We Found Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que desfrutem bastante da leitura.
Era tão difícil de iniciar minha vida. E o pior, não era recomeçar novamente e sim, comentar sobre o passado. Em vários momentos de minha vida, eu apenas, desejei um príncipe que me amasse e me acolhesse com delicadeza entre seus braços. Então, eu logo me perguntava, se aquele cara existia.
Não estou falando do tipo de cara que enxuga as minhas lágrimas do chão, na verdade, estou falando do homem que antes mesmo de me ver chorando, luta para que minhas lágrimas não se procriem. Era pedir demais? Ou desejar demais?
Todos aqueles dias de desejo e luto, difíceis e solitários. Aqueles dias em que eu necessitava de um abraço quente e um beijo de retirar o fôlego, apenas, no intuito de me fazer esquecer dos problemas.
Eu fitei a janela com um copo de leite quente em uma das mãos.
Mais suspiros, mais múrmuros, mais tristezas.
Elevei-me cansada e segui para cama. Deitei por ali mesmo, fitando a parede e cai no sono.
Acordei meio atordoada e fui ao banheiro. Tomei um banho, escovei os dentes e coloquei uma roupa.
Assim fiquei mais um dia. Sentada sobre o sofá, fitando os casais passarem pela janela e tomando leite quente, ou até mesmo um café para me manter alerta.
Meus pensamentos martelavam sobre minha mente, eles admitiam coisas que eu queria ignorar havia um bom tempo. Eles tentavam me mostrar coisas, que eu queria guardar, só para não cair em prantos mais uma vez.
Levantei-me novamente e inquieta, segui para o andar de baixo.
Lá em baixo, encontravam-se mamãe, papai e maninha. Papai, como sempre, lia seu jornal do dia, enquanto mamãe tentava fazer panquecas com auxílio da Dona Lurdes, nossa empregada. Já a minha maninha Isabella, fitava seu celular atentamente e digitava apressadamente sobre os botões do aparelho eletrônico.
–Bom dia. – Eu disse e larguei a xícara sobre a pia.
–Buenos dias. – Brincou Isabella.
–Preparados para experimentar minhas panquecas, pessoal? – Perguntou mamãe sorridente.
– Não vejo a hora. – Eu disse sarcasticamente.–Eu acho que vou dar uma saída. –Eu comentei e fui até a porta. Mandei beijos para todos e segui para a calçada.
Eu fitei as árvores e andei sem rumo. Apenas, buscando encontrar respostas para minhas dúvidas, e tentar ajeitar minha vida.
Uma coisa que realmente eu não entendo, é o modo como as pessoas conseguem aconselhar outros indivíduos, todavia, quando chega o momento de se aconselharem, parecem se esquecer do pouco ou muito do que aprenderam até agora.
Um casal havia passado em minha frente. Eles se fitavam com um olhar de arfar corações, suas mãos se apalpavam e eles riam como duas crianças em dia de festa. A menina possuía olhos verdes, era uma mulata, cabelo encaracolado e bem tratado. E ele era completamente diferente, olhos negros, de pele branca, cabelo arrepiado e loiro.
Eu sorri sozinha e fitei o céu.
As aulas começariam na próxima semana. E em todos os momentos de férias, eu fiquei em casa, ou mexendo no meu computador, ou vendo TV. Assim, eu me perguntava:
“Podia ficar pior?”
Eu escutei o canto dos pássaros e deixei que toda a minha solidão sumisse.
–Natália, joga a bola de volta. –Eu escutei um grito soar até meus ouvidos.
Abri os olhos rapidamente e fitei o menino a minha frente.
–Que bola?
–Essa que está na sua frente. – Informou-me Gabriel.
Eu fitei o chão atentamente e peguei a bola com as duas mãos. Logo em seguida, atravessei a rua e a entreguei a Gabriel. Ele me deu um sorriso amigável e agradeceu, voltando aos meninos aborrecentes viciados em futebol.
Observei-os correr sobre o campo do parque. Pulos, saltos, faltas, risos, amizade... Tudo misturado por um esporte bobo, porém, influenciável.
O futebol havia terminado, eu continuei lá, fitando o nada. Apenas, esperando por algo diferente em minha vida.
– Vai ficar parada ai mesmo? – Indagou Gabriel.
–Tem algo melhor a se fazer? –Eu perguntei e revirei os olhos.
–Quer sair? –Ele convidou.
Gabriel havia me convidado para sair? Realmente não era uma coisa que se via todo dia.
–Eu topo. –Eu aceitei.
“Afinal, o que eu podia perder com essa saída?”
Notas finais
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