Notas iniciais
Primeiramente eu gostaria de pedir MUITAS desculpas a vocês pelo atraso. O final do semestre me pegou, tentei escapar e não consegui kkkkk Mas enfim, estou aqui e com Jeller mais lindo e fofo que nunca. Espero que curtam. Terça teremos capítulo novo novamente o Ah, eu e as meninas temos uma página para falar sobre Blindspot chamada Blindspotters Brasil. Curtam!

— Cade. — ele respondeu e me veio a lembrança de todos nós reunidos em um lago e Oscar gritando o nome dele

— Por que ele faria isso, hein? Por que eu devo acreditar que ele não está ajudando você? — eu disse com a raiva me consumindo ainda mais. — O que vocês querem ganhar machucando o Kurt? — conclui dando uma pequena porrada na cabeça de Oscar com minha arma.

Nesse momento ele se virou rapidamente, me pegando pelo braço e me jogando no chão. A minha arma foi parar longe, mas com a perna eu o derrubei e começamos a lutar. Aquilo tinha que acabar, Oscar tinha que pagar por tudo que ele fez e tinha que me contar tudo que sabia ao invés de ficar simplesmente enrolando. Em um momento da luta ainda no chão, eu consegui pegar a arma novamente e ele agarrou minhas mãos para tomá-la, mas eu acertei sua perna e ele deu um grito caindo pro lado. Eu caí em cima dele e juntei suas mãos, pronta para prendê-lo. Ele se queixou da dor do tiro enquanto eu o levantava, mas eu já não ligava.

— Que homenzinho você é, hein? Kurt quase morreu e não se queixou como você. E você merece pior. — completei com um pouco de deboche misturado com raiva.

O sangue dele já ultrapassava sua calça jeans.

— E não tente fazer nada estúpido. — eu disse agarrando a gola de sua camisa e deixando ele de cara a cara comigo. — Porque nós já sabemos quem é o mais forte daqui. — Eu disse e o empurrei para que ele descesse as escadas quando escutei dois tiros vindos da parte de cima da escada.

Os tiros atingiram Oscar. Um na cabeça e outro no peito. Ele caiu sobre mim e eu olhei desesperada. Só sabia imaginar como isso ia me complicar ainda mais. Como eu iria explicar tudo para a equipe? Como tiraria Mayfair da prisão se a pessoa que poderia livrá-la de tudo estava ali morta? Uma raiva tomou conta de mim, pois Oscar só havia aparecido para atrapalhar minha vida e não me deu nenhuma resposta para nada. Escutei passos e saquei a arma. Quando a pessoa chegou em meu andar, identifiquei que era Cade.

— Bom trabalho. — ele disse enquanto eu larguei o corpo de Oscar no chão.

— Você sempre foi burro assim ou o quê? — eu perguntei me aproximando dele e colocando minha arma em seu peito. — Você acabou de estragar tudo. Como eu vou explicar isso tudo para o FBI?

Ele me olhou nos olhos.

— Taylor, eu vim ajudar você. Você não poderia levar Oscar para o FBI. Isso complicaria ainda mais nosso plano. — Cade disse com uma calma que me deixava extremamente nervosa.

— E deixar pistas assim — eu disse apontando para o corpo dele. — é mais fácil? É mais fácil prender alguém que não deve pagar por isso do que prender esse canalha?

— Não Jane, é mais fácil matá-lo para o plano não se comprometer.

— Plano, plano… Você tem ideia do quanto esse plano de vocês comigo está acabando com a minha vida? Você tem ideia de que o homem da minha vida está numa cama de hospital desacordado por causa de vocês? — eu disse olhando em seus olhos e ele abaixou a cabeça.

— Tenho, Taylor. — ele disse dessa vez com um tom de voz mais baixo. — Eu também já perdi.

— O homem barbado? — perguntei tendo lembranças deles juntos. — Ele era seu parente?

— Não, Taylor. — ele disse levantando a cabeça. — Marcos não era meu parente, ele era meu noivo.

Aquilo me doeu um pouco, pois eu havia o visto morrer e eu possuía boas memórias de Marcos. Me treinando, cuidando de mim e sempre sendo muito delicado, apesar da vida que aparentemente levamos.

— Fazia algum tempo que eu estava tentando pegar Oscar por isso, e o Pastor também.

Uma nova lembrança me veio à cabeça. Tínhamos um líder.

