We married? No way!
17 Porque eu amo-te! -Parte 1
Notas iniciais
RF: -Emma! -A morena entrou rapidamente na sala, logo indo ter com a sua esposa que se encontrava no sofá, já sentada, uma caneca de chá nas suas mãos.
Regina sentou-se ao seu lado e puxou-a para os seus braços, ato que a loira repetiu ao abraçá-la de volta. Ruby, ao notar isso, tirou o recipiente das mãos da xerife, dando maior liberdade ao casal.
Assim que ambas tinham finalmente chegado depois da rainha recuperar um da sua magia devido ao tempo de caminhada, foram para a sua casa. Chamaram o Dr.Whale que fez uma inspeção, avaliando desidratação e anemia, no entanto nada de grave, afinal durante todo o tempo inconsciente a loira foi mantida saudável com a magia da esposa.
Quando todo o processo foi terminando, e depois de tomar alguns suplementos alimentares, ligaram para a Snow a avisar que estavam com ela.
–O que aconteceu? -David perguntou, chegando ao pé do sofá onde o casal instalava-se.
A loba olhou para a rainha com os lábios franzidos à procura pela expressão dela algum sinal do que deveria dizer.
RP: -Eu estava na floresta enquanto tentava libertar a Emma quando a Ruby apareceu, de seguida a Emma para me parar. -Ela fala sem tira os olhos do seu eu do futuro junto à loira.
A rainha desvia o olhar e mordo o lábio inferior em nervosismo, a sua mente a viajar para aquela manhã.
“Estava quase...se só tivesse mais uns minutos..”
–Para a libertar? -Snow pergunta confusa, porém imediatamente abre os olhos em surpresa e dá um passo na direção da perfeita. -Tu..tu a encontraste? Encontraste a Emma?
Regina acena que sim e volta a olhar para eles. Passa as mãos pelos cabelos, parecendo ainda mais agitada.
RP: -Sim, eu achei-a, mas...não consegui libertá-la. -O tom de voz dela diminui à medida que fala e cerra o maxilar em frustração. -Se eu fosse mais forte..eu já teria a tirado dali, se eu só...
Snow corta o resto da distância entre elas e toca no braço da rainha, chamando-a à atenção.
Regina encara-a e Mary só lhe dirige um sorriso, transmitindo um pouco de tranquilidade.
EF: -Ela tem razão, não tinhas como saber, muito menos devido a quem pôs aquela barreira. -Emma fala depois de um bom tempo calada, a voz ainda áspera e rouca devido a todo o tempo inconsciente.
–Como assim? -David pergunta e junta-se ao resto do grupo, agora ao lado do sofá perto da Snow.
Emma olha para ele e respira fundo, cerra os lábios, ainda um pouco gretados e volta a pegar no chá , dando um leve gole.
EF: -Quando eu estive inconsciente houve alturas em que parecia que estava a sonhar, mas...eram mais do que sonhos, eram demasiado reais para serem só isso, parecia que eu estava a vive-los. -A loira dá uma pausa e mexe um pouco na caneca, a passar o dedo pela borda. -Foi quando percebi que o que estava a ver, a viver, era o que a Emma estava a passar, não sei como, nem quando, mas aconteceu. Cada experiência que ela passava eu passei no meu tempo inconsciente. -A loira faz uma pausa e olha para todos desta vez. -Nesse tempo pude ver quem a tinha raptado.
–Quem? -Snow interrompe visivelmente nervosa agora.David leva a mão ao ombro dela e puxa-a para si.
Emma dá um leve sorriso, transbordado de ironia e respira fundo.
EF: -O Rumple...
Regina estreita os olhos e solto um riso sarcástica, olhando para outro canto.
RP: -Claro, só podia. Devia ter matado aquele verme quando tive a chance. -A morena dá um soco na parede, sentindo as lágrimas a virem aos seus olhos outra vez. -Isto não pode estar a acontecer de novo..-a sua voz sai rouca e falha de maneira que só ela ouvisse.
Regina olha para o seu eu e depois para a sua esposa, cerra os seus lábios e levanta-se indo até ela.
Põe-se à sua frente e levanta o seu rosto, dá um leve sorriso e acena, como que em compreensão à dor.
—Há alguma maneira de tirá-la de lá? -Snow pergunta indo ter com a loira.
Emma pára durante uns segundos a olhar para a frente, os seus olhos fixos num canto.
Abana a cabeça afirmativamente e olha para a caneca no seu colo.
EF: -Sim, há, mas temos que ser cautelosos. O Rumple não está a agir sozinho.
Um clima tenso se instalou na sala enquanto era palpável todos os pensamentos que percorriam as mentes de cada um.
“Quem é a outra pessoa?”
–Mas..quem está a ajudá-lo? -ao fim de alguns segundos Charming quebra o silêncio, como que acordando os restantes.
