We married? No way!
16 Revelações
Notas iniciais
Não havia explicação. Não havia um sentido para o que estava a acontecer.
Num momento Regina preparava-se para mais uma tentativa de soltar a loira, e noutra é parada por uma versão mais pálida da mesma.
RP: -Emma...
Emma olhava para ela com uma expressão cansada, notava-se que estava fraca.
A xerife deu mais um passo no entanto caiu ficando de joelhos.
A morena logo ajoelhou-se ficando ao seu lado, estava confusa, como era possível ela estar ali? A perfeita olhou para ela e logo os seus olhos fincaram num ponto. A aliança.
RP: -Acordaste, mas como? -Perguntou confusa.
A loira estava visivelmente frágil, poderia até dizer-se doente. Mais magra e pálida que o normal, parecia que toda a sua energia tinha sido drenada, e no entanto ela estava ali.
EF: -Eu tinha que te parar. -A sua voz saiu rouca e era notória a a respiração pesada. -Não podes continuar Regina.
A confusão era notária no rosto da rainha e da loba que observava um pouco mais longe.
RP: -Tu estavas em coma...
Emma deu uma respiração longa e olhou nos olhos na morena.
EF: -Tu ias morrer se não parasses.
***~***
Estava exausta.
Noites com pouco ou nenhum sono, seguido de preocupação extrema e constante, mais ansiedade podia fazer danos reais no corpo humano, e Regina era uma prova disso.
O seu rosto antes luminoso, agora estava quase sem cor, olheiras marcavam a zona abaixo dos seus olhos, o castanho brilhante antes marcado na sua irís agora era opaco.
A morena respirou fundo e voltou ao quarto, uma caneca de café na sua mão. Ela abriu a porta e olhou para a cama deixando o recipiente cair partindo-se no chão.
RF: -E-Emma...-fala com a voz trêmula ao perceber que a sua esposa não estava lá. -Emma!
A rainha começa a correr pela casa enquanto gritava o nome da loira, o desespero a tomar conta dela, os olhos a se encherem de lágrimas. Levou as mãos ao cabelo puxando-o e andou em direção à porta saindo do prédio a correr pelas escadas. Olhou por toda a parte enquanto andava pelas ruas de Storybrooke à procura de algum sinal da loira, mas nada, não havia nenhuma vestígio dela em lado algum.
***~***
—Temos que sair daqui. -A voz da Ruby soou e logo a morena olhou para ela.
Voltou os seus olhos para a loira frágil ao seu lado e acenou.
RP: -Sim, ajuda-me aqui. -A rainha pegou num braço ajudando-a a se levantar e logo a loba chegou ao pé dela.
–Eu trato dela. -A mulher pegou no outro braço e num gesto pegou-a ao colo.
Regina acenou e começou a andar, a loira não falava nada já com os olhos fechados, parecia estar num estado entre a inconsciência e a percepção da realidade
—Trouxeste carro?
RP: -Não. -A morena respondeu, o olhar fixo em frente enquanto os seus lábios cerravam levemente.
Ruby suspirou e abanou a cabeça enquanto desvia cuidadosamente dos vários galhos.
–Temos um longo caminho pela frente sendo assim.
***~***
Storybrooke, 2023
–Estás a dizer que não há nada que possamos fazer para trazê-las de volta, resumindo? -Snow pergunto um tanto frustrada.
Belle olha de novo para o livro entre as suas mãos com toda a pesquisa feita sobre o que podia ter acontecido.
–Receio que não. Pelo que o livro diz este tipo de portal nunca foi invocado, e por mais que exista um ritual é muito perigoso, são precisos vários elementos raros e que vão demorar muito tempo a ser achados. Se é que existem neste mundo. -A morena responde voltando a olhar para eles.
O olhar de decepção logo foi tomando conta de todos, o ambiente ficando cada vez mais pesado, carregado de tristeza e frustração.
–Mas tem que ser possível fazer algo. -Henry fala com os punhos cerrados. -Como é o ritual?
–Henry, é arriscado fazer, alguém pode perder a vida. -Ruby diz com a voz suave, um ar também abatido.
–Não importa! Eu não vou ficar parado aqui enquanto espero que algum milagre acontece e traga as minhas mães de volta, não vou! -O homem olha para todos, o maxilar cerrado enquanto o nervosismo toma conta dele. -São família, a nossa família, e nós não desistimos da nossa família. Nunca o fizemos e não é agora que vamos começar.
Charming dá um pequeno sorriso de canto e abana a cabeça afirmativamente.
–Vamos ao trabalho então.
***~***
Storybrooke, 2015
–Como assim ela desapareceu? -David pergunto com o cenho franzindo perante uma Regina em puro desespero.
