We Found Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Mais um cap pra vcs, aproveitem e esperamos que goste, fizemos com muito carinho (:
Após muito chorar, Santana acaba dormindo, enquanto Brittany, que estava abraçando a latina fazia carinho em seus cabelos, ela fica pensando o quanto Santana já devia ter sofrido por toda sua infância com os abusos do padrasto e o quanto ainda devia sofrer em carregar esse trauma. Agora que sabia o porquê dos pesadelos de Santana, Brittany sentia ainda mais vontade de proteger Santana, e queria mais e mais cuidar da latina e se certificar de que nada de mal iria acontecer a ela, nunca mais.
Brittany estava perdida em seus pensamentos, quando ouve a campainha, ela se levanta com cuidado para não atrapalhar o sono de Santana e vai em direção a porta da sala, de onde vinha o som.
Ela não fica de tudo espantada quando olha no olho mágico e ve que é Puck quem as vinha visitar:
- Oi Puck, entra – Brittany fala abrindo a porta
- Oi Britt, cadê minha irmã? – Puck fala olhando em todas as direções procurando a irmã
- Ela ta dormindo, entra – Brittany fala abrindo espaço para Puck entrar
- Brigada – Puck fala entrando na by Text-Enhance\" href=\"http://fanfiction.com.br/\">casa
Os dois vão em direção ao sofá e se sentam:
- Como ela esta? – Puck
- Agora ela ta bem, mas já chorou demais, ela me contou o que aconteceu – Brittany
- Contou?! – Puck pergunta surpreso – Ela nunca contou isso pra ninguém, nem pra nenhum namorado ou nada do tipo, os únicos que sabem disso somos eu e a Quinn!
- Serio? — Brittany
- Sim, a Sant e muito fechada em relação aos sentimentos dela, e demora pra confiar nas pessoas, se ela te contou isso e porquê realmente confia em by Text-Enhance\" href=\"http://fanfiction.com.br/\">você, ela deve gostar muito de você – Puck
- Eu também gosto muito da Sant, ela é bem mais que uma irmã pra mim, pode parecer loucura mais ela é perfeita, e sabendo que ela já passou por tudo o que passou me faz admirar ainda mais ela – Brittany
- Você gosta dela somente como amiga ou como algo á mais? – Puck
- Eu não vou mentir pra você Puck, eu sinto alguma coisa muito especial pela Santana, é um carinho muito grande e uma by Text-Enhance\" href=\"http://fanfiction.com.br/\">necessidade de proteger ela e não deixar nada nem ninguém machucar ela nunca...Eu não sei o que é isso – Brittany
- É amor, eu sinto a mesma coisa pela Quinn, eu gosto de você Brittany, e eu to vendo que você faz bem pra minha irmã e eu sei que você ia fazer ela feliz, então se você gosta dela, luta por ela, a Santana merece alguém que seja legal e que goste dela de verdade – Puck
- Brigada pelo conselho Puck, eu vou lutar pela sua irmã sim, mas você acha que eu tenho alguma chance? Ela acabou de terminar com o namorado e eu não quero que ela ache que eu quero me aproveitar dela, porque isso é tudo que eu não quero – Brittany
- Pelo jeito que a minha irmã te olha, ela sente a mesma coisa, só que ela não gosta muito de admitir os sentimentos...- Puck
- Eu vou lutar por ela – Brittany
- Bom, eu vou embora, não gosto de passar muito tempo longe das minhas meninas – Puck fala se levantando do sofá
- Dá um super beijo naquela coisa fofa da sua filha – Brittany
Puck responde com um sorriso para Brittany e vai embora.
Quando Brittany by Text-Enhance\" href=\"http://fanfiction.com.br/\">volta para o quarto, encontra Santana se remexendo muito na cama, ela parecia atordoada com alguma coisa.
Brittany se deita ao lado da latina e a abraça apertado, aos poucos Santana parece se acalmar, Brittany também acaba adormecendo.
