WebNovela - SAFIRA
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Não Recomendado para menores de 12 anos!
SÃO PAULO (CAPITAL) – 1993
CENA 01 (Noite) – HospitalElisa (jovem, nessa fase interpretada por Bruna Marquezine) está dando a luz à Débora, filha dela com Alberto. Ela está suando e grita de dores.Médico: Vamos Elisa! Falta pouco!Elisa grita ainda mais.Elisa (suando, sem forças): Não dá! Eu não consigo mais, não dá! – Elisa chora.O médico, cuidadosamente, pega a filha de Elisa que acabou de nascer, ele sorri. Elisa (sorrindo, vendo sua filha): Minha filha! – Elisa sorri ainda mais e estende os braços para pegá-la. O médico a enrola em uma toalha e a põe nos braços da mãe.Elisa (suada, chorando): Débora! – Elisa sorri.Algum tempo depois o médico se aproxima de Elisa.Médico: E o pai, como chama?Elisa, constrangida, apenas abaixa a cabeça. O médico entende a resposta.CENA 02 – Hospital (mesmo dia)Dora (Flávia Alessandra) está dando a luz à Ágata, filha dela com Alberto (nessa fase, interpretado por Henri Castelli). Nessa época Alberto está com 32 anos. Eles estão na sala de cirurgia, Dora grita de dores. Alberto, preocupado, fica inquieto apenas observando o parto de sua filha. Alberto (para o doutor): Sai tanto sangue assim mesmo doutor?O médico expressa um semblante de preocupação e Alberto já percebe que isso não é comum. Dora continua a gritar de dor.CORTA PARA: Alberto está na sala de espera sentado. Ele viu sua filha nascer, mas saiu da sala após isso porque os médicos tentavam manter Dora viva. Algum tempo depois o doutor chega para Alberto.Alberto: Doutor! – Alberto se levanta rapidamente – E então, como minha mulher está?!Doutor: Olha… Tentamos de tudo, mas infelizmente… Alberto nem espera o doutor completar a frase. Ele senta e eleva as mãos à cabeça, como se não acreditasse.Doutor: Olha, sinto muito pela sua mulher. Sua filha está na sala de recém-nascidos, depois conversamos.Alberto, chorando, respira fundo e se levanta. Ele caminha até a sala de recém-nascidos, vai até sua filha. Ele pega pelo bracinho dela e observa a pulseira com o nome “Ágata”. Alberto (chorando/sorrindo): Ágata… Minha filha! – Alberto sorri.Em seguida, passam vários flashes do velório de Dora, na manhã do dia seguinte.CORTA PARA:Alberto entra em sua casa, onde iria morar com Dora. Enquanto ele estava no velório, seus pais cuidavam de Ágata. Alberto vai até eles, os dois estão sentados em um sofá simples, sua mãe (Vanda) está com Ágata no colo, seu pai (Virgílio) se levanta rapidamente ao vê-lo e lhe dá um abraço. Virgílio (Tarcísio Meira): Meu filho, venha comigo! Alberto e seu pai caminham até o quarto que seria onde Alberto e Dora dormiriam juntos. Sobre a cama está uma mala. Alberto: O que é isso, pai?Virgílio: Sente-se filho.Alberto se senta na cama, seu pai também.Virgílio: O que tem nessa mala é algo que esperei para te dar, quando fosse a hora certa, e essa hora chegou.Virgílio abre a mala, nela estão duas Safiras. O azul delas era forte e vivo, de encher os olhos. Alberto: Pai! Mas o que é isso? Parece ser muito valioso!Virgílio: Sim! E é! São duas safiras… Encontrei quando garimpava com meu pai e ele deixou que ficasse comigo, pois sabia que no futuro iria valer muito mais. Quero que fique com elas. Alberto: Eu? Tem certeza pai?Virgílio: Absoluta! Mas escute bem o que vou te dizer agora: Pode ser que isso seja o motivo de discórdia entre você e sua família, mas depende de você não deixar que isso aconteça. Nunca, nunca deixe que a ambição e o dinheiro venham te corromper filho! E no seu caminho você pode encontrar pessoas que façam de tudo por prazeres materiais, mas isso não deve acontecer com você!Alberto