We are Malfoys
5 Chapter Five

I'm out of touch, I'm out of love
I'll pick you up when you're getting down
And out of all these things I've done
I think I love you better now
Lucy
A ruiva estava animada. O dia começaria com sua aula favorita, as suas duas melhores amigas não estavam discutindo, — o que acontecia muito — e um garoto bonito tinha a chamado para sair. No momento ela observava ele tomando café com os amigos, os cabelos loiros caindo pela testa e os olhos brilhando, ele gargalhava com alguma coisa que o menino ao seu lado tinha dito. Quando ele finalmente olhou para a menina, piscou fazendo-o corar. Ah, ela adorava os tímidos.
Pegou um pudim e antes da segunda colherada sentiu o salão parar, nenhuma palavra era dita e todos pareciam observar algo, franziu o cenho e olhou para trás. Aquilo não podia ser verdade. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo com ela. De novo. Os olhos se encheram de lágrimas com as lembranças de um passado que voltou a tona tão rápido quanto tinha sido enterrado.
"A menina tinha só 9 anos, mas era muito esperta para a idade. Era isso que todos diziam. Ela orgulhava eles, sabia disso. Percebia sempre que via a mãe a observando ler, cantar ou fazer tudo tão graciosamente. Os cabelos lisos e ruivos faziam a menina parecer uma pintura, os olhos azuis cintilavam sempre que alguém sorria para ela, adorava que olhassem tudo que ela fazia, adorava que observassem ela dançar ou pintar. Atenção. Era tudo que ela precisava e era tudo que ela tinha.
Sua irmã Molly nunca fora um grande problema, ninguém dava tanta atenção para ela. Claro. Lucy sempre foi mais bonita e também um talento prodígio, fazia tudo bem e deixava todos encantados enquanto Molly ficava escondida atrás dos livros; lia dia e noite, tagarelava coisas sem sentido e falava como ia ser incrível em Hogwarts. Como se Lucy ligasse. Ela só ligava para as coisas incríveis que poderia fazer.
Mas quando a irmã foi embora ela realmente sentiu falta. Não que elas fossem próximas, mas era estranho não ter alguém sentado no sofá lendo um livro enorme ou alguém na cama de cima da beliche. O quarto ficava tão vazio sem ela, porém ainda era bom porque tinha ainda mais atenções para ela. Os pais conversavam só com ela, passeavam só com ela e com certeza, gostavam mais dela. Quem não gostaria?
Quando Molly voltou ela ficou feliz. Fez a irmã contar tudo que havia acontecido e ficou maravilhada com as histórias que ela contava sobre o castelo. No jantar aconteceu algo que ela nunca tinha imagino; Ninguém olhava para ela, ninguém perguntou sobre o dia dela. Eles simplesmente ignoravam a menina mais nova, tudo porque a outra tinha histórias incríveis para contar, até tinha marcado um mini-jogo de Quadribol com o pai. Como se Lucy ligasse para essas coisas...
Ela ligava para as atenções roubadas. Então era esse o plano? Ir para Hogwarts só para roubar as atenções? Molly queria tudo que era dela e ela teve que aceitar isso por dois anos, e quando finalmente foi para Hogwarts e tinha coisas para contar, mas ninguém realmente ligou. E naquela noite ela chorou. Chorou como nunca tinha chorado, se trancou no banheiro do quarto e não sairia por nada. Os pais não podiam ver como ela estava horrível, não podiam ver como ela era fraca, como ela era invejosa. Invejosa, Lucy Weasley era apenas uma garota com inveja da irmã, e ninguém realmente se importava para ela. Porque ela era um rostinho bonito que dançava e cantava bem, mas tinha notas médias. Não eram super boas como as da irmã. A irmã que roubou tudo que ela tinha. A irmã que tinha aquilo que devia ser dela."
Lucy Weasley era apenas uma invejosa. Uma garota com inveja da irmã. A irmã que tinha tudo que deveria ser dela. Leo Malfoy. Ele devia ser dela.
