We married? No way!
5 Loucura
Notas iniciais
Loucura
... O conceito de loucura
hoje em dia podemos dizer
que é meio abstrato, certo?
Afinal o que para uns é a completa insanidade, para outros é o seu quotidiano, que para uns é a loucura
, para outros é a normalidade, para uns o seu conforto, por mais doido que seja, é não estar na sua zona de conforto, e por aí adiante.
Então, com tantos relatos e opiniões do que é a loucura, qual é a decisão final? Afinal, o que é?
Para mim, a loucura é uma opinião pessoal.
Cada pessoa tem o direito de achar o que é louco para si, o que é fora dos parâmetros da sua normalidade, não por um conceito geral.
***~***
–Mama, mama, ajuda! — Regina ouviu duas vozes a gritar
entre risos e gargalhadas.
–Ah, eu vou apanhar-vos! -Uma Emma com um sorriso enorme surgiu na sala a perseguir os seu dois filhos.
No segundo seguinte os dois saltaram para cima da Regina tentando-se esconder
da Emma.
–Ok, o que é que se está a passar
aqui? -Regina perguntou enquanto que a Alison e o Ethan escondiam-se ainda a rir.
–A mumy quer nos apanhar
para depois comer-nos! -Ethan falou enquanto que usava o braço da morena para tapar-se.
–Para comer-vos?! -Regina falou fingindo choque.
–Sim mama, ajuda-nos! -Alison falou a abraçar o máximo que pode da cintura da sua mãe visto que a Regina estava sentada no sofá.
–Descansem, eu não vou deixar a mumy vos coma. -Regina falou enquanto puxava os gémeos para mais perto.
–Ei! Isso não é justo! -Emma falou parecendo uma criança birrenta.
–É sim! -Ethan disse.
–A é? Então e o que é que me impede de vos apanhar
agora mesmo?
–A mama. -Alison falou.
–Mmhh não me parece
. -A salvadora falou enquanto que agarrava no Ethan pondo-o em cima do outro sofá.
–Mama, ajuda! -Gritou a rir visto que a Emma fazia cocegas na barriga.
Alison correu na direção da mãe e do irmão e ,com a intenção de salva-lo pulou para cima das costas da xerife.
Regina começou a rir da situação ao ver
a sua esposa a tentar
controlá-los o que estava a começar
a ser impossível, sendo assim saiu do sofá e foi na direção deles pegando na Alison começando a fazer um ataque de cocegas.
***~***
Emma acordou do sonho e logo começou a olhar
para os lados, durante uns segundos não reconheceu onde estava mas logo lembrou-se de toda a situação de ontem. Era loucura
o que estava a acontecer
, ela daria qualquer coisa para poder voltar para o a sua casa, com a sua esposa e os seus filhos, qual quer coisa, mas não, o destino tinha que armar contra elas, Emma e Regina, e fazer com que algo aconteça.
O por quê de o passado ter sido mudado? Não se sabe, nem penso que algum dia se irá saber
, só sabemos a consequência que trouxe com ele.
A salvadora deixou as lágrimas à tanto contidas fluírem agora, enquanto todos os outros descansavam era aí que ela podia finalmente quebrar, durante o dia não, a sua esposa precisava dela.
As memória do sonho voltaram à sua mente, aquele dia tinha sido perfeito, os últimos anos tinham sido perfeitos, pelo menos a grande parte deles, mas como dizem, tudo o que é bom acaba depressa.
Alison e Ethan, eles, juntamente com a Regina e o Henry, representavam o mundo para ela.
Apesar de serem gémeos eles têm diferenças ao nível de aparência, já que vieram em bolsas separadas. Alison é a fotocopia da Emma, cabelo loiro, olhos verdes, a pele e as expressões, porém o génio da menina de 5 anos é bastante idêntico ao da Regina. Já o Ethan é a fotocopia da Regina, tirando os olhos verdes que foi buscar à xerife, cabelo preto, a pele clara levemente bronzeada como a mãe e as expressões, mas, tal e qual como a irmã, o génio é tal e qual como a Emma.
Emma sorriu ao lembrar-se dos filhos, já tinha saudades, e só a possibilidade de os perder partia-lhe o coração.
Ficou assim, a chorar, deitada de costas para a esposa enquanto que as memórias vinham à mente até sentir um braço a envolver a sua cintura e o corpo da perfeita a colar-se ao seu.
–Até quando vais continuar com esse hábito de chorar sozinha? -A voz da Regina soou baixa e rouca.
A rainha encostou a testa na parte de traz da cabeça da sua esposa dando um beijo na sua nuca.
Emma virou-se ficando de frente, e abraçou com força a sua esposa pondo a sua cabeça no peito seu deixando as lágrimas caírem livremente.
Regina levou a sua mão à cabeça da loira fazendo um leve carinho.
Vários minutos passaram e nenhuma delas saiu da posição em que estava apesar do choro da Emma ter cessado.
–Achas que vai resultar, o plano? -Emma perguntou com a voz quebradiça.
–Acho que sim, afinal é o primeiro passo para toda esta confusão ficar resolvida. -Regina falou dando um outro beijo no topo da cabeça da salvadora.
–Espero que tenhas razão.
–Quando é que eu não tenho. -A rainha falou a tentar amenizar o clima tenso à volta delas.
Emma deu uma leve risada e levantou a cabeça alcançando os lábios da Regina começando um beijo.
A língua da salvadora passou pelo lábio inferior da morena pedindo passagem que logo foi lhe concedida começando um dança sensual.
O beijo que começou de maneira calma rapidamente tornou-se mais exigente e apaixonante. A mão da Emma foi para dentro da blusa da Regina apertando a pele macia da mesma até chegar ao seu seio apertando-o com força o que resultou de um gemido contido pelos lábios da loira.
Emma subiu em cima da Regina ficando sentada em cima dos quadris, a boca da mesma a distribuir beijos e lambidas pelo pescoço da morena que tentava manter-se em silêncio a todo o custo.
–Emma... -Regina falou com notável rouquidão.
–Sim? -Respondeu dando uma mordida em cima do ponto de pulsão.
–Eu preciso de ti...
–Tu já me tens. -A loira disse baixo a milímetros do ouvido da esposa.
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