entende a mensagem que seu pai lhe deu, então os dois se abraçam.SÃO PAULO – 2005CENA 03 (Dia) – Casa de AlbertoOs pais de Alberto já morreram, ele está no início de sua empresa, a Pluma. Com alguns problemas financeiros, ele pega as Safiras que seu pai lhe deu e as observa em seu quarto. Ele recebe um telefonema, atende. Conversa com um de seus funcionários ao telefone, de repente se distrai e sai do quarto, deixando as Safiras em cima da cama. Ágata, com 12 anos, entra no quarto de seu pai. Ela vê as Safiras e, mesmo tão jovem, já as deseja. Ela olha fixamente para aquelas duas pedras preciosas que estava em sua frente. Mesmo sabendo que não eram suas, já despertava dentro de si o nascimento de uma forte ambição e ganância. CENA 04 – Casa de ElisaElisa estende as roupas no varal. Débora, também com 12 anos, vai correndo até a mãe.Débora: Mãe! Já lavei as louças.Elisa: Que bom filha! – Elisa sorri – Agora pode brincar um pouco.Débora começa a brincar com umas bonecas em péssimo estado. De repente ela observa uma garota na rua, sendo empurrada em um carrinho pelo pai. Ela observa fixamente, e se entristece. Elisa, percebendo isso, vai até sua filha e a abraça, também triste.
A CENA SE ESCURECE E VOLTA A CLAREAR DANDO INÍCIO À OUTRA CENA.CENA 05SÃO PAULO – 2016As cenas se iniciam com imagens da cidade (Manhã) ao som de La Plata – Jota Quest.Em seguida (ainda com a trilha) é mostrada Ágata – Ágata é filha de Alberto, agora com 23 anos, alta, morena, magra e muito bonita e bem vestida, e apesar dele pensar que ela é um doce de pessoa, está prestes a perceber um caráter oposto nela, já que ela só tem interesse em herdar toda a fortuna de seu pai sem precisar fazer esforço – com várias sacolas nas mãos, no shopping. Ela caminha até seu carro.Ágata (entregando as sacolas para Coronato, motorista e muito amigo de Alberto): Guarda tudo! Passa em casa e deixa todas as sacolas lá! Não vou voltar com você.Assim que Coronato sai com o carro, Tomás chega por trás de Ágata – Tomás tem 25 anos e não tinha uma vida boa até conhecer Ágata, depois disso, ele aceitou fazer parte dos planos mais sujos dela só para garantir uma vida de luxo para si – Tomás agarra Ágata com força.Tomás (beijando o pescoço de Ágata): Finalmente vou ter você só pra mim!Ágata (sorrindo): Me tira daqui, vai! CORTA PARA:Tomás e Ágata estão em um quarto de Motel. Ágata rasga a camisa de Tomás e o empurra na cama, ele cai e fica apenas a observando. Ágata tira suas roupas lentamente enquanto Tomás observa a desejando, quando ela está quase nua, ele a puxa com força para a cama, abaixa sua calcinha, a puxa pelos cabelos e os dois fazem sexo.CORTA PARA:Ágata (colocando suas roupas): Odeio quando você me traz pra esses motéis baratos!Tomás (sem camisa, sentado na cama observando Ágata se trocar): Você sabe muito bem que é o máximo que eu consigo pagar já que seu pai anda controlando a grana!Ágata (já vestida): Pior que você tem razão! Tomás: E vem cá… Você já descobriu onde é que ele esconde as jóias?Ágata: Ainda não! Ele conseguiu esconder muito bem elas, mas não precisa se preocupar, vou dar mais uma procurada depois. E além do mais ele já tá velho! Falta pouco pra colocar toda aquela fortuna sob meu controle.Tomás: Seu pai não é bobo Ágata! É bem capaz dele ser um daqueles velhotes que tem a filosofia de quem ama o trabalho!