Horas depois Santana acorda suada e um pouco atordoada, ela se levanta e vai ate a cozinha tomar um copo com água, e lembras que ela fazia questão de esquecer acabam voltando:
Flashback on
A garota morena remexia desanimadamente o seu cereal na tigela, a noite passada tinha sido a pior da sua vida, ainda conseguia sentir todo o seu corpo ardendo como se fosse se partir no meio, suas costas ainda ardiam em contato com a blusa cor de pêssego fina, na noite passada, a dor foi demais e ela acabou gritando, essas eram as regras, ele sempre lhe dizia que as coisas podiam ficar piores se ela infligisse as regras, e ficar calada era uma delas, um grito foi o suficiente para que ele lhe acertasse vinte e cinco vezes nas costas com o fio elétrico, ela abaixou o olhar ao perceber que Stuart entrava no quarto, ele deu bom dia á esposa, que se encontrava no fogão e se sentou de frente para Santana, que ainda evitava contato ocular.
- O que foi o barulho que você ouviu ontem á noite, amor? – perguntou a mulher, despejando as panquecas no prato do marido.
- Um problema com a Santy, nada não a gente já resolveu, né querida? – ele perguntou, lhe mandando um olhar incisivo, mais um aviso, ele sempre lhe mandava avisos.
Ela assentiu com timidez, submissão, somente ela poderia saber o quanto o temia, desde que todo aquele pesadelo começou, tudo o que ela fazia era ter medo, ela já tinha dezesseis anos e sabia que aquele homem não seria capaz de matar Noah, sendo que seu irmão era três vezes maior e com certeza capaz de proteger ela e sua mãe, mas agora, não era mais medo de perder a sua família, era vergonha, ela tinha vergonha do que as pessoas iam pensar quando descobrissem sobre isso, então ela escolheu ficar calada, sabia que aquilo não era saudável.
Flashback off
Aquilo era passado, por tanto não fazia sentido Santana ficar relembrando isso, era passado, agora ela estava bem e segura e cercada por pessoas que a amavam e isso era tudo o que lhe importava.
A latina volta pra cama e dorme tranquilamente abraçada com Brittany pelo resto da noite.
...
Na manha seguinte, Santana acorda sozinha na cama, a morena se levanta e vai em direção a cozinha, onde encontra Brittany fazendo o café da manha:
- Bom dia – Santana fala se espreguiçando
- Bom dia raio de sol – Brittany fala indo ate Santana e a abraçando – Eu fiz panquecas
- Eu amo panquecas! – Santana
- Então pega o melado e se senta porquê elas já estão quase prontas – Brittany
As duas se sentam e tomam café, quando terminam Brittany fala:
- Você vai trabalhar hoje? – Brittany
- Não, eu vou tirar o dia de folga, não conseguir cuidar dos meus pequenos com tanta coisa na cabeça, e você? – Santana
- Eu vou ate o estúdio arrumar minha sala, elas estão uma bagunça sem tamanho – Brittany
- Você não pode fazer isso outro dia? Eu não queria ficar sozinha hoje...- Santana
- Bom, você pode ir comigo, quatro mãos trabalham melhor que duas – Brittany
- Tudo bem, mas só se você me ensinar alguns passos...- Santana
- Fechado – Brittany
...
Após arrumarem a sala de Brittany, Santana cobra a parte de Brittany no trato:
- Agora, você vai poder me ensinar os passos? – Santana
- Claro, vou começar com dança de salão, o que acha? – Brittany
- Otimo! – Santana
A loira coloca uma musica e se aproxima de Santana, quando a musica começa, a morena se afasta bruscamente de Brittany, a loira fica confusa e tenta tocá-la.
- Não chega perto de mim! – ela gritou, afastando o braço e agarrando o cabelo, parecia nervosa demais.
- O que foi, Sant? – perguntou Brittany, e por um momento, a voz da garota loira chegou á cabeça da morena, a confundindo ainda mais enquanto as lembranças vinham como ondas em seu cérebro.
