Notas iniciais
Depois do episódio bombástico de ontem, temos um capítulo bombástico (e recheado de Jeller como sempre *--*). Esperamos que gostem (e comentem!)

Ficar tão perto de Jane me fez sentir falta do nosso beijo. Porém aconteceram tantas coisas entre nós após nosso primeiro beijo, que eu sequer tenho qualquer atitude e sei que tudo deve estar tão confuso para ela que me contentei em apenas sentir o seu cheiro enquanto beijei sua testa e nos despedimos.

A noite foi tranquila, mas saber que estava dividindo o mesmo espaço que ela enquanto dormimos me balançava. Como essa mulher poderia mexer tanto assim comigo? Apesar de toda essa confusão, acordei feliz por estar ali e me peguei imaginando o quanto agradável seria acordar abraçando-a. Balancei minha cabeça enquanto espantava esses pensamentos e ela apareceu na porta:

— Bom dia, Kurt. — ela disse com um singelo sorriso.

— Bom dia, Jane — eu respondi sem conseguir escondeu o sorriso ao vê-la daquele modo.

Ela estava com uma camisa de mangas longas, larga e branca e um short curto cinza. A blusa a deixava tão delicada. A vontade de abraçá-la aumentou, mas eu sabia que devia me controlar.

Jane passou para tomar banho e eu aproveitei o tempo para ligar para minha irmã. Ela parecia preocupada, mas a certifiquei que estava tudo bem. Depois de Jane, tomei banho rápido, comemos e fomos para mais um dia de investigações.

A morte do Carter ainda rendia assunto, porém eu estava começando a processar tudo melhor. Tirando a ideia do Oscar ter dito que contaria para Jane em outra ocasião sobre o passado dela.

Logo que chegamos, fomos ao encontro de Tasha e Reede.

— Eu nem preciso perguntar se você está melhor, não é mesmo Jane? — Tasha brincou baixo, mas foi o suficiente para que ouvíssemos. Jane, com toda sua timidez, deu um riso de canto de boca e colocou a mão sobre a mesma; como sempre faz quando fica nervosa.

— Como assim? — perguntou Reade sem entender a situação muito bem.

— Tasha e suas ironias. — respondi.

No caminho para a sala de Mayfair, segurei Jane pela cintura.

— Fica tranquila, está bem? — a confortei e pisquei meu olho pra ela.

Ela assentiu sorrindo e entramos na sala. Para nossa surpresa, Allison também estava lá.

— Bem, como era esperado a CIA não poderá trabalhar nesse caso, sendo assim a Polícia Federal nos ajudará com as investigações.

— Tudo que precisam referente a Perícia está nessa pasta. — complementou Patterson, deixando uma pasta sob a mesa.

— Allison é a melhor pessoa para nos ajudar quanto a isso. — disse Mayfair enquanto encerrava a reunião.

— Será uma ótima ajuda. — comentei enquanto ria e notei que Jane deu uma risada sem graça junto com os outros.

No final, Allison cumprimentou os outros e em seguida me cumprimentou com um abraço demorado, parando para conversar comigo.

— Como estão? — ela me perguntou sorrindo.

— Estou bem, e você?

— Não estou perguntando isso. Estou perguntando sobre você... e a Jane. — ela disse fazendo um sinal discreto com a cabeça, apontando para Jane que conversava com Patterson no canto da sala.

Não conseguir evitar ficar vermelho e ri num puro sinal de vergonha e blefe. Falar de sentimentos já era difícil para mim, agora falar de sentimentos com a minha ex se tornava ainda mais. Minha única saída foi tentar fugir desse assunto, mas eu sabia que Allison me conhecia muito melhor do que eu pensava.

— Lá vem você com essa história de novo. — falei com um pequeno sorriso enquanto coloquei minha mãos no bolso de minha calça.

— Eu vejo como você a olha, Kurt. Todos veem. Inclusive, você nunca me olhou assim. Nem nos nossos melhores dias.

Conversamos mais um pouco enquanto nos encaminhávamos para o carro. Decidimos ir ao local onde Carter foi assassinado, pois aparentemente lá funcionou por anos uma prisão secreta da CIA. Assim, estudar o local nos traria uma dimensão de como as outras prisões do órgão funcionavam.

Allison seguiu para o local em seu carro e eu fui com a Jane.

— Não acho que seu problema com a Allison era comunicação. — ela se pronunciou interrompendo nosso silêncio. Senti uma pontada de ciúmes em seu tom de voz, mas resolvi deixa-la falar.

— Qual acha que era nosso problema então?

— Não sei. — ela disse dando de ombros. — Mas vocês parecem se comunicar tão bem que eu nem acho que seja esse o problema de vocês.

