um beijo. Sua mao foi escorregando da minha cintura pra minha perna e eu pude sentir, ele me invadiu sem dó nem pena e sem avisar.
–Ai, meu Deus! — Não consegui reprimi um gemido escandaloso.
Seus movimentos eram ritmados e apressados. Sinceramente, eu nunca me senti tao completa, era como se nossos corpos se encaixassem e isso era diferente de tudo que eu já havia sentido. Quando chegamos ao ápice juntos eu quase não conseguia respirar e nem ele. Ele se jogou do meu lado ofegante encarando o teto e eu mesma não conseguia olhar pra ele.
[...]
No dia seguinte eu acordei com o sol batendo no meu rosto e com batidas leves na porta. Me espriguicei instintivamente e trombei com Peter. Merda, eu havia ficado tao cansada na noite passada que não consegui nem sequer me levantar e acabei dormindo por aqui mesmo. Peter estava do meu lado dormindo com o cabelo todo no rosto. Me peguei sorrindo só pelo fato dele parecer uma pessoa normal, infelizmente quando ele esta acordado não é bem assim.
–Hey pombinhos — ouvi a voz baixo do Jonah na porta — Eu sei que deve ta tudo de bom ai, mas to a fim de trocar de roupa. Enfim, eu volto daqui a pouco e espero que estejam acordados.
Eu suspirei. Havia me esquecido que Jonah e Peter dividem o quarto, nem quero imaginar onde ele passou a noite.
Respirei fundo e encarei o braço do Peter envolvendo meu corpo, droga. Não quero que ele acorde, não agora que eu to sem roupa e nem sei aonde ta minha calcinha.
Segurei seu braço com delicadeza mas ele tava me segurando com força, meu Deus do céu, eu me afastei um pouco e coloquei o braço dele em cima do colchão. Já estava me virando pra levantar da cama quando o safado me puxou de volta.
Quando eu olhei pra ele, ele tava sorrindo ainda com os olhos fechados.
–Aonde você pensa que vai? — Ele perguntou com a voz sonolenta e só de ouvi-lo meu coração disparou. Meu plano de não acorda-lo não deu muito certo!
–Procurar a minha calcinha? — Disse mais em forma de pergunta.
Ele abriu os olhos e eu prendi a respiração. Droga, ele acorda muito lindo. Ate com aquela cara de desconfiado e aquele cabelo todo bagunçado, ele não tava parecendo real.
–Ta em baixo da cama!
Eu soltei todo o ar do pulmão assentindo. Merda, porque ele acordou? Era pra ele estar dormindo quando eu saísse pra evitar esse tipo de conversa.
–Então eu acho melhor eu ir pegar e... Colocar né!
–Bom, eu prefiro você sem.
–Hum, engraçadinho — disse batendo nele. Eu me sentei e me enrolei no lençol com ele me olhando e pra sair de cima da cama foi um sacrifício.
–Não sei porque ta escondendo isso ai, eu vi e abusei disso tudo ontem! — Ele se sentou na cama pra me observar.
Eu fingi que ele não tava me olhando e que ele não tava rindo do fato deu ter ruborizado com o que ele disse.
–Depois da noite passada percebi o quão tarado você é, e eu não vou andar nua na sua frente! Não mesmo!
–Ah não? — Ele ergueu as sobrancelhas me desafiando. — Então pensa rápido!
E quando eu menos esperei ele tacou um travesseiro em mim e novamente como reflexo eu deixei o lençol cair pra segura-lo. E la estava eu nua na frente dele me xingando mentalmente e me cobrindo com travesseiro.
–É a segunda vez que faço isso com você. Nunca vou me cansar — Ele tinha um sorriso de orelha a orelha — Um ótimo jeito de começar o dia não acha.
–Não! Eu não acho! — Gritei e taquei o travesseiro nele recuperando o lençol e minha calcinha e sutiã no chão.
Corri pro banheiro mais uma vez rindo sozinha enquanto eu lembrava da primeira vez em que ele tinha feito aquilo comigo. Eu passei uma semana com vergonha de olhar pra cara dele. E olha só pra mim agora.
Quando eu sai do banheiro tentando ajeitar o vestido ele tava meio vestido recuperando o celular no chão e o Jonah já estava no quarto. Ele me encarou quando me viu saindo, mas o Jonah nem pareceu me ver ali. Ele estava tao elétrico.
–Eu quero detalhes e detalhes de tudo que aconteceu neste quarto enquanto eu não estava Peter, e nem vem que não tem. Quero realmente saber todos os detalhes sobre tudo meu amigo... — Tagarelava ele ate me ver parada na frente do banheiro. Ele deu um sorriso de 35 dentes — Izzy! Você esta radiante!
Ele veio ate mim e me abraçou me tirando do chão e eu quase sufoquei. Quem vê eu não vejo ele a tipo, uns 5 anos.
–Caralho — ele falou me pondo no chão — Vocês estão ate com aura diferente. Ta mais alegre e você meu amigo — Ele olhou pro Peter ainda sorrindo — Meu deus, você ta muito ferrado isso sim, mas da pra ver que ta diferente! Eu amo vocês dois!
Ele nos puxou pra um abraço em grupo meio desajeitado.
Peter ficou encarando ele como se ele tivesse drogado e pela primeira vez na vida concordei com ele.
–Gostaria muito de saber que porra de aura é essa que você ta vendo — Peter disse quando ele nos soltou — Se eu to com cara de sono ainda!
