WebNovela - SAFIRA
2 Safira Segundo CAPÍTulo
Notas iniciais
CENA 01. SÃO PAULO – PLUMA, MANHÃ
Alberto está em seu escritório, sentado. Sua secretária, Maria, entra no escritório.
Maria: Senhor Alberto?
Alberto: Sim, Maria. Pode falar.
Maria: Boas notícias. Encontramos a garota que o senhor estava procurando.
Alberto se levanta rapidamente.
Alberto (feliz): Ótimo! Vamos pra lá agora!
CENA 02. Escritório de Ágata
Ágata vê seu pai saindo da empresa pela janela de seu escritório. Ela está com Tomás.
Ágata: Você viu? Meu pai saiu às pressas com aquela sonsa da Maria. Isso não é bom!
Tomás: Talvez não seja o que parece…
Ágata: Claro que é! Meu pai encafifou com a ideia de descobrir onde essa tal de Débora está, desde o dia em que encontrou aquela mulherzinha que ele se envolveu há séculos atrás.
Tomás: E qual é o problema dele encontrar essa garota? Isso não muda sua vida.
Ágata se aproxima de Tomás
Ágata: Mas é claro que muda seu idiota! Ele veio com uma conversa estranha pra cima de mim, agora já imaginou se essa garota for filha dele?! Vou ter que dividir toda a herança com ela! Sem condições!
Tomás se levanta
Tomás: Bom, se isso for verdade, e se ele realmente encontrar ela…. Você sabe que vai ter que dar um jeito, não sabe?
Ágata: Nós vamos dar um jeito! Não importa como, mas não vou deixar que ela chegue pra pegar só a melhor parte!
Tomás se aproxima de Ágata e agarra ela pela cintura.
Tomás: Você é tão má…
Ágata (com um sorriso estampado no rosto): Essa grana já é minha! Esperei tempo demais. Não vai ser uma bastarda que acabou de descobrir que tem um pai que vai tirar ela de mim! Não mesmo!
Os dois se beijam.
CENA 03. Débora – Pablo – Banco de praça.
Pablo está abraçado com Débora no banco.
Pablo: Gostou do passeio?
Débora: Nossa! Do jeito que você fala parece que você é meu pai e eu sou sua filhinha… — Débora ri – Mas gostei sim. Foi ótimo!
Pablo: Agora já pode falar que foi ótimo porque todo passeio comigo é ótimo, porque você me ama! — Pablo ri.
Débora: Ah, mas que convencido! Nunca mais elogio meus passeios com você.
Pablo ri e beija Débora.
Débora: Ah, se eu pudesse eu ficava o dia inteiro aqui com você… É tão bom!
Pablo: Então por que não fica? Em?
Débora: Ah, não faz isso — Débora ri – Você sabe que eu não posso deixar minha mãe fazendo tudo em casa. Ainda mais agora que ela passou mal. Ela já faz demais por mim.
Pablo (em tom de brincadeira): E como vai ser quando nos casarmos? Por acaso ela vai junto?
Débora: Nossa, mas como você está venenoso hoje! Cadê meu namorado gentil?
Pablo: Eu sei, eu sei! Tô brincando… Eu adoro sua mãe.
Débora: Ela também te ama… Agora me deixa ir senão eu não saio mais daqui.
Pablo: Te encontro mais tarde?
Débora: Com certeza!
Os dois dão um selinho. Débora volta pra casa.
CENA 04. CARRO DE ALBERTO.
Coronato estaciona o carro em frente à casa de Elisa.
Alberto: Essa é a casa Maria, tem certeza?
Maria: Tenho sim, senhor! Foi aqui que vimos aquela mulher entrar.
Alberto: A Elisa? Foi a Elisa que vocês viram entrar aqui?
Maria: Sim, ela mesmo. A mãe da Débora, certo?
Alberto: Ela mesmo! Finalmente encontrei as duas! Vou ir até lá, os dois podem voltar para a Pluma. E muito obrigado!
Alberto desce do carro. Elisa está estendendo a roupa. Alberto a vê.
Alberto (se aproximando do portão): Elisa! Elisa, sou eu, Alberto!
Elisa fica boquiaberta quando o vê. Ela se aproxima.