RF: -Desapareceu, ela estava ali e agora não está? Ou conheces outra definição de desaparecer? -A morena diz com a ironia destacada enquanto anda de um lado para o outro.
–Certas coisas não mudam...-O loiro diz baixo olhando para baixo
Snow olha em repreensão para o marido e põe-se à frente da rainha.
–Nós entendemos, mas precisamos que expliques o que aconteceu ou não vamos conseguir ajudar-te. -Mary fala com um tom doce e puxo a outra mulher para se sentar. -Agora, conta o que aconteceu.
Regina respira fundo e passa pela milésima vez a mão pelos cabelos.
RF: -Eu saí do quarto para ir buscar um copo de água, peguei nele, voltei para o quarto e ela já não estava lá.
Snow piscou algumas vezes e acenou.
–Ok, e que mais?
Regina estreita os olhos e ergue uma sobrancelha.
RF: -Mais nada. Foi isso, ela desapareceu do nada, como se tivesse evaporado.
–Bem, sim, mas as pessoas não desaparecem assim do nada. -David fala pondo-se ao lado da esposa, uma mão apoiada na cadeira.
RF: -Não, sério? Por favor, génio, continua a apontar o óbvio. -Responde levantando-se outra vez e a andar pela sala da estação do xerife.
David revira os olhos e pressiona os lados da cabeça com o pulgar e indicador.
-Vamos ter calma, sim? Enervarmos-nos não vai dar em nada. -Mary diz olhando para os dois.
RF: -Fácil falar. -Regina responde entre dentes.
A mulher pára e olha para o chão.
RF: -E se ela acordou? -Pergunto estreitando os olhos de novo e olha para o casal. -Ela pode ter acordado.
–Mas ela não estava no quarto. -Snow responde inclinando um pouco a cabeça.
RF: -Ela pode ter ficado desorientada e a magia é imprevisível assim. -A morena fala um tanto entusiasmada com um pouco de esperança. -Ela pode estar em qualquer lugar de Storybrooke, temos que ir procura-la!
***~***
Estava a tornar-se impossível estar naquele lugar, o cheiro da humidade, o silêncio absurdo, a falta de mobilidade tornava os seus músculos rígidos, mais a escassez de água e comida estava a torná-la fraca, frágil.
Não que não lhe dessem de comer ou beber, mais a ideia de aceitar algo vindo deles era repugnante.
Passos são escutados pelo cómodo e logo o som de uma porta pesada a ser aberta soa. Mais passos e a loira vê alguém já bem conhecido por ela a parar à sua frente.
–Trouxe-te comida, devias comer. -Uma voz masculina soou seguido de um suspiro pela falta de resposta. -Assim vais ficar doente.
EP: -Porque estás a fazer isto? -A voz saiu fraca e rouca pela falta de uso. Levantou a cabeça olhando para o seu raptor. -Porquê?
O homem agachou-se e levou a sua mão ao rosto da xerife.
–Eu sei que não entendes agora, Emma, mas é a única maneira de podermos estar juntos no futuro.
Emma abana a cabeça e tenta afastar-se do contacto do moreno.
EP: -Tu és doente.
O homem sorri e volta a acariciar o rosto da loira.
–Dizem que o amor é como uma doença.
EP: -Não há nada de amor no que estás a fazer, Killian. -Responde tentando se afastar de novo do seu toque.
–Podes não ver agora, mas vais perceber, no futuro, nós vamos ficar juntos, e nada nos vai separar. -Hook pega no rosto da salvadora e selo os seus lábios nos dela.
A loira ao sentir isso morde com força o lábio do capitão fazendo com que se afastasse automaticamente levando os dedos ao lábio.
Ele olha para ela com os olhos cerrados, mas acaba por rir levemente.
–Sempre agressiva. Devias comer.
EP: -Vai para o inferno. -Fala entre dentes.
O moreno suspira de novo e sai do compartimento.
Emma respira fundo e inclina a cabeça para trás com os olhos fechados.
EP: -Eu sei que és tu que estás por detrás disto. -Ela fala alto ainda sem se mover.
–Parece que não se deve subestimar a Salvadora, não é mesmo?
A mulher solta um riso seco e olha para o homem.
EP: -Pensava que já era uma lição aprendida.
–Eu sempre tive problemas desse tipo de aprendizagem.
EP: -Só não consigo entender algo. -Fala inclinando a cabeça sem desviar o seu olhar.
–E o que seria?
EP: -Porquê? Teres todo este trabalho, influenciar o Hook, convencê-lo que isto seria uma resposta para o que queria, porquê?
O homem sorri e vira-se andando para a saída.
–Eu tenho os meus motivos, dearie.
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