Lutou contra as lágrimas observando os dois desfilarem pelo local como um casal bonito, apaixonado e feliz. Eles pareciam ser, deviam realmente se amar para superar tantas barreiras, para se assumir assim... Molly tive a coragem que ela não teve, ela admitiu que era apaixonado por ele, coisa que Lucy não poderia fazer se quisesse atenção. Se ela estivesse com ele, ninguém iria gostar mais dela, os pais a olhariam feio e a deserdariam, tinha certeza. Mas a mais velha não deveria ligar.
Lucy ligava. Ela queria a atenção só para ela. Ela queria ser amada e aceita. Não poderia ao lado dele.
Ela é só uma menininha fraca.
Leo [Pov]
Molly apertava minhas mãos como se vidas dependessem disso, meus dedos doíam e meu coração batia rápido. Eu estava morrendo de medo assim como ela, mas a ideia era minha e eu tinha que fazer ela se sentir bem. Sabia que ela estava arriscando tudo por causa desse romance, então eu ia me manter inteiro para ela, eu tinha que ser forte por minha namorada. Minha. Namorada. Duas das minhas palavras favoritas relacionadas à Molly. Meus pais iriam entender, eu sei que sim, afinal eles também era um casal improvável e complicado já que mamãe é mestiça e papai, bom, ele é um Malfoy.
Revirei os olhos ao ver Nate e sua gangue vindo em nossa direção.
— Ora, ora — o garoto começou com um sorriso debochado — Quem diria, hein! Na verdade eu diria, os dois esquisitos. Só é estranho esses dois sobrenomes juntos, tipo Molly Malfoy. Não soa bem, vocês não acham?
Eles riram e sentir a garota ao meu lado estremecer, tentou tirar a sua mão da minha, mas eu simplesmente as apertei mais ainda.
— Sim. Nós somos esquisitos, mas eu não ligo, okay? Eu amo essa garota aqui e vou fazer questão de convidar você para o meu casamento com ela, todos vocês já estão convidados! Quero que cada um de vocês nós veja. Bem sucedidos, apaixonados e felizes. E vocês? Vão ser apenas pessoas cruéis e perdidas sofrendo pela felicidade alheia. Estou com quem eu quero, sorrindo apesar de toda a confusão e ainda sim, feliz. Eu sou o cara mais feliz do mundo! E você Nate é apenas um cara que cruel e idiota. Então me diz, eu sou esquisito por ser feliz ou você que é esquisito por ser um nada na vida de todo mundo que te cerca? Porque isso que você é, um nada! Me diga, você ama alguém? Alguém te ama além dos seus queridos pais sangue-puros?
O menino tinha o olhar perdido e todos atrás deles tinham os olhos arregalados. Nunca tinha realmente respondido as ofensas dele e até senti um peso na consciência por tudo que tinha dito.
— Você vai nós deixar passar ou vai continuar aí sendo um idiota sem palavras?
Por incrível que pareça não fui eu quem disse isso. Molly sorria e seus olhos brilhavam, os cabelos voavam com o vento forte, eu retribui o sorriso confiante. Andamos lado a lado atraindo os olhares chocados e não foi diferente quando entramos no Salão Principal; todos olhavam para nossas mãos entrelaçadas, tentei parecer confiante, mas tremia por dentro e sabia que a menina ao meu lado sentia o mesmo. Engoli em seco e olhei para os olhares chocados, foi quando meus olhos se encontraram com os dela, Lucy tinha o pensamento longe mas os olhos azuis pareciam sofrer, estremeci ao pensar que talvez ela estivesse com ciúmes. Ela não poderia, não agora que eu tinha — finalmente — superado.
Dei um passo em direção a mesa da Sonserina porém fui impedido por Molly que foi para o da Grifinória, nossos corpos deram um impulso e se encontraram, rimos. Soltei a mão dela nervoso e olhei ela ir para a mesa.
— Ei Molly! — ela me olhou.
Caminhei rapidamente até a garota e a beijei. Juro que pude sentir as respirações se prenderem e até os olhares de descrença que nós cercavam. Sorri com o pensamento, nós separamos e ela sorriu enquanto olhava para os lados. Confirmei minha teoria quando virei para a mesa da minha casa e todos me encaravam, os olhares pareciam queimar minha pele.
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