Ágata: Olha aqui! – Ágata coloca a mão pressionando as bochechas de Tomás – De uma coisa você pode ter certeza: Eu vou colocar as mãos naquela fortuna! E principalmente naquelas jóias que ele insiste em esconder de mim! Nem que pra isso eu… – Ágata começa a acariciar o peitoral de Tomás – Quer dizer, nós, precisemos fazer as coisas andar mais rápidas… – Tomás abre um sorriso – Entende?Tomás (sorrindo): Será que você é capaz de matar? Ágata: Por dinheiro – Ágata se aproxima mais ainda de Tomás – Sou capaz de matar até meus filhos! Após ouvir isso, Tomás sorri ainda mais, agarra Ágata e lhe dá um beijo de língua. Depois de um tempo Ágata se esquiva de Tomás.Ágata (de pé): Chega! Por mais gostoso que você possa ser, tenho que ir embora! Tomás: Já?!Ágata: O velho resolveu que vai vir me buscar pra maldita da reunião dos acionistas na Pluma hoje. Preciso ir.Tomás: Tudo bem então. Onde ele vai te pegar? Te deixo lá.CENA 06 – Supermercado – Elisa – Débora.Elisa foi um amor do passado de Alberto, ela não era apenas uma mulher, pois, para Alberto, ela continuava sendo a grande paixão de sua vida. Débora é filha de Elisa, e Alberto nem imagina que ela também é sua filha. Débora está com 23 anos, se veste simples e, ao contrário de Ágata, nunca teve luxo em sua vida, e também não sabe que Alberto é seu pai, talvez por isso tenha se tornado uma pessoa mais gentil.Elisa e sua filha Débora estão na fila de um supermercado, esperando para pagarem suas compras, a fila está enorme pois dois balconistas conversam.Elisa (observando a fila enorme): Ah! Mas desse jeito não vamos sair daqui nunca!Débora: Calma mãe. Pelo preço que estamos pagando vale a pena…Elisa: É. Você tem razão. Não é sempre que compramos essa quantidade de coisas por um preço barato desses.Débora: E além do mais não tem nada que a senhora possa fazer pra fila andar – Débora sorri. Elisa: Ah, não?! – Elisa deixa as sacolas no chão, sai da fila e grita para os balconistas – Os dois aí vão continuar conversando ou vão resolver trabalhar?! – Os balconistas olham para ela.Elisa (em um tom irônico): Não, é porque nós temos todo o tempo do mundo! Inclusive nosso único compromisso pra hoje é ficar nessa fila! – Após isso a fila volta a andar e Elisa volta para seu lugar.Débora (rindo): Mãe! O que foi isso? A senhora não tem jeito!CENA 07 – Shopping.Ágata e Tomás esperam Alberto. – Alberto tem 55 anos e é dono da Empresa Pluma, uma empresa de produtos de higiene pessoal e que também trabalha com moda, demorou, mas com muito esforço e sacrifício ele conseguiu subir na vida e conquistar uma vida confortável e estável, porém em sua vida amorosa ele não teve tanta sorte assim – Ágata então avista o carro de seu pai.Ágata: Tomás ele chegou! Agora vai embora!Tomás: Nossa é assim?! Me troca por esse velho do seu pai fácil em…Ágata: Ah, para de drama vai! To cuidando do nosso futuro, não se esqueça disso! Tomás: Eu vou! Mas te encontro na Pluma! – Tomás vira o rosto de Ágata e a beija. Ágata empurra Tomás, então ele vai embora. Alberto estaciona o carro e Ágata entra.Alberto: Como vai minha filha?Ágata: Ótima! Alberto (com o carro em movimento): Tive que vir te pegar porque o Coronato disse que você preferiu ficar mais um pouco. Mas aí percebi que com esse trânsito você não iria chegar a tempo.Ágata: Ah, sim! Resolvi ficar por lá e comer alguma coisa… Mas ainda bem que tenho o senhor, não é? – Ágata vira para o lado oposto de seu pai e solta uma expressão de nojo.Alberto (parado no trânsito): Droga! Essa cidade anda cada vez mais lenta… Não posso me atrasar para a reunião dos acionistas – Alberto pega o celular e vê as horas – Droga! – Alberto toca a buzina várias vezes.