–E ele não vai te contar nada — Disse e os dois me encararam — Pra que você precisa saber Jonah?
–Ah izzy, a vida sexual desse cara me interessa muito! — Ele disse dando tapinhas nas minhas costas. -E ele vai me contar tudo quando você sair daqui!
Eu encarei Peter e ele deu de ombros. Bufei!
–Quer saber, fiquem a vontade!
Sai do quarto de fininho pro caso de ter alguem no corredor e corri ate meu quarto que estava estranhamente vazio e silencioso. Nada de Leah histérica ou uma Marina super curiosa.
Pude ate respirar melhor, tudo que eu precisava era de um tempo sozinha. Tirei aquele vestido e corri pro banheiro me enfiando de baixo do chuveiro tirando todo o suor e cansaço do corpo.
Quando sai pra por uma roupa ate me assustei quando vi meu corpo no espelho totalmente marcado. Tinha partes da minha coxa que estava vermelha e meu pescoço e ombro estavam roxos. Sim, roxo. Acho que essa era tal aura de que Jonah tava falando.
Enfim, coloquei uma roupa qualquer e tentei disfarçar tudo com maquiagem se não iam achar que alguem tinha abusado de mim noite passada.
Desci pro café e estava como eu imaginei. Quase vazio, a maioria deveria ta dormindo depois daquela festa. Se tinha uns 10 alunos la era muito. E uma delas era Leah e Marina sentadas na mesa com uma cara de ressaca que só por Deus.
–Bom dia flor do dia — Disse Leah assim que me sentei ao seu lado. Ela me estendeu uma maçã e eu peguei.
–Bom dia!
Marina não disse nada só sorriu pra mim e as duas ficaram com aquele olhar esperançoso que eu bem conhecia. Revirei os olhos dando uma mordida na maça.
–Só avisando que sua tentativa de cobrir certas marcas com maquiagem falhou! — Marina disse maliciosa.
Eu suspirei. Se ela visse como tava antes não iria falar isso.
–E então, Peter te comeu direitinho? — Leah perguntou tao naturalmente como quem pergunta "Como foi seu dia".
–Sim — Disse apenas.
As duas pararam o que estavam fazendo no mesmo instante como se o mundo tivesse dado uma pausa. E se entreolharam e depois olharam pra mim de queixo caido.
–Que foi?
–Estávamos aqui imaginando que tipo de desculpa você daria — Leah disse — Não achei que iria ser direta. Já tava pensando em como iria arrancar a verdade de você!
–Hoje resolvi facilitar a sua vida! — Falei.
–Deveria fazer isso mais vezes, não sabe como você muda o meu dia assim! — Ela tava sorrindo como uma lunática.
Peter e Jonah chegaram do nada me assustando. Ele me empurrou pro lado de um jeito super delicado pra sentar do meu lado e roubou o pedaço do pão da Leah.
–Intimidade é uma merda mesmo — Ela disse e ele sorriu.
–Eu não acho!
–Peter não me contou os detalhes da noite quente de vocês — Jonah disse tacando um pedaço de pão em mim — Porque falou que prefere dizer pra todo mundo duma vez!
Eu encarei ele mas indignada do que surpresa. Isso era muito a cara dele.
–O que eu posso fazer se eles gostam de saber da minha vida intima. Não tenho culpa! — ele disse sem se importar
–Abra a sua boca pra você ver.... — Eu bati nele que riu. Eu odiava esse bom humor dele.
–Ah, eu acho bom você contar! — Leah gritou de repente apontando um canudo pra ele como se fosse uma faca — Eu sofri ontem por vocês cara, eu mereço saber!
–Sofreu com o que garota? — Peter ergueu as sobrancelhas pra ela.
–Cara, eu tive que trancar a VacAline na sala de ração se não vocês estavam fudidos porque ela ia contar pra senhora Addans o que vocês estavam fazendo — Meu queixo caiu e acho que o do Peter também — Admitem, sou uma boa amiga e um ótimo ser humano!
–Ser humano bom você não é! — Marina disse. Só que de repente ela ficou branca igual um papel parecia que ia desmaiar ou sei la o que. -Leah, meu Deus!
–Credo Marina, que foi? — Ela perguntou preocupada.
–A gente esqueceu porra — ela bateu no braço dela freneticamente — A gente esqueceu de soltar a Aline ontem. Ai puta merda!
Leah cobriu a boca com as maos e começou a rir histericamente.
–É verdade. Essa hora ela deve ta bem socializada com a raça dela — Gargalhou ela.
Meu Deus. Leah não tem limites. Eu ainda tava sem reação olhando pra aquelas duas malucas.
–Misericórdia! — Jonah disse.
–Você são duas retardadas — Peter riu e depois deu de ombros — Mas pelo menos você serviu pra alguma coisa ontem Leah.
Ele levantou e dei um beijo melado na bochecha dela que bateu nele.
Eu ainda tava pensando se agradecia ou se xingava elas ate ficar sem vos. Mas eu não poderia esperar nada diferente vindo delas duas ainda mais sobre efeitos do álcool.
–E vocês estão esperando o que pra soltar ela? — Perguntei.
As duas se olharam e deram de ombros.
–Quem esperou a noite inteira pode espera mais um pouco. — Leah disse indiferente — Ate porque eu não ou interromper meu café da manha por causa dela!
Se tem uma coisa que eu tenho certeza nessa vida. É que meus amigos são os mais loucos e com toda certeza não os trocaria por nada.
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