Notas iniciais
Oi garotas!!! (ou garotos).
Mais um capítulo para vocês.
Até lá embaixo.↓

Eu escutava os barulhos das nossas pisadas sobre o caminho de terra do parque.

- Preparada para voltar às aulas? –Gabriel puxou assunto.

Fitei-o com um sorriso amarelado e concordei com a cabeça.

- Quer uma casquinha de sorvete? –Ele perguntou após avistar uma sorveteria.

-Acho que vou querer sim. – Aceitei e o observei ir.

Parei um instante para analisar ao meu redor e fiquei me perguntando se tudo feito por Deus seria mesmo imperfeito, ou apenas, uma forma rude de dizer que você não pode viver com perfeições, pois você está condenado a sofrer por injustos julgamentos de pessoas que também nunca serão perfeitas.

-Natália? –Gabriel berrou, retirando-me de meus devaneios.

-O que foi?

- Você se esqueceu de me falar o sabor da casquinha que você quer. – Ele respondeu sorridente.

-Quero de creme.

Gabriel se virou para o sorveteiro e fez seu pedido.

Continuei fitando Gabriel e por um instante, peguei-me o analisando de cima a baixo.

“O que estou fazendo?” – Eu gritei em pensamento.

Gabriel voltou com as duas casquinhas nas mãos e entregou-me a de creme.

-Onde nós estávamos mesmo? –Ele indagou.

-Volta às aulas. –Relembrei-o.

-Ah! É verdade. – Ele admitiu e me deu uma olhada oculta ( talvez, não tão oculta assim). – Poderia lhe fazer um convite?

“Um... O que?” – Eu pensei surpreendida, e logo em seguida, enruguei a testa.

-Pode sim.

-Você gostaria de ir a uma festa comigo?

-Eu não sei...

-Tem algo para fazer essa noite?

-Que eu saiba não. Na verdade, eu nunca tenho.

-Agora você tem.

Ri meio ruborizada e bati meu ombro sobre o dele.

-Acho que vou sim.

-OK. Mas, eu preciso do endereço de sua casa. –Ele confessou.

-Não acha melhor pegar o número do meu celular e depois a gente resolvi isso?

-Gostei da idéia.

Ele sorriu e levou sua mão não ocupada até o bolso da calça e de lá, retirou seu celular.

Depois de ter dado o meu número do celular a Gabriel. Ficamos conversando um bom tempo sobre as férias, momentos pessoais... E eu devia admitir que me diverti bastante.

-Você ainda namora? –Eu deixei escapar.

Ele me deu uma olhada maliciosa, sorriu e perguntou:

-Por que está interessada?

-Por nada. Só que o seu namoro com a Beatriz foi o bate-papo na escola no ano passado.

-Eu sei disso. Eu não namoro mais com ela. Sabe aquela coisa de que aquele que você julgava ser perfeito, na verdade não era tão perfeito assim?!

-Eu sei sim. Minha mãe sempre me diz para nunca julgar o livro pela capa. –Eu filosofei. – Por isso, eu tento não me deixar levar pela beleza exterior e sim, a interior.

Ele ficou em silêncio e ficamos nos encarando por 10 segundos.

-Gostei da frase.

-Isso é bom. –Disse sem graça.

-É melhor eu te levar para casa. –Ele comentou.

-Me levar para casa?

-Sim. Algum problema?

-Nenhum. É que é estranho.

-Por que estranho?

-Sei lá. Nós nunca nos falamos direito e de repente, me deparo com você querendo me levar até minha casa. –Eu respondi confusa.

-O problema é que eu nunca havia reparado o quando você parece ser legal.

“Eu? Legal? Só pode estar de brincadeira.”

Notas finais
E ai, divas? Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.