We Found Love
8 Oh My God
Elas foram para casa, jantaram e dormiram abraçadas como sempre, mas naquela manhã, Santana acordou mais cedo, tomando todo o cuidado do mundo para não acordar a loira, escreveu um bilhete e saiu.
Tive uma emergência no hospital, volto antes que sinta a minha falta, um beijo e se lembre que você é perfeita!
A morena entrou no carro, sempre repetindo o mesmo endereço na cabeça até parar na frente de uma enorme casa amarela.
Ela respirou fundo, pensando se era o melhor a fazer, e acabou decidindo que não custava tentar, Britt não tinha procurado contato desde que a colocaram para fora, quem sabe se eles não sentiam falta da filha?
POVSantana
Me arrumei e andei a passos decididos até a porta da cara, eu estava tremendo sem saber se era a coisa certa, mas precisava fazer aquilo, pela felicidade da minha BrittBritt, me arrumei mais uma vez e apertei a campainha, demorou um pouco, eu ouvi alguns barulhos e então uma garota pré-adolescente abriu a porta.
- Oi... O que quer? – perguntou ela, parecia muito com Brittany, tinha os cabelos loiros longos e os olhos azuis cor de piscina.
- Eu... Sou Santana Lopez, sua mãe está? – eu disse, olhando para dentro da casa, tinha uma foto de Brittany abraçada ao que parecia ser uma versão menor da garota na minha frente no corredor.
- Sou Kathelyn, espera aqui que eu vou chamar ela. – disse a garota, sorrindo, apertando minha mão e correndo pelo corredor gritando para a mãe que tinha uma moça bonita na porta, o que fez Santana sorrir.
Alguns minutos depois, uma senhora loira dos olhos verdes vermelhos e inchados, como se ela tivesse chorado recentemente apareceu na porta.
- Olá, Sou Amy.
- Santana. – eu disse, apertando a sua mão.
- O que deseja?
- Bem... Eu... Eu vim falar sobre a sua filha... – ela me olhou com curiosidade e duvida.
- Qual delas?
- Bri-Brittany. – eu disse, engasgando um pouco e realmente pensando em ir embora, mas decidi que já tinha ido longe demais.
- Entre. – disse a mulher, e eu a acompanhei, quando passamos pelo corredor, percebemos que Kathelyn estava ouvindo, ela me olhou com curiosidade e correu para perto de mim.
- O que aconteceu com a Britt?! – perguntou ela, com os olhos marejados, eu a olhei.
- Nada, Kathelyn, ela está bem. – a mulher me cortou, puxando meu braço para uma sala. – Vá chamar o Joshua para ir ao parque, vá! Quero privacidade! – gritou a mulher, me levando a um sofá e se sentando perto de mim.
- Quer água ou algo para beber? – ela perguntou, mas eu ainda olhava para a porta, pensando na forma como ela tratou aquela garotinha.
- Ahn? – ela repetiu a pergunta e eu neguei.
- O que sabe sobre Brittany? – ela perguntou, me olhando bem e me estudando, me ajeitei no sofá e a estudei também.
- Bem... Eu sou amiga dela há algum tempo e... Resolvi ajudá-la... Olha só... Ela... Ela me falou o que aconteceu e... Senhora, ela sente muito a falta de vocês. – eu disse, tentando fazer com que ela seguisse minha linha de raciocínio.
- Ela... Onde ela está? – perguntou a mulher, podia ver algumas lagrimas se formando, sim, ela sentia falta da filha.
- Dormindo... Eu acho... Quando saí do apartamento ela estava dormindo... – pensei, mas então senti meu telefone vibrar, o atendi, era Britt.
- Alô? San? Onde você está? – perguntou ela, com uma voz doce.
- No hospital, Britt, foi só uma menininha que não reagiu bem á cirurgia, vou estar aí logo, ok? Me espere! Um beijo. – eu disse, sorrindo ao ouvir a voz da minha loira.
- Nossa... espero que ela fique bem, to te esperando, tchau! – disse ela, animada, desligando logo em seguida.
- Ai, meu deus! Você é a namorada dela? – perguntou a mulher, eu pensei bem, poderia me considerar a namorada?
- Hmmm... É... – eu disse, e pude ver algumas lágrimas se formarem em seus olhos e escaparem, ela respirou fundo e me olhou com os olhos marejados.
- Você a ama? – perguntou a mulher, me olhando bem, mas o som da sua voz quase não saiu, como se as lágrimas impedissem sua garganta de funcionar.
- Sim, muito. – essas palavras caíram como pesos contra mim, eram verdade? Sim, mas eu nunca tinha admitido isso para ninguém, e agora, eu tinha dito em voz alta. – Faria qualquer coisa para que ela fosse feliz.
- Olha só... – a mulher respirou fundo, lutando contra as lágrimas, eu estava completamente sem reação, já tinha visto muita gente chorar, afinal, eu sou médica, tenho que dar más noticias, mas, naquele momento, não sabia o que dizer. – O pai dela faleceu... Há dois meses. – meus olhos se arregalaram, a mulher se desfazia em lágrimas e tudo o que eu pensava era em como falar isso para Brittany. – Ela... Ele se enfureceu com... Isso tudo, mas, antes de morrer, ele me pediu para procurá-la... me desculpar com ela... Eu... Venho procurando desde então... – A mulher começou a examinar Santana com olhos atentos, como se tentasse desvendar sua expressão. – Obrigado. – disse a mulher, abraçando a médica, que ficou completamente sem reação.