— Comunicação entre namorados e amigos é algo bem diferente, Jane. — a respondi esperando que ela apanhasse isso não só sobre minha amizade com a Allison mas também para o caso do Oscar voltar a ir atrás dela.

Chegamos no local e a Patterson logo chamou Jane para checarem algo. Momentos após, Allison veio novamente ao meu encontro.

— Pensou no que eu disse, Agente Weller? — ela questionou enquanto passava a mão em meu ombro.

— Na verdade, eu já até esqueci. — respondi tentando fugir do assunto.

Passamos o resto da manhã e a tarde inteira no local e descobrimos várias paredes falsas que levavam a outras saídas e até a outras celas. O lugar era devidamente bem estruturado para caso de fuga ou descobrimento. Como Oscar ou Jane conseguiram desarmar isso tudo e fugir?

Nessa tarde, Allison foi todo meu apoio já que a Jane precisou conversar com Dr. Borden e ajudar Patterson com um sistema de segurança que elas haviam encontrado no prédio.

Já estava escurecendo e eu estava prestes a ir embora quando vi Jane sair. Apressei os passos tentando alcançá-la e a puxei pelo braço.

— Posso te deixar em casa? — perguntei olhando dentro de seus olhos verdes.

— Não precisa. Eu vou com Albert. — ela disse enquanto vestia seu casaco.

— Preciso da sua companhia. — apelei com toda a sinceridade do meu coração, ainda encarando seus olhos.

Após me encarar por um tempo, ela assentiu com a cabeça. Conversei com Albert e fomos no meu carro.

— Aconteceu algo, Jane? — perguntei pelo fato dela ter negado a minha carona.

—Não, eu só achei que você fosse levar Allison em casa.

Ri ao sentir o envaidecedor ciúme que emanava naquelas palavras. Toquei suas mãos e ela deu aquele seu elástico sorriso de quando está nervosa.

— Prefiro levar você, e para onde você quiser ir.

Ela sorriu e chegamos. Ao entrarmos na casa, ela parou de costas para mim.

— Kurt, posso lhe fazer uma pergunta?

Respondi que sim enquanto fechava a porta.

—Você sente falta da Allison na sua vida? — ela questionou e virou-se para me encarar.

Me aproximei dela lentamente e toquei seus braços. Seus confortáveis braços.

— Que pergunta besta, Jane. — eu disse enquanto ria e colocava a mão em seu rosto. Ela tentou desviar o olhar. — Quer saber do que eu realmente sinto falta? Disso.

E puxei seu rosto para junto do meu. Seus lábios juntos do meu. Que saudade que eu estava desse gosto, desse conforto, desse toque. Ela não se afastou e rapidamente colocou suas mãos em meu pescoço fazendo com que nosso beijo durasse bastante. Era ótimo sentir seu toque em meus ombros, sua pele tão junta a minha e seus lábios dançando com os meus. Era gostoso e sublime.

Nos aconchegamos no sofá e eu continuava a beija-la, sem falar nada, apena sentindo. Aquilo era o suficiente para nós dois. O toque, os abraços. Era bom finalmente ter o que eu queria. Ter suas mãos envoltas a minha, seus braços me aquecendo e suas pernas cruzadas com a minha. Aqueles braços eram a melhor morada que eu havia provado.

Após um tempo, liguei a TV enquanto Jane se levantou para pegar algumas cervejas que haviam sobrado do dia anterior e eu novamente comecei a pensar no Oscar.

— Posso lhe fazer uma pergunta, Jane?

— Pode. — ela consentiu enquanto me entregava uma cerveja e colocava em um filme qualquer.

— E se o Oscar definitivamente voltar para você?

Ela abaixou a cabeça e depois me deu um selinho.

— Não vamos falar sobre isso. Eu nem sei se ele vai voltar e nem sei se quero. Não vamos estragar nosso momento.

Silenciei, pois, o não saber se ele queria voltar acalmou meu coração. Eu sabia que por mais que ele aparecesse, eu ia fazer de tudo para que ela ficasse. Eu não ia perdê-la, não iria deixar ela ir novamente. Jamais.

Ficamos deitados assistindo um filme e era contemplativo ver aqueles olhos verdes tão fixos na TV. Eu quase não assisti ao filme, apenas observei-a. E eu não cansava de contempla-la. Até que ela fechou seus olhos e dormiu, nos meus braços. Eu beijei seu nariz e disse baixinho:

— Eu tenho medo de te perder...

E ali dormimos. Juntos, com meu coração cada vez mais quente. Foi uma das noites mais agradáveis dos meus últimos anos.

Notas finais
SIM! Tinha que terminar com overdose de fofura Weller sim! E próxima terça tem mais e mais. Gostaram? Amaram? Munique eu vou passar mal? Não curtiu? Comentem pois adoramos quando vocês interagem!