Ágata: Sinto em te dizer que buzinar não vai fazer o trânsito andar…O trânsito finalmente anda, mas o semáforo fecha bem na hora em que Alberto vai atravessar com o carro. Alberto: Ótimo! Mais essa!Enquanto isso, na faixa de pedestres em frente a Alberto passam Elisa e sua filha, Débora.Elas saem do supermercado, carregam sacolas e atravessam apressadamente. Ao vê-las, Alberto percebe que conhece a moça mais velha, ele se aproxima do vidro e observa bem.Alberto (dizendo para si mesmo, espantado): Elisa?! Será que é você mesmo?! Ágata (perdida): Quê? Ela? Ela quem pai?!Alberto sai de seu carro, Ágata apenas observa indignada, Elisa e Débora já estão mais distantes. Alberto não resiste e começa a gritar:Alberto: ELISA! ELISA! – Alberto leva as mãos à boca e grita mais alto – ELISA!Ágata (gritando do carro): Pai! – Ágata solta o cinto, abre a porta e sai – Deixa de dar uma de maluco e entra no carro! Elisa não ouve, mas agora Alberto tem certeza de que a conhece, de que ela é a mulher por quem fora apaixonado tempos atrás. O sinal abre e os carros atrás de Alberto começam a buzinar. Alberto percebe e volta para seu carro. Ágata (indignada): Francamente em senhor Alberto! Que ideia absurda foi essa de ficar gritando no meio da rua?!Alberto (ainda espantado): Eu tenho certeza de que conheço uma daquelas mulheres, filha. Certeza!Ágata (sussurrando): Já eu tenho certeza de que a cada dia que passa você fica mais gagá!CENA 08 – Pluma – Escritório de Alberto.Alberto está sentado, Marcílio, seu advogado, está sentado em frente a ele.Marcílio: Alberto, tem certeza que esse é o melhor caminho?Alberto: Mas é claro que tenho Marcílio! Não vejo outra solução.Marcílio: Mas pense bem. Você acabou de ver essa moça, e foi por acaso. Não dá pra se ter certeza se ela é mesmo quem você pensa ser.Alberto: Mas eu tenho toda certeza Marcílio! Eu jamais me esqueceria do rosto da Elisa. Por isso preciso procurar, tenho certeza de que era ela! E aquela moça… A que estava com ela…Marcílio: Não Alberto! Não me diga que você pensa que ela é sua…Alberto: Por que não? – Alberto se levanta – Ela pode muito bem ser minha filha! E não duvido nada que seja.Marcílio: E o que você vai fazer?Alberto: Vou voltar no lugar onde eu vi as duas, percebi que elas estavam saindo de um supermercado e que pareciam conhecer todos por ali. Vou perguntar pra alguém que trabalhe lá se podem me dar informação sobre elas.
Marcílio: Alberto… Mas e a reunião com os acionistas hoje?Alberto: Cancele! Não tenho mais cabeça pra isso. Não depois de ver a Elisa…Marcílio: Alberto já disse que você não pode ter certeza. Agora cancelar uma reunião dessas pode não pegar muito bem pra sua imagem…Alberto: Marcílio você é meu amigo! Tenho certeza de que você é capaz de me entender mais do que ninguém, por favor, você está vendo meu estado.Marcílio: E como te conheço bem, sei que você não vai desistir, não é?Alberto apenas sorri, como uma resposta positiva.Marcílio: Bom, então agora só posso te desejar boa sorte… – Marcílio se levanta e vai até Alberto, ele coloca uma de suas mãos no ombro de Alberto – Bom sorte meu amigo!Alberto e Marcílio se abraçam e Alberto sai, pretendendo até o local onde viu Elisa.CENA 09 – Escritório de Ágata – Ágata – TomásÁgata está conversando com Tomás.Ágata está de pé e Tomás sentado.Tomás: Quer dizer então que o doutor Alberto está ficando gagá? – Tomás ri.Ágata: Só pode! Não vejo outra explicação pra ele sair gritando o nome de uma estranha no meio da rua!Tomás: Seu pai sempre foi tão discreto… Será mesmo que era uma estranha?Ágata: Mas é claro que era! Eu mesmo nunca vi aquelas duas na minha vida! Sabe, ainda mais por aquele lado… O lado pobre! Tomás: É… Mas quem sabe seu pai não conhece ela antes de você ter nascido, vai ver ela é sua mãe Ágata – Tomás ri.Ágata: Hahaha muito engraçado você! Você sabe muito bem que minha mãe morreu no parto, a menos que ela tenha voltado e incorporado em uma favelada pobre, impossível que seja ela! Tomás: Então… Mas como era mesmo o nome dessa mulher? Luisa? Elisa, isso! Seu pai nunca mencionou alguém com esse nome?