Elisa (espantada): Alberto?! Mas… — Elisa abre o portão – Mas o que você está fazendo aqui?! Como foi que me encontrou?!
Alberto: Elisa, vamos lá. Você sabia que um dia isso iria acontecer. Eu quero conhecer minha filha.
Elisa: Sua filha?! Que filha?! Só porque você decidiu que tem uma filha?!
Alberto: Elisa eu pensei que você tivesse perdido aquela criança. Caso contrário eu nunca teria te deixado chegar à essa situação! Eu tenho o direito de conhecer ela.
Elisa: Você não tem direito nenhum! E mesmo que tivesse, ela não está em casa.
Alberto: Elisa, ela precisa saber que tem um pai! Eu posso dar uma vida melhor à todas vocês!
Elisa: Não precisamos do seu dinheiro! Sempre nos viramos para sobreviver, e não vai ser agora que vamos ter dificuldades. Vá embora!
Elisa fecha o portão, mas Alberto segura.
Alberto: Não faça isso comigo! Por favor! Eu não viria até aqui se não tivesse boas intenções…
Elisa: Já disse que ela não está em casa!
Débora está caminhando de volta para sua casa. De longe ela vê sua mãe ela grita para ela.
Débora: Mãe! Cheguei!
Alberto se vira e avista Débora, ele fica um tempo a olhando, em seguida ele vira de volta para Elisa.
Alberto (feliz): É ela?! Ela é minha filha?!
Elisa fica sem reação.
Elisa (tentando controlar a situação): Não conte nada e eu deixo você entrar.
Débora: Oi mãe! Quem é esse?
Elisa: Filha, esse é o Senhor Alberto. Ele foi um grande amigo da família algum tempo antes de seu pai morrer.
Débora: Prazer, sou Débora.
Alberto fica encantado.
Alberto: Prazer, Alberto.
Débora: Mãe, já que ele foi um grande amigo da família, acho que devíamos convidar ele para entrar… Tomar um café.
Elisa: Filha, eu acho melhor n…
Alberto (interrompendo): Eu iria amar!
Elisa olha para Alberto com um semblante fechado. Débora o acompanha até dentro da casa.
CENA 05. PLUMA
Ágata vê Maria chegar e vai até ela.
Ágata: Maria!
Maria: Senhora Ágata. Em que posso ajudá-la?
Ágata: Começa dizendo onde meu pai foi com tanta pressa, anda!
Maria: Desculpe dona Ágata, mas não tenho permissão pra isso.
Ágata ri.
Ágata: Não tem permissão?! E vem cá, quem é que te dá permissão pra alguma coisa aqui?! Eu sou a futura dona dessa empresa! O que eu falo, é lei! Se eu fosse você eu começava a dar explicações!
Maria (intimidada): O Senhor Alberto foi encontrar uma pessoa…
Ágata: Pessoa? Que pessoa criatura?! E onde ele foi encontrar?!
Maria (nervosa/com medo): Isso eu não sei dizer, melhor a senhora falar diretamente com seu pai, com licença.
Maria vai sair, mas Tomás chega e a segura pelo braço.
Tomás: Vai onde com tanta pressa Maria? — Tomás olha para Ágata e ri.
Ágata (sorrindo): Você pode ir pra onde você quiser. Depois que me passar o endereço de onde meu pai foi encontrar essas pessoas!
Maria: Tudo bem! Tudo bem, eu passo.
Maria pega um bloquinho e escreve o endereço, em seguida o entrega para Ágata. Ágata olha fixamente e sorri.
Ágata: É pra lá que nós vamos!
Tomás solta Maria, a empurra. Depois que os dois saem Maria solta um sorriso, como se estivesse gostando do que estava acontecendo.
CENA 06. NIGHT PRIME, BOATE DE EDGAR.
Mariana está testando o som da boate. Edgar se aproxima.
Edgar: Tarefa difícil, não?
Mariana: Nada é difícil quando você ama fazer aquilo.
Edgar: Falou bonito! Bom, espero que tudo que bom. Afinal o Alberto disse que iria precisar da boate caso encontrassem quem estava procurando.
Mariana: Huum… Quem será essa pessoa? Deve ser alguém muito especial.
