We married? No way!
18 Porque eu amo-te! -Parte 2
Notas iniciais
Havia um claro clima tenso enquanto todos se preparavam para o que vinha adiante.
Snow verificava de novo a corda do ser arco, Charming manejava a espada parecendo querer verificar a sua leveza e o corte. Ruby permanecia num outro canto da sala, o seu olhar fixo num ponto qualquer da parede. Emma permanecia sentada ao lado da sua esposa numa troca de carinhos, quase num clima melancólico, como se no subconsciente de cada uma aquilo fosse uma despedida. A Regina estava parada junto à janela da sala a observar toda a cena, o seu rosto mostrava um cansaço extremo, não tanto físico, mas emocional.
Mary guardou o arco, David colocou a espada no cinto, e um novo ambiente apareceu agora acompanhado de um silêncio ensurdecedor, ninguém se atrevia a interrompê-lo.
Regina respirou fundo e deu alguns passos até chegar ao centro, as botas batiam no soalho como que baques surdos.
A morena olhou ao redor e respirou fundo começando a andar para a saída, os outros tinha encontrado o esconderijo a algumas horas atrás, ficando bem à frente do escudo protetor, só a encarar a única barreira que a separava da sua loira.
Emma ao ver todo o momento tocou no braço da sua esposa, dando um leve aceno. A morena percebendo do que se tratava acenou de volta, acariciando de leve a sua mão , num gesto próprio de passarem forças uma à outra.
Ambas deram alguns passos atrás, os outros ao entederem o que iria acontecer afastaram-se logo, dando-lhes espaço de manobra.
Mais um momento tenso se instalou, a espera parecia interminável e aquilo que era segundos pareciam minutos, minutos parecendo horas.
Mais uma troca de olhares foi trocada até que por fim um misto de vermelho e branco apareceu, batendo contra a barreira que agora se mostrava vísivel.
O escudo mostrava-se resistente, assim sendo necessário um pouco mais de força de ambas para o conseguir dissuadir, o que aconteceu após mais alguns segundos.
Um olhar de espanto pareceu se apossoar de todos ao ver o que realmente estava escondido no local aquele tempo todo.
O que era antes uma paisagem com árvores, pedras e arbustos agora era uma caverna escura e húmida, parecendo não ter fim devido a toda a escuridão.
Regina, do passado, cerrou os punhos e engulio em seco, um grande nervosismo a tomar conta do seu ser ao pensar no que poderia encontrar quando chegasse ao fim daquele espaço.
Nenhuma troca de palavras ou olhares foi necessária para logo entrarem lá, as três mulheres, com bolas de fogo em suas mãos, iluminvam o caminho.
Ao fim de alguns minutos a andar, só as respirações sendo audíveis, se deparam com uma porta no meio da parede, mas nada ao redor que mostrasse que fosse uma armadlha. A morena anda até à porta e pega na maçaneta, vendo que não estava trancada, nenhum som se fazia presente.
RP: -Ruby? –a morena chama o nome da outra num sussurro praticamente inaudível, a mão ainda na maçaneta, enquanto que a loba fechava os olhos, concentrando-se nos seus sentidos para descobrir quem estava lá.
—Só há uma pessoa aí dentro, e pelo cheiro...parece a Emma. –Red responde ainda a farejar um pouco o ar.
A morena acena e solta um suspiro, só abrindo a porta sem pensar muito no que poderia encontrar no outro lado.
Os olhos correm por todo o cómodo até que por fim foca num único ponto, que a faz perder o folêgo por um momento.
No centro da sala uma Emma pálida, fraca, quase que num estado deplorável se encontrava presa numa cadeira por cordas, a cabeça estava baixa, e os ombros moviam-se quase que imperceptivelmente, mostrando que ainda respirava.
EP: -Vieste fazer mais declarações de amor? Ou te vangloriares do teu esquema tão bem planeado? –a voz da loira saiu num tom baixo e rouco, no entanto não moveu um músculo sequer.
RP: -Emma...-Regina praticamente correu em direção da loira e a abraçou com força, sentindo algo a queimar a sua pele, porém ignorou o ardor e continuo agarrada à outra mulher com os seus olhos molhados agora.
EP: -Re-Regina? –o espanto era óbvio na expressão da outra, ainda mais quando percebeu que a sua família também estava lá. –Mas...como?
RP: -Isso não importa agora, temos que te tirar daqui. –responde enquanto os outros faziam e vígia, Ruby no lado de fora da porta especialmente atenta.
A rainha tenta soltar as cordas, contudo imediatamente afasta as mãos ao sentir que queimavam.
RP: -Mas que...
EP: -Estão enfaitiçadas, elas não me permitem usar magia, além de me deixarem cada vez mais fraca.
—Está tudo bem? –Snow chega ao pé delas com o Charming atrás e olha atentamente para a filha, como que a examiná-la. –Porque ainda não está solta?
RP: -As cordas têm algum tipo de feitiço, não consigo as soltar. –fala frustrada e já impaciente.
Houve um momento de silêncio em que todos pareciam ponderar qualquer decisão até que David tira a espada e pega numa das cordas.
RP: -Isso não vai resultar, se eu não consigo usar magia achas que.. -David passa a lâmina pela corda, cortando-a facilmente e de seguida olha para a Regina. –Ou não. Quão imprevisível.