Ágata: Sabe que pensando bem… – Ágata se aproxima de Tomás – Ele mencionou sim… Mas ele disse que foi um caso que ele teve na adolescência, e que a mulher se chamava Elisa… Mas… Será?Tomás: Quem sabe… E o pior é que você disse que ela estava acompanhada. Se for mesmo ela, e se aquela garota for filha dela, então…Ágata: Não! Não pode ser! Tomás (em tom de deboche): Ágata tem uma irmãzinha! – Tomás ri.Ágata: Cala essa boca! Olha… – Ágata bate em um criado mudo de madeira que tem em seu escritório – Nunca mais repita isso! – Pausa – Mas que meu pai vai ter que me explicar isso direitinho, ah! Mas ele vai! O telefone do escritório de Ágata toca.Ágata (atendendo): Alô… O quê?!… Tá! Tá, entendi! – Ágata bate o telefone.Tomás: O que foi?Ágata: Você acredita que meu pai cancelou a reunião de hoje?!Tomás (surpreso): Seu pai cancelando uma reunião?! – Tomás ri – É o apocalipse!Ágata: Ainda não Tomás… Mas eu posso te garantir que se isso tudo for por causa daquelas duas estranhas… Aí sim teremos um apocalipse!Ágata fixa uma expressão de desaprovação.CENA 10 – Casa de Elisa.Elisa entra com sua filha em sua simples casa. Elas estão cheias de sacolas e conversam.Débora: Mãe eu tô te falando! Tenho certeza de que alguém estava te chamando…Elisa: Claro que não filha! Quem iria me chamar? Débora: Ah não sei, mas que chamaram, chamaram!Elisa: Para de falar bobagem! Me ajuda aqui com essas sacolas! Débora pega algumas sacolas e coloca sobre a mesa. Débora: Mãe… Você não trouxe as frutas?Elisa: Não?! – Elisa procura nas sacolas – Ai! – Elisa leva as mãos à cabeça – Devo ter esquecido! Vou voltar lá e pegar, já volto…Elisa sai.CENA 11Alberto está exatamente no local onde viu Elisa, ele estaciona seu carro em um local próximo. Após descer do carro ele começa a procurar o mercado onde viu Elisa saindo, porém não encontra. Alguns minutos após procurar muito, ele avista Elisa vindo, Elisa vai até o supermercado, conversa e pega a sacola que esqueceu. Ao ver que ela está indo embora, Alberto corre atrás e a alcança.Alberto: Elisa! – Alberto segura em seu braço.Elisa se vira e fica completamente surpresa.Elisa (espantada): Alberto?! Alberto: Eu sabia que ia voltar a te ver um dia! Eu sabia! – Alberto sorri.Elisa (ainda espantada): Solta meu braço – Elisa se solta – Você não tem o direito de me procurar Alberto… Nós não temos mais nada há muito tempo!Alberto: Eu sei, eu sei! Mas acontece que te vi aqui hoje mais cedo, com uma moça.Elisa (desconcertada): Ah, viu? Pois bem… Agora com licença porque preciso ir.Alberto: Espera! – Alberto segura Elisa novamente – Aquela moça… Aquela que estava com você hoje mais cedo, é sua filha?Elisa: Por que tanto interesse?Alberto: Bom… Você sabe muito bem que dependendo da idade que ela tem ela pode muito bem…Elisa: Ela é minha filha sim! Mas isso não quer dizer que seja sua.Alberto: Elisa! Não minta para você mesma! Eu jurava que você perdeu aquela garotinha que estava esperando, mas você não perdeu, não é?Elisa (se aproximando de Alberto): Alberto, não ouse me procurar de novo! Você não tem o direito de bagunçar o que eu consegui arrumar! Continue com sua vida perfeita e me deixe com minhas batalhas diárias em paz!Elisa sai apressadamente, uma foto cai de seu bolso, porém ela não percebe. Alberto pega a foto e vê que é da filha de Elisa, ele vira a foto e percebe que está escrito “Débora”.Alberto: Débora… Minha filha! – Alberto sorri e volta para seu carro.CENA 12Elisa está caminhando apressadamente… Ao chegar perto de sua casa ela se apoia em um poste e começa a chorar.