A morena corre pro canto da sala, onde se encolhe toda e começa a chorar como uma criança e a loura se aproxima dela, e mesmo sem entender a abraça e a nina como um bebê, sempre é assim entre elas, não precisam de palavras para saber quando a outra está mal.
- Essa musica...e a musica dele...do Stuart – Santana fala quase meia hora depois quando finalmente acalma um pouco
- A musica de quando ele...- Brittany
Santana acena positivamente:
- Era... Era a música que ele colocava para que ninguém ouvisse quando eu gritava.
- Você não precisa ficar assim Sant, ele já não pode mais te machucar, eu vou te proteger agora – Brittany
- Promete? – Santana fala olhando nos olhos de Brittany
- Prometo – Brittany percebendo o quanto os rostos das duas estavam perto, não resiste e acaba selando os lábios das duas, um beijo calma, mas cheio de amor e afeto
Quando se separaram, Brittany desligou o som, e abraçou a morena ainda mais apertado junto ao seu corpo, a eletricidade entre as duas era presente, o beijo as tinha deixado com faíscas e elas estavam atônitas, Santana se encolheu no colo da loira, se sentindo protegida, Brittany estava confusa, tinha acabado de beijar a morena e nada foi feito, Santana a correspondeu, mas por que estava tão calada?
- San? – perguntou a loira com uma voz melosa.
Santana gemeu e se virou para a garota, olhando bem fundo em seus olhos, uma tentava ler os olhos da outra, Brittany via calma, sinceridade e paz nos olhos cor de chocolate, enquanto que Santana via dúvida e inquietação nos olhos azuis.
- Você está triste, BrittBritt? – perguntou a morena, se sentando e pegando uma mecha dos cabelos loiros entre os dedos.
- Não... É que... Eu te beijei! – disse a loira, parecendo surpresa.
- Eu sei disso, Britt.
- E... Você não fez nada. – ela disse, como se tentasse chegar a um ponto.
- Eu também sei disso, e sabe o que eu to afim de fazer? – perguntou a morena, com a voz rouca de desejo, sentando no colo da loira e passando os braços em volta do seu pescoço.
- O que? – perguntou ela, sentindo o hálito de Santana muito perto do seu rosto, o cheiro dela a inebriava e fazia com que se sentisse bem.
- Te beijar. – disse a morena, por fim, beijando a outra com força, logo o beijo foi ficando mais intenso, a loira colocou sua mão por baixo da blusa da outra, fazendo-a soltar um gemido baixo quando a mão fria se tocou contra suas costas quentes.
Elas ficaram alguns minutos ali se beijando com intensidade até que precisaram respirar, quando pararam, Britt se levantou, ela não conhecia aquele lado de Santana, aquele lado sem cortes, sem timidez, sem medo, mas aquele era o lado que a morena mostrava quando estava com ela, ela estendeu a mão e a outra aceitou, se levantando também, a sala estava em um silencio mortal e a única coisa que elas podiam pensar era na outra.
- Vem, San, quero te mostrar um lugar. – disse a loira, puxando a outra pela mão.
- Pra onde nós vamos, BrittBritt? – perguntou a latina, saindo com a outra do estúdio.
- Você vai ver. – as duas entraram no carro e a loira começou a dirigir rápido demais, Santana parecia assustada.
- Brittany, você tá me assustando. – disse a morena, ao perceber que Nova York estava sumindo, dando lugar a uma estrada bonita cercada por uma floresta alta.
— Calma, eu quero te mostrar um lugar, é muito lindo, Santy. – disse a outra, sorrindo do nervosismo da morena, dirigiram por mais um tempo e depois andaram por um caminho de arvores até que chegaram a um parque, ele estava muito vazio e parecia mais um campo de futebol, a grama bem cortada, lindas árvores rodeavam o espaço vazio, bem no meio de tudo tinha uma pequena área coberta, uma espécie de casinha, do lado esquerdo, tinha um lago de águas cristalinas onde era possível ver os peixes nadando, a morena sorriu, encantada com a beleza do local e a forma como a luz do sol fazia Brittany parecer um anjo.
- Aqui é lindo, Britt. – disse ela, chegando mais perto da loira e enlaçando sua cintura.
- É não é? Dá a sensação que nada mais importa. – ela disse, beijando a morena devagar, jogando os braços em volta do pescoço da outra.
- Aqui parece o paraíso, tem até um anjo! – disse a latina, dando um selinho na loira.
- Vamos no gazebo? – perguntou a bailarina, andando em direção á casinha de madeira.
- O nome daquilo é gazebo? – perguntou a outra, rindo e deixando que a loura a arrastasse.
Quando chegaram lá, se sentaram nas escadas de madeira e observaram o local, uma ao lado da outra.
- Meu pai costumava me trazer aqui e ele construiu esse gazebo para que eu pudesse brincar de boneca enquanto ele pescava com o meus irmãos no lago. – disse a loira, sorrindo com a lembrança.
- Você nunca fala da sua família. – observou a morena, olhando a outra e sorrindo ao perceber que ela tinha ficado vermelha.
- É que, bem... Eu sempre tive a vida perfeita, entende? A loirinha educada, talentosa, perfeita, e tinha a família perfeita também, muito religiosa, o pai, reverendo de uma igreja, sempre criou os filhos muito bem, não deixava nada faltar e praticamente os obrigava a viver a vida como Deus mandou, a mãe, uma dona de casa calma, paciente, o exemplo de mãe de família, e os sete filhos, todos loiros, educados, um exemplo para as outras crianças da comunidade, eu tinha dois irmãos mais velhos, Emily e Jordan, os gêmeos, ele quarterback do time de futebol na escola e ela, a líder de torcida perfeitinha que todos os garotos queriam, e tinha os três irmãos mais novos, Marilyn e Agatha, as gêmeas lindinhas, faziam tudo juntas, usavam roupas iguais e cantavam no coral da igreja, Joshua, o garoto lindo, meigo, um doce, e a Kathelyn, ela sempre foi minha favorita, era a minha irmãzinha, que sempre me abraçava quando eu estava triste.
- E onde estão todos eles? – perguntou a latina, realmente curiosa depois do discurso da outra.
- Depois que eu me assumi... Meu pai surtou, disse que nunca mais queria me ver, eu fiquei perdida por muito tempo, andava pelas ruas sem saber para onde ir, até que um dia, resolvi fazer um teste para uma escola de dança, eles me disseram que eu era um prodígio, me deram uma bolsa com tudo incluído e... Eu estou aqui agora. – disse a loira, mas dava para ver um pouco de dor na sua voz.
- E... Você não sente falta deles?
- Muita, mais do que imagina, mas, não sei como procurá-los e nem sei se eles me aceitariam. – ela disse, olhando os próprios pés. – Emily e Jordan devem ter 28 anos agora, Marilyn e Agatha, uns 23, Joshua, 21, e... Kathelyn... 13, eu sinto falta deles todos os dias, gostaria de saber se eu tenho sobrinhos, sabe? – Santana apenas assentiu, elas passaram algum tempo em silencio, ouvindo o som do vento e dos movimentos no riacho, a latina pensava no que poderia fazer para ajudar a loira, enquanto que a mesma deixava a mente vagar para a sua infância.
- San? – a loira perguntou com a voz melosa, se inclinando um pouco para ver o rosto da latina.
- Hm? – perguntou a outra, levantando uma sobrancelha.
- Você acha que eu poderia encontrá-los? – ela perguntou, e Santana sorriu.
- Acho que eu posso te ajudar com isso. – disse a morena. – qual é o nome dos seus pais?
- Amy e George Pierce. – ela disse, sorrindo.
– onde você morava quando era pequena?
- BakerStreet 1651, a casa amarela.
Depois disso o assunto morreu, elas ficaram falando sobre besteiras, sobre como tudo deveria estar agora, depois foram para o apartamento, onde se deitaram abraçadas e compartilharam um beijo quente antes de se abraçarem.
Notas finais
http://ask.fm/MissAugustoLopez
bjsbjs e espero vcs no ask
Fale com o autor