As cordas caiam facilmente, até que por fim a loira estava solta, levantando-se com alguma dificuldade e ajuda dos dois.
—Que cena tão comovente. –uma voz soa do outro lado do cómodo, todos eles se assustando ao verem Rumple ao pé da porta, Ruby desmaida no chão, um golpe a sangrar em cima da sobrancelha, Emma e a Regina, amarradas num canto também inconscientes. –Toda a família reunida novamente.
Instintivamente, David ficou à frente delas a segurar a espada num ato protetor, porém logo foi mandado para o outro lado da sala, batendo com as costas na parede.
—David! –Snow olha para a marido, mas não sai do lado da loira e da morena.
Prepara o arco, disparando uma flecha, no entanto em vão, já que esta para a centímetros do peito dele, caindo de seguida.
—Que encantador, contudo em vão. –o Senhor das Trevas faz um gesto com e mão, Mary Margaret caindo adormecida.
RP: -Afasta-te dela Rumple. –Regina pôs-se à frente da Salvadora, numa tentativa desesperada de a proteger, nem que fosse com o seu próprio corpo.
—Posso dizer o mesmo, dearie. Os meus assuntos não são contigo, portanto não há necessidade de alguém sair magoado aqui.
RP: -Receio que não possa dizer o mesmo. –uma bola de fogo aparece na mão da morena enquanto a Emma parecia atônita a tudo o que aconteceu, completamente incapaz de fazer algo.
Rumplestilskin solta um riso de divertimento, ao tempo que a rainha mandava a bola contra ele, completamente ineficaz.
—Talvez numa outro altura. –diz num tom irónico avançando para lhe arrancar o coração, no entanto parando bem à frente do seu peito. –Mas que...
—Não vai valer a pena, Rumple.
Regina olha para trás dele logo em surpresa ao ver a Belle com a adaga em sua posse, controlando as ações dele, e com isso impedindo que fosse morta.
—Acho que já fizeste estrago o suficiente por uma vida. –A voz da bibliotecária saía fria e determinada, não havia nenhuma sombra ali do que uma vez foi uma mulher apaixonada pela fera.
—Deia-me ir. –Rumple tenta se mover, porém sem obter efeito alguma, deixando-o com uma expressão cada vez mais raivosa.
Regina olha por mais uns momentos para a cena até que por fim agarra o braço da Emma puxando-a dali para fora.
RP: -Estás bem? –a perfeita toca suavemente no rosto da outra que ainda parecia atordoada com tudo o que acontecia.
EP: -Onde ele está?
RP: -De quem estás a falar, Emma?
O olhar da loira permanecia vidrado na sala, só os seus olhos se movendo como que em procura de algo.
—Tu vais-te arrepender disto, Belle. –Rumple fala entredentes ainda na mesma posição.
—Penso que enquanto tiver isto..-a mulher abana levemente a adaga e encolhe os ombros. –Acho que não.
—Be-Belle? –uma voz se ouve mais atrás fazendo-a se mover para trás, vendo a Red agora acordada e já de pé.
—Ruby! Estás bem? –Belle rapidamente se põe ao lado da loba verificando se ela estava bem.
—Estás aqui..conseguiste a adaga! –responde mais animada e abraça-a vendo o Rumple ali. –E pelos vistos foi necessário usar.
RP: -Como ela sabia onde era este lugar? –pergunta chegando-se ao pé dos outros, ainda sem largar a loira.
—Assim que eu ouvi a Emma a dizer que o Rumple estava envolvido nisto liguei à Belle para saber se havia alguma maneira de o deter, ou enfraquecer, senti que fosse necessário. Só não estava à espera que conseguisses a adaga. –Ruby responde ainda surpresa.
—Depois que ele saiu da loja foi fácil, afinal, a arrogância sempre foi um ponto fraco.-Belle responde a o olhar.
—O que vocês estão a fazer aqui?
EP: -Tu...-Emma vira-se e logo cerra os punhos ao ver o outro autor de toda aquela situação, assim como todos os outros.
RP: -Killian? Tu és o responsável por isto? Tu raptaste a Emma? –o espanto era puro na voz dela tal e qual como no rosto dos restantes.
—Vocês não deveriam estar aqui. –O nervosismo parecia aumentar a cada segunda, mostrando uma crescente ansiedade.
—Já não era sem tempo, pirata. –Rumple interveio, um humor negro na sua voz. –Que tal me tirares daqui agora?
Hook olha para toda a cena ainda e cerra o maxilar.
—Desculpa, love. Eu não tenho escolha.
Os proximos segundos passaram demasiado rápidos.
Killian pega na espada e com isto acerta com o cotovelo na Ruby que cai de novo no chão, apontando a espada para a Belle, no entanto não contava que a loba ainda estivesse acordada, passando-lhe assim uma rasteira, pondo-o no chão.
Uma rixa começa entre a Ruby e o Hook, enquanto Regina tratava de tirar Emma dali de ao pé rapidamente.
O pirata de alguma maneira consegue tirar a loba de cima de si e corre em direcção da loira, pronto a atacar, no entanto ao tentar acerta-la, Regina põe-se à sua frente, a espada atravessando o seu corpo.
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