*Início Flashback*É noite, Elisa (com 28 anos) está sentada com Dora, mulher que sempre fora apaixonada por Alberto, e que nunca suportou Elisa pelo fato de Alberto só ter olhos para ela. Elas trabalham no mesmo lugar, em uma farmácia. Elisa fica no caixa enquanto Dora se aproxima.Dora: Então Elisa, é como eu te disse… Eu e o Alberto vamos ter uma menininha – Dora sorri – Ele adorou a ideia e até já escolhemos um nome… Ágata! – Dora sorri ainda mais.Elisa (triste): Tenho certeza que vocês serão muito felizes! – Elisa sai e chora.Dora sorri, ela estava amando ver isso. *Fim Flashback*Elisa, ainda apoiada no poste, chora muito e diz para si mesma:Elisa: Ah, Alberto! Eu jamais poderia dizer a você que eu estava grávida de uma filha sua… Jamais teria chance contra a Dora, eu, uma caipira sem ter onde cair morta! – Elisa chora muito, mas limpa suas lágrimas – Vamos lá Elisa! Você nunca precisou da pena de ninguém! – Elisa limpa seu rosto com as mãos e entra em sua casa.CENA 13 – Pluma.Alberto entra e vai até Maria, sua secretária. Ser secretária nunca foi o sonho de Maria, mas ao ver a chance de ganhar bem e ainda trabalhar em uma empresa renomada, ela resolveu aceitar a oportunidade.Ao vê-lo, Ágata fica escondida apenas ouvindo.Alberto: Maria! Preciso que você descubra onde essa menina mora – Alberto entrega a foto de Débora para Maria – O nome dela é Débora, sua mãe se chama Elisa e elas moram aqui mesmo em São Paulo, só preciso saber o endereço exato! Maria: Mas senhor Alberto… Vai ser praticamente impossível descobrir onde é a casa dela, São Paulo é enorme!Alberto: Já falei com o Coronato e ele irá te levar exatamente onde eu vi ela! Vocês só precisam dar uma checada pela vizinhança e ver se consegue descobrir alguma coisa, faça isso pra mim. Coronato está lhe esperando lá fora, no carro.Maria: Sim senhor! Após ouvir isso, Ágata vai até Alberto.Ágata (um tanto quanto inconformada): Mas que história ridícula é essa?!Alberto: Ágata?! Ágata: Primeiro você para no meio da rua e começa a gritar por uma estranha, agora isso! Alberto: Ágata, escuta…Ágata (interrompendo): Ah! Estou escutando, e pode ter certeza que você vai ter que me explicar essa história!CORTA PARA: CENA 14 – Escritório de Alberto.Alberto está sentado, Ágata está sentada em sua frente num sofá.Alberto: Bom filha… Eu devia ter te explicado isso antes, mas não tive tempo.Ágata: Pai eu estou muito preocupada! Você nunca foi disso. De repente deu pra querer procurar estranhos?Alberto: É aí que está minha filha… Não são estranhas.Ágata: O quê?! Como não?! Eu mesma nunca vi aquelas duas! Alberto: Lembra que já conversamos sobre meu passado? Quando fui contar para você como sua mãe morreu eu devo ter citado uma mulher.Ágata: Sim. Eu lembro, uma que você se envolveu, mas no que isso importa? Alberto: Exatamente! Essa mulher se chamava Elisa. E eu não gritei na rua por uma estranha, eu gritei por ela! Pela Elisa!Ágata (em um tom de desaprovação): Pela Elisa?! Pai você disse que essa mulher tinha sumido de sua vida e que você nunca mais tinha visto ela! Já se passou tanto tempo, não tem como você ter certeza de que seja a mesma pessoa!Alberto: Minha filha calma, calma! Me deixe explicar. Eu tinha sim algumas dúvidas, mas acontece que acabei de ter uma conversa com ela! Por mais incrível que possa parecer ela apareceu bem na hora em que eu estava a procurando. E eu pude ter a certeza de que é ela, o amor que eu tive! A mulher a quem eu amei até mais que sua mãe! Ágata (completamente inconformada): Eu não posso acreditar! Eu não consigo acreditar que você esteja falando tantas besteiras ao mesmo tempo! Alberto (em um tom mais alto): Ágata ainda não acabou! Ágata: O que mais você vai me falar agora?! Só falta me dizer que aquela garota que estava com ela é sua filha! É isso que você vai dizer?!Alberto (receoso): É exatamente isso! – Ágata gesticula como se não acreditasse – Sei que pode parecer muito confuso pra você, mas é a verdade! E a filha dela se chama Débora e é exatamente a garota que eu mandei que procurassem.Ágata: Não, não! – Ágata faz sinal de negação com a cabeça e se levanta – Dessa vez você passou de todos os limites! Impossível que esteja falando isso pra mim! Alberto (se levantando): Minha filha… Se essa garota for mesmo minha filha, assim como você, ela tem tanto direito quanto! Não posso deixá-las desamparadas!Ágata: Desamparadas?! Mas não é obvio que essas duas estão apenas querendo se aproveitar desse seu surto psicótico pra poder se dar bem?!Alberto (em um tom mais firme): Ágata! Também não é justo que fale assim delas! Elas fazem parte da nossa família!Ágata (atordoada, em um tom mais alto): DA MINHA NÃO! – Alberto a encara. Ágata respira mais fundo – Pois bem! Faça o que achar melhor! Mas depois não diga que não avisei. Quando sua vida virar de ponta cabeça, estarei sentada esperando suas desculpas!Ágata sai do escritório de Alberto furiosa. Alberto leva as mãos à cabeça e senta novamente.CENA 15Elisa entra em sua casa, ela está abalada emocionalmente, Débora percebe e vai até sua mãe.Débora: Mãe! O que foi? O que aconteceu?Elisa: Nada minha filha! Não se preocupe, está tudo bem!Débora: Bem?! A senhora saiu daqui bem, mas agora… Agora é visível que você não está bem!Elisa: Não se preocupe – Elisa senta no sofá – Deve ter sido apenas uma queda de pressão, nada de mais. Débora: Ah, mãe! Fico preocupada com a senhora! Não pode se descuidar assim. Elisa: Minha filha não se preocupe. Mudando de assunto, vi que o Pablo, seu namorado, está vindo pra cá. Acho melhor ir atendê-lo. Débora: Tudo bem… Já vou. Mas qualquer coisa é só gritar que eu venho correndo! Vou estar aqui na frente! CENA 16 – Parte externa da casa de Elisa.Débora sai, fecha a porta. Pablo está no portão a esperando.Pablo é namorado de Débora e é totalmente apaixonado por ela, e fazia questão de deixar isso bem visível. Pablo: Nossa! Adivinhou que eu estava aqui?Débora (fechando o portão): Engraçado você, né? – Débora abraça e beija Pablo – Minha mãe viu você vindo e me avisou.Pablo: Dona Elisa sempre atenta! Débora: É… To meio preocupada com ela, ela teve uma queda de pressão hoje, algo totalmente fora do comum.Pablo: Nossa, sério? Olha, se você quiser levar ela no médico é só me falar que dou carona pra vocês, sem problema!Débora: Não… Obrigada! Mas a dona Elisa você sabe como é! Não dá o braço a torcer por nada! Pablo: Se é assim… Vamos fazer algo mais interessante… Eu tava com tanta saudade! – Pablo começa a beijar Débora.CENA 17Maria, secretária de Alberto, e Coronato, motorista, estão no carro. Coronato, além de motorista, é um grande amigo de Alberto, uma pessoa em que ele sempre confiou.Coronato guia o carro pelas ruas onde Alberto havia indicado, eles olham atentamente as casas. Maria: Ah minha nossa senhora! Nunca vamos encontrar essa garota! Vamos ter que sair batendo de porta em porta!
Coronato: Calma Maria… É só ter paciência.Maria: Paciência e sorte! Coronato avista Débora: Sorte? Acho que hoje é o nosso dia então! Olha ali… É a garota da foto, não é?Maria olha para foto e para Débora várias vezes.Maria: Pelo visto você tá com a vista melhor que a minha em Coronato! É ela mesma! Coronato: Vou ligar pro Alberto…Maria: Não! Vamos voltar pra Pluma que quero avisá-lo pessoalmente! – Maria sorri.FOCA EM DÉBORA E PABLO. A IMAGEM GANHA TONS AZUIS. CONGELA.
Notas finais
Primeiro Capítulo!
Fale com o autor