— Não só por isso, mas porque ele está fazendo as coisas da maneira errada. Ele ficou sabendo de você e Weller, então decidiu fazer tudo errado. Eu já estava com raiva dele por conta de Marcos e Pastor viu que ele deixou pistas pela morte de Carter. Era inviável mantê-lo vivo ainda, mas ele passou a jogar com você e ameaçou sua vida para todos nós. Estávamos planejando o que fazer quando montamos essa armadilha, mas ele atraiu você.

Eu estava confusa com tudo aquilo. E algumas dúvidas ainda me tomavam muito o peito.

— Cade, eu não posso deixar Mayfair pagar pelo que ela não fez.

— Nós também não. — ele completou, indo em direção ao corpo de Oscar. — Mas você não vai resolver isso. Agora você vai ter que arrumar um modo de dizer a todos como Weller se machucou, e nós daremos um jeito de fazer Mayfair pagar apenas pelos erros dela.

— Erros? — perguntei confusa, pois Mayfair sempre me havia parecido uma pessoa limpa.

— Todo escritório tem seus sujos, Taylor. O FBI é extremamente sujo. Nós não vamos jogar de modo sujo como eles. Do mesmo modo que Oscar juntou coisas para incriminá-la, nós vamos fazer para que ela pague apenas pelo Daylight. É assim que jogamos, desde sempre. — ele disse e novamente me olhou. — Agora você tem que ir, senão notarão a sua ausência.

Eu desci as escadas em silêncio. Era muita coisa pra assimilar e eu só queria chorar. Escutei a voz de Cade me chamando e olhei para o alto.

— Não se preocupe, não vamos comprometer você dessa vez. — ele fez uma pausa e respirou. — Eu espero que seu amor fique bem. Marcos com certeza torceria por isso. Ele nunca gostou de Oscar.

Dei um meio sorriso. Apesar de toda essa confusão, alguém finalmente tinha sido honesto comigo. Cheguei na rua e caminhando para casa, já na noite, não parava de pensar no Kurt e na nossa vida. Será que eu era mesmo o melhor para ele? Será que eu era uma pessoa que o merecia? Não. Provavelmente não. Os dois homens que haviam gostado de mim pelas minhas lembranças estavam machucados. Um morto por arruinar tudo, e outro ainda desacordado em uma cama por tentar consertar tudo.

Cheguei em casa em silêncio e notei que a caminhada tinha sido longa, pois já era madrugada, tomei banho e fui ao hospital rever Kurt. Como ele devia estar? Só de pensar meu coração já apertava. Ele era a coisa mais preciosa que eu tinha, mas eu vivia colocando-o em perigo, em situações complicadas e na última dessas, isso quase custou sua vida. Chegando ao hospital, torci para que ninguém tivesse ali. O dia já tinha sido muito pesado para responder tantas interrogações.

Ao chegar na sala de espera, Sarah estava com Reade na sala de espera.

— Patterson está lá dentro. — ela disse se levantando e vindo em minha direção.

— Eu posso vê-lo? — perguntei e ela riu

— Que pergunta boba, Taylor. Claro que sim. — ela disse e deu uma pausa. — Mas antes, podemos ir lá fora? — ela perguntou e acenei com a cabeça.

Tinha um jardim na parte de trás do hospital e lá fomos. Logo depois de atravessar e fechar a porta, Sarah se virou pra mim.

— O que está acontecendo, Taylor? As pessoas aqui passaram o dia inteiro questionando sobre seu sumiço e sobre o que vocês teriam feito para Kurt ir parar naquele lugar machucado. Elas vão lhe perguntar, e você terá que saber como responder isso.

— Eu me questiono se eu sou algo bom para seu irmão todos os dias quando acordo ao lado dele, Sarah. — comecei a dizer e me virei para olhar para a encarar. Ela parecia estar estranhando aquela fala, mas eu continuei. — Porque desde que eu apareci, ele só tem se machucado e isso me machuca tanto. — lágrimas tomaram meu rosto.

— O que está acontecendo? — Sarah perguntou, dessa vez mais firme. Eu me sentei em um banco que tinha no jardim e ela fez o mesmo.

— Ele estava tentando me proteger, Sarah. — eu disse e lágrimas começaram a correr no meu rosto. — Uma pessoa do meu passado estava me ameaçando, e eu quis deixar Kurt por isso, mas ele quis ficar, ele insistiu e… eu o amo tanto que eu não poderia não deixá-lo.

— Teria sido pior estar numa cama de hospital pra ele se você tivesse o deixado, Jane. Ele é teimoso, jamais deixaria de te proteger.