- Então... Voce... Quer vê-la? – perguntou a morena, se afastando um pouco.
- Mais que tudo no mundo, quero que ela conheça os sobrinhos dela, quero que reveja os irmãos, como posso encontrá-la? – perguntou a mulher, franzindo o cenho.
- Ela tem sobrinhos? – perguntei, me lembrando do que Britt disse sobre sobrinhos.
- Tem sim, quatro, Emily tem uma menininha, Rose, Marilyn tem um garoto chamado Cole e Agatha tem dois, Lindsay e o George, que nasceu há pouco tempo. – explicou a mulher, e não pude deixar de sorrir, Britt ia ficar infinitamente feliz se soubesse que tinha quatro sobrinhos.
- Eu... Acho que você poderia chamar a família toda, a gente se reúne e vamos ao Le Corbusier almoçar, que tal? Podemos fazer uma surpresa para ela! – falei, animada ao imaginar a carinha feliz que ela ia fazer.
- Acho uma ótima ideia, Santana. – ela disse, sorrindo enquanto enxugava as lágrimas com a ponta dos dedos.
- Não sei como falar para ela que o pai morreu... – eu disse, engasgando um pouco e deixando uma lagrima descer pela minha bochecha, ao pensar que ela ia chorar.
- tudo bem, eu falo amanhã. – disse Amy, decidida, então o telefone tocou, eu o peguei e vi a foto de Brittany, sorri e mostrei a foto para a mãe dela, ela estava com Beth no colo no sofá da casa de Quinn.
- Alô, bebê? Já to chegando, me espera só mais um pouquinho, tá? – eu disse, ouvindo a voz de Britt resmungar do outro lado da linha, já imaginando o biquinho que ela devia estar fazendo.
- Affe, San, eu aqui coloquei meu vestido novo pra gente ir visitar a Quinnie e você nem veio! – disse ela, fazendo uma vozinha de bebê.
- Ow, princesa, calma, tá? To chegando aí, a gente pode tomar milkshake de caramelo com chantilly, que tal? – perguntei, sorrindo com o drama que ela fazia.
- Sim! Eu quero lamber seu nariz com chantilly! Que nem na dama e o vagabundo! – ela disse, rindo.
- E você é a dama, por acaso?
- Nós duas somos damas, San.
- Então tá, beijo, se cuida, to chegando ai.
- Beijo, San!
Desliguei o celular e percebi que Amy tinha um sorriso no rosto.
- Eu... tenho que ir... – disse, me levantando.
- Obrigado por ter vindo, amanhã a família toda vai estar no Le Corbusier, e eu vou poder vê-la denovo, foi um prazer, Santana.
Saí da casa correndo, muito feliz porque Britt ia ver sua família de novo, no caminho, passei na confeitaria e comprei torta de morango com doce de leite, a favorita da Brittany, quando cheguei, abri a porta devagar e sorri ao perceber que a loirinha dormia no sofá com a televisão ligada em desenho animado, coloquei a comida em cima da mesa e andei até o móvel, sorrindo em como ela era linda dormindo.
Não resisti, me deitei em cima dela e comecei a dar vários beijos em seu rosto e no pescoço, ouvi ela resmungar, e então seus braços se fecharam á minha volta.
- Adoro seus beijinhos. – ela disse, ainda de olhos fechados.
- Tem torta de doce de leite e morango, acorda pra comer, neném. – eu disse, beijando-a.
- Não, San, você é um sonho, se eu acordar você vai sumir de novo. – ela disse, como se fosse a coisa mais obvia do mundo. – Sinto muito por você não ser real.
Eu sorri com ela pensar que eu sou um sonho, me ajeitei com a cabeça em seu pescoço e dormi também.
POVBrittany
Eu acordei sentindo um peso sobre a minha barriga, olhei e vi que era a Santana.
- San!? Você está aqui! – eu gritei um pouco alto demais, ela se assustou, deu um grito e caiu de cima de mim direto no chão. – Ai meu deus! San, você tá bem? – perguntei, descendo do sofá ao perceber que ela tinha batido com a cabeça no chão.
- To, to sim, Britt, calma. – ela disse, se sentando e passando a mão na testa.
- Eu sou uma desastrada! Te derrubei de cima do sofá! – eu reclamei, ela sorriu para mim.
- Tudo bem, eu te perdôo. – ela disse, engatinhando por cima do sofá e me beijando, o que era um selinho se tornou um beijo quente e demorado, eu me encostei no sofá e ela ficou com um joelho de cada lado do meu corpo, podia sentir sua pele quente contra a minha, e aquilo era delicioso, os beijos dela me levavam no céu.
- Eu te amo. – ela disse, e nesse momento a porta se abriu e ouviu-se um grito.
- Ai meu deus! Desculpa! – gritou Quinn, tapando os olhos de Beth, que estava em seu colo.
- Quinn sua vadia!! – gritou Santana, saindo de cima de mim.
Um gif fofo pra vcs:
Fale com o autor