EF: -Eu não sei..as memórias são muito confusas, algumas sem qualquer nexo. -a loira aperta mais a chávena e respira fundo. -Só sei que ele tem alguém, a pessoa esteve com a Emma, parecia que reconheceu até quem era..
RP: -Reconheceu? Isso significa que sabemos quem é? -Regina enfim se pronunciou dando alguns passos em direção deles.
EF: -Ela sabe..Vocês? Eu não sei..-a loira dá um suspiro cansado e fecha os olhos baixando a cabeça. -Se ao menos eu..se ao menos eu me lembrasse...
—A culpa não é tua, não faças isso contigo mesmo. -Snow interrompe e olha ao redor. -Já sabemos onde ela está, agora só temos que ir a libertar.
***~***
Storybrooke, 2023
—Isto é impossível. -Ruby fala a andar de um lado para o outro pelo quarto, Belle a acompanhava com o olhar. -Ficar aqui sem fazer nada enquanto elas podem estar em perigo sabe se lá onde?
–Não há nada que possamos fazer, não agora. -a bibliotecária responde, sentada na cama.
—Mesmo assim! Tem que haver algo! Qualquer coisa. Pode nos ter escapado algum detalhe, ou..-a loba pára de andar e mexe nos cabelos, soltando um bufo.
Belle levanta-se e vai até ela, lhe tocando pelos ombros.
—Nós vamos encontrar um solução, mas neste estado não. Aquele portal abriu-se por algum motivo, temos que confiar nelas neste momento. Está bem? -ela dá um leve sorriso e aproxima-se, selando gentilmente os lábios da outra.
–Detesto não poder fazer nada..-Ruby responde e abraça a cintura da sua esposa, encostando a testa no ombro dela.
—Eu sei que sim. -responde e leva a mão aos cabelos da outra na forma de uma carícia. -Mas não podes desesperar, vamos arranjar uma maneira de as trazer de volta.
A loba acena e antes que pudesse dizer algo a porta é aberta.
–Oh, desculpem. Estou a interromper o casal? -a voz da Zelena soa pelo ambiente e Ruby revira os olhos se endireitando. -Não? Óptimo.
–O que te trás cá? -Belle pergunta na sua normal simpatia.
–Encontraste algo? -Ruby pergunta e a ruiva fecha a porta, ao tempo que levanta um pouco o livro nas suas mãos.
–Por acaso, penso que sim. -ela fala e aproxima-se, abrindo o livro já velho na página com um marcador. -Já ouviram falar de portais de circunstâncias?
—É me familiar...-Belle fala e olha para o chão, como que num esforço para se lembrar. -Se não me engano, são portais que se abrem devido a forças do momento. São os mesmos portais que já tínhamos visto antes, mas com outro nome, basicamente. -conclui a olhar para ela de novo.
—Por acaso, não. -a ruiva fala e vai até o outro lado do quarto, senta-se na cadeira e põe o livro sobre as suas pernas. -Eu estive a pesquisar melhor, desde que descobrimos que a busca dos elementos do portal está mais complicada que o planeado, e..Um portal de circunstâncias, resumidamente, é um portal que aparece do nada, sem ninguém o ter invocado.
—Ok, mas isso já sabemos. -Ruby fala impaciente e senta-se juntamente com a Belle na cama.
–Calma loba, deixa-me terminar. -responde fazendo-a revirar os olhos de novo. -Onde eu ia...Ah, sim, aparece do nada. No entanto, “estes aparecem devido a uma mudança drástica na linha do tempo que precisa de ser concertada. “. -diz, lendo do livro. -”Esta mudança acontece passado.”
–Então...algo aconteceu e elas foram puxadas por um portal para arranjarem? É isso que estás a dizer? -Red comenta com os olhos estreitos.
–Talvez, seria uma boa explicação para o que está a acontecer.
–Bem, sim seria, mas não há nenhuma prova que seja isso. -Belle responde levando a mão à da esposa. -Porém..é uma explicação, a mais lógica.
Ruby cerra os lábios e morde o inferior.
—Digamos que realmente foi esse o portal, como as trazemos de volta?
Zelene respira fundo e volta a olhar para baixo.
–Não trazemos.. Este tipo de portais, pelo que estive a ler, são como a última chance do universo de por tudo na ordem, por isso elas foram puxadas. Não há maneira de contradizer o que foi criado dessa maneira.
–Estás a dizer que não há maneira delas voltarem? -a loba fala alterada.
–Há uma maneira, mas isso não depende de nós. Elas têm que conseguir voltar as coisas como devem acontecer. -ela responde fechando o livro e pondo-o no chão.
–E se isso não acontecer? -Belle pergunta, o receio evidente na sua voz.
–Se não acontecer..eu não sei se há algum futuro para eles voltarem.
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