— E foi por isso que ele se machucou. — mais lágrimas escorriam em meu rosto. —Nós decidimos ir atrás dessa pessoa que me ameaçava e… — eu comecei, mas não consegui terminar de falar por conta do meu choro. Kurt tinha que ficar bem.

Sarah me abraçou e também chorou.

— Você o ama, Taylor. Você voltou para ele e sei que você, assim como ele, vão fazer de tudo um pelo outro. Eu não tenho como não achar que isso é o melhor para vocês dois. — ela disse e se posicionou novamente a minha frente, limpando minhas lágrimas. — Agora você tem que entrar, porque um homem que te ama muito deve estar com muita saudade de você.

Eu sorri com a afirmação. Saber que Kurt me amava me preenchia e me dava forças.

— Eu explico tudo ao Reade. Agora vai. — ela disse e eu subi enquanto ela voltou para a sala de espera.

Sarah havia dito para as enfermeiras que eu era namorada de Kurt e como éramos do FBI não tínhamos horário restrito para visitas. Eu entrei e Patterson estava lá. Ao me ver, ela se levantou e veio me dar um abraço.

— Conseguiu resolver algo, amiga? — ela perguntou nervosa

— Eu espero que sim. — respondi com um meio sorriso. — Como ele está? —Perguntei olhando pra Kurt que dormia.

Patterson me olhou com brilho nos olhos.

— Vocês se amam tanto, né? Isso é lindo! — ela disse e me abraçou. — ele vai ficar bem. Deixarei vocês a sós. E deixei um cobertor para você em cima da poltrona no caso se você ficar aqui por muito tempo. Se precisar me liga, ok? — ela disse e me abraçou, saindo da sala.

Agora éramos apenas eu e Kurt. Ele já respirava sem ajuda de aparelhos, numa rápida recuperação, porém ninguém havia me dito se ele havia acordado e como ele havia acordado. Eu sentei na cama e tomei suas mãos. Observei seus detalhes e a cada centímetro que meus olhos percorriam a certeza de que eu o amava mais do que tudo. Meus dedos alisavam o seu, e mesmo que um pouco frio, eu amava esse contato. Como eu havia sentido falta do toque dele essa noite. Passei alguns minutos apenas observando-o e coloquei a mão em seu rosto, voltando novamente a segurar as duas mãos dele.

— Não me deixe sozinha, Kurt, nunca. Porque eu nunca mais de deixarei só. Nunca mais deixarei você passar por isso. — eu disse num sussurro quase silencioso e lágrimas saíram dos meus olhos, caindo sobre nossas mãos juntas.

Eu olhei para nossas mãos e como elas se encaixavam tão bem. Seus dedos começaram a se mexer, apertando a minha mão. Eu o olhei e sua boca estava se mexendo. Mais lágrimas caíam de meus olhos.

— Ja-ne... — Kurt disse lentamente enquanto abria os olhos.

— Meu amor… — eu disse me curvando para ficar mais perto dele e dei um beijo em seu peito por cima do lençol. — Eu estou aqui.

Ele levou suas mãos com as minhas para o seu rosto e movimentou-as lentamente. Eu alisei seu rosto ainda em lágrimas e ele sorriu.

— Senti sua falta. — ele disse e eu chorei ainda mais.

— Eu vou fazer de tudo para que nada mais te aconteça. — sussurrei para ele que sorriu lentamente.

— Você pode deitar comigo? Estou com frio. Preciso do seu calor. — Kurt disse e eu soltei uma de nossas mãos para alcançar o cobertor que Patterson havia deixado.

Eu estava o cobrindo quando ele se virou e estendeu a mão para mim.

— Não me larga. Vem aqui. — ele disse quase implorando e eu apertei sua mão e a beijei.

— Eu te amo, Kurt. — respondi.

— Deita comigo. Eu preciso do seu calor. — ele disse olhando em meus olhos.

Olhei para ver se nenhuma enfermeira estava por perto. Fechei a porta do quarto e deitei por trás dele, que estava de lado.

— Senti falta do seu cheiro. — ele disse e eu o abracei, tomando cuidado para não machucá-lo ou machucar qualquer fio ao qual ele estava ligado.

— Eu senti falta de tudo em você. — eu disse e ele sorriu, voltando a fechar os olhos.

Fiquei fazendo cafuné nele e fechei meus olhos também. O cansaço estava me tomando. Dei um beijo em sua cabeça pouco antes de apagar e escutei sua voz sussurrando pra mim

— Eu também te amo, Jane. Mais do que minha própria vida.

Notas finais
Caso alguém saiba onde se encomenda um Kurt, favor comentar aqui dizendo onde hahahaha