Edgar: Com certeza! Ele não quis me falar quem era, só garantiu que caso encontrasse todos iriam saber. Mas deve ser alguém muito importante em sua vida. O Alberto não é de dar festas assim…
Mariana: Bom, então espero que ele encontre, afinal… Ele é um grande cliente aqui da casa.
Edgar: Grande? O maior! As festas que ele dá sempre são caras e de altíssimo nível! A casa fica bem falada, nós ganhamos mais lucro. Todos se favorecem.
Mariana se aproxima de Edgar.
Mariana: Agora é torcer pra ele achar quem tanto procura.
CENA 07. CASA DE ELISA.
Alberto, Débora e Elisa estão sentados no sofá da sala.
Alberto: Foi muito bom te conhecer, Débora! Você é uma menina incrível!
Débora: Muito obrigada Alberto! Você também me pareceu uma pessoa muito boa! Me deixa levar esses copos pra cozinha, já volto,
Débora sai e ficam apenas Elisa e Alberto.
Elisa: Agora você pode ir embora.
Alberto: De jeito nenhum. Elisa, eu vim aqui no intuito de encontrar e fazer a Débora saber que ela é minha filha. Que ela tem um pai!
Elisa: Fala baixo! Quer que ela escute?!
Alberto: Sim! Ela tem que saber!
Elisa: Alberto. Eu, mais do que ninguém quero muito que a Débora descubra que tem um pai. E que ele seja presente na vida dela. Mas vocês acabaram de se conhecer, pode ser muito arriscado!
Alberto: Confia em mim! — Alberto senta ao lado de Elisa – Vai dar tudo certo! — Alberto pega nas mãos de Elisa – E eu prometo que vocês duas vão ter direito a tudo! Tudo!
Uma lágrima cai do olho de Elisa. Débora chega e vê.
Débora: Mãe? Mãe, a senhora está chorando? O que aconteceu?!
CENA 08 – CASA DE ELISA, PARTE EXTERNA.
Tomás estaciona seu carro em frente à casa de Elisa. Ágata, ainda dentro do carro começa a falar.
Ágata: Então é aqui! — Ágata fixa o olhar na casa.
Tomás: É, mas pra ter certeza, melhor eu ir perguntar se alguma Elisa ou Débora mora mesmo nessa casa. Já volto!
Tomás sai do carro. Pela janela, Ágata consegue ver do carro onde está o rosto de seu pai.
Ágata (com ódio): Velho desgraçado!
Seu pai se levanta, então ela consegue ver claramente o rosto de Débora, a garota que viu na rua com seu pai. Ágata não acredita naquilo, fica boquiaberta.
Ágata (tremendo de raiva): Você! Tinha que ser você, não é?!
Ágata abre o porta-luvas do carro e pega uma pistola. Ela observa bem a rua e vê que não tem ninguém por perto. Ela aponta a arma para a janela, exatamente onde Débora está. Olha fixamente para Débora em sua mira, com ódio.
CENA 09 – CASA DE ELISA, INTERIOR.
Elisa enxuga seu rosto rapidamente. Ela se levanta.
Elisa: Débora, minha filha… Débora tem uma coisa que você precisa saber!
Débora (desentendida): Mãe, você está me assustando. O que está acontecendo?
Elisa: Débora. O Alberto… O Alberto não é um amigo da família. Ele é mais que isso.
Débora: O quê? Mas… Mas como assim? Não to entendendo nada. Me explica mãe!
Elisa:O fato é que esses anos todos eu vi o quanto você sofreu pela falta de um pai. Alguém que te desse o carinho e a atenção que só um pai tem.
Débora: Mãe, mas…
Elisa: Por favor, me deixe falar. Não me interrompa filha, por favor. A hora chegou. Se dependesse de mim isso iria demorar muito mais, mas não posso. O Alberto minha filha, ele é… — Elisa olha para Alberto. Alberto põe suas mãos no ombro de Elisa – O Alberto é seu pai.
Débora fica completamente surpresa e, de certa forma, chocada ao ouvir isso.
A CENA MUDA RAPIDAMENTE PARA ÁGATA, COM A ARMA APONTADA PARA DÉBORA E EM SEGUIDA VOLTA PARA O SEMBLANTE SURPRESO DE DÉBORA. A IMAGEM GANHA TONS AZUIS, CONGELA.
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