Weaken

14 We can do everything if we stay together


Notas iniciais
Bom gente, semana passada não tivemos capítulo (desculpem...novamente). Imprevistos acontecem, mas estamos aqui, vivos (ainda bem kkkkkk). A season finale nos arrasou totalmente :( Mas vamos lá, mais um capítulo com todo carinho pra vocês ♥

Definitivamente Weller me deixou mal acostumada. Era como se eu não conseguisse mais passar a noite sem ele do meu lado, parecia que faltava o mais essencial... Era como dormir sem a cama. Acordar junto a ele sendo preenchida por aqueles olhos azuis e olhar no seu rosto lindo enquanto dormia fazia mais falta do que eu imaginava.

A sensação era de que se passaram dias desde última vez que eu o vi. Os casos continuaram, porém nenhuma atualização em relação com as tatuagens. Trabalhamos em casos básicos. Foi exatamente por isso que eu acordei sozinha hoje. Acredito que o cansaço da rotina de relatórios pegou tanto a mim quanto para Weller então resolvemos, mesmo que relutantes, nos separar. Apenas por uma noite.

O despertador tocou e eu apenas me levantei, envolvendo rapidamente o roupão no corpo. Quando eu me encaminhava para o banho pude ouvir o toque de meu celular tocar. Fui checar e era a notificação de uma mensagem de Kurt.

“Bom dia, meu amor.” Li e não pude deixar de abrir um sorriso ao ler a mensagem.

“Bom dia, meu amor. Saudades acordar com você me dizendo isso baixinho.” comecei a provoca-lo.

Me sentei na cama novamente e esperei pela resposta dele que não demorou muito.

“Acredite, eu senti muita falta de acordar mais cedo e ficar vendo você dormir... ou de sussurrar coisas no seu ouvido antes de nós dormimos.” Weller respondeu entrando no jogo.

“Queria estar perto de você agora. Por favor, não vamos fazer isso nunca mais, okay? Me peça tudo que você quiser e eu farei, menos para voltar para casa e dormir sozinha.” Respondi em seguida, já sabendo o que estava por vir.

“Uh...tudo? Tudo envolve muitas coisas, Srta. Doe.”Sorri com a resposta, me encaminhei para o banheiro e me encostei na porta fechada.

“Eu sei e quero cumprir todas elas, Agente Especial Weller. Porém... preciso tomar banho agora. Você vai chegar mais cedo hoje? Para termos nosso momento antes de sermos bombardeados de casos?” comecei a tirar o roupão e ficar apenas de pijama, que era uma das camisas do Weller.Foi a melhor forma que encontrei de tê-lo por perto.

“Eu daria um ótimo banho em você, sabia?” não consegui segurar o riso e senti meu rosto ficar aquecido.

“Será mesmo?”

“Sim, quer que eu te prove?” Percebi que aquelas mensagens estavam se tornando quentes, mas decidi continuar.

“Escolha um dia para me provar e eu irei julga-lo da forma mais justa”.

“Eu preciso de você. Portanto tome o seu banho e estarei no local de sempre.” A resposta dele significava que ele já estava a caminho do escritório e eu tinha que me adiantar.

“Eu posso fazer isso mais rápido do que você imagina. Te encontro daqui a pouco. Amo você.” mordo o lábio inferior esperando sua resposta. Achei que ficaria estranho repetir isso com o passar dos dias, mas não, ficou ainda mais natural para nós.

“Também te amo, até mais.”Coloquei o celular no balcão e tomei um rápido banho.

Depois do banho vesti uma camisa preta de manga e minha jaqueta, o jeans de sempre e a bota. Pego um pacote de biscoitos doce e saio em direção ao FBI.

+++

Cheguei ao escritório quase 40 minutos antes de começar as atividades oficiais. Alguns agentes já estavam ali, mas ninguém do team.

Abri meu armário e guardei meu casaco. Percebi meu telefone tocar e imaginei que fosse Jane, porém era Sarah.

Era um pequeno vídeo de 35 segundos, com a descrição “Olha o que o Sawyer aprontou enquanto eu o arrumava para a escola”. Ele estava coberto de geleia e pasta de amendoim, com certeza porque Sarah novamente não soube preparar do jeito certo. Mas ele estava muito engraçado, parecia um pequeno monstrinho coberto em geleia correndo pela cozinha e rindo como se fosse algo natural, impossível não rir junto a ele e Sarah.

Por um tempo esse era o único som que eu escutava, até ouvir passos vindos em minha direção. Era Jane.

Me virei para a ver ultrapassar o limite do seu armário e chegar ao meu, automaticamente colocando os braços ao redor do meu pescoço.

— Agora sim, bom dia. — Jane disse antes deme beijar e em pouco segundos estávamos trocando carícias. Eu a encosteiem meu armário tentando a dominar... Se é que aquilo era possível.

Nos separamos por falta de fôlego.

— Nossa — fiz uma pausa enquanto arfava. —Bom dia, Jane. —respondi sorrindo da sua agressividade ao me beijar. Eu gostava muito disso.

— Eu passei por muito essa noite sem você. — ela falou ainda com as mãos no meu pescoço e me puxoupara encostar nossas testas. — Saudades do seu cheiro.— respiramos fundo. — Saudades do seu toque. — abracei sua cintura mais forte.—A sua voz que eu quero sempre poder ouvir. — ela disse e começoua distribuir selinhos em meu rosto. —Saudades de você, meu amor. Jane falou olhando fundo nos meus olhos e me fazendo perder o fôlego.

Nos beijamos apaixonadamente e eu desci minha cabeça até o seu pescoço, onde depositei beijos sobre sua tatuagem de pássaro. Senti seu corpo arquear enquanto ela empurrava minha cabeça ainda mais para baixo e sussurrava meu nome.

— Não lembrava que você é tão baixa. — falei e em um impulso eu a levantei até minha linha de visão e ela envolve suas pernas na minha cintura. — Mas isso não é problema.

Continuamos nos beijando e trocando carícias, até que Jane parou nosso beijo.

—Você tem certeza que não corremos o risco de alguém entrar e nos ver aqui... — ela disse olhando para sua roupa amassada e a jaqueta no chão e sorrimos juntos. — tão embaraçados?

— Risco sempre há. — falo sinceramente. — Você gosta de correr riscos? — questionei deixando um beijo na sua mandíbula, depois em seu pescoço e desci até o seu peito. Enquanto passava a mão por sua pele embaixo da camisaa senti arquear enquanto tentava falar algo. — Você gosta de correr riscos, Jane? — continuo as ações, mas sem me aprofundar. Ela arranhou minhas costas e começou a deixar chupões em meu pescoço que eu podia ter certeza que ficariam vermelhos em poucos minutos.

— Kurt. — Jane murmurou entre um gemido e eu continuei a beijar pressionando-a ainda mais em meu armário. Eu sabia o que ela diria, então era melhor eu terminar tudo antes que ela falasse. — Kurt... — ela segurou minha cabeça em frente ao seu rosto e eu a observei. Era incrível como cada momento nosso parecia único. — Aqui não é o lugar e você sabe disso. — ela dizia timidamente. — Nós podemos terminar isso na minha casa, hoje. — Jane sugeriu e apertou suas pernas em meu quadril. Nos beijamos mais algumas vezes antes de eu a colocae no chão e ela começar a lutar para tentar se arrumar.

— Como eu pareço? — ela me perguntou ajeitando a gola de sua blusa tentando esconder as marcas que eu deixei lá.

— Como Jane Doe, talvez? — sorri brincando e ela me deuum leve tapa.

— Quero dizer, parece que eu quase transei com você aqui às 7:05 da manhã? — Janedisse checando o relógio e sorrindo.

— Não, mas ainda bem que você consegue disfarçar o que ia acontecer aqui. — eu disse e ela deu uma gargalhada enquanto eu a observei sorrir.

— Não se preocupe. — ela disse olhando para o meu corpo de forma maliciosa.— Você é grande assim normalmente. — Janesussurrou em meu ouvido.

Sorrimos juntos. Peguei meu celular e mostrei a ela o vídeo do Sawyer, a fazendo rir.

Voltamos a nos beijar quando Tasha entrou no vestiário, logo nos separamos.

Acabou a nossa paz. Eu pensei.

— Vocês sabem que eu apoio bastante o romance de vocês, mas... Aqui não. Temos mais de 100 agentes trabalhando aí fora, já pensaram na possibilidade de ser um deles entrando aqui e não eu? Se controlem. — a morena disse guardandoseu casaco no armário.

— Qualquer um seria melhor que você Tash. — brinquei e nós três sorrimos.

— Nós não iriamos fazer nada demais...—Jane completou.

— Certo, acredito. — ela fingiu.— E 1+1=3, não é mesmo ?— Tasha ironiza fechando seuarmário e se aproximando de nós. — Eu estou realmente feliz por vocês, masMayfair está te procurando e parece ser importante, Weller.

Tasha avisou e ficou me encarando, encarando Jane e a mim novamente, até que empurrou a gola de Jane um pouco para baixo revelando uma mancha vermelha bem ao lado do pássaro. Um sorriso cresceu no rosto dela e mesmo sem olhar eu tinha certeza de que Jane estava tão vermelha quanto eu.

— Nada de mais... — ela murmurou saindo do vestiário gargalhando e repetindo isso.

— Parece que todos já chegaram. Eu tenho que ver a Mayfair, então...— Jane me interrompeu com um beijo, como se dissesse que estava tudo bem.

— Nos vemos depois, faça o que você sabe fazer. — saí do vestiário e ela caminhou até o banheiro.

Fui até a sala de Mayfair e percebi que teríamos muito trabalho. Ela havia recebido uma ligação do diretor comunicando que Olivia Delidio fora assassinada por sua advogada quando estava prestes a revelar o nome de um espião infiltrado, e o pior, no FBI.

Tentei manter a descrição do caso em meio ao team, porém me sinto mal ao ter que mentir pra eles. Sloane também estava no caso e ela parecia muito suspeita para mim. Senti que a equipe havia percebido um clima diferente também.

Nada disso se comparava a quem eu vi entrando pela porta da frente: Jonas Fischer. Eu não sabia que a Mayfair havia pedido ajuda do OPR para isso, mas não era nada discreto o que eles estavam fazendo. Começaram a espalhar agentes por todo o prédio assim que chegaram. Segui Jonas e sua equipe até dentro do escritório de Mayfair.

Ele anunciou com prepotência que estava abrindo uma investigação contra o FBI e que interrogaria com o polígrafo todos os agentes envolvidos no caso de espionagem Russa mais recentemente. Eu sabia exatamente onde isso poderia parar.

Ele começou uma sequência de interrogatórios. Eu fui o primeiro, as perguntas eram sobre o que eu fazia ali, as pessoas com que eu trabalho, minha vida pessoal e até mesmo Allie foi mencionada.

— Você está romanticamente envolvido com algum colega de trabalho?— ele perguntou potencialmente, como se soubesse da minha resposta.

Eu estava fazendo o possível para manter minha respiração e meus batimentos controlados.

—Não. — respondi. Fischer checou o polígrafo e tornou a me encarar. Eu odeio esse cara.

Ele me desconectou do polígrafo e perguntou por onde eu estive na noite em que Carter foi morto.

— Em casa, com a Sarah e o Sawyer. —respondi já me permitindo ficar nervoso. Aquelas perguntas eram um padrão, ele provavelmente iria perguntar a todos a mesma coisa. Inclusive a Jane!

Eles me proibiram de assistir o interrogatório dos outros, enquanto isso eu trabalhei com o resto da equipe no caso de Olívia Delidio.

Eu sabia que Jane seria capaz passar num polígrafo. Não era essa minha preocupação, porém sim ela não ter um álibi e não poder contar a verdade sobre o que aconteceu na noite que Carter foi morto. Essas investigações sempre têm um propósito, e Mayfair já havia dito que Fischer queria o cargo dela.

Avançando a investigação e sem poder sair do prédio, eu comecei a pensar em uma forma de arrumar um jeito de trazer o informante de Sloane na embaixada Russa pra dentro do prédio.

Mayfair, Tasha e Jane eram as principais suspeitas e nós estávamos ali presos.

Fischer levou todas para outro interrogatório. Jane foi a única que sobrou. Eu fiquei por perto, ela não precisa dizer verbalmente que estava com medo, eu podia verem seus olhos. Pude sentir que ela temia ser descoberta, eu não podia deixar isso acontecer. Se Jane saísse desse prédio, poderia ser a última vez que nos veríamos. Eu não era capaz pensar mais em minha vida sem a Jane, eu precisava agir.

Encostei minha mão no vidro da sala de conferências e sussurrei “tudo vai ficar bem.” Ela apenas acenou com a cabeça e eu percebi que ela poderia desmoronar a qualquer momento.

Tudo isso por uma coisa que ela não fez e não podiaprovar. Tudo isso por causa do Oscar. E euestava de mãos atadas, porém não seria por muito.

Liguei para Allie e pedi que ela trouxesse o informante da Embaixada para dentro do prédio, em poucos minutos ela o fez.

Levamos Roman até a ala de treinamento e começamos a interroga-lo, mesmo sabendoque era proibido que ele estivesse ali. Então considerando que ele tinha muito a perder, eu estava em vantagem. Eu precisava que ele me dissesse quem naqueleprédio ele viu dar informações aos agentes Russos.

Depois de algumas ameaças ele disse que poderia reconhecer o rosto, mas não tinha um nome.

Sloaneo levou até Patterson, onde ele vai ver fotos dos agentes que trabalham aqui, um por um.

Quando eu estava saindo da sala para voltar para Jane, Allie me interrompeu.

— O que está acontecendo, Kurt? — ela questionou e eu já sabia onde ela queria chegar.

— Você sabe o que está acontecendo, eles acham que tem um espião aqui dentro. Eu acho que não, então eu tenho que provar. —respondo.

— Você está agindo impulsivamente, Kurt. — ela disse me fazendo revirar os olhos. — Eu sei que você tem sentimentos pela Jane, mas já pensou que você pode estar errado sobre ela? Ela não tem um álibi, Kurt...

— Eu sei o que aconteceu, Allie— a interrompo. — Jane não matou Carter. Eu confio se ela diz que não fez, e quando eu encontrar quem fez. — lembro-me de Oscar e cerro os punhos. —Essa pessoa vai pagar, e descobrir a verdade sobre esse espião é a melhor forma de começar.

Saí antes que ela pudesse falar algo mais e Reade veio até mim para avisar que Fischer estava me procurando para um novo interrogatório.

— Você mentiu para mim Agente Weller. Você disse que não estava envolvido romanticamente com algum colega de trabalho, porém seu polígrafo está em desacordo. — Fischer falou jogando meu teste de polígrafo na minha frente. — Alguns agentes foram até a sua casa e sua irmã não colaborou muito, mas o pequeno Sawyer... — cerro os punhos e a mandíbula. — Falou o quão impressionante foi ver você beijando a “Tia Taylor”. O que você acha sobre isso? — ele disse e me fez lembrar da noite em que Jane apareceu em frente ao meu apartamento e fomos interrompidos por Sawyer.

— Um beijo não significa que estamos romanticamente envolvidos. — falei tentando manter a calma.

— Vamos lá Agente Weller, sabemos que vocês não ficaram apenas em um beijo. Você está dormindo com o inimigo. — observei ele insinuar coisas sobre mim e Jane e resolvi manter nosso relacionamento como está em segredo.

— Nos encontramos, conversamos e nos beijamos.—falo diretamente. — E não, não estamos dormindo juntos.

— Bom, mas isso é uma parte do álibi da Srta.Doe. Você acompanhou ela até a porta de sua casa naquela noite? — eu não poderia mentir, eu não tinha ido. Talvez se eu tivesse a acompanhado nada disso tivesse acontecido. Eu me culpava por isso. Se eu tivesse a levado até sua casa, muitas coisas teriam sido evitadas.

— Não. — respondi já consciente do que viria pela frente, porém esperava que Patterson tivesse conseguido alguma coisa com o Roman.

— Então você está dizendo que se encontrou coma Srta.Doe naquela noite, sem os seus seguranças e depois ela voltou pra casa sozinha? — fico calado. — A única pessoa que pode saber onde Jane esteve naquela noite, é Jane.

Ele se levantou rapidamente da cadeira de Mayfair e seguiu para uma sala de interrogatório, com Jane. Isso me assusta muito, eu não poderia deixar que a incriminassem por um crime que ela não havia cometido.

Aparentemente Roman ainda estava com Patterson, então passei pela segurança e assisti o interrogatório de Jane. Fischer juntou provas, com certeza plantadas, e arrumou argumentos que fazer Jane ser exatamente quem ele queria que ela fosse.

Era como se Jane soubesse que eu iria estar ali. Ela olhava pra câmera de forma assustada e eu via em seus olhos que ela estava com medo, o que me assustava muito.

Voltei ao laboratório e vi que Patterson ainda estava com Roman.

— Precisamos nos adiantar. Ele está incriminando a Jane. — aviso a Patterson e ela acena com a cabeça.

Caminhei de volta para a sala de interrogatório e percebi Fischer dizer para Mayfair que já haviaencontrado o culpado e que ele levaria Jane. — Você não pode levar ela. Não existe um corpo, não existem provas. — falei exasperadamente encarando o Fischer

— Ela também não tem um álibi. — ele disse de forma prepotente e eu podia jurar eu poderia esmurrar a cara dele a qualquer momento.

— Temos um contato na embaixada Russa, ele pode reconhecer o espião. — respondi porém Fischer já havia se convencido de que Jane era a espiã.

No laboratório ele pediu que Patterson mostrasse a foto da Jane e Roman prontamente reconhece e afirma ser a pessoa que ele viu.

Impossível.

— Já temos o que precisamos. — Fischer disse voltando para sala, acompanhado de dois agentes que algemaram Jane.

Saíram com ela para o elevador quando a consegui alcança-la. Ela estava chorando e isso partia o meu coração. Eu não podia deixa-la ir, aquela não podia ser a última vez que nos veríamos.

— Jane! — gritei para ela quando cheguei perto, mas fui impedido por agentes de Fischer.

— Kurt...— eu vejo sua lágrima escorrer enquanto ela me olha de dentro do elevador.

— Vai ficar tudobem , Jane. Eu prometo. — o elevador se fechou e eu saí do aperto dos agentes indo direto para Roman. — fui para cima dele e o joguei na parede.

— Você não a viu. —afirmei vendo em seus olhos que ele estava mentindo sobre ter confirmado ter visto Jane passando informações para Russos. — Diga a verdade! —o empurro ainda mais na parede e ele assume ter sido ameaçado por Fischer para incriminar Jane.

Eu já tinha o que eu precisava. Reuni a equipe e seguimos para a sede do OPR, para onde Fischer supostamente havia levado Jane. Eu torcia para que eles ainda não tivessem chego lá. Eu não poderia deixar que eles a levassem.

Chegamos e eles estavam a levando para estacionamento, onde iam transportá-la.

— Jane! – grito para ela que me olhousurpresa. — Jane, é o Fischer. Ele é o espião. — alguns agentes me seguraram e eu percebi que Jane havia entendido quando começou a lutar contra alguns guardas que a seguravam e eu vi Fischer fugir.

Jane tomoua arma de um dos guardas e seguiu atrás de Fischer. Nós conseguimos passar pela porta e eu corri atrás dela.

Parei por um segundo quando escutei um tiro, então comecei a correr mais rápido e vi que Jane foi quem disparou atingindo Fischer.

A Jane me abraçou e enterrou a cabeça no meu peito. Percebi sua respiração pesada e soube que ela iria chorar. Dei um beijo demorado na sua testa antes de Reade e Tash aparecerem.

— Tudo vai ficar bem. — eu disse limpando uma de suas lágrimas que escorriam por sua bochecha.

+++

— Foi um longo dia. — a encontro colocando sua jaqueta.

Ela apenas acenou com a cabeça e eu observei alguns agentes tirando seus pertences dos armários para ir embora. Esperei que eles saíssem e a abracei só assim eu poderiarespirar aliviado, por hoje.

—Obrigada, Kurt. Por ficar ao meu lado e por me apoiar na frente de todos. — ela encostou sua cabeça no meu queixo e eu pressionei minha boca em sua cabeça.

— Eu sempre vou estar aqui para você, Jane. Eu não conseguiria suportar o risco de te perder...— ela me encarou e nos beijamos lentamente. Apenas para sentirmos um a presença do outro, era suficiente.

— Você perguntou se eu gostava de correr riscos. — ela olhou para mim e dei um fraco sorriso. — Se você estiver comigo, eu acho que posso enfrentar tudo. — a beijo colocando todo o sentimento que eu estava guardando e quando nossas línguas se tocam eu a percebi ela mais viva que nunca. Essa é a minha Jane.

— Eu te amo. — ela falou olhando nos meus olhos após terminarmos o beijo e eu sabia que ela estava falando a verdade.

— Eu também te amo. — apertei sua mão e caminhamos até a porta. — Vamos pra casa descansar. — ela encostou a cabeça em meu ombro antes de nos separarmos no caminho até o elevador.

Notas finais
Sim. Sem dor, sem ganho. Mas eles sofrem viu... A reação do Kurt ao lembrar do que o Oscar fez, e que isso levou a Jane a ser incriminada... vem coisa por aí